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segunda-feira, agosto 08, 2016

CONHECENDO O DF - METROPOLITANA

Fim de semana passado achei que ia passar "curtindo" a sinusite na solidão do lar. Daí uma amiga me convida pro ensaio aberto da banda de rock do cunhado dela, a Galões de Diesel em um estúdio em Águas Claras. Clima bem simples, mas sonzeira de primeira. Quando o ensaio estava acabando, ela me convida pra ir comer (já que no local só tinha espetinho) no trailer do primo dela de hambúrgeres artesanais, o Zoião Hamburber Artesanal. Ela, chefe de cozinha, foi responsável pelas receitas do blend de carnes para o hamburger e do molho. Não é porque é minha amiga não, mas até eu que não gosto tanto de hamburger comi um quase inteiro de tão gostoso que estava. Super recomendo. 
E lá fomos nós pra uma pracinha super fofa na Metropolitana, "bairro" do Núcleo Bandeirante. A Metropolitana localiza-se "atrás" do Núcleo Bandeirante (já tinha visto placas dentro do Bandeirante e também no pedaço do Park Way lá próximo. É como uma cidadezinha de interior, com uma praça principal com a igreja e uma escola de madeira. Lugar pacato e frio, pois tem córregos pela região. Um pedacinho da história de Brasília escondido ali. Pra quem gosta de ver construções antigas e gosta de pracinhas fofas, é bom conhecer, embora não haja muito o que conhecer por lá. Então aproveite quando estiver por perto pra dar uma passadinha lá.

sábado, maio 23, 2015

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA: PIZZA DA SALVAÇÃO

Noite mucho loca ontem! Fazia tempo que eu não ia pra esbórnia com tanto estilo.
Fui com um casal de amigos pro show de uma banda daqui de Brasília chamada Kervansarai, que toca música mediterrânea. O objetivo era arrecadar fundos pra gravação do primeiro CD deles. 
O show foi numa casa no fim do Lago Sul, a qual depois descobri, durante o evento, que é a casa do músico americano radicado em Brasília Ted Falcon. Espaço e ambientação muito bacana para divulgar boa música!
Mas este post não é pra falar sobre o show, que foi maravilhoso. Nem o pós-show, em que, devido a uma blitz no nosso caminho, acabamos indo pra casa de amigos do casal que me acompanhava e ficamos batendo papo até altas horas, nem pra contar que quando chego no meu prédio, depois das 5h da manhã, o porteiro desce "pra tomar um café", deixa a portaria vazia, e eu fiquei do lado de fora morrendo de medo por 10 min até ele voltar. Mas sim pra falar da salvação pros nossos estômagos: a pizza!
No evento havia um food truck, cervejas artesanais, vinhos e o kekab que não saiu. Como eu não sou de sanduba, fiquei esperando pra ver se o kebab saía. E comecei a tomar vinho. Como eu iria ficar alegre demais só bebendo de estômago vazio e o kebab não saía, comi um brigadeirão. No intervalo, resolvi que seria uma boa ideia comer um sanduba, já que não ia sair mesmo o kebab. (Não, não estou sendo redundante, mas sim ressaltando o fato de eu ter ficado #chateada porque o kebab não saiu!)
Daí na hora do intervalo já não tinha mais sanduba!!! O máximo que meu amigo conseguiu foi 1 derradeiro brigadeiro o qual compartilhamos, e que eu consegui a façanha de deixar cair 1/3 dele no chão. E agora, o que iríamos comer?
Foi aí que meu amigo teve a ideia de pedir uma pizza, o que obviamente eu achei que era zoação num primeiro momento. Mas sim, a coisa era séria! Ele ligou prum amigo que mora lá perto (cuja casa nós fomos depois fugir da blitz) pra ele indicar uma pizzaria que faria entrega ali. A pizza foi pedida e até o fim do show estávamos felizes comendo a pizza com a mão e matando de inveja o resto do povo com fome. E pizza acompanhada de um bom vinho Malbec. =D

terça-feira, maio 27, 2014

FESTIVAL INTERNACIONAL DE DANÇA

Fim de semana passado foi muito importante para mim como dançarina. Houve um festival internacional de dança organizado pela escola onde danço. 
Pense num batidão! Sexta de noite - apresentação de gala com os professores convidados; Sábado de tarde e noite - aulas e avaliação; Domingo de manhã -  mais aulas. Affff... Foi beeeem cansativo!
Sexta foi tranquilo: só ir, assistir e admirar. Sábado que foi a pauleira: De manhã, fui dar minhas tradicionais aulas de inglês. Saí de lá sem almoçar e fui pro evento. Peguei o final de uma das aulas (que ainda não tinha acabado porque a programação atrasou); não almocei, só fiz lanches durante a tarde e de noite "jantei" um sanduíche no restaurante do hotel, pois era o que dava tempo antes das aulas da noite. 
Aula mesmo só consegui fazer o fim da aula que peguei quando cheguei, que era com a Mahaila, e a da Ju Marconato. A Ju Marconato é realmente tudo aquilo que já tinham me falado e mais! A aula dela foi maravilhosa, aprendi muito, principalmente em como colocar mais sensibilidade na dança. E ainda dei sorte de ganhar um dos CDs dela de mensagens. É bom para relaxamento e reflexão.
As demais eu só assisti, filmei e fiz diversas anotações, pois não ia ter pique pra tudo. Sábado de noite e domingo de manhã foram as aulas com o egípcio Hassaan Saber. Pensem num homem com mais de 60 anos com energia de menino! Em suas sequencias ele dava vários pulos, rolava no chão e continuava inteirão! Claro que volta e meia haviam umas pausas grandes para ele se recuperar, mas era surpreendente sua energia, assim como seu carisma e gentileza. Comprei o livro dele sobre folclore egípcio que ainda tenho que ler. Mas aprendi coisas muito importantes dos ensinamentos dele, pois ele gosta de explicar porque certas coisas são feitas baseadas no folclore egípcio, o que eu acho excelente! Aprendi, por ex., que candelabros devem ter apenas 7 velas. mas dificilmente se acha um desses por aqui (aqui a regra é: quanto mais velas, melhor).
Hoje eu entendo porque cobra-se caro por workshops de dança: é porque, em geral, valem a pena mesmo! São conhecimentos valiosos que só se obtém a partir de alguém com bastante experiência, que já tentou muitas coisas e viu o que funciona; ou então de alguém que nos traz as informações direto da fonte, para mostrar o tanto que já modificados a dança árabe original (não sei até que ponto isso é bom ou ruim, tendo em vista que se criou aqui no Brasil um estilo de dança árabe que se difere bastante do tradicional dos países de origem, com danças espetaculosas e passos de balé pelo meio).

Por último, e não menos importante, vou falar da minha avaliação. Poderia-se inscrever para uma avaliação pelos professores da escola e os convidados (que não estivessem ministrando cursos no horário, lógico!), levando sua própria música e levando em consideração o nível declarado no momento da inscrição. Eu estava muito atarefada e fiquei naquela, me inscrevo ou não? O valor era irrisório, então, se minha apresentação fosse uma m..., não teria jogado muito dinheiro fora. Daí pensei: quando vou ter uma outra oportunidade dessas, a não ser que eu fosse para uma dessas bancas de certificações, as quais não tenho a menor pretensão de ter? (Se eu sou professora de inglês a quase 10 anos e só fiz o TOEFL uma vez, não tenho curso de letras, e sei que possuo grande qualidade, não preciso ficar provando pra ninguém com títulos, que são coisas voláteis. Então, pra que vou querer titulações em dança?!?)
Enfim, estava sem tempo e peguei uma música que eu tinha dançado poucas semanas antes e só a repassei coreograficamente na sexta depois de voltar do show de gala (mas fiz lavagem cerebral ouvindo-a por 2 dias seguidos no meu carro para relembrar marcações). E pensei: seja o que a Santa Odalisca quiser!
O resultado foi muito surpreendente. Haviam 12 avaliadores na minha hora e, sem óculos, no momento em que eu dancei, talvez tenha identificado metade delas. Dancei e pelo menos na hora, o pessoal se empolgou quando a música foi para a parte rápida (ela uma música com uma parte bem lenta no começo e cerca de 1 min de solo de derbake no fim). Assim que terminei, fiz as reverências de agradecimento e fui em direção á porta. Ao chegar na porta, parei ofegante (devido ao solo de derbake) e assim que peguei na maçaneta, resolvi permanecer na sala. Virei de frente e a todos e (não vou lembrar mais as palavras exatas) agradeci pela oportunidade e pedi que eles me avaliassem não pelo ideal de bailarina que existe na cabeça de cada um, mas pelo que eu pude mostrar naqueles menos de 5 minutos. (Estaria eu sendo muito ousada a fazer isso?!? Mas era algo que eu sentia que precisava dizer de alguma forma.)
Na mesma hora, ouvi algumas manifestações que eu não sei exatamente de quem vieram. Alguém ME agradeceu pela oportunidade de me ver dançar e alguém disse que eu tinha algo que a maioria das pessoas/bailarinas não tem, que é saber sentir a música. Outros concordaram. Minha profa. estava aos prantos e disse para eu nunca mais fazer aquilo com ela. 
Depois fui ler as avaliações escritas. Eu esperava um monte de comentários e sugestões do que eu poderia melhorar. Minhas notas, em todos os quesitos, foram acima de 8; só tive um 7 em um quesito muito bem justificado pela Ju Marconato e que eu concordo totalmente: variar mais as direções do meu quadril. No mais, alguns comentaram que eu deveria sorrir mais ao dançar, o que eu já sei que tenho dificuldade em fazer. Comentaram muito sobre essa questão da sensibilidade, de ouvir a música. A última avaliação do bloquinho de avaliações era a da minha profa. e pensei, "bem, ela vai escrever um moooonte de coisas pra eu melhorar". Nada, ela escreveu que "chorou litros"! kkkkk
(Depois em sala, algumas semanas depois, minha profa. comentou que no final da minha apresentação tava quase todo mundo chorando e os homens se segurando pra não chorar. Eu falei que ela tava exagerando, mas ela disse "eu tava lá, eu vi!".)
Enfim, eu me senti muito vitoriosa depois dessa apresentação. Certamente tenho muito ainda o que aprender, mas sei que as músicas que escolho para as minhas apresentações individuais e as apresentações em si estão no caminho certo. Dei o melhor que pude naquele momento e funcionou! =D

segunda-feira, novembro 11, 2013

DE VOLTA AOS HALLOWEENS

Fazia muuuuuuuuito tempo que eu não ia em uma festa de Halloween (a última foi a 3 anos, a qual organizei junto com uma amiga).
Como eu cresci estudando inglês (comecei com 5 aninhos), festas de Halloween são muito naturais pra mim. Tanto como aluna como professora, sempre comemorei o Halloween (e tenho ótimas lembranças de festas quando eu era mais nova). Sempre me encantou me fantasiar e ver as pessoas de preto, e eu normalmente de bruxa ou vampira. Acho muito legal por uma noite assumir outros papéis.
Mas quando parei de dar aula pela primeira vez, em 2003, ficou mais complicado ir à festas, e como depois voltei a dar aulas praticamente só pra adultos, não tinha mais o encantamento de comemorar, embora alguma vezes eu tenha feito meus alunos pesquisarem sobre o assunto, mesmo que fosse em português, para falar sobre alguma curiosidade em sala de aula.
Este ano, um grupo de amigas da dança organizou uma festa de Halloween atrasada, que ocorreu sábado passado. Foi muito divertido ver aquele tanto de gente no mesmo clima. Além disso, houve várias apresentações: dança do ventre, tribal, fusões, stiletto, pole dance, música de anime... foi bem eclético.
Eu apresentei uma fusão, em que dancei a música Radioactive do Imagine Dragons, juntando dança do ventre com coisas aleatórias. O mais legal foi que consegui fazer uma apresentação bem expressiva e emocionante, e fiquei feliz que as pessoas que me parabenizaram depois perceberam essa minha intenção.
Confesso que, embora eu adooore a dança do ventre, mas como eu adooooro rock, amo fazer fusões e ter a liberdade de dançar o que eu gosto e me toca profundamente. Gostei muito dessa minha 2ª fusão; hei de evoluir nesta arte.

terça-feira, junho 04, 2013

FESTA 3.0 - PREPARATIVOS NO DIA

O dia mais lindo do ano foi beeeem corrido...
Levantei antes das 8h da manhã, pra dar tempo de tudo. Felizmente combinei com a diarista de ir lá no dia, tanto pra deixar tudo arrumadinho lá em casa, quanto pra poder levar a “mudança” pro carro, para que eu pudesse levar pra festa.
Gente, era muita coisa! Tinha a decoração de parede, as lembrancinhas, guardanapos, sacola de roupa para a festa e para dança, maquiagem, bebidas (além das uso particular, ainda tinha as que eu comprei pensando nos parentes e pra ter bebida gelada pra começar, porque a maioria dos convidados chega com bebida quente)... afff... Organizar festa sozinha não é fácil!
Passei a manhã quase enlouquecida organizando isso. Almocei pela metade e fui pro salão de beleza. Marquei meu horário lá de 14 às 16h, pra que de lá eu já fosse pro salão, desta vez o de festas.
Já faz anos que, em datas especiais, vou no mesmo salão na Asa Norte, que é especializado em noivas e descobri graças a cupons de hidratação em sites de compras coletivas. Os preços lá não são tão exorbitantes de considerarmos a qualidade dos serviços e o excelente atendimento. Todo ano eu ganho, no mês do meu aniversário, uma hidratação na cadeira de nutoterapia, que usa música, massagem e cromoterapia para você relaxar enquanto espera o cabelo ficar lindo e hidratado. É tudo de bom!
Esse ano eu fui com antecedência lá e combinei com o dono de lá para que eu fizesse algum penteado especial. Depois de espairecer na na cadeira de nutoterapia, pela primeira vez ele mesmo cuidou do meu cabelo. Quero dizer, ele pôs a mão na massa, porque sempre que se vai lá, ele passa de cliente em cliente com toda simpatia, pergunta o que ela está fazendo, pergunta ao profissional o que ele está fazendo naquele momento; daí ele olha, olha e diz ao profissional: “Ah, você deve fazer assim por causa disso e daquilo.”
Ele me fez um penteado que eu não sei nem descrever. Foi algo meio cacheado, meio solto, jogado para o lado com 5kg de 2 sprays fixadores diferentes e bem uns 30 grampos (os grampos não são exagero: foi issos mesmo!). Como eu cabelo é tenso para segurar penteados, ele usou um dos sprays mais fortes que eu conheço, o preto do Sebastian. È daquele que fixa MESMO! (Depois falo mais sobre como foi com esse meu cabelo até o dia seguinte da festa.) O que eu morri muito de rir foi quando, após lavar e fazer escova, ele foi usando o baby liss mais fininho que ele tinha; quando meu cabelo estav quase todo cacheado, ele disse: “Não se preocupe, seu cabelo não vai ficar essa coisa Luluzinha.” E realmente não ficou. Foi algo bem alternativo, que eu acho que combinava com o estilo roqueiro da festa. Só não deu pra eu fazer jogadas de cabelo enqto estava dançando. =D
Saí de um salão e fui direto pro outro. Achei que a banda já estaria lá, mas estava tudo fechado. Abri e fiquei lá esperando alguém chegar, ou alguém da banda, ou minha mãe, pra me ajudar a arrumar as coisas. Não podia me trocar nem tirar um cochilo, pois alguém poderia chegar enqto isso.
Já quase 17h, chegou o pessoal da banda pra montar as coisas e depois chegou minha mãe, acompanhada da minha tia e do meu primo, (que vieram de Goiânia, com suas famílias, em 2 carros) para procedermos os trabalhos de arrumação.
2 coisas posso dizer sobre esse processo: 1) Foi bem corrido decorar e arrumar o salão, mesmo com mais 3 pessoas pra ajudar. E olha que nem era muita coisa: forrar e distribuir mesas, colocar arranjinhos de flores sobre elas e colar decorações de parede com motivos musicais. 2) Eu não tinha uma noção real da parafernália que uma banda carrega. Eu sabia que era muita coisa, mas era mais do que eu imaginava. Foram umas 2h para montarem tudo, e olha que eram 5 montando.
Lá pelas 19h, todos foram embora, mas o pessoal do crepe já tinha chegado. Deixei eles lá se ajeitando e finalmente fui me trocar e me maquiar. Mal deu tempo de eu ficar pronta pras 20h, horário de início da festa.

FESTA 3.0 - AFTER PARTY

Não sei dizer que horas a Festa 3.0 acabou (eu tirei o relógio quando fui dançar e fiquei com preguiça de colocá-lo de novo). Mas, assim que acabou, minha mãe reuniu os familiares para ajudarem a arrumar as coisas. Assim que arrumamos tudo, colocaram o que era meu no meu carro.
Sobrou muita, mas muita bebida. Eu levei algumas coisas a mais além do que eu iria consumir para estar gelado para começar a festa (uns poucos refris, umas Smirnoff Ice a mais e uma caixa de cerveja para os parentes). Embora eu já tivesse avisado isso para minha mãe, ela não se deu por contente (ela é mineira; mineiros são assim, eu já desisti disso!) e levou mais uma quantidade grande de bebida, incluindo mais 2 caixas de cerveja. Ou seja, no fim, juntando com o que o povo leva a mais, devia ter ainda as 3 caixas de cerveja.
Sem ter como levar tudo de volta nos isopores que ela levou (ela ia levar de volta o que sobrasse, pois os parentes estavam hospedados na casa dela, logo, ajudariam a consumir o restante), eu enchi o isopor de cerveja do pessoal da banda (que estava pela metade no fim da festa) e ela levou o restante. 
Quando terminou de colocar tudo no carro, os equipamentos da banda ainda não estavam todos desmontados; logo, eu teria que esperar eles terminarem o trabalho para eu poder entregar o salão. A parte mais hilária foi o seguinte diálogo (as falas são aproximadas, não vou lembrar tudo certinho) entre eu, minha mãe e alguém da banda que eu não vi especificamente quem era, ou ela falou coletivamente para todos:

M: Filha, vamos embora.
Eu: Não mãe, eles ainda estão desmontando os equipamentos. Vou ter que esperá-los terminar para entregar o salão.
M: Mas vc não pode ficar sozinha nesse lugar deserto! É perigoso!
Eu: Mãe, eu estou com 6 homens da banda. Como é que eu estou sozinha?!?
Nesse momento, ela se dirige ao pessoal da banda e diz:
M: Por favor, qdo vocês forem embora, não deixem minha filha sozinha pra trás nesse lugar deserto! (em tom de criança quase chorando e pedindo "por favor, por favor, POR FAVOR!")
(Momento em que eu tento enfiar minha cabeça num buraco imaginário.)

Nota da autora: Contando esta parte da estória para alguém, me sacanearam falando que provavelmente minha mãe estava justamente com medo de eu ficar num lugar deserto com 6 homens. =D

Quando os equipamentos terminaram de ser desmontados, um deles foi à portaria para avisar que o salão já poderia ser entregue, mas cadê que tinha alguém lá!
Eu fiquei apavorada, pois como eu ia embora e deixar o salão sem trancar?! Resolvemos esperar um pouco na porta do salão, já com as luzes todas apagadas, pois a pessoa podia ter ido ao banheiro, ou estar fazendo uma ronda pelo clube. Esperamos, esperamos, e nada!
Nisso, resolvemos bater papo, ouvir música tocada no som de um dos carros e tomar cerveja (que era a única bebida disponível no isopor deles). E nada! Optamos por esperar até às 4h da manhã, que era o horário de entrega do salão... E nada!
Moral da estória: metade da banda foi embora aos poucos e os outros 3 bravos guerreiros e eu ficamos lá na porta do salão, ainda ouvindo música, jogando conversa fora e tomando cerveja. A essa altura, já estávamos agasalhados e buscamos cadeiras dentro salão para sentarmos. 
Papo vai, papo vem, perdemos a noção do tempo e, quando alguém viu, eram 5h45 da manhã e o céu começava a ficar azul.
Fazia muito tempo que eu não ficava na rua até (quase) o sol nascer, ainda mais num papo tão divertido, tão animado. Nessa horas que a gente se lembra o quanto vamos ficando caretas quando envelhecemos. (Meninos, obrigada pelo after party mais maravilhoso que eu já tive!!!)
Fomos todos embora. Eu cheguei em casa era pouco mais de 6h da manhã. E vocês acham que nessa hora fui direto pra cama?! Não!

Cheguei em casa com o carro cheio de presentes, e como eu gosto muito de abrir os presentes, minha ansiedade não me permitiu dormir e esperar eu acordar para ir buscá-los. Resolvi naquela hora mesmo levá-los para o apê e abri-los.
Foi uma operação complexa: primeiro tirei tudo do carro; depois levei tudo do carro para a porta do elevador; em seguida, colocar tudo dentro, subir e tirar tudo do elevador; por fim, levar tudo para o apê e, finalmente começar a abrir. Quando abri a porta do apê, me perguntei se eu havia esquecido alguma luz acessa quando saí de tarde (o que não fazia sentido, uma vez que foi a diarista a última a sair). Logo me toquei que era o sol que tinha nascido. =D

Moral da estória 2: Fui dormir umas 7h30 da manhã. Muito, mas muito feliz!!!

quarta-feira, janeiro 30, 2013

O PODER DA MÚSICA

Eu sempre tive uma relação muito forte com a música.
Desde que me entendo por gente, eu fazia minha árdua rotina de me arrumar de manhã cedo ouvindo música.
Com 4 anos, eu já ouvia o melhor da MPB graças a minha mãe e o melhor do rock dos anos 80 graças ao meu irmão. Quando digo 'ouvir', digo literalmente parar pra ouvir. E depois que aprendi a ler, eu pegava os encartes dos LPs e tentava apender a cantar aquelas letras complexas. 
Com 4 anos comecei a compor, mesmo sem saber escrever ainda. Me lembro, como se fosse hoje, de mim pequenina, com papel e lápis na mão pedindo pra minha mãe escrever pra mim. 
Com uns 8 anos eu já sabia gravar músicas em K7s, para assim ter as minhas músicas favoritas. Nessa idade também comecei a estudar teclado, atividade que fiz até os 10 anos de idade. 
Também coreografava minhas músicas dance favoritas na sala de casa.
Assistia loucamente a MTV na minha adolescência e gravei vários VHS com clipes musicais.
Participei de alguns corais e estudei um pouco de canto na Escola de Música de Brasília já na vida adulta. 
Bem, as circunstâncias da vida fizeram de mim uma cantora/compositora/musicista frustrada, mas me mantiveram a grande paixão pela música.

Mas quando entrei em depressão, anos atrás, isso mudou. 
Eu já não conseguia mais ouvir música. Já não sentia mais alegria. As músicas carregam emoções e sentimentos intrínsecos, mais os sentimentos que associamos a elas. Sempre que eu começava a ouvir música, sempre esbarrava em alguma que me aflorava algum sentimento, trazia alguma memória, ou me fazia lembar de algo pela letra. Daí aos poucos, tive que tirar a música de dentro de mim, pois ela me trazia mais sofrimento do que alegria.
Parei de ouvir música enquanto dirigia. Passei a ouvir só notícias no rádio em casa. Evitei o máximo que eu pude, até que eu melhorasse.
Para ir voltando aos poucos, e aos poucos voltar a sentir a alegria de ouvir música, passei a ouvir só músicas árabes, que tanto eram estudo, por causa da dança do ventre, quanto uma oportunidade de ouvir música sem sentimentos arraigados, e sem letra por mim entendível para despertar reflexões. Consegui voltar a sentir alegria, e usar a música como instrumento para isso.

Apesar desse período ter passado, mantive o hábito de ouvir noticias no rádio, e volta e meia, se me sinto meio desanimada, coloco em uma rádio musical.
Mas agora voltei a ter o prazer de ouvir música graças ao meu novo carro. Resolvi que eu queria ouvir mp3 por meio de um pendrive e pronto! Só que o som não tem entrada para pendrive, só toca CD de mp3. Dai paguei a bagatela de 20 reais para comprar um transmissor FM que liga no cinzeiro do carro, por meio do qual posso ouvir minhas musiquinhas. 
Eu já tinha um pendrive com bastante música e só o espetei lá, nem gravei nada novo. Ainda não consegui ouvir tudo que está lá, então pra que mais?!

Todo esse histórico foi para poder relatar o quanto meu humor mudou nos últimos dias. Só de ouvir músicas queridas e pode cantá-las loucamente pelo caminho afora, me torna outra pessoa, mais feliz,mais bem disposta.
Como diz o ditado, quem canta seus males espanta. Então, como diria a Rihanna, please don't stop the music.

segunda-feira, setembro 17, 2012

ACESSIBILIDADE, TRIBO DE JAH E O SUMIÇO DO CARRO

Finalmente estou de volta ao blog!!! eeeeeeeeee \o/

Agradeço a todos pela paciência e por aqueles que puxaram a minha orelha, me cobrando novos vôos desta borboleta que vos fala. Esta borboleta vem voando em alta velocidade, faltando tempo para se dedicar a este humilde espaço pessoal. Nas próximas semanas procurarei, na medida do possível, preencher as lacunas dos meses passados. 

Este post é pra falar sobre um evento excelente que ocorreu no TCU na semana passada: Controle das Políticas Públicas de Acessibilidade. Mais informações sobre o que aconteceu no link http://www.tcu.gov.br/acessibilidade
Pra quem me conhece, eu não poderia ficar fora dessa. Infelizmente por questões profissionais, só estive na parte da tarde, mas valeu super a pena. Além da oportunidade de me atualizar com o que está ocorrendo Brasil afora relacionado a este assunto, conheci pessoas interessantíssimas, fiz contatos importantes, me diverti e aprendi muito. 
Destaco a exposição Além dos Sentidos, aberta até dia 28 deste mês. Nela estão expostos trabalhos de pintura e escultura de artistas locais, todos deficientes, e da artista Cristina Portella, que produz quadros táteis, acessíveis para deficientes visuais, com relevos e texturas diferenciados. è divertido até para quem não é deficiente, fugir da regra do "Não toque" de todas as exposições. 

Mas este post é sobre as curiosidades deste evento, senão este post não teria graça. Primeiramente, o que me fez ganhar o dia, o mês e quiçá o ano, foi conhecer ao vivo a Lêda Spelta e o Horácio Soares, pioneiros em acessibilidade digital no Brasil, dos quais posso dizer que sou "fã", uma vez que boa parte do conhecimento inicial que possuo nessa área foi graças a leitura de textos e artigos escritos por eles. No fim da palestra, mesmo sendo interrompida quinhentas vezes, consegui conversar com o Horácio (nem tentei conversar com a Lêda, pois o assédio era maior) e trocar algumas ideias com ele, expondo resumidamente minhas pesquisas na área, as quais fiquei muito feliz por ele ter se interessado. Ele também foi responsável por fazer a ponte entre eu e a Fernanda Lobato, da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação - SLTI, do Ministério de Planejamento, onde são definidas as estratégias de implementação da acessibilidade digital nos órgãos públicos.
No fim do primeiro dia do evento, ocorreu um coquetel no restaurante do TCU, onde, além de ter sido super bem servida, tive a oportunidade conversar com diversas pessoas interessantes. O coquetel foi regado a música e poesia. No encerramento, show da bando Tribo de Jah. Muita gente foi embora antes do show começar, mas valeu a pena ficar, pois foi super animado e divertido. O Procurador do TCU Sergio Caribé, quem foi responsável pela organização do evento e é cadeirante, estava todo animado durante o show, ao contrário da imagem que temos de que quem tem alto cargo é sisudo e, muitas vezes, até chato. O show durou 1h15 e só não durou mais porque não permitiram. 
O caminho do local do evento ao restaurante era longo, e era necessário passar por um grande túnel/passarela de vidro. Meu carro estava estacionado próximo ao elevador mais próximo ao evento; logo, ao fim do show, tive que pe4rcorrer todo o caminho de volta ao meu carro. Não sei se saí meio apressada, mas quando voltei, o caminho estava todo escuro. Eu fui me guinado pelas luzes dos postes da rua, que eram visíveis por causa do vidro. Era um breu total! Quando saí do túnel, continuou não tendo vivalma e luz somente nos halls de elevadores. Cheguei até o elevador o qual deveria usar para descer à garagem no subsolo, mas daí não sabia qual andar estava meu carro! Tentei o S1, mas só haviam salas lá; logo, fui para o S2. Saí do elevador, comecei a procurar meu carro e... cadê meu carro? E olha que eu não estava bêbada, pois só bebi água e suco, nem com sono, nem noiada, apesar do show ter sido de reggae. Havia um carro no estacionamento, em que vi entrar um cadeirante, e depois estavam 2 rapazes desmontando a cadeira para colocá-la no bagageiro. Tive que ir lá, na maior cara de pau, dizer: "Olha, eu nunca vim aqui no TCU e eu entrei nesse estacionamento vindo pleo caminho tal, e quando parei o carro a portaria estava aqui a esquerda. Mas meu carro não está aqui!" Daí fizeram mais algumas perguntas para entender melhor a situação e daí ouvi a pessoa de dentro do carro me pedir pra entrar no carro pois daríamos uma volta para localizar o carro. Quando entro, para minha surpresa, de quem era o carro? Do Procurador Caribé! E o mais comédia foi onde estava o carro. Bastou dar uma voltinha e o localizamos. Como? bem, quando saí do elevador, havia saída pros dois lados. Não prestei atenção, e fui pro lado contrário de onde meu carro estava. Bastou dar a volta e lá estava o carro! kkkk Eu agradeci muito, num misto de alegria e vergonha.
No dia seguinte, enquanto conversava com o Horário, ele foi chamado pra tirar foto com o Procurador. Ele foi lá, e depois o fotógrafo me chamou para tirar foto com eles. Ao me posicionar junto ao Procurador, ele me sotou a seguinte piadinha: "Não vai perder seu carro hoje de novo, hein?!" Eu respondi, rindo, que naquele dia eu já sabia das 2 saídas. kkkk

quinta-feira, maio 17, 2012

SHOW DO ROXETTE

Finalmente meu presente de aniversário adiantado (e põe adiantado nisso: o ingresso foi comprado no final de março): o show do Roxette ocorreu na terça passada.
O Roxette é uma banda que teve grande influência no meu gosto pela música. Eu me lembro de mim mesma pequena, com uns 9, 10 anos, assistindo o clip da música "How do you do", que meu irmão gravou em VHS de um programa de TV que passava video clips, e que eu ficava assistindo a gravação com uma escova de cabelo em punho, simulando ser um microfone e tentando imitar os trejeitos, os agudos e os vocalizes da Marie.
Portanto, quando fiquei sabendo do show aqui em Brasília, fiquei desesperada para comprar meu ingresso, independente de companhia ou não. Eu TINHA que ir nesse show. E não me arrependi.
Nas semanas anteriores, fiquei à procura de companhia para o show, mas não encontrei. Uma amiga me respondeu dizendo que iria, mas ficaria em uma área mais próxima do palco. Eu optei por ficar na área intermediária, a parte das cadeiras amarelas do Nilson Nelson, pois poderia ficar sentada tranquila e não estar morta de cansada por ter ficado a noite em pé, uma vez que, como o show foi numa terça, eu teria que trabalhar no dia seguinte.
Sem companhia, pensei com meus botões que, a exemplo do show do Cranberries, o show não seria aquela muvuca de garotada, seria um público mais tranquilo, logo eu iria entrar com tranquilidade, sentar em uma cadeirinha e ir embora feliz. Por sorte consegui até um bom lugar pra estacionar o carro, que nem ficou tão longe! Confesso que foi meio apreensivo na hora da saída, eu preocupada de ir para o carro sozinha, mas saí do show um pouco antes, para que na hora em que eu chegasse no carro, como eu ando mais devagar que as outras pessoas, estivesse um grande fluxo de pessoas a pé ainda saindo. Também teve o fato da minha mãe ter sido internada no dia anterior. Isso me abalou um pouco, e só consegui pensar em que eu deveria estar bem para poder curtir o show. No fim das contas, deu tudo certo.
O show foi muito bom. Durante o show foi meio decepcionante a Marie não fazer mais todos aqueles agudos e vocalizes, e muitas vezes, quando era um momento agudo na música, ao invés de subir o tom, descia-se harmonicamente o tom. Mas no dia seguinte, conversando com um colega de trabalho, ele me lembrou do câncer que a Marie teve, e e logo fiquei feliz por ela ter conseguido fazer tudo o que ela fez. 
O Per, que como vocalista masculino, costumava participar somente de algumas poucas músicas, teve uma apresentação memorável. O cara estava feliz demais, pulava e se movimentava pelo palco o tempo todo e cantou diversas músicas, com uma animação invejável. Ele levantou totalmente a galera. Destaque também para o guitarrista que tocou o Hino Nacional brasileiro durante o show. Foi muito bom!
Claro que não dá pra cantar em um show todos os sucessos, até porque tinham que cantar músicas mais recentes, mas senti falta de alguns como Vunerable e Wish I Could Fly. 
Fico feliz por Brasília já fazer parte da turnê de diversas bandas internacionais. Só fico triste que, por a prioridade ser Rio e São Paulo, os shows por aqui acabam sendo todos durante a semana. Se fossem num fim de semana, tenho certeza que o público seria bem maior.

terça-feira, maio 01, 2012

DANCING SATURDAYS

Existem coisas tristes em envelhecer. Uma delas é que muitas pessoas vão se acomodando com as questões do dia-a-dia e deixam de se divertir o quanto faziam antigamente.
Claro, os gostos mudam, deixa-se de gostar de coisas que se gostava e passa-se a gostar de outras. Mas o que quero dizer é que muitas vezes nos envolvemos num turbilhão de compromissos, obrigações e problemas e esquecemos de nos divertir de maneira saudável, assim como fazíamos quando éramos mais jovens. 
Por ex., algo que eu não fazia faz tempo, por falta de oportunidade e de companhia, era sair para dançar pelo simples prazer de dançar e se divertir. Tudo bem, 2x por semana eu danço nas minhas aulas, mas faz tempo que eu queria sair e poder dançar loucamente até me cansar.
Os 2 últimos sábados me deram a oportunidade de reviver essa alegria. No primeiro, uma festa de aniversário, cujo o tema foi "festa anos 70, 80 e 90". Uma festa num salão de festa, super família, cercada de amigas a caráter (a pedido da aniversariante) e com ótima música! Dancei até!
No sábado passado foi a vez de ir com uma amiga no show de uma banda de rock anos 80, da qual um dos integrantes é colega de trab dela. Antes teve um "esquenta" na casa dela, em que comemos, bebemos e botamos o papo em dia e nos arrumamos "parecendo 2 adolescentes", segundo ela (não no sentido do tipo de roupa, mas no sentido de preocupação com maquiagem, se a roupa escolhida estava boa, etc). Depois fomos pra lá pura e simplesmente com a intenção de dançar muuuuuiiito! Ao chegar lá, tava todo mundo sentadinho, quietinho, só assistindo. Nos instalamos em uma mesa, chegamos as cadeiras pro lado e começamos a dançar ali mesmo. Aos poucos as outras pessoas foram se soltando e fazendo o mesmo. Eu só sei que dancei, pulei e cantei muito. Quem nunca me viu num momento desses, devia achar que eu estava bêbada (ou pelo menos alegrinha), mas eu sou assim. A (boa) música tem um efeito "alucinógeno" sobre mim...

segunda-feira, janeiro 30, 2012

TECNOBREGA NO SHOW DA VANESSA DA MATA?!?

Fui com meu primo, que estava aqui passando férias, ver o show da Vanessa da Mata pelo 1º Festival Internacional de Arte de Brasília. Dessa vez foi bem mais organizado pra pegar os ingressos. Pro pessoal da fila convencional, distribuíram as senhas desde de manhã. Na fila preferencial, quando cheguei, parte do pessoal tinha senha, outra parte não.
Fui munida de esfihas do Habib's como almoço e comi enquanto esperava. Quando deu 15 pras 2 distribuíram senhas de novo na fila preferencial pra quem faltava. Quando deu 2 da tarde, as filas foram andando, sem tumulto, e rapidinho peguei meus ingressos. Foi beeeem mais tranquilo e organizado dessa vez. A Sec. de Cultura está de parabéns, pois conseguiu contornar a confusão do primeiro dia. (mais detalhes sobre isso está num post meu de poucos dias atrás)
Lá no Centro de Convenções foi tudo tranquilo também. Nunca assisti um show lá tão de perto, pois fiquei na chamada área vip, a qual é sempre a mais cara em shows pagos.
O show foi bem semelhante ao que fui em 2009 (também é só procurarem o post caso queiram ler). Claro, havia algumas músicas novas, que eu não conhecia. Mas desta vez ela chamou o público pra se levantar das cadeiras e dançar. E, quando o povo levantava, todo mundo tinha que levantar, pois tapava a visão de quem tava mais atrás. na verdade, as pessoas fizeram foi um grande ciclo de "senta-levanta": quando a música era mais animada ou famosa, levantavam, quando ficava mais calmo, sentavam.
Mais uma vez ela cantou Sinhá Pureza, clássico do cancioneiro paraense, no bis. O curioso foi que o tecladista começou tocando tecnobrega! Na hora pensei: "Não acredito que estou ouvindo isso!" Mas foi rapidinho, e o tecnobrega virou a música citada. Uffffaaa!!!

Vale destacar o show de abertura, que foi de uma cantora daqui, chamada Renata Jambeiro. Não sabia o que esperar dela, e ela nos surpreendeu. Ela cantava basicamente samba, mas daqueles bem de raiz africana. O show foi muito bonito e animado. Lembrava um pouco a Clara Nunes, sobre a qual ela comentou durante o show e cantou um sucesso dela. No fim, teve um pout pourri de músicas com letras exaltando o Brasil, como Aquarela do Brasil e Brasil Pandeiro.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

1º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTE DE BRASILIA

Essa semana começou o 1º Festival Internacional de Arte de Brasília, que vai até 12 de fevereiro. 
A abertura, dia 04, foi em grande estilo, com show do Paulinho da Viola, com abertura do grupo Choro Livre, representando o Clube do Choro.

O festival está super completo, com música, dança e teatro. A programação oficial (completa e já atualizada depois do início do festival) está em http://festiarte2012.blogspot.com/p/programacao-completa.html

Esse festival me fez lembrar os tempos aúreos do governo de Cristovam Buarque (na época também do PT), em que havia o projeto Temporadas Populares. Na época os ingressos custavam 5 reais para shows e teatro. Me lembro de ter visto shows de rock no extinto Gran Circo Lar e de MPB no Teatro Nacional, além da peça Confissões de Adolescente, moda na época.

Voltando aos dias de hoje, foram bem disputados os ingressos pro Paulinho da Viola. A bilheteria do Teatro Nacional abre sempre às 14h para distribuição dos ingressos. Cheguei lá por volta de 13h e me assustei já no estacionamento, cheio como se fosse já o espetáculo.
A fila dava infinitas voltas dentro do hall do teatro e saía. Não sei dizer quantas pessoas estavam lá, mas era muuuuuuuita gente.
Procurei logo a fila preferencial que, caso não existisse, eu iria criar (kkkk). Já haviam algumas pessoas na fila. Fiquei em pé nela um tempo e depois sentei no chão. As 2 senhoras as quais eu estava entre elas sugeriram que eu sentasse num banco próximo que estava vazio, pois elas guardariam meu lugar. Sentei e fiquei conversando com uma pessoa que acabei de conhecer até começar a distribuição.
Tudo acabou nuns 25 min. Afinal, eram umas 3 ou mais pessoas entregando 2 convites por pessoa, logo as filas andavam rápido. Por estar na fila preferencial, não tive dificuldade para conseguir meu par de ingressos. Ah, detalhe, nesse dia eu fiquei sem almoçar. Da próxima vez levarei algo pelo menos pra lanchar.
Depois de garantir os meus, encontrei 2 amigas na fila gigante quando eu ia embora. Uma chegou por volta de 12:15 e conseguiu. Já a outra que estava mais atrás, pois chegou 12:30, já não conseguiu. 
Isso gerou diversas reportagens, as pessoas reclamando porque disseram que iria-se distribuir uma certa quantidade de ingressos, mas boa parte destes foram distribuídos previamente pro pessoal das secretarias que apoiaram o festival.

O show do Paulinho da Viola foi muito bom. A produção do teatro pecou na parte técnica, pois houve problemas no retorno e no microfone do cavaquinho do Paulinho da Viola. Houve demora para corrigir os problemas, mas depois foi só alegria. 
Depois de tudo isso que aconteceu no primeiro dia, resolveram que os grandes shows ocorrerão no Centro de Convenções. Assim foi possível distribuir mais de 2 mil ingressos, segundo algumas reportagens. A distribuição continua sendo no Teatro Nacional.

Acabei desistindo de ir no show do Gilberto Gil, pois chovia na hora do almoço, daí não me animei a ir pra fila. Os próximos que pretendo ir são do Milton Nascimento, da Vanessa da Mata, o Circo da China e o Grupo Udi Grudi. Tomara que eu consiga ir neles todos.

segunda-feira, outubro 17, 2011

FINS DE SEMANA ESPETACULOSOS

Nos últimos dia 07 e 15 me apresentei no Espetáculo Danças do Mundo - Inclusão para Todos. Já que o título falava de inclusão, mesmo que não fosse a ideia original, associei inclusão com deficiência e pensei que deveria mostrar meus talentos, de forma que "sim, a inclusão é possível na dança".
Foi uma experiência muito boa de mostrar pra mais gente minha arte e conhecer pessoas muito bacanas da dança. me impressionei com a calmaria nos bastidores do dia 07, em que pude me arrumar tranquilamente, sem nenhuma mulher estérica nos camarins, e ainda bater papo e rir muuuuuito. No dia 15 foi mais agitado, pois haviam vários grupos de criancinhas e adolescentes, estão estava mais abarrotado, eu meio que disputando espaço pra conseguir um cantinho pra me trocar e depois me sentar pra esperar minha hora. Mas no fim deu tudo certo. 
No dia 07 tive como plateia conhecida apenas família. No dia 15 contei com a presença de uma amiga super querida da época de colégio, que tive o prazer de nos reencontrarmos no feriado. Às vezes dá uma sensação meio de tristeza pois tanta gente é convidada e poucos acabam indo, mas enfim, todos que foram eram pessoas suuuuper queridas.
Também foi a estreia do meu nome artístico: Parvaneh Avivit. O que significa? Nada mais nada menos que o nome deste blog.

Este fim de semana também foi de estudos, de aprimoramento dos meus conhecimentos de dança. No dia 15, antes do espetáculo, participei de um curso de presença cênica, que com certeza contribui com o desempenho no palco, pois acredito que quando dançamos não somos nós mesmos, mas uma personagem. 
No dia seguinte, foi a vez de um curso de snujs, instrumento usado na dança do ventre. O mais curioso desse curso foi que foi ministrado por um percussionista que já virou meu amigo e que, quando anunciou o curso, eu fiz o comentário de quem dera eu conseguisse tocar, mas nunca conseguiria, pois os snujs são pequenos pratinhos que são presos aos dedos (usa-se 2 em cada mão). Poucos dias depois, a esposa dele se manifestou dizendo que isso de eu não conseguir não existia e que para provar isso estavam me dando a cortesia do curso para que eu fosse lá pôr isso à prova. Considerando o fato de eu usar um snuj em cada não, deu super certo no fim das contas. Agora tenho que comprar um par pra praticar em casa...

domingo, março 27, 2011

SHOW DA SHAKIRA - FINALMENTE !!!

Finalmente o show da Shakira aconteceu na quinta passada! eeeeeeeeeeee

Foi muito bom, valeu super a pena. Só fiquei chateada porque fizeram uma previsão de pessoas que não condizia com a realidade e ficou um vão enoooorme entre o povo da área "vip" e a área do meio, onde eu estava. Dava pra gente ter ficado mais perto. Mas foi bom, poi pude ficar tranquila, folgada, sem empurra-empurra.

Podem falar o que quiserem, mas depois do show, passei a considerá-la uma showwoman. Ela sabe fazer um bom espetáculo visual. Como disse minha amiga com quem fui ao show, ela não conhecia muitas músicas, mas gostou muito do que assistiu, pois ela sabe fazer um espetáculo.

Não posso deixar de falar mas qualidades dela como dançarina. De origem árabe, a dança do ventre foi algo que ela aprendeu "naturalmente", e ela sabe usar disso junto a sua sensualidade.

Na segunda música, ela usou um véu leque, que é uma criação americana, influenciada pelas danças japonesas e chinesas nas quais o leque é usado. Olhem que lindo este véu leque!

Shakira com véu leque
Destaco aqui 2 momentos cover interessantes. Um deles foi quando ela cantou Whenever, Wherever com um arranjo bem rock 'n' roll. Lá pelas tantas, ouviu-se a guitarra de Unbelievable, da one hit band EMF, lançado no início dos anos 90. Ela até soltou a frase-refrão da música: "You're unbelievable!"  Depois disso ela emendou na apelidada "danza da cadera".


Outro, que ela fez também nos outros shows, foi cantar Nothing Else Matters, do Metallica. De início soa meio estranho pensar nela cantando essa música, mas ficou bonito ela misturando violino e violoncelo com instrumentos latinos, como o cajón, tocada com bastante latinidade. Resta saber o que o pessoal do Metallica achou. 




Outra coisa interessante foi a existência de uma área para cadeirantes na área "vip". Super legal, só que não divulgaram a existência dela! Certamente teve um monte de cadeirante que deixou de ir ao show por falta desta informação. Se eu tivesse sabido antes de entrar na minha área, teria tentado usá-la. Sei que não sou cadeirante, mas sou deficiente física, oras! Tenho minhas dificuldades para me manter em pé por muito tempo.

Área reservada para cadeirantes

Por último alguns bons vídeos dela "bailando". Os telões foram muito bons: bem posicionados, grandes e o telão central projetava imagens muito legais. Observem o telão enquanto ela dança She Wolf:


Antes de Waca Waca, foi apresentado um videozinho entrevistando crianças africanas. Deu dó na hora em que ouvi um garotinho dizendo que ele queria frequentar a escola.


Momentos dança do ventre em Hips Don't Lie e Ojos Así. Como disse um ex-colega da UnB que encontrei lá: "Os quadris dela não são de Deus."




Momento dança flamenca em Gypsy. Encenação fantástica! Quando a gente via da plateía, parecia que ela tocava o cajón com os pés.



Espero que tenham gostado do meu "resumo" dos momentos interessantes e diferentes do show.   

Mais informações sobre como foi o show e o setlist completo: 

segunda-feira, março 21, 2011

SHOW DA SHAKIRA DIA 24

Shakira teve peninha da gente e resolveu fazer novo show na quinta, dia 24. eeeeeeeeeeeeee
Apenas 2 dos outros artistas se apresentarão, mas o que me importa é a Sharika mesmo, então tá ótimo!
Mais informações sobre o novo show e trocas de ingresso (para quem quiser devolução do dinheiro ou quem entrou no show do dia 17) no site www.livepass.com.br Quem possui o ingresso completo, basta apresentá-lo no dia.
Espero que os organizadores desta vez sejam espertos e coloquem algumas coberturas no estacionamento, assim como teve no show de música sertaneja que ocorreu 2 dias depois.

domingo, março 20, 2011

UMA BEBUM NO VIDEOKÊ

Antes que pensem alguma coisa: Não gente, a bebum não fui eu. Eu sou uma motorista responsável.
Ontem fui ao videoke com 2 amigas. Uma delas, antes de chegar ao local, me ligou para confirmar se eu ia e se eu poderia dar carona para ela de volta pra casa. Num primeiro momento, eu achei estranho, pois ela recentemente comprou um carro. Daí ela me falou que é porque ela queria beber.
"Tudo bem.", respondi. Afinal ela mora bem perto do videokê, então fugiria pouco do meu caminho e, bem, ela não é de beber, logo eu achava que ela beberia pouco. 
Grande engano. Ela saiu de casa disposta a ficar bêbada. E o pior é que a única coisa que ela já havia bebido foi tequila, que na primeira vez fizeram ela tomar "na marra". Pra começar a noite, ela pediu uma tequila. Virou de uma vez sem cerimônia. Depois ela me disse que queria provar outras coisas que poderiam ser bebidas como a tequila, virando de uma vez. 
Primeiro sugeri cachaça. Pedi 2, mas tomei menos da metade da minha dose e dei a outra parte para ela. Depois era queria experimentar outra coisa e me perguntou o que eu conhecia. Sugeri Montilla. Depois ela pediu outra tequila (acho que ela continuou achando tequila melhor), mas o garçom entendeu errado e trouxe 2 de uma vez, as quais ela tomou em menos de 5 min. Depois disto, lascou tudo. Ela achou que tomar de 2 em 2 era "divertido" e passou a pedir 2 tequilas por vez.
Em algum momento enquanto estava sóbria, ela me perguntou o que vinha na caipirinha. Quando expliquei ela disse que não queria, pois ela gosta é de virar de uma vez, pois nem sempre o gosto é bom. Mas depois de algumas tequilas, ela cismou com a caipirinha e pediu sem nem a gente ver. Quando chegou eu perguntei porque ela tinha pedido caipirinha, se ela disse que não queria. Ela deu uma explicação que não fazia muito sentido e neste momento notei que ela não estava sóbria mais. Mesmo dizendo que era muito grande e que não gostou do gosto, ela tomou quase que nem água. Quando eu vi o copo já tava vazio. 
Pelas minhas contas, ela tomou 7 tequilas (sim, e se duvidar foi mais), 1 Montilla, 1 e 3/5 de cachaça e 1 caipirinha.
Quando deu meia noite, fui ficando com sono e quis ir embora, uma vez que já tinha cantado bastante (fui a primeira a chegar e eu e minha amiga revezamos o microfone por mais de meia hora antes de chegarem outras pessoas). Ao falar com a tal amiga, primeiramente ela indagou o motivo de eu ir embora tão cedo, para em seguida fazer uma cara estranha e dizer que estava passando mal. Então falei com ela que ou ela ia no banheiro vomitar naquele momento ou não iria comigo. Como ela nem conseguiu se levantar, bem, eu fui embora.
Falei com a outra amiga para levá-la (ela já tinha se oferecido, pois as 2 moram perto) e expliquei porque não levaria a bebum. Ela achou um exagero a explicação do vômito, mas eu ia lá correr esse risco?!
Não deu outra: quando estacionava o carro na garagem do meu prédio, chega uma mensagem no meu cel que dizia que ainda bem que eu não levei a amiga para casa. Liguei na mesma hora para saber o que havia ocorrido.
Segundo relatos da amiga sóbria, a outra vomitou bastante. Além de fazê-lo no lugar certo, também o fez ao lado da mesa em que estava sentada, assim como na entrada do banheiro (pensa nas coitadas das mulheres que tiveram que usar o banheiro antes de ser limpo!), não necessariamente nesta ordem. Entre um episódio e outro, ela se encostava em algum lugar e cochilava. Depois do último episódio, ela "despertou" e disse que antes ela estava em modo stand-by. Por fim, ficou reclamando que ela não sabia que era assim, que se passava mal era depois e não ha hora... kkkk Sem noção, né?
O importante é que tudo terminou bem, apesar de tudo.
P.S.: Na segunda recebi e-mail da amiga perguntando porque a outra amiga e não eu havia levado-a para casa. Ou seja, memória zero! Espero que este post a ajude a "lembrar"... kkkk

quinta-feira, março 17, 2011

SÃO PEDRO CANCELOU O SHOW DA SHAKIRA

Ahhhh.... Que chuva é essa que cai aqui em Brasília!
Começou às 19h, pouco depois de sair do trabalho. Peguei a L4 Sul ainda sem chuva, mas logo ela despencou, assustadoramente forte. Gastei 1h30 para percorrer os cerca de 15km que separam o trabalho da minha casa, os quais normalmente percorro em 35, 40 min. O trânsito tava caótico: após menos de 5 min de chuva, os carros todos ligaram o pisca-alerta, pois praticamente não se enxergava nada. Eu parei na primeira entrada que vi para o Setor de Embaixadas e lá permaneci parada por mais de 10 min. Uns 3 carros pararam perto de mim pra esperar a chuva melhorar. 
Diminuiu um pouco e resolvi seguir. O caos continuou: semáforos desligados; diversos pontos de alagamento, onde só era possível passar carros em uma faixa (pois as outras estavam intransitáveis); muito tempo pisando no freio... afff
Meu carro foi guerreiro. Se ele esteve dodói no fim do ano passado e início deste (assim como a dona dele!), posso dizer que ele tá 100%, porque passar pelo que ele passou hoje dentro dos alagamentos, ele foi um herói!
Cheguei em casa cansada, com as pernas doendo de tanto pisar no freio. Sim, pernas no plural, pois a uma certa altura a perna direita cansou e passei a usar a esquerda. Mas ainda sim com fé e ânimo de ir para o show da Shakira. Eu e minha amiga que me acompanharia não queríamos perder esse show por nada. Fiz uma massagem nas pernas, comi um pouco e fui me trocar.
Graças ao sexto sentido da minha mãe, que me pediu para ligar o rádio na Band News FM para obter alguma notícia do show, descobri, quando já quase saía de casa, que o show foi cancelado. A primeira banda encerrou o show antes do previsto; o palco ficou encharcado e equipamentos de som foram danificados. 
São 22h15 e a chuva não parou, nem parece que vai parar tão cedo... Oh, São Pedro, fecha as torneiras aí!!!
Neste momento eu deveria estar aguardando ansiosamente o começo do show, mas agora é só tristeza. Paciência, a vida continua.

Agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos sobre devolução do dinheiro dos ingressos, pois dificilmente ela poderá fazer o show em outra data, já que se trata de uma turnê. Só se for no fim da turnê, o que é pouco provável...

Snif!!!

quinta-feira, março 10, 2011

CARNAVAL: MANIPULAÇÃO DA APURAÇÃO?

Achei muito curioso o Carnaval deste ano no que se trata de escolas de samba. Em SP, adorei o resultado; já no Rio torci o nariz.
A Vai-Vai homenageou o maestro João Carlos Martins, que foi um cara que lutou muito para recomeçar do zero, e, o que seria o fim da carreira de um pianista se transformou no início de uma bem sucedida carreira como maestro. Como diz o samba-enredo, que é a frase marca registrada do maestro, "a música venceu". Ele regeu emocionadísssimo a bateria/orquestra, não conseguindo conter as lágrimas.
Já no Rio, creio que a vitória da Beija-Flor foi uma grande roubalheira. Não sou de teorias da conspiração, mas neste caso, acho que uma se aplica.
Posso dizer que ocorreram coisas estranhas na apuração, em especial no quesito Alegorias e Adereços. Houve um julgador que saiu distribuindo notas beirando os 9 e até abaixo disso. A mangueira levou 8,9 deste julgador e a coitada da São Clemente, 8,5. Qual foi a única escola que tirou 10 neste quesito para este julgador? A Beija-Flor, claro. E os carros d Beija-Flor nem tavam lá essas coisas. Tinha escola com carros muito mais bonitos e que levou poucos dez ou levou 9,9 como máximo.
Só sei que não gostei do desfile da Beija-Flor. Embora tenha visto só o compacto, achei que o tema foi mal explorado e com alguns carros sem nexo. Havia um carro com dezenas de beija-flores logo pelo início do desfile. Tudo bem que é o símbolo da escola, mas o que tinha a ver com o samba-enredo? Falaram que eram "as memórias de infância do Roberto Carlos". Havia outro carro sobre a preservação da natureza. Qual a relação do Roberto Carlos com a preservação ambiental?
A Beija-Flor é apadrinhada da Globo. Todo programa em que precisam de uma escola de samba, de uma passista, quem é que eles chamam? O povo da Beija-Flor. E o Roberto Carlos? Trabalha na Globo. Quem transmite os desfiles das escolas de samba?... Bem, tirem suas próprias conclusões.

quinta-feira, março 03, 2011

UM NEGÃO DENTRO DE MIM ?!?

Para quem não sabe, estou fazendo aulas de canto popular na Escola de Música, pelos Cursos Pontuais. Já entrei no nível intermediário, por já ter conhecimento de música suficiente para pular o básico. eeeeeee
Estou adorando as aulas, que são de 2h todo sábado por 3 meses. Pela primeira vez, tenho a oportunidade de aprender sobre respiração e impostação correta da voz, pois sempre cantei meio que "por instinto". Tudo bem que já participei de corais e fiz o Curso Pontual de Canto Coral e Técnica Vocal há uns 5, 6 anos atrás, mas como corais são sempre muita gente, não há muito tempo para ensinar técnicas de canto.
No fim do curso sempre há apresentações e a professora nos pediu que escolhêssemos 3 músicas para delas extrairmos 1 ou 2 para a apresentação final. Na segunda aula, em que fizemos um exercício vocal em que ela quis ouvir cada um individualmente, ela já me perguntou se eu estava participando de algum outro curso de lá ou se eu aluna regular da Escola de Música. Eu disse que não, mas ao fazer o exercício, ela disse algo como "você sabe o que você está fazendo aqui!", ou seja, que ela viu que eu tinha um bom conhecimento.
Quando foi a hora da minha audição de repertório sábado passado, ela ficou bem impressionada com minha voz. O único problema é que eu queria cantar as músicas tons acima do original e colocar algumas "firulas", ou, como eu gosto de dizer, "desconstruir a música". Assim, ela me "obrigou" a cantar as músicas nos tons originais.
Além disso, ela proferiu a frase traumática do mês (ou será do ano?): que eu teria um negão dentro de mim e que eu tinha que colocar o negão pra fora.
Bem traumático, não? Eu desde o ano passado venho fazendo um trabalho de conscientização interna para me sentir mais mulher, mais feminina, e de repente me dizem que eu tenho que soltar o negão que há dentro de mim?!? Isso foi pior do que a primeira vez que me chamaram de "brother". kkkkkk
Mas o que ela quis dizer foi que eu tenho uma voz grave poderosa, e que tenho que saber usá-la. Esta é uma questão complicada: Eu venho desde a infância ouvindo rock, e dificilmente rock é cantado por mulheres. Portanto, me acostumei a cantar sempre grave, pra tentar me aproximar do que eu ouvia. Enquanto eu namorava, meu ex me influenciou muito no sentido de que eu deveria cantar mais agudo, porque eu tinha voz pra isso. (Eu sou mezzo, mas ele me dizia que se minha voz fosse trabalhada eu poderia ampliar minha extensão e quase virar uma soprano.) Daí passei a cantar mais agudo. Mas agora descubro que tenho que voltar pro grave... Confuso, não?! To chegando a conclusão que meu timbre é meio como o da Cássia Eller, forte e grave, porém com ainda alguma feminilidade.
Vocês devem estar se perguntando: quais são as músicas que cantei, afinal? Bem, vocês ficarão no suspense por enquanto... Quanto tiver apresentação, ficarão sabendo.

quarta-feira, outubro 20, 2010

SHOW DO CRANBERRIES

Ontem foi o show dos Cranberreies aqui em Brasília. Nossa, que show! Valeu muito a pena!
Fiquei triste com a organização, pois permitiu que um show durante a semana atrasasse 1h para começar. Eles pensam que ninguém trabalha, só pode... Felizmente pude dormir até bem tarde hoje por trabalhar só na parte da tarde. Pelo menos enquanto esperávamos o show começar, foi tocada uma sequência fantástica de músicas internacionais.
Apesar de haver 6 mil pessoas (segundo reportagem do Correio Braziliense), foi tudo super tranquilo. Como o público era mais velho (não tinha praticamente ninguém abaixo dos 25 anos), o clima era de total harmonia: nada de confusão, de empurra-empurra. Além disso, com os ingressos que compramos pra pista, uma amiga e eu pudemos nos sentar nas cadeiras do ginásio e esperar um pouco mais confortavelmente (pois aquelas cadeiras de plástico não são nada confortáveis).
O show foi muito bom. A Dolores é muito carismática e tem boa presença de palco. As dancinhas dela são meio estranhas, mas a voz é poderosa assim como nos álbuns (o que foi facilmente percebido nos agudos de músicas como Ridiculous Thoughts e Empty). Foram escolhidos todos os sucessos, sendo que boa parte do repertório foi dos álbuns No Need to Argue e To the Faithful Departed, que são justamente os 2 álbuns que tenho. Nunca tinha visto um bis com 4 músicas. Foi 1h e meia de pura diversão!