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segunda-feira, maio 04, 2015

IMERSÃO CULTURAL NA CAIXA CULTURAL

E depois da oficina de dança, citada no post anterior, resolvi tentar ingresso pra apresentação daquela noite, já que eu já tava lá mesmo. Entrei num sorteio como os colegas de oficina por 2 ingressos, mas não ganhei. Daí nos falaram que existe uma fila de espera para os ingressos que os patrocinadores muitas vezes distribuem para pessoas que não vão ver o espetáculo. Fui conversar na bilheteria para obter mais detalhes e descobri que a galera forma uma fila na bilheteria, que começa a vender esses ingressos que sobram 30 min antes de cada apresentação. Se você estiver no começo da fila, em geral consegue. Eu ia ficar lá de bobeira pelo café, pra ver a hora em que a fila começaria a ser formada e ir pra lá, mas o rapaz da bilheteria foi camarada ao ver que eu era uma pessoa com deficiência e me vendeu um ingresso antes da hora. Muita gratidão a esse moço gentil!
E já que faltavam pouco menos de 3 horas pra apresentação, tinha que aproveitar meu tempo! Primeiro fui no café comer algo (e pouco antes do espetáculo fui de novo, pra comer uma fatia de torta, pois tinham umas tortas tão bonitas que eu não resisti. kkkkk). Depois aproveitei pra ver as exposições em cartaz.
Primeiro fui na Esporte em Movimento, que eu confesso que não tinha me animado muito a ir antes, mas não me arrependi. Nossa, um acervo muito legal de artigos diversos sobre as Olimpíadas. Não vai dar pra citar tudo aqui, mas eis algumas curiosidades que gostei:
  • Há em exposição um acervo muito grande de selos e moedas comemorativos e medalhas, sendo que pra muitas delas há lupas disponíveis para visualizar melhor. Só não se assuste com o barulho que faz ao mover as lupas para poder usá-las: o metal da haste faz um rangido estranho, que chega a fazer com que se sinta envergonhado num ambiente tão silencioso.
  • Houve uma preocupação bacana com os deficientes visuais nesta exposição, que conta com os painéis com informações históricas em braille, com uma tocha olímpica que pode ser tocada e muitas outras que fizeram reproduções táteis de uma das facetas, o que era legal até pra nós conseguirmos observar alguns detalhes de relevo das tochas. também haviam algumas moedas e medalhas também em reproduções táteis ampliadas, úteis inclusive para quem não tem deficiência visual, Claro que muitos dos itens, por serem pequenos demais, não conseguiriam ser apreciados nem por muitos com visão parcial.
  • Adorei a exposição das tochas olímpicas, que é algo que a gente nunca consegue ver direito na televisão. E ver ali na sua frente toda a riqueza de detalhes com que são cunhadas é impressionante.
  • Descobri que há uma moeda comemorativa de passagem da Olimpíada de Londres pro Rio, que por sinal achei bem bonita. Havia também reprodução tátil ampliada dela.
  • Vi também umas fotos bacanas sobre os primórdios do esporte no norte do Brasil no início do século passado, em especial esportes aquáticos. Tinha uma foto meio cartão postal escrito Manáos, muito comédia como se escrevia a capital do Amazonas naquela época.
  • Por último, apreciei também a galeria dos atletas olímpicos brasileiros homenageados. Conheci alguns atletas antigos, em especial do atletismo, que fizeram grandes feitos para o nosso país em suas épocas. Mas também haviam importantes atletas ainda em atividade.
E no fim ainda ganhei o catálogo da exposição, que está lindo!!!

Depois que me cansei fisicamente vendo essa exposição, resolvi pedir apoio aos brigadistas para ver a exposição do andar de cima. A essa altura já estava cansada e fui na cadeira de rodas. Fui muito bem tratada e valeu a pena, por ser uma exposição com bom espaço para circulação. (Na exposição  Esporte em Movimento seria difícil fazer isso, pois devido a grande quantidade de itens, alguns espaços eram estreitos para circulação de uma cadeira de rodas, e muitos itens demandariam eu me levantar ou abaixar.)

E pra fechar com chave de ouro minha tarde/noite de imersão cultural, que começou depois de um almoço maravilhoso com amigos em que comemos joelho de porco no Amigão, foi o espetáculo As Canções que Você Dançou pra Mim, com trilha sonora toda de colagens de músicas do Roberto Carlos. No começo é estranho assimilar a ideia do picote das músicas, que às vezes era só um verso e já mudava de música, mas depois que você assimila a ideia, se torna muito interessante. Muito criativo o trabalho da Focus Cia. de Dança, o qual valeu super a pena ficar para assistir, apesar do cansaço. Eles falaram que no 2º semestre voltarão com esse mesmo espetáculo aqui pra Brasília, então super recomendo. 

quarta-feira, março 11, 2015

ARTE INUSITADA, INGLÊS E CAPIVARAS

No fim de semana recebi com muita alegria a visita de 2 primos e uma holandesa que mora há muitos anos na Austrália. Foi um fim de semana muito divertido apresentando a cidade pra ela, tanto por eu adorar apresentar às visitas a cidade que me adotou, mostrando que Brasília não é só política, mas sim uma cidade repleta de belezas, assim como poder praticar meu inglês. No quesito prática de inglês eu, no meu perfeccionismo, creio que não fui tão bem quanto eu gostaria, mas o que é facilmente justificado pelo fato de eu ter que o tempo inteiro estar trocando o raciocínio em inglês para o em português, pois tinha que interagir também com o ambiente e as pessoas que não falam inglês, no caso minha mãe e um dos primos. Gente, isso dá um nó na cabeça que me deixa doidinha e uma ou outra palavra não vem! Depois, quando a palavra vem à mente, bate até aquela vergonha de "como é que eu não me lembrei disso!?" Mesmo assim, consegui me comunicar bem e entender perfeitamente tudo o que ela me dizia.

Um dos passeios que fizemos foi ao CCBB, para ver a exposição Ciclo, que ainda não tinha visto. Exposição muto criativa, e me encantei com o "mar" feito de copinhos plásticos. Minha primeira vontade foi de pular em cima deles, algo que obviamente não poderia fazer, pois passava a sensação de ser uma espuma macia.


Em uma outra obra, também super criativa, tirei uma foto especial para este bloguinho:


Será verdade?!? Dê sua opinião. =D

Por último, o momento mais interessante do fim de semana. Quando saíamos da área de lazer ao lado da Ponte JK (existe um nome para aquela área?!?), passando de carro vimos uma manada de capivaras. Sim, capivaras na beira do lago!!! E era um grupo grande, talvez umas 40, adultas e filhotes, numa área cercada sendo tocadas (tocar no sentido de tocar uma boiada) por um homem. Por um momento, pensamos que eram domesticadas e que viviam naquele cercado. Mas considerando que haviam partes da cerca pelas quais elas poderiam passar facilmente, vimos que elas haviam entrado ali. Logo depois, vemos o grupo entrando na água, saindo nadando pelo Lago afora. Doideira, né?
Tentamos tirar fotos com máquina e celular, mas estávamos longe e as fotos não ficaram boas, mesmo usando zoom, o suficiente pra visualizar os bichinhos. Mas eu tenho 4 testemunhas pra provar o que eu vi. =D

terça-feira, março 03, 2015

CONHECENDO O DF - SOF NORTE

Sábado passado fui num espetáculo de dança em um lugar bem Inusitado: o Setor de Oficinas Norte.
O SOF Norte, ou simplesmente SOFN, é um lugar que eu conhecia de vista, por ficar na beira da EPIA e acaba sendo parte do meu caminho para ir para o fim da Asa Norte. Mas as 2 únicas vezes que eu havia entrado lá foram para ir no posto de gasolina na beira da EPIA.
Como de costume, usei o Google Maps para tentar localizar o local e ver qual o caminho que eu deveria fazer. Eu acho que a indicação do conjunto não estava certinha, mas foi diferença de uma rua. Isso fez com que eu conseguisse indicar ao taxista o retorno correto a ser feito para pegar a entrada correta (no sentido sul-norte fazer o retorno depois que o SOFN já acabou, que fica já em frente ao Parque da Água Mineral, e entrar na primeira entrada do SOFN no sentido norte-sul).
Mas para achar a rua, confesso que eu teria dificuldades, se não fosse o fato de, por eu entrar na entrada correta, haver plaquinhas indicando o local. Assim que vi a primeira plaquinha, disse ao motorista para simplesmente seguir as plaquinhas. 
Caso tivesse entrado em outra entrada, teríamos muita dificuldade para localizar o local, uma vez que num setor de oficinas tudo está fechado de noite! Então não tem gente na rua nem comércio aberto para pedir informação. Caso isso fosse necessário, provavelmente teríamos que ir ao posto de gasolina (que fica consideravelmente longe) pra pedir informação. As pessoas com quem conversei se perderam bastante pra conseguir achar o local.

Felizmente cheguei facilmente no centro de arte super bacaninha onde foi o espetáculo: o Usina. Depois verificando no Face deles, há diversas aulas no espaço, muitas delas de diferentes tipos de dança, e nos fins de semana há apresentações. Não calculei a quantidade de cadeiras pra saber a capacidade, até porque eram cadeiras dobráveis (estilo cadeira de bar, mas com um acolchoadinho; mas mesmo assim o ferro das costas pegava no mesmo lugar infeliz onde me costuma pegar o ferro das cadeiras de bar) e havia espaço livre para se colocar mais cadeiras, caso necessário, mas coube bastante gente.
A estrutura é simples, sem grandes emoções, mas só a ideia de transformar um galpão no meio de um setor de oficinas em um centro de arte merece o meu elogio pela expansão e democratização da arte.

Fica a dica: se for fazer algum evento em um local inusitado ou pouco conhecido, divulgue um mapa pra facilitar a vida das pessoas.

segunda-feira, setembro 17, 2012

ACESSIBILIDADE, TRIBO DE JAH E O SUMIÇO DO CARRO

Finalmente estou de volta ao blog!!! eeeeeeeeee \o/

Agradeço a todos pela paciência e por aqueles que puxaram a minha orelha, me cobrando novos vôos desta borboleta que vos fala. Esta borboleta vem voando em alta velocidade, faltando tempo para se dedicar a este humilde espaço pessoal. Nas próximas semanas procurarei, na medida do possível, preencher as lacunas dos meses passados. 

Este post é pra falar sobre um evento excelente que ocorreu no TCU na semana passada: Controle das Políticas Públicas de Acessibilidade. Mais informações sobre o que aconteceu no link http://www.tcu.gov.br/acessibilidade
Pra quem me conhece, eu não poderia ficar fora dessa. Infelizmente por questões profissionais, só estive na parte da tarde, mas valeu super a pena. Além da oportunidade de me atualizar com o que está ocorrendo Brasil afora relacionado a este assunto, conheci pessoas interessantíssimas, fiz contatos importantes, me diverti e aprendi muito. 
Destaco a exposição Além dos Sentidos, aberta até dia 28 deste mês. Nela estão expostos trabalhos de pintura e escultura de artistas locais, todos deficientes, e da artista Cristina Portella, que produz quadros táteis, acessíveis para deficientes visuais, com relevos e texturas diferenciados. è divertido até para quem não é deficiente, fugir da regra do "Não toque" de todas as exposições. 

Mas este post é sobre as curiosidades deste evento, senão este post não teria graça. Primeiramente, o que me fez ganhar o dia, o mês e quiçá o ano, foi conhecer ao vivo a Lêda Spelta e o Horácio Soares, pioneiros em acessibilidade digital no Brasil, dos quais posso dizer que sou "fã", uma vez que boa parte do conhecimento inicial que possuo nessa área foi graças a leitura de textos e artigos escritos por eles. No fim da palestra, mesmo sendo interrompida quinhentas vezes, consegui conversar com o Horácio (nem tentei conversar com a Lêda, pois o assédio era maior) e trocar algumas ideias com ele, expondo resumidamente minhas pesquisas na área, as quais fiquei muito feliz por ele ter se interessado. Ele também foi responsável por fazer a ponte entre eu e a Fernanda Lobato, da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação - SLTI, do Ministério de Planejamento, onde são definidas as estratégias de implementação da acessibilidade digital nos órgãos públicos.
No fim do primeiro dia do evento, ocorreu um coquetel no restaurante do TCU, onde, além de ter sido super bem servida, tive a oportunidade conversar com diversas pessoas interessantes. O coquetel foi regado a música e poesia. No encerramento, show da bando Tribo de Jah. Muita gente foi embora antes do show começar, mas valeu a pena ficar, pois foi super animado e divertido. O Procurador do TCU Sergio Caribé, quem foi responsável pela organização do evento e é cadeirante, estava todo animado durante o show, ao contrário da imagem que temos de que quem tem alto cargo é sisudo e, muitas vezes, até chato. O show durou 1h15 e só não durou mais porque não permitiram. 
O caminho do local do evento ao restaurante era longo, e era necessário passar por um grande túnel/passarela de vidro. Meu carro estava estacionado próximo ao elevador mais próximo ao evento; logo, ao fim do show, tive que pe4rcorrer todo o caminho de volta ao meu carro. Não sei se saí meio apressada, mas quando voltei, o caminho estava todo escuro. Eu fui me guinado pelas luzes dos postes da rua, que eram visíveis por causa do vidro. Era um breu total! Quando saí do túnel, continuou não tendo vivalma e luz somente nos halls de elevadores. Cheguei até o elevador o qual deveria usar para descer à garagem no subsolo, mas daí não sabia qual andar estava meu carro! Tentei o S1, mas só haviam salas lá; logo, fui para o S2. Saí do elevador, comecei a procurar meu carro e... cadê meu carro? E olha que eu não estava bêbada, pois só bebi água e suco, nem com sono, nem noiada, apesar do show ter sido de reggae. Havia um carro no estacionamento, em que vi entrar um cadeirante, e depois estavam 2 rapazes desmontando a cadeira para colocá-la no bagageiro. Tive que ir lá, na maior cara de pau, dizer: "Olha, eu nunca vim aqui no TCU e eu entrei nesse estacionamento vindo pleo caminho tal, e quando parei o carro a portaria estava aqui a esquerda. Mas meu carro não está aqui!" Daí fizeram mais algumas perguntas para entender melhor a situação e daí ouvi a pessoa de dentro do carro me pedir pra entrar no carro pois daríamos uma volta para localizar o carro. Quando entro, para minha surpresa, de quem era o carro? Do Procurador Caribé! E o mais comédia foi onde estava o carro. Bastou dar uma voltinha e o localizamos. Como? bem, quando saí do elevador, havia saída pros dois lados. Não prestei atenção, e fui pro lado contrário de onde meu carro estava. Bastou dar a volta e lá estava o carro! kkkk Eu agradeci muito, num misto de alegria e vergonha.
No dia seguinte, enquanto conversava com o Horário, ele foi chamado pra tirar foto com o Procurador. Ele foi lá, e depois o fotógrafo me chamou para tirar foto com eles. Ao me posicionar junto ao Procurador, ele me sotou a seguinte piadinha: "Não vai perder seu carro hoje de novo, hein?!" Eu respondi, rindo, que naquele dia eu já sabia das 2 saídas. kkkk

segunda-feira, maio 14, 2012

SANTA ODALISCA

Eu tenho 2 santos os quais volta e meia eu invoco: o Santo Vagueiro e, mais recentemente, a Santa Odalisca.
Quem me ensinou a ser devota do Santo Vagueiro foi uma ex-colega de trabalho, que acreditava nele piamente. Segundo ela, para se achar uma vaga (pois muitas vezes eu saía de carona com ela), deveríamos invocar o Santo Vagueiro, dizendo algo como "Santo Vagueiro, nos conceda uma vaga" e sentando em cima da mão. Não sei o porquê de sentar em cima na mão, mas ela sempre fazia isso. Eu, por razões de segurança, não sento na mão, mas sempre que vou a um lugar com poucas vagas ou que o estacionamento costuma estar cheio, eu invoco o Santo Vagueiro. Eu também o invoco para que ninguém tenha estacionado indevidamente na vaga preferencial para deficientes físicos, caso no local exista uma.

Mas este post é sobre a Santa Odalisca, então vamos a ela. Muitas vezes, durante as minhas aulas de dança, estou muito cansada do dia de trabalho, logo meu desempenho nos ensaios não é lá essas maravilhas.
Mas, por mais que eu esteja cansada do dia, quando eu me apresento, a Santa Odalisca "baixa" em mim. Creio que toda adrenalina envolvida em uma apresentação altera meu estado natural de tal forma que consigo dançar MUITO melhor do que nos ensaios.
Isso aconteceu na minha última apresentação, na sexta passada, em uma feira de Dia das Mães, para a qual foi convocada pela minha professora na quinta na hora do almoço, ou seja, sem tempo algum para ensaiar. Só pude assistir algumas vezes o video de uma apresentação anterior da mesma música para lembrar a coreografia. (Daí a grande importância de se filmar as apresentações.)
A minha apresentação individual não foi lá tão maravilhosa, pois tive que improvisar alguns passos em partes as quais não lembrei a coreografia original. O destaque foi no final, em que o grupo todo fez um improviso. A Santa Odalisca baixou em mim de tal forma que comecei a dançar loucamente, inclusive indo junto ao público batendo palmas para chamá-los a bater palma para nós, o grupo.
No final, estava cansada e suada de forma tamanha, mas feliz por ter levantado o público e tê-lo feito participar de nossa apresentação. E quando a Santa Odalisca vai embora, é quase impossível acreditar no que consegui fazer anteriormente.

quinta-feira, abril 12, 2012

EXPOSIÇÃO ZERÓIS: ZIRALDO NA TELA GRANDE

Estive a poucos dias na exposição “Zeróis: Ziraldo na tela grande”, que é composta por 44 telas com cartuns em grandes formatos, em que os heróis ganham vida mais próxima da humana. O que achei mais impressionante foi a criatividade dele em fazer a releitura de pinturas de artistas famosos como Goya, Salvador Dalí, Picasso e Andy Warhol, inserindo os heróis nessas cenas. Ou seja, um bom conhecimento de história da arte te ajuda a compreender a exposição. Há telas com surpreendente nível de complexidade, com muitos elementos, e outras bem simples, porém coloridíssimas, como a série de telas onomatopéicas, em que ele retrata de diversas maneiras o “boom”.
Também é possível apreciar rascunhos em papel, com comentários manuscritos do próprio Ziraldo, dos desenhos que seriam transportados para as telas, além de algumas curiosidades sobre o autor relacionadas ao assunto.
Leve máquina fotográfica! Eu não sabia que seria permitido fotografar, por isso não fotografei e fiquei triste por isso, pois é tudo tão lindo e colorido! Talvez eu volte lá só pra fotografar.
A exposição vai até dia 29 de abril aqui em Brasília, no Museu da República. Vale a pena conferir!

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Não posso deixar de aproveitar este post para falar um pouco sobre a minha admiração pelo trabalho do Ziraldo.
Desde bem pequena eu tive contato com as obras dele. Minha mãe comprou alguns dos livros e os que eu não tinha eu li enquanto minha mãe fazia compras em um hipermercado, que costumava ter uma grande sessão de livros. (Os hipermercados não tem mais isso, uma pena.) Minha mãe me deixava lá com meu irmão e nos buscava só na hora de irmos pro caixa. Nos divertíamos muito com livros do Ziraldo e buscando o Wally.
Também tive contato com obras mais antigas dele por meio de uma coleção de livros (dessas que se compra em banca de revista) sobre grandes autores brasileiros. Nessa coleção, cada volume tratava de um autor: sua biografia, resumo das principais obras, contextualização histórica e alguns trechos das obras. A maioria dos livros eram enfadonhos para uma criança pequena, mas 2 particularmente me chamavam a atenção, por conter ilustrações: os sobre Ziraldo e Millôr. Esses 2 foram os únicos que li por completo e várias vezes. =D

terça-feira, abril 10, 2012

UMA PÁSCOA DIFERENTE

Nesta Páscoa resolvi fazer algo diferente: resolvi que eu não preciso mais fingir concordar com o consumismo e materialismo desenfreado familiar, em que se esquece o verdadeiro significado da Páscoa e só se lembra de chocolate, brinquedinhos de ovos de Páscoa e bacalhau.
Portanto, minha programação não envolveu familiares e teve foco primeiramente em Jesus (o verdadeiro motivo da Páscoa) e depois em Deus, por meio da natureza e da beleza da arte. Consistiu em orações e recolhimento, assistir apresentação de um coral, descansar e meditar à sombra de árvores e visitar exposições de arte (foram 2 no mesmo dia).
Foi um dia incrível: extenso, mas não cansativo. Acho que consegui o recolhimento necessário para ser eu e refletir sobre o renascimento que significa a Páscoa. Não me arrependo nem um pouco, nem senti falta, da velha combinação almoço de domingo + chocolate.

quinta-feira, agosto 20, 2009

QUERMESSE DO TEMPLO BUDISTA

Mês de agosto em Brasília sempre tem a tradicional Quermesse do Templo Budista (315/316 Sul) todos os sábados e domingos a partir das 18h. Muita comida oriental, barraquinhas com artigos diversos, palco com apresentações culturais e, para quem quiser conhecer o budismo, tem atividades dentro o templo.
No ano passado, eu fui só pra comer e conhecer a qermesse. este ano, aproveitei para conhecer sobre o budismo. No momento em que eu cheguei ocorria uma meditação cantada, ou ofício, que seria o equivalente a uma missa ou um culto. Foi bem divertido, aprendi lições simples mais valiosas e cantei bastante. Durante os cantos a energia é muito boa.
Depois de comer, quando eu já ia embora junto com uma amiga, fomos tirar fotinhos e vimos que algo corria no interior do templo. Um rapaz do grupo de jovens fazia uma explanação sobre o budismo e os símbolos do templo. Foi bom que pude conhecer um pouquinho desta religião tão milenar e com histórias interessantes.
Mudando para as coisas "profanas", um dos grandes objtivos e se ir a quermesse é comer boa comida oriental. A parte chata são as filas, geralmente grandes. Atenção que primeiro vc deve ir ao caixa comprar os tíquetes e só então ir para as filas da comida e da bebida, que são separadas. Praticamente não há fila para bebidas, pois anda bem rápido, onde é mais enrolado é na parte da comida. Para deficientes e pessoas da melhor idade, procure sempre as filas preferenciais. Vc economiza bastante tempo.
Por falar em comida, se vc for pedir porções tradicionais, como de yakissoba e tempura, elas normalmente dão para 2 pessoas. É possível pedir para servirem em embalagem pra viagem, caso vc vá sozinho ou não tenha com quem dividir. Desta vez eu pedi um temaki de salmão, uma novidade na quermesse. Nunca havia comido temaki (embora tivesse vontade) e gostei bastante. No caso do temaki, como não é muito, é bom comer mais alguma coisa. Como encontrei uma amiga lá, comi também um pouco de yakissoba e tempura que ela pediu.
Um fato curioso é que a quermesse deve ser o local que reune mais emos por aqui, acho que até mais do que no Pátio Brasil. É um festival de roupas pretas, maquiagens e cabelos estranhos como se vê em poucos locais.
Em breve devo publicar fotinhos no Flickr.

terça-feira, julho 14, 2009

GALENO E A IGREJINHA

Graças ao blog Uma Outra Brasília, finalmente consegui ver fotos do polêmico trabalho do Galeno na Igrejinha. Para quem não sabe de toda a polêmica, basta fazer uma busca pela internet.
Em resumo, originamente, Volpi havia pintado a Nossa Senhora em motivos bem alegres, mas um padre não gostava das pinturas, por julgá-las "alegres" demais, logo, profanas, e as cobriu com sucessivas camadas de tinta, sem chances de restauração. Portanto, o artista Galeno, que também é conhecido por pinturas bem alegres, foi convidado para fazer novas pinturas na Igrejinha.
Isso gerou muita polêmica, pois os mais "tradicionais", assim como o tal padre, acharam as pinturas "de mau gosto". Houve movimentos tanto de protesto quanto de apoio às pinturas e ao artista.

Ainda não estive lá para ver, e parece q os jornalistas não estão muito querendo divulgar fotos não: eu achei várias reportagens, mas sem fotos. E cheguei à conclusão que é bobagem todos os protestos contra a obra dele. Está muito lindo!

Fotos das pinturas eu achei em:


http://umaoutrabrasilia2.blogspot.com/2009/07/galeno-de-fatima.html



sexta-feira, junho 12, 2009

CONHECENDO BRASÍLIA - BARCA BRASÍLIA

No domingo passado fui a um passeio que acho que todo mundo deve fazê-lo uma vez na vida: um fim de tarde agradabilíssimo no meio do Lago Paranoá a bordo da Barca Brasília.
O passeio é marcado para as 17h, mas a barca sai mesmo às 17:30. Mas esse tempo é importante para você se acomodar e conhecer a barca e como tudo funciona, antes de partir. A barca sai do Hotel Bay Park, próximo a Vila Planalto. O retorno é às 20:30, mas nem dá vontade de voltar, de tão lindo queé o passeio.

Além da bela vista do Lago, é possível ver pontos turísticos como o Palácio da Alvorada, Ermida Dom Bosco e a Ponte JK por um ângulo bem inusitado. Prestando atenção, eu consegui ver até o Banco Central ao longe, e o fotógrafo profissional que lá estava conseguiu foto da Torre de TV e do Conjunto Nacional.
O passeio também é uma aula de história sobre Brasília e a construção do Lago. Por exemplo, você sabia que existe, próximo a Vila Planalto a Vila Mauri, que abrigou pessoas que trabalharam na construção do Lago? O único detalhe é que ela está submersa, pois fizeram a previsão errada de que demoraria anos para encher o Lago e ele encheu mais rápido do que o previsto. Segundo a historia contada pelo Edimilson, o "capitão" da barca, os moradores tiveram que ser removidos às pressas e criaram a cidade-satélite de Sobradinhopara abrigar essas pessoas.
Para alegrar ainda mais o passeio, sempre há a participação de músicos ou poetas. No dia que eu fui, era um show de MPB com voz, violão e percussão de alta qualidade. A programação é sempre divulgada previamente no site da barca.

Infelizmente, o passeio sai por um precinho meio salgado. Para pagamento antecipado (depósito na conta corrente da agência de turismo - tem que levar ocomprovante), o passeio sai por 30,00 (40,00 para pagamento no final) + 10,00 de couvert. E como vc vai necessariamente comer e beber algo, pois o passeio é longo, bem, o passeio não sai por menos de 50,00. Mas se vc não tem muita grana, vale a pena juntar e ir um dia.

Um detalhe importante que não tem no site: além de dinheiro e cheque, só é aceito cartão Visa, e se vc for pagar o passeio no final, não poderá ser no crédito.

As fotos publicadas em meu fotolog são minhas, de uma amiga e de um fotógrafo profissional que tirava fotos durante o passeio e perto do final elas são exibidas em um monitor localizado no centro da barca. (Dica: se vc quiser fazer q nem eu e copiar as fotos do fotógrafo, leve um pendrive. Eu não tinha, mas copiei num cartão de memória.)

Para mais detalhes, visite o site www.barcabrasilia.com.br

quinta-feira, abril 16, 2009

FOTOS - O MOMENTO EXATO

Já pensou em ver fotografias em que é retratado o momento exato em que um tiro acerta um objeto? A primeira vista pode parecer esquisito, mas as fotos são lindas e coloridas. Vale a pena ver.

O fotógrafo teve que ser um cara muito paciente para repetir os tiros várias vezes até ele conseguir obter essas fotos.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090327_galeria_projetil.shtml

quinta-feira, março 26, 2009

CONTRASTE CULTURAL

No Brasil, "90% das cidades não têm cinema, teatro ou museus. Só 14% dos brasileiros vão ao cinema e 93% nunca foram a uma exposição de arte."
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1055437
-10406,00-GOVERNO+PROPOE+MUDANCAS+NA+LEI
+ROUANET.html

Enquanto isso, em Londres ingressos para espetáculos teatrais que nem estreiaram já estão esgotados...
http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1056404-16022,00-MUSICAIS+ESTAO+COM+INGRESSOS+ESGOTADOS+EM
+LONDRES.html

domingo, março 15, 2009

PASSEANDO NAS NUVENS

Ontem fui ao CCBB, a princípio para ver um show que no fim das contas não gostei. Eu gosto muito do CCBB, sempre tem coisas interessantes para fazer lá, pena que é tão longe pra mim.

Eu acabei indo porque uma amiga insistiu para que eu fosse ao show, e minha mãe iria tb, logo, pq não ir?! Já esclareço que não gostei do show pq eu nunca tinha ouvido falar no compositor homenageado, não conhecia nenhum dos cantores nem nenhuma das músicas ali cantadas, exceto a última, que na verdade nem fazia parte do repertório original do show, embora a qualidade das músicas e dos intérpretes fosse muito boa. Mas é monótono vc ir num show q vc num conhece nada... =( E olha que não sou nenhuma aculturada musical, pelo contrário; meu conhecimento musical, especialmente em música de qualidade, é bem acima da média da maioria das pessoas.

O que “me salvou a noite” foi a exposição Galeria das Almas, que visitei antes do show.

No final do estacionamento do CCBB existe o Pavilhão de Vidro, que eu ainda não conhecia. Eu olhei aquilo de longe e via uma grade imagem de um céu azulzinho com lindas nuvens em plena noite. Na mesma hora pensei: eu quero ir lá ver as nuvens!

O artista Eder Santos aproveitou a estrutura de vidro e criou um céu que vc quase pode tocar. No terço superior das paredes de vidro, são colocados telões em que são projetadas imagens de nuvens andando pelo céu. Pelo salão todo há também pequenos postes de acrílico, com cerca de 1,5m de altura e no topo destes postes há prismas, onde são projetadas mais imagens de nuvens. Não sei se coincidência ou não, dentro do pavilhão estava beeeeem frio, então eu sento um choque grande com a temperatura e aquelas imagens imensas de nuvens nas paredes que vc quase pode tocá-las.

Sabe aquela música Maracatu Atômico, de Nelson Jacobina / Jorge Mautner, mais conhecida na gravação feita pelo Chico Science & Nação Zumbi? Há um trecho que diz: “Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva/ Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las”. Eu tenho essa mesma sensação com as nuvens. Eu as acho tão lindas que sempre tive vontade de tocá-las, senti-las ou até comê-las. Eu acho o máximo quando estou no avião e eu vejo as nuvens acima de mim e depois passo no meio delas... Dá vontade de pôr a mão pra fora da janela (o que obviamente não é possível) e tocá-las!

Voltando à exposição, quando entrei naquela sala cheia de nuvens e um grande vão, e as nuvens tão perto de mim, eu entrei em um êxtase contemplativo tão grande que dava vontade de chorar de tão bonito. Eu fiquei boquiaberta que não conseguia me controlar. Fiquei um bom tempo lá olhando para aquilo, enquanto eu via que algumas pessoas apreciavam como eu e outras entravam e saíam rapidamente, sem entender nada da obra.

Esse é o tipo de exposição que vc tem que ter uma sensibilidade artística apurada, senão você sai de lá achando aquilo estranho ou sem sentido.

Faltou dizer que no meio do pavilhão havia tb um altar, na verdade um oratório, feito de madeira, que emitia uma música e no meio eram projetadas algumas imagens de uma mulher. Confesso que minha sensibilidade artística não foi apurada o suficiente para entender aquela obra. Só sei que a música por ela emitida ajudava a entrar no cima daquele céu cheio de nuvens.

Se vc for ao CCBB fazer outra coisa por lá até o dia 3 de maio, não deixe de visitar as nuvens, você vai se surpreender. (Não compensa ir lá só por causa dessa exposição, afinal eu devo ter ficado no Pavilhão no máximo uns 10 minutos.) Para mais informações sobre a exposição, acesse http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/bsb/DetalheEvento.jsp?Evento.codigo=33143&cod=3

Se eu for ao CCBB novamente enquanto a exposição estiver lá, tentarei tirar fotos.

sábado, março 07, 2009

MINHA HOMENAGEM ÀS MULHERES - ARTISTA PRECOCE

Em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, além do post já publicado (no sábado da semana passada) sobre as mulheres na computação, falarei sobre uma garotinha (que provavelmente se tornará uma grande mulher se continuar usando seu talento para o bem).
Ela se chama Solveig, tem 11 anos atualmente e grafita muros perto de sua casa desde os 8. São desenhos simples, muitas vezes contendo apenas o seu nome, mas são coloridos e expressivos. Depois que foi descoberta, passou a grafitar em lugares diversos, dentre eles no Muro de Berlim.

Para quem quiser conhecer mais o trabalho desta garotinha fofa, pioneira e precoce (afinal, nunca ouvi falar de outra criança que grafitasse), segue link para uma materia sobre ela e para o site de fotos dela.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u510302.shtml

http://www.flickr.com/photos/supersolveig/