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sábado, dezembro 12, 2015

PASSARINHO

E em plena quinta-feira to eu aqui me arrumando de manhã e quando eu olho pro espelho do meu quarto e tem um pardalzinho pousado quietinho em frente a ele. 


Passarinho no meu quarto, em frente à porta com espelho

Passarinhos costumam achar que espelhos não existem e que é a continuação do ambiente. E ainda acham que há outro passarinho no espelho. Mas esse tava parado, olhando pra mim, observando o que eu estava fazendo pelo quarto.
Lá pelas tantas, claro, tive que mexer no guarda-roupa, cuja uma das portas é o espelho. Conversei com o passarinho para dizer que eu não queria assustá-lo, que eu precisava pegar roupas no armário. Mas obviamente ele se assustou e saiu voando.
Mas ele não voou pra janela. Ainda voou pro meio das minhas coisas, e tive que espantá-lo de lá. Ele saiu voando e naquele susto, eu achei que ele tinha ido embora pela minha única janela. Fico aliviada e sigo me arrumando. Quando vou na cozinha esquentar meu almoço, vejo que o passarinho tinha voado pra cima do meu armário da cozinha, muito mais longe da janela. 


Passarinho em cima do meu armário da cozinha

Fechei a porta do banheiro pra que ele não resolvesse ir pra lá, o que tornaria o trabalho de retirá-lo da minha kit mais difícil ainda. Saí pra fisioterapia e deixei a janela aberta como de costume e bati um papo com o passarinho dizendo pra que ele saísse. Disse que tudo bem que o dia tava chuvoso, trovejando e isso devia ter assustado ele. Mas ele tinha que voltar pra "casa" dele: o ar livre. 
Muita dó ver o bichinho ali, num lugar que não era pra ele, e eu sem uma maneira de ajudá-lo a voltar pro lugar dele.

Felizmente quando voltei, ele tinha ido embora. 

quarta-feira, março 11, 2015

ARTE INUSITADA, INGLÊS E CAPIVARAS

No fim de semana recebi com muita alegria a visita de 2 primos e uma holandesa que mora há muitos anos na Austrália. Foi um fim de semana muito divertido apresentando a cidade pra ela, tanto por eu adorar apresentar às visitas a cidade que me adotou, mostrando que Brasília não é só política, mas sim uma cidade repleta de belezas, assim como poder praticar meu inglês. No quesito prática de inglês eu, no meu perfeccionismo, creio que não fui tão bem quanto eu gostaria, mas o que é facilmente justificado pelo fato de eu ter que o tempo inteiro estar trocando o raciocínio em inglês para o em português, pois tinha que interagir também com o ambiente e as pessoas que não falam inglês, no caso minha mãe e um dos primos. Gente, isso dá um nó na cabeça que me deixa doidinha e uma ou outra palavra não vem! Depois, quando a palavra vem à mente, bate até aquela vergonha de "como é que eu não me lembrei disso!?" Mesmo assim, consegui me comunicar bem e entender perfeitamente tudo o que ela me dizia.

Um dos passeios que fizemos foi ao CCBB, para ver a exposição Ciclo, que ainda não tinha visto. Exposição muto criativa, e me encantei com o "mar" feito de copinhos plásticos. Minha primeira vontade foi de pular em cima deles, algo que obviamente não poderia fazer, pois passava a sensação de ser uma espuma macia.


Em uma outra obra, também super criativa, tirei uma foto especial para este bloguinho:


Será verdade?!? Dê sua opinião. =D

Por último, o momento mais interessante do fim de semana. Quando saíamos da área de lazer ao lado da Ponte JK (existe um nome para aquela área?!?), passando de carro vimos uma manada de capivaras. Sim, capivaras na beira do lago!!! E era um grupo grande, talvez umas 40, adultas e filhotes, numa área cercada sendo tocadas (tocar no sentido de tocar uma boiada) por um homem. Por um momento, pensamos que eram domesticadas e que viviam naquele cercado. Mas considerando que haviam partes da cerca pelas quais elas poderiam passar facilmente, vimos que elas haviam entrado ali. Logo depois, vemos o grupo entrando na água, saindo nadando pelo Lago afora. Doideira, né?
Tentamos tirar fotos com máquina e celular, mas estávamos longe e as fotos não ficaram boas, mesmo usando zoom, o suficiente pra visualizar os bichinhos. Mas eu tenho 4 testemunhas pra provar o que eu vi. =D

quarta-feira, maio 08, 2013

CORUJINHA, CORUJINHA - PARTE 2

E eis que descobri essa semana qual o tipo de pássaro que é companheiro do quero-quero nas cantorias noturnas que ouço no apê: são as corujas!
Hoje eu saía cedinho de casa e peguei o elevador "errado" para ir pra garagem, assim que andar mais um pouco nela para chegar ao meu carro. E, no meio do caminho, eis que vejo pousada sobre  algo que acho que é o quadro de luz do condomínio, uma linda corujinha. Mantendo uma distância de segurança, conversei um pouco com ela até que ela resolveu me responder fazendo "uuu". Daí reconheci um dos cantos noturnos que ouço quase todas as noites, por volta de meia-noite.
Perguntei pro pessoal dos serviços gerais do prédio se já tinham visto corujas por aqui e eles disseram que direto vêem coruja na garagem.

No início eu estranhava o barulho, mas hoje acho é bom. É ótimo saber que, morando em plena capital do país e numa região bem central, eu consigo ter esse tipo de contato com a natureza.

Como já disse no post anterior sobre corujas, (Quem se interessar, use o campo de pesquisa do blog para achar.) acho-as fofas sempre que as vejo. O mais curioso e fofo são os olhões amarelos esbugalhados. =D Viva as corujinhas!!!

domingo, novembro 21, 2010

BORBOLETA AZUL NA JANELA

A grade da minha janela teve um ilustre morada por 2 dias: um linda borboleta azul. O interessante é que eu a vi de noite e ela gostou tanto da grade que passou o dia todo lá. De vez em quando eu olhava para ver se ainda estava lá, e ali permaneceu, persistente. Na noite de ontem, enquanto eu dançava, ela resolveu ir embora. Acho que ela veio me trazer sorte para o espetáculo.



Linda, não é?!

sexta-feira, junho 11, 2010

CORUJINHA, CORUJINHA

Ontem aconteceu algo altamente bizarro.
Fui ao HUB para uma consulta de rotina. Quando eu ia embora por volta de 3:30 da tarde, ao chegar no meu carro levei o maior susto: estava pousada no retrovisor do carro ao lado uma coruja.
Como eu precisaria ficar bem próxima à coruja para abrir a porta do meu carro, fui me aproximando devagar, já que eu não sabia como ela iria reagir. Eu fiquei olhando para ela e ela fazendo um barulho com o bico, como um estalo. Daí comecei a conversar calmamente com ela: "Coruja... eu sou amiga... Eu só quero entrar no meu carro... Vc me deixa abrir a porta e entrar no meu carro?... " Ela respondeu com mais alguns estalos.

Abri a porta e ela voou um pouco para trás, pousando no meio-fio. Fui embora e ela continuou lá, tranquila, no meio-fio.

Para quem passou a infância ouvindo no disco Arca de Noé a Elis Regina cantar "Corujinha, corujinha/ Que feinha que é você!", até que ao ver uma coruja super de perto eu achei ela bem simpática! Ela era marom claro, meio rajadinha. Achei a penugem bem bonita.
(Para quem não é da época ou não se lembra da letra, segue link com a letra:
http://caracol.imaginario.com/discoteca/arcadenoe/corujinha.html)

Isso me lembra que na UnB são famosas as estórias de gente que viu bichos "exóticos" por lá. Eu já vi morcejos e um gambá.

P.S.: Estou começando a achar que seria interessante ter um celular que tira fotos para registrar momentos como esses.

segunda-feira, abril 05, 2010

SAUDADES DE NICOLE

Nesse fim de semana recebi uma notícia triste: a cadelinha da casa do meu ex-namorado, chamada Nicole, morreu tragicamente atropelada a mais de 2 meses. Ele nem teve coragem de me dar a notícia.
Eu tenho alguns problemas com cachorros, principalmente porque eles gostam de pular e isto pode me ferir. Mas Nicole era diferente: ela era bem esperta e amorosa tanto que até consegui ficar amiga dela.
Foi o único cachorro o qual conseguir ensinar coisas. A primeira foi "Não pode pular na tia!", algo que em pouco tempo ela conseguiu entender. Quando ela queria carinho, ela simplesmente parava do meu lado, encostando o corpo em minhas pernas ou no máximo o nariz gelado na minha mão. E quando eu fazia muito carinho, ela se esparramava no chão para dizer que estava gostando; e ainda ousava reclamar uivando quando eu parava.
Daí veio a segunda coisa que ensinei a ela. Quando eu cansava de fazer carinho, ou tinha algo mais interessante para fazer (como namorar), eu dava 2 tapinhas bem de leve no corpo dela e dizia "Agora chega, Nicole. Vai!". Depois de algum tempo, eu nem precisava dizer nada: era só dar os tapinhas que ela saía tranquilamente.
Mas era só nisso que era me obedecia. Quando eu chegava ela costumava sair na porta para, desde fora, já pedir carinho. Mas se eu fosse tentá-la trazer para dentro de casa era um desastre. Eu não tinha nenhuma moral com era. Pelo menos, nossa convivência era mais do que pacífica: eu acabei criando um carinho grande por ela, assim como todos que frequentam costantemente a casa.
Mesmo depois do fim do namoro, o que fez com que eu fosse muuuuito menos lá, ela sempre me recebia com alegria.
Ah, e ela era cumenta! Se ela quisesse carinho e eu não desse atenção a ela, ela começava a uivar de raiva. Garotinha esperta!
Sentirei saudades dela. Com certeza a casa está muito mais vazia sem ela.