segunda-feira, janeiro 09, 2017

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA - BANHO DE PISCINA

Feliz Ano Novo a todos os leitores deste querido bloguinho!
Finalmente iniciando as atividades em 2017.

A primeira semana do ano é sempre uma semana de recesso para mim, pois tenho este direito no meu trabalho. Então aproveito para resolver coisas necessárias na rua e descansar da correria de fim de ano.
Este ano meu recesso foi bem atípico, pois além das coisas acima citadas, nunca tive um recesso tão "vida louca". Sinal de que 2017 promete!
Foram 3 festas em 1 semana, mais uma ida ao cinema com meu irmão, o que implicou em 4 noites indo dormir super tarde (e em 3 delas um tanto alcoolizada kkk). E o encerramento da "semana vida louca" foi com festa na piscina!

Dentre as amizades mais antigas as quais consegui conservar está uma amiga a qual estudamos juntas na 7a e 8a séries. E creio que em 2015 (2016 tenho certeza que não foi) fomos a um Festival de Vinhos no Terraço Shopping (uma grande vantagem de fazer níver no fim de maio e fazer compras pré-níver lá, pois com R$150,00 em compras ganhei um par de ingressos). E lá degustamos e ela comprou um vinho "para piscina", que consiste em um vinho rosé mais concentrado que se toma com 2 pedras de gelo dentro (recomendação da embalagem) para ficar com sabor suave e agradável. E na casa dos pais dela tem piscina...
Na última vez que saímos juntas, ela me disse que o vinho ainda estava na casa dela, aguardando minha companhia para ser tomado. Super fofo! Daí eu disse que ela tinha que marcar uma festa na piscina pra podermos tomá-lo.

Na terça passada, que coincidentemente era níver dela, fui num outro níver. Lá pelas tantas da festa, a outra aniversariante me diz que tinha um Chandon rosé pra se tomar com gelo e pediu minha opinião se deveria abri-lo naquela momento. Eu disse que o níver era dela, logo merecia ser celebrado como quisesse e que espumante era uma boa. O espumante foi aberto, servimos algumas taças e várias pessoas começaram a perguntar qual era a do gelo dentro. Saí contando o fato ocorrido com a minha outra amiga no Festival de Vinhos.
No dia seguinte, constato que o níver da amiga da primeira história tinha sido no dia em que eu estava falando dela. E aí gravei alguns áudios desejando a ela feliz aniversário atrasado e relatando o que tinha ocorrido no dia anterior. Daí ela me responde que então teríamos festa na piscina pra comemorar o níver dela.

Passei a semana passada tentando lembrar quando foi a última vez que tomei banho de piscina e não consegui me lembrar de jeito algum. Consigo lembrar as últimas vezes que entrei no mar, mas numa piscina faz muuuito tempo! 
Pra falar que não entrei recentemente, ano passado estive na casa de uma colega e dança para um ensaio. No final, algumas das meninas entraram na piscina. Eu tinha um compromisso depois e, como minha "logística pós banho de piscina" é um tanto complexa, eu sentei na beira da piscina, tirei as meias e só molhei os pés e as canelas enquanto conversava. Depois sequei-os e fui pro outro compromisso que eu tinha. 

Minha relação com piscina é bem atípica. Na infância, fiz acompanhamento no Hospital Sarah por 1 ano, numa época em que eu morava em Goiânia. Lá eles orientaram minha mãe que ter uma piscina em casa seria um ótimo exercício para mim, pois poderia me movimentar com mais facilidade devido à diminuição do peso. Acho que eles não explicaram, mas analisando hoje, acho que a ideia seria eu fazer algo como hidroginástica ou hidroterapia na minha piscina. 
Minha mãe mandou construir a piscina. Meu irmão fazia aulas de natação em um clube e perguntou a diversos professores se algum deles me daria aulas particulares de natação. Naquela época ninguém pensava que iria existir uma profissão chamada "personal", logo devem ter achado a ideia da minha mãe estranha e ninguém topou. 
Portanto, tive uma piscina em casa por uns 3, 4 anos, mas nunca aprendi a nadar. Deprimente, né! 
Contando esta história para algumas pessoas nos últimos anos, tive algumas amigas se oferecendo pra me ensinar, mas a questão seria eu ter acesso fácil a uma piscina, pois em clubes os médicos não me liberam por desconhecimento e preconceito. Mas pensando bem, o risco de eu pegar uma infecção numa piscina de clube seria bem grande, logo não seria uma boa ideia. Teria que ser em uma piscina particular. Mas enfim, não estou pensando nisto agora, pois a academia já tem me tomado bastante tempo no quesito atividades físicas.

O mais legal foi que a mãe da minha amiga achou a solução "ultimate mega power" para facilitar minha entrada e saída de qualquer piscina: basta eu sentar em uma cadeira (que possa ser molhada, claro!) e a cadeira ser carregada pra dentro ou fora da piscina. Genial! Depois agradeci imensamente a ela pela ideia brilhante e indaguei como ninguém tinha tudo esta ideia antes. A resposta foi muito simples: "É porque você nunca tomou banho de piscina na minha casa antes." kkk
Enfim, só saí da piscina quando eu estava "me derretendo" de tanto tempo que passei dentro. E como era aquecida, ah, você vai protelando, protelando, e não sai. Claro que na hora em que se sai e bate o ventinho vem aquele frio terrível. Mas vale super a pena! =D

quarta-feira, dezembro 28, 2016

ISENÇÕES PARA DEFICIENTES EM SHOPPINGS NO DF

Considerando minhas experiências recentes com isenções de taxa de estacionamento de shoppings no DF para deficientes, relato pra vocês um panorama dos shoppings em que estive nos últimos meses:

  • Park Shopping: deficiente tem direito a isenção da taxa de estacionamento sem limite de tempo. A única chatice é ir em um guichê especifico, em frente à Forever 21, para validação. Mas a atendente me disse que a validação não precisa ser na saída. Pode-se ir ao guichê a qualquer momento, liberar o cartão e passar o resto do dia no shopping. 
  • Terraço Shopping: Isenção de 2h para deficientes. Liberação é feita em qualquer caixa de pagamento de estacionamento. 
  • Brasília Shopping: Isenção de 2h para deficientes. Tem que se ir em um balcão de informações localizado no térreo, próximo ao elevador panorâmico, que efetua a autorização da isenção. Necessário apresentar carteira de motorista. Na hora da saída, vai-se a qualquer caixa de estacionamento para liberação do ticket e pagamento o restante das horas, se for o caso. 
  • Pátio Brasil: Não dá isenção alguma. Portanto, um shopping a se evitar. 
  • Boulevard Shopping: Uma amiga me informou, via Facebook, que há isenção de 2h para idosos. Logo, é provável que tenha para deficientes. Não estive lá depois de receber esta informação para confirmá-la. (As vezes que fui lá, a muito tempo atrás, eu usava a isenção do Carrefour, que era ter 2h grátis para compras acima de um valor X que não me lembro mais. Não sei se isto ainda existe.) 
P.S.: A ideia é manter este post atualizado à medida que novas informações forem surgindo. Portanto, se tiver alguma informação a acrescentar, inclua nos comentários que eu atualizarei no post.


sábado, dezembro 03, 2016

PROJETO VERÃO 2018 (ou COMEÇANDO A SER MAROMBEIRA)

Depois de muito tempo protelando, finalmente entrei numa academia. eeeeeeeeeee \o/

Na verdade eu tava começando a ficar com vontade em 2014, pensando nos benefícios que a musculação poderia trazer pra minha dança. Mas ai veio toda a questão da cirurgia e meus planos foram adiados.
Depois de recuperada, como a ideia inicial esfriou, voltei a protelar. Mas aí minha fisioterapeuta me disse que ficaria de férias dezembro todo. Como eu ia ficar 1 mês fazendo atividade física só 1x por semana (a dança), sendo que ainda terá recesso de fim de ano e, considerando o nível hardcore das aulas de dança (porque pra mim não é mais nível avançado, é nível hardcore), que eu em geral não consigo mais nem fazer a 1h30 de aula toda por ser aeróbico demais pra mim?
Daí aproveitei Black Friday, Black Week, Black Month, sei lá, uma vez que a promoção foi até o fim do mês passado, e resolvi me matricular sem ter que pagar taxa de adesão. Daí minha meta é ir 2x por semana enquanto eu não tiver fisio, 3x na semana durante o recesso da dança e em janeiro, quando tudo volta, ficar 1x por semana na academia. 
De qualquer forma, tenho que organizar muito bem meu cronograma semanal, pois todos os professores da academia estão me pedindo pra ir de manhã, horário que tem menos gente e podem me dar uma maior atenção. De noite costuma ser muito cheio, segundo eles. E quem me conhece, sabe do quando eu "adoooro" levantar cedo de manhã (só que não!), e acabo me enrolando e acabo saindo de casa em cima da hora do trabalho. Enfim, tenho que me reorganizar. 

Por mais que um monte de gente tenha me dito que eu precisava me matricular numa academia com personal, pra me dar assistência o tempo todo, por hora posso dizer que a assistência que a Smart Fit me deu tem sido boa. Embora ontem tenha sido só meu primeiro dia, um dos professores montou um treino bacaninha, respeitando minhas possibilidades, o que envolve por hora carga mínima nos aparelhos. Teve um aparelho que tentamos que eu não conseguia nem mover o troço, dai logo ele já pensou num exercício pra trabalhar o mesmo grupo muscular sem aparelhos. E fiquei feliz, além de achar super interessante e prático, com o fato de que em cada aparelho tem um botão que emite um alerta pro relógio dos professores e logo um deles vem te auxiliar a ajustar o aparelho. E professor de hoje me ressaltou que é pra eu usar mesmo este recurso, não me acanhar. 

Acho que tá bom pra começar 2 exercícios com aparelho + 2 sem aparelho + uma bicicleta básica pra aquecer + espaldário pra me alongar. E pra encerrar, uns minutinhos básicos na cadeira de massagem pois, depois de tanto esforço, eu mereço! Até mesmo pra acalmar os batimentos cardíacos, pois a ideia é sair de lá e de ir direto pro trabalho, até porque a academia fica tanto perto de casa quanto do trabalho, só seria melhor se fosse exatamente no meio do caminho (como o laboratório onde faço meus exames de sangue que todo dia eu passo em frente quando vou de casa pro trabalho). Mas desviar um pouquinho da rota faz parte, e nem é um desvio tão gigante assim.

E por que o título do post é Projeto Verão 2018? Não, eu não errei o ano.. e convenhamos, não dá tempo de fazer muita coisa até ano que vem, né? kkkk

segunda-feira, agosto 08, 2016

CONHECENDO O DF - METROPOLITANA

Fim de semana passado achei que ia passar "curtindo" a sinusite na solidão do lar. Daí uma amiga me convida pro ensaio aberto da banda de rock do cunhado dela, a Galões de Diesel em um estúdio em Águas Claras. Clima bem simples, mas sonzeira de primeira. Quando o ensaio estava acabando, ela me convida pra ir comer (já que no local só tinha espetinho) no trailer do primo dela de hambúrgeres artesanais, o Zoião Hamburber Artesanal. Ela, chefe de cozinha, foi responsável pelas receitas do blend de carnes para o hamburger e do molho. Não é porque é minha amiga não, mas até eu que não gosto tanto de hamburger comi um quase inteiro de tão gostoso que estava. Super recomendo. 
E lá fomos nós pra uma pracinha super fofa na Metropolitana, "bairro" do Núcleo Bandeirante. A Metropolitana localiza-se "atrás" do Núcleo Bandeirante (já tinha visto placas dentro do Bandeirante e também no pedaço do Park Way lá próximo. É como uma cidadezinha de interior, com uma praça principal com a igreja e uma escola de madeira. Lugar pacato e frio, pois tem córregos pela região. Um pedacinho da história de Brasília escondido ali. Pra quem gosta de ver construções antigas e gosta de pracinhas fofas, é bom conhecer, embora não haja muito o que conhecer por lá. Então aproveite quando estiver por perto pra dar uma passadinha lá.

quarta-feira, junho 29, 2016

CAPELINHA DE MELÃO

No dia de São João fui a uma festa junina maravilhosa e super família que tenho a honra de ira alguns anos: o Arraiá da Dona Josa, que acontece a mais de 50 anos (!). A Dona Josa em questão é mãe de um amigo meu.
Desta vez convidei uma amiga que mora próximo de mim e do local da festa. Conversa vai, conversa vem, comida vai e comida vem, na mesa de bolos e outros quitutes, minha amiga vê isto:



Capelinha de Melão

Ela, de família baiana, achou curioso ter uma capelinha de melão lá na festa e a fotografou. Depois, conversando com o pessoal da casa, descobriram que eles são de uma mesma cidade baiana onde a minha amiga tem parentes. Segundo ela, aquela era uma festa tipicamente baiana por ter a capelinha de melão.

Eu não resisti e posteriormente fui pesquisar sobre o assunto, pra entender a origem, significado e em quais estados a tal capela é tradicional. 

Primeiro o Google me ajudou a lembrar da música de domínio público que deu origem a este objeto:

CAPELINHA DE MELÃO

Capelinha de melão / É de São João
É de cravo é de rosa /  É de manjericão

São João está dormindo / Não acorde não
Acordai, acordai / Acordai João.

Bem, a música era bem condizente com o que eu tinha visto: uma pequena "capela", feita de melão, com cravos espetados, e em volta folhas (simbolizando o manjericão) e flores (simbolizando as rosas). Mas por que uma capela feita de melão???

O mais surpreendente foi entender a verdade por trás deste símbolo tão bonito, mas que foi mal entendido da música. Na verdade, a Capelinha de Melão é um auto popular, hoje em dia ainda dançado no Rio Grande no Norte, em especial na praia de Carnaúbas (no município de  Maxaranguape) e no município de São Miguel do Gostoso. Implicitamente, eu deduzi que o auto é de origem portuguesa.

Consiste num grupo de moças de roupas brancas, acompanhadas de vários instrumentos, que dançam e cantam ao ar livre. Não vou descrever a dança aqui (pois isto tem nas referências abaixo). 
O importante foi entender que capela também significa "coroa ou grinalda de flores ou folhas" e que o melão em questão não é a fruta, mas a planta melão-de-são-caetano.

Portanto, "capelinha de melão" nada mais é do que uma pequena coroa feita de flores e ramos da planta melão-de-são-caetano (que é uma planta com vários usos medicinais) e, como diz a música, também pode conter folhagens de manjericão e as flores cravo e rosa. Nada a ver com uma pequena igreja ou com a fruta melão, simples assim!
Analisando a história, é bem interessante ver como os brasileiros interpretaram erroneamente a música e criaram outra tradição.

Estes foram os 2 links mais interessantes que eu achei sobre o assunto:
http://papjerimum.blogspot.com.br/2012/06/as-dancas-folcloricas-do-ciclo-junino.html

E no fim das contas não consegui descobrir em quais cidades ou estados a capelinha de melão (feita com o melão fruta, como a da foto) é comum...

quinta-feira, maio 19, 2016

CONHECENDO O DF - AGROBRASÍLIA E PAD/DF

Não sei dizer muito bem como a conversa começou, mas certa vez comentei com uma amiga minha (que trabalha na Embrapa) que eu era louca pra conhecer um campo de girassóis e tirar fotos nele.
Daí ela me mostrou que eu poderia ter a chance de conhecer um campo de girassóis aqui no DF mesmo. Mas claro, tive que aguardar a época certa pra eles florescerem.
E eis que no mês mais lindo do ano a oportunidade surgiu... 

Esta amiga me apresentou a AgroBrasília, feira cujo nome é autoexplicativo. E nela haveriam girassóis da Embrapa. Assim, combinei com a fotógrafa já conhecida desta amiga, lotamos um carro e fomos rumo ao PAD/DF.

O PAD/DF (leia-se "padéf") é uma região rural do DF (siiiimmmmm, temos região rural no DF, pra quem não sabe), próximo à divisa do Goiás e de Minas (siiiimmmmm, o DF tem uma mini-divida com Minas, mas tem), pegando o caminho pra Unaí. Do meu prédio foram cerca de 1h15 de viagem e uns 65km segundo o Google Maps. Pensa num trem longe, ainda mais por estar andando numa rodovia no meio do mato. Toda hora eu me perguntava se ainda estava no DF. kkkk

Na região pude ver diversas plantações com placas exibindo códigos relativos às espécies ali plantadas e vi placas para lugares inusitados, como uma comunidade rural chamada Café Sem Troco (!). 

A feira em si é enorme, e só pude andar nela graças á existência de carrinhos elétricos pra ajudar na locomoção de quem tem mais dificuldade. Confesso nunca ter visto ao vivo tratores e outros maquinários tão grandes. Da feira não aproveitei muito, pois meu destino era certo: procurar os girassóis e fazer 1h de sessão fotográfica. 

Os girassóis da Embrapa eram lindos, enooormes, mas havia uma fita isolante ao redor da plantação e não havia como entrar nela. Mas havia outra, bem pertinho, que eu não sei a quem pertencia, mas que era aberta. Logo, esta foi a escolhida, para que eu pudesse tirar fotos DENTRO do campo de girassóis. E as fotos ficaram incríveis, um lindo presente de aniversário para mim mesma.

Mas por que esta fixação por girassóis? Bem, já faz muitos anos, em sonhos e meditações eu sou levada a um lindo campo de girassóis. Em geral eu brinco com os girassóis, corro no meio deles, e depois sento-me embaixo de uma árvore frondosa, que me lembra algumas árvores do Parque da Cidade, localizada em cima de um pequeno morrinho. Sempre que em alguma meditação preciso ir a um "local tranquilo", eu volto ao meu campo de girassóis. 
Então, passear no meio de girassóis de verdade foi incrível. Meu coração batia forte e a vontade de chorar era muito grande. Eu fiquei embasbacada, sem palavras com tamanha grandeza e beleza da plantação. 

Voltando já de noite, cansados, mas euzinha muito feliz. No fim, foi um dia incrível viajando dentro do próprio DF!

domingo, maio 08, 2016

MATANDO SAUDADES DO PARÁ (ou RESTAURANTE JAMBU)

Mais um post gastronômico!

Depois que um ex-chefe me deu a ideia de comemorar o Dia das Mães antecipado, na sexta ou sábado de noite, e da minha mãe e irmão terem topado, é o que estamos fazendo a alguns anos.
Este ano sugeri o restaurante Jambu, na Vila Planalto, cujo chef é paraense e misura culinária típica da terrinha com algumas releituras modernas. Também tem uns menus especiais, o carta branca e o de 12 etapas, mas isso irá ficar pras próximas vezes. 
Nunca tido ido lá. Por ser um restaurante sofisticado e de $ alto, usa em seus pratos muitos ingredientes considerados exóticos pra maioria das pessoas, então me faltava companhia pra ir.

* Coincidência ou não, esta semana recebo um e-mail da TAM com uma passagem para Belém pra setembro. =D Mas era de uma quase xará minha (mesmo primeiro nome e sobrenome) que cadastrou meu e-mail por engano e era SP - Belém - SP. De qualquer forma, será um sinal???

O ambiente é pequeno e aconchegante. Fiz reserva, pois fiquei com medo da lotação, mas nem seria necessário. Reservei pras 20h e só havia uma mesa ocupada além da nossa. Até pensei que ia ficar vazio daquele jeito, mas às 21h já tinham várias mesas ocupadas. Não chegou a encher. 

Como sou paraense (sim, eu sou e com muito orgulho), olhei o cardápio no site e passei a semana sonhando com pato no tucupi. Não me decepcionei. Estava excelente, bem tradicional. 

Pato no tucupi

Meu irmão pediu camarões com arroz de jambu e também gostou. 

Pato no tucupi (frente) e camarões com arroz de jambu (ao fundo)

De sobremesa, minha mãe e irmão pediram creme de cupuaçu. Não gostaram tanto por ter outros ingredientes, como tapioca e tucupi. Preferiam um creme de cupuaçu tradicional. 
Como não gosto de cupuaçu (culpa da minha mãe ter tido desejo de cupuaçu logo antes de eu nascer e fez com que eu me enjoasse da fruta ainda na barriga dela kkkk), pedi a sobremesa de bacaba. Era algo bem moderno: cenoura crua enrolando as mini porções de creme de bacaba, um creme branco no fundo do prato, pedaços de salsão (que serviam muito bem para tirar o gosto da boca) e abacaxi picado bem pequenino, que era o elemento doce da sobremesa. Uma sobremesa bem inusitada. Boa, mas não se você está num dia precisando comer algo bem doce. 

* A bacaba é uma fruta de sabor "terroso" como o do açaí. Me fez lembrar o açaí puro paraense. Uma pena não terem sobremesa de açaí desta vez, mas fui informada que é porque não é época lá no norte, e trabalhar com a polpa congelada diminuiria a qualidade do prato. Segundo o garçom me informou, no primeiro semestre havia ganache de açaí. Agora, terei que aguardar o início do ano pra comer alguma sobremesa com açaí por lá.
** O cardápio é super enxuto (cabe em uma folha) e é trocado de acordo com a sazonalidade dos ingredientes. Logo, a cada 3 meses há renovação do cardápio.

Sobremesas: bacaba (esq) e cupuaçu (dir)

Pra quem aprecia boa gastronomia e não tem medinho nem de ingredientes desconhecidos nem de cozinha contemporânea, vale muito a pena conhecer.