Domingo, Novembro 08, 2009

PEQUENOS DETALHES FAZEM SIM A DIFERENÇA

Essa semana teve um dia que lavei o cabelo e o parti de lado ao invés de parti-lo no meio como sempre. Interessante como uma pequena mudança não intencional pode fazer tanta diferença ao ponto de provocar elogios.

Sábado, Novembro 07, 2009

LIÇÕES APRENDIDAS DURANTE VIAGEM

No fim de semana passado aprendi diversas lições enquanto viajava. Ei-las:
1) Não tenho "paciência" física nem psicológica para aguentar pessoas que se excedem na bebida. Física porque bêbados são sem-noção ao ponto de serem capazes de passar o dia inteirinho sentados, o que acaba impedindo os não-bêbados de fazer outras coisas mais divertidas, como ir passear, ou no meu caso, simplesmente descansar, ao invés de ficar sentada na mesma posição, o que me faz mal. Psicológica porque é chato demais aguentar conversa de bêbado, principalmente quando há muitos bêbados juntos. E mesmo nos momentos de sobriedade, antes de começarem a beber, ficam falando sobre o quanto um passou mal ou contando para outro as besteiras que fez ou falou enquanto bêbado, pois este não se lembra de muita coisa do que aconteceu no dia anterior.
*** Antes que pensem algo, eu também bebo, mas não gosto de cerveja. Eu bebo basicamente vinho, espumante e ice. Mas não preciso beber muito para ser feliz, ou seja, não preciso beber até ficar bêbada. Num dos dias da viagem, eu bebi 2 copos de vinho (que nem estavam cheios) e pra mim tava bom. Quem bebe cerveja parece que tem que beber até acabar com todas as latas/garrafas que tem em casa, e às vezes ainda sair para comprar mais.
2) Camas alheias são minhas melhores amigas! Elas me permitem não ficar sentada na mesma posição o dia todo e me espairecer um pouco dos "papos de bêbado".
3) Se você mora em Brasília, ao viajar à Goiânia, leve apenas umas 2 mudas de roupa. O resto você provavelmente vai comprar lá, devido aos preços muito mais baratos, e vai acabar comprando mais do que planejou.
4) É curioso vc passar tanto tempo sem ver os parentes e sem usar vestidos e, ao comprar um e já resolver usar, todos dizerem que "é a sua cara".
5) Por mais cedo que você ache que está voltando pra casa do feriado, sempre haverá um engarrafamento que te fará pensar 2x antes de fazer outra viagem em um feriado.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

EU NO CORREIO BRAZILIENSE

No final da semana passada e no início desta dei entrevista a Silvia, repórter do jornal Correio Braziliense, sobre como é minha vida com epidermólise bolhosa. Ela fez uma reportagem muito interessante, em que foi atrás de profissionais de saúde que tem experiência com a doença para apresentar na matéria de maneira correta o que é a doença e como ela se manifesta. Mostrou uma visão mais ampla da doença, não só relacionando-a a pele, como é mais comum.
A reportagem saiu hoje e está disponível em:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/10/29/cienciaesaude,i=151370/A+INCURAVEL+EPIDERMOLISE+BOLHOSA.shtml
Acho que meus relatos e de minha mãe foram muito importantes, pois mostram que é possível conviver com a doença e, com a orientação e cuidados corretos, ter uma vida quase normal.
Fico feliz por mais um momento "famosa" neste ano e torço para que essa reportagem possa chegar a quem precisa.

P.S.: Faltou comentar um errinho: o nome da minha mãe é com "I" mesmo e não com "Y", como foi escrito.

Domingo, Outubro 25, 2009

AÇAÌ DO BOM

Ontem estive na Feira da Torre no meio da tarde vendo umas coisinhas. Daí foi batendo a fome e pensei em fazer um lanche por lá antes de ir embora. Já que vou tão pouco na Torre e dificilmente como por lá, resolvi unir o útil ao agradável e comer na Barraca do Pará.
Como a maioria dos pratos paraenses são meio pesados para se comer como lanche da tarde (exceto o tacacá, mas como estava quente, eu não ia tomar um caldo quente), resolvi pedir uma tigela de açaí. A primeira pergunta que fiz após ver o preço, que era um tanto salgado, foi se o açaí era puro mesmo, como se serve no Norte, sem essas misterebas que se fazem por aqui (o que na verdade seria vergonhoso em uma barraca paraense).
Não me arrependi nem um pouco de ter gasto 12 reais numa tigela de açaí puro em pleno Planalto Central. E ainda poder comer aquela tigelona como eu comia na infância, com farinha de tapioca e bastante açúcar. Que delícia! Não tem coisa igual.
Como estou desacostumada a comer açaí e estava quente, depois de alguns minutos o açaí pesou no estômago e foi dando aquele soninho, aquela preguiça... Fico imaginando um nortista comendo isso no calor do Norte. Como eles resistem a não ficar com sono? Talvez eu descubra a resposta em fevereiro.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

SEMANA DO CARRO DODÓI - PARTE 2

Semana passada meu carro ficou novamente dodói. Quando fui trabalhar na terça, minha adaptação que acende os faróis deu problema que eu não tinha como desligar. Como se o problema não fosse resolvido, eu ia ficar sem bateria, tive que voltar do trabalho praticamente no mesmo momento que cheguei e acabei não voltando; foi praticamente todo o meu horário de expediente par resolver o caso.
Ao chegar à mecânica onde trab o eletricista que faz as adaptações, ele não estava nem havia outro eletricista. De tanto eu reclamar e encher o saco, me levaram a uma elétrica próxima ao local.
Para minha surpresa, lá o eletricista conseguiu resolver meu problema, e graças a isso acabei descobrindo um monte de podres do meu antigo eletricista.
Em resumo toda a adaptação que ele fez em maio foi mal feita, com peças de baixa qualidade, tanto que 10 dias antes uma das peças foi trocada e no dia tive que trocar 2 dos 3 botões novos que ele pôs. Além disso, o preço cobrado foi umas 3 ou 4x maior do que deveria ter sido cobrado em maio.
Eu fiquei muito indignada, pois fiz minahs adaptações com ele desde 2005 porque tive uma indicação. Agora eu descubro que, depois que vc vira cliente, o cara começa a abusar de você, ainda mais tendo como pretexto, um serviço personalizado, o qual você não tem como fazer pesquisa de preço nem avaliar se está barato ou não (só em situações extremas, como a que ocorreu).
Voltei a mecânica para reclamar e o que eu descubro: o cara é um free-lancer na mecânica. Por isso ele não foi trabalhar no dia e ninguém sabia dizer se ele ia ou não, nem porque ele não estava lá; e, no dia que precisei a 2 semanas atrás que ele socorresse meu carro, ele foi de metrô. (O que eu achei muito estranho na hora; afinal, meu mecânico ou a filha dele sempre dão um jeito de buscar o carro ou de trazê-lo de volta; se o eletricista trabalhava em uma mecânica, não tinha como conseguir um carro pra prestar socorro???)
Dois dias depois voltei a mecânica, encontrei o eletricista, expliquei a situação, mostrei a ele o servico porco que ele fez cobrando um preço abusivo e o convenci a me devolver o dinheiro que paguei em maio. Como eu não podia esperar que ele tivesse o dinheiro na hora, ficou combinado um prazo de um mês para ele me ressarcir. Vamos ver se ele será homem de cumprir a palavra dele.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

SHOW DO PET SHOP BOYS

Ontem fui ao show do Pet Shop Boys, que, conforme já contei em uma postagem anterior, eu ganhei um par de ingressos da Transamérica.
O show foi muito bom, valeu muito a pena ter ido. Mas antes vou contar alguns fatos curiosos anteriores ao show.
Como o show foi na véspera do feriado, eu estava com um grande problema para arrumar companhia, pois as pessoas as quais eu convidava iam viajar. Quando foi chegando o fim da semana, eu comecei a ficar desesperada por não achar companhia. Parei de mandar e-mail de um por um que eu achava q poderia gostar da banda e resolvi aloprar. Mandei um e-mail coletivo para diversos amigos com o intuito de, o primeiro que respondesse eu dava o ingresso. Em 5 min eu já tinha uma resposta. Fiquei até surpresa com a rapidez. Isso mostra que muitas vezes chamamos sempre as mesmas pessoas para as coisas sendo que tem outras pessoas legais que nem sempre chamamos, mas que tem interesse em ir. Foi uma grande lição para mim: ampliar o leque de amigos para convidar para eventos legais.
A companhia foi muito boa, pois além da amiga que foi comigo ser uma pessoa muito agradável, o irmão dela também quis ir (logo, maia uma companhia) e o marido dela se ofereceu para nos levar e buscar no show, pra não termos problema com estacionamento nem com o consumo de bebidaalcoólica . Assim eu fui tranquilamente pra casa dela dirigindo, deixei o carro lá, fomos para o show e depois voltei pra casa no meu carrinho.
Chegando ao local do show, havia uma fila enorme para entrar. Eu naturalmente pensei em procurar a fila preferencial e assim não teríamos que passar aquele tempo todo em pé na fila, já que o show seria todo em pé. Perguntei a um segurança que me passou a outro e ambos disseram que não havia filapreferencial , que a fila era aquela mesmo. Indignada, minha amiga foi aos policiais que estavam próximos ao local e contou que estava com uma amiga deficiente e que não havia fila preferencial. Segundo relato dela, um policial disse que era um absurdo e os dois foram lá com ela. A essa altura eu já conversava com um cara que disse ser coordenador lá do evento; ele disse que liberava pra eu passar na frente, mas meus acompanhantes teriam que ficar na fila. Olha que absurdo! Quando eu discutia com ele que assim não adiantava nada, pois de que adiantava eu passar na frente, meus amigos irem para a fila e nós nos perdermos na multidão, chegou minha amiga com os policiais. Eles não falaram nada, só pararam ao lado dela, cruzaram os braços e ficaramolhando pra cara do tal coordenador. Na mesma hora ele mudou de ideia... hihihihihi
Entramos bem cedo e o local estava vazio, tanto que sentei no chão junto com um casal que tava na beira da grade, pra descansarmos um pouco as pernas. Depois foi enchendo, mas não ficou lotado, só perto da grade que a galera vai se amontoando, mas pra trás tinha espaço de sobra pra dançar. Além de não muito cheio, o povo era bem tranquilo, acho que pelo fato de não ter garotada: o público era formado por gente com mais de trinta, muitos com seus quarenta, cinquenta anos.
O show atrasou 1 hora para começar, o que fez com que eu estivesse cansada no final mas valeu a pena. Música boa, a galera animada, 4 dançarinos no palco ajudando a abrilhantar o show, fazendo coreografias bem teatrais em algumas músicas, e uma explosão de cores no palco, devido às imagens que eram projetadas no fundo. Enfim, uma super produção. As músicas que mais levantaram o público foram New York City Boy, Always on my Mind e It`s Sin. Tocaram também um cover dançante de Viva la Viva do Coldplay, que ficou muito bom. Pena que não tocaram Domino Dancing, somente como música incidental junto com outra música. Eu saí meio frustrada, pois esse é um grande sucesso deles aqui no Brasil.Eu dancei e cantei até!!!

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

VAGAS PREFERENCIAIS PARA GESTANTES

Outro dia observei num estacionamento próximo ao meu local de trabalho uma situação curiosa. Havia 2 vagas com o símbolo de deficiente pintado no chão, mas com grandes 'X' amarelos em cima, e uma placa dizendo: "Exclusivo para gestantes". Achei aquilo um tanto curioso e inusitado e fui pesquisar na internet sobre o assunto, já que nunca tinha ouvido falar de vagas preferenciais para gestantes, só sabia da preferência delas em filas, juntamente com deficientes e idosos.
E não é que existem várias leis municipais sobre o assunto?! Há até uma lei distrital, a Lei Nº 3.416, de 04 agosto de 2004, garantindo este direito, embora nunca tenha visto em nenhum outro estacionamento vagas para gestantes.
(http://sileg.sga.df.gov.br/default.asp?arquivo=http%3A//sileg.sga.df.gov.br/legislacao/Distrital/leisordi/LeiOrd2004/lei_ord_3416_04.htm)
Há também um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados sobre o assunto.
(http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=78339)

Considerando que hoje em dia ainda tem muito lugar com pouquíssima (ou nenhuma) vaga para deficientes e em geral nenhuma vaga para idoso (eu acho que deveriam ter mais vagas de idoso do que de deficiente, embora eu seja deficiente, pois há muito mais idosos habilitados do que deficientes), imagina o tempão que vai levar para implantarem as vagas para gestantes!