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domingo, maio 08, 2016

MATANDO SAUDADES DO PARÁ (ou RESTAURANTE JAMBU)

Mais um post gastronômico!

Depois que um ex-chefe me deu a ideia de comemorar o Dia das Mães antecipado, na sexta ou sábado de noite, e da minha mãe e irmão terem topado, é o que estamos fazendo a alguns anos.
Este ano sugeri o restaurante Jambu, na Vila Planalto, cujo chef é paraense e misura culinária típica da terrinha com algumas releituras modernas. Também tem uns menus especiais, o carta branca e o de 12 etapas, mas isso irá ficar pras próximas vezes. 
Nunca tido ido lá. Por ser um restaurante sofisticado e de $ alto, usa em seus pratos muitos ingredientes considerados exóticos pra maioria das pessoas, então me faltava companhia pra ir.

* Coincidência ou não, esta semana recebo um e-mail da TAM com uma passagem para Belém pra setembro. =D Mas era de uma quase xará minha (mesmo primeiro nome e sobrenome) que cadastrou meu e-mail por engano e era SP - Belém - SP. De qualquer forma, será um sinal???

O ambiente é pequeno e aconchegante. Fiz reserva, pois fiquei com medo da lotação, mas nem seria necessário. Reservei pras 20h e só havia uma mesa ocupada além da nossa. Até pensei que ia ficar vazio daquele jeito, mas às 21h já tinham várias mesas ocupadas. Não chegou a encher. 

Como sou paraense (sim, eu sou e com muito orgulho), olhei o cardápio no site e passei a semana sonhando com pato no tucupi. Não me decepcionei. Estava excelente, bem tradicional. 

Pato no tucupi

Meu irmão pediu camarões com arroz de jambu e também gostou. 

Pato no tucupi (frente) e camarões com arroz de jambu (ao fundo)

De sobremesa, minha mãe e irmão pediram creme de cupuaçu. Não gostaram tanto por ter outros ingredientes, como tapioca e tucupi. Preferiam um creme de cupuaçu tradicional. 
Como não gosto de cupuaçu (culpa da minha mãe ter tido desejo de cupuaçu logo antes de eu nascer e fez com que eu me enjoasse da fruta ainda na barriga dela kkkk), pedi a sobremesa de bacaba. Era algo bem moderno: cenoura crua enrolando as mini porções de creme de bacaba, um creme branco no fundo do prato, pedaços de salsão (que serviam muito bem para tirar o gosto da boca) e abacaxi picado bem pequenino, que era o elemento doce da sobremesa. Uma sobremesa bem inusitada. Boa, mas não se você está num dia precisando comer algo bem doce. 

* A bacaba é uma fruta de sabor "terroso" como o do açaí. Me fez lembrar o açaí puro paraense. Uma pena não terem sobremesa de açaí desta vez, mas fui informada que é porque não é época lá no norte, e trabalhar com a polpa congelada diminuiria a qualidade do prato. Segundo o garçom me informou, no primeiro semestre havia ganache de açaí. Agora, terei que aguardar o início do ano pra comer alguma sobremesa com açaí por lá.
** O cardápio é super enxuto (cabe em uma folha) e é trocado de acordo com a sazonalidade dos ingredientes. Logo, a cada 3 meses há renovação do cardápio.

Sobremesas: bacaba (esq) e cupuaçu (dir)

Pra quem aprecia boa gastronomia e não tem medinho nem de ingredientes desconhecidos nem de cozinha contemporânea, vale muito a pena conhecer.

sábado, maio 11, 2013

AÇAÍ DO BOM - PARTE 3

Estou dando aula particular para uma moça que mora perto de casa e, coincidentemente, é paraense. Semana passada, por ocasião do feriado do início do mês, vieram uns parentes dela pra cá, o que obviamente implica em trazer produtos "importados" da terrinha.
Fui premiada com 1kg de açai, que foi preparado no mesmo dia e dividi em duas tigelas. Nooooossssssaaaaa! Que maravilha!
O mais engraçado foi eu suspirando enqto tomava o açaí e minha diarista sem entender pq eu suspirava tanto por algo com gosto de terra. kkkk

Na verdade, tenho que criar o hábito de pelo menos 1x por mês me dar o direito de tomar um legítimo açaí paraense. Além de ser super saudável, é super rico em ferro, ótimo pra diminuir minha anemia. Até minha nutricionista já recomendou. Onde encontrá-lo? Eu sei de 2 lugares que posso considerar "confiáveis": há uma barraca do Pará na Feira da Torre e outra na Feira do Guará. A da Feira do Guará eu ainda não provei lá, mas a da Torre eu posso garantir que é de confiança que o açaí é puro. 

segunda-feira, janeiro 30, 2012

TECNOBREGA NO SHOW DA VANESSA DA MATA?!?

Fui com meu primo, que estava aqui passando férias, ver o show da Vanessa da Mata pelo 1º Festival Internacional de Arte de Brasília. Dessa vez foi bem mais organizado pra pegar os ingressos. Pro pessoal da fila convencional, distribuíram as senhas desde de manhã. Na fila preferencial, quando cheguei, parte do pessoal tinha senha, outra parte não.
Fui munida de esfihas do Habib's como almoço e comi enquanto esperava. Quando deu 15 pras 2 distribuíram senhas de novo na fila preferencial pra quem faltava. Quando deu 2 da tarde, as filas foram andando, sem tumulto, e rapidinho peguei meus ingressos. Foi beeeem mais tranquilo e organizado dessa vez. A Sec. de Cultura está de parabéns, pois conseguiu contornar a confusão do primeiro dia. (mais detalhes sobre isso está num post meu de poucos dias atrás)
Lá no Centro de Convenções foi tudo tranquilo também. Nunca assisti um show lá tão de perto, pois fiquei na chamada área vip, a qual é sempre a mais cara em shows pagos.
O show foi bem semelhante ao que fui em 2009 (também é só procurarem o post caso queiram ler). Claro, havia algumas músicas novas, que eu não conhecia. Mas desta vez ela chamou o público pra se levantar das cadeiras e dançar. E, quando o povo levantava, todo mundo tinha que levantar, pois tapava a visão de quem tava mais atrás. na verdade, as pessoas fizeram foi um grande ciclo de "senta-levanta": quando a música era mais animada ou famosa, levantavam, quando ficava mais calmo, sentavam.
Mais uma vez ela cantou Sinhá Pureza, clássico do cancioneiro paraense, no bis. O curioso foi que o tecladista começou tocando tecnobrega! Na hora pensei: "Não acredito que estou ouvindo isso!" Mas foi rapidinho, e o tecnobrega virou a música citada. Uffffaaa!!!

Vale destacar o show de abertura, que foi de uma cantora daqui, chamada Renata Jambeiro. Não sabia o que esperar dela, e ela nos surpreendeu. Ela cantava basicamente samba, mas daqueles bem de raiz africana. O show foi muito bonito e animado. Lembrava um pouco a Clara Nunes, sobre a qual ela comentou durante o show e cantou um sucesso dela. No fim, teve um pout pourri de músicas com letras exaltando o Brasil, como Aquarela do Brasil e Brasil Pandeiro.

quarta-feira, julho 20, 2011

DANÇANDO NO NORTE


Neste mês de julho, via viagem relâmpago de férias foi ao Pará, minha terra natal, desta vez para as Bodas de Prata de um primo.
Confesso que, devido a depressão da qual estou tentando me recuperar, não tinha nenhuma motivação para viajar. Acabei resolvendo ir por insistência de 2 primos.
Pra eu me manter motivada depois de ter comprado a passagem, inventei de fazer uma apresentação de dança do ventre como “presente de bodas”. Tive menos de um mês para ensaiar uma coreografia com véu, pois apesar de eu já ter uma coreografia pronta, eu achei que só uma música era muito pouco e, como a coreografia que eu tinha pronta não usava nenhum elemento, resolvi que a segunda coreografia deveria conter algum; e como o véu é um dos elementos mais fáceis...
Depois foi a confusão para saber se no local da festa eu teria espaço suficiente para me trocar, pois se fosse apenas aqueles banheiros que, ao abrir a porta, já dá direto no vaso e na pia, sem condições!
Como tava difícil descobrir esta info antes de chegar lá, e minha mãe resolveu que iria comemorar o aniversário dela fazendo um almoço de família no dia seguinte à festa das Bodas, eu estava mais propensa a fazer neste dia do almoço, só pra família, por poder me trocar tranquilamente em um quarto da casa do meu primo.
Mas descobri que teríamos que almoçar correndo para voltar pra Belém (estávamos em Castanhal, aprox. 70 km de Belém) a tempo do vôo, daí lá fui eu mudar de ideia de novo. Combinei que levaria a roupa e demais apetrechos pro lugar da festa e lá eu daria uma olhada no banheiro pra ver se dava pra me trocar. Se desse, eu dançava; senão, ficaria pro dia seguinte.
Faltou dizer que, foi só minha mãe ficar 2 dias longe de mim (pois ela viajou antes), mal cheguei e ela começou a me estressar. Minha raiva foi tamanha que eu disse que eu não tinha obrigação nenhuma de estar ali, ainda mais aguentando encheção de saco dela. Portanto, se no dia seguinte ela me enchesse o saco de novo, eu daria um jeito de pegar um ônibus e ir pro aeroporto pra pegar qualquer vôo que fosse possível de volta pra casa. Daí ela maneirou no dia seguinte e consegui “sobreviver” à viagem.
O importante foi que no fim deu tudo certo: dancei na festa, como era o plano original. E fiquei muito feliz com a reação das pessoas. Surpreendentemente começaram a bater palmas espontaneamente quase no fim da segunda música (o que é algo muito raro, pois normalmente é a bailarina quem começa a bater palmas para “acordar” o público, que em geral está admirando a dança sem nem conseguir piscar os olhos). E alguns tempo depois, foi uma gracinha ver algumas criancinhas da família tentando me imitar. Tão fofo!


Vídeos:

quinta-feira, setembro 16, 2010

DE VOLTA ÀS ORIGENS: PARÁ

O fim de semana do feriado foi muito bom. Tive a oportunidade de voltar à minha terrinha natal: Belém. (Quem quiser entender melhor o assunto, basta procurar minha postagem sobre Manaus, onde falo sobre isso resumidamente.)
Novamente fui ao Norte motivada por um casamento: desta vez de uma prima por parte de pai. Como só tenho contato com 2 tias por parte de pai, eu era uma das pouquíssimas representantes deste lado da família.
Se Manaus já era quente, pense num lugar quente! Agora pense num lugar mais quente ainda! Bem-vindo a Belém!!! O calor no Parazão é realmente insuportável como ouvi minha vida toda. Só não foi pior porque 1) passei apenas 4 dias lá; 2) em Belém passei praticamente o tempo todo num hotel, com ar condicionado, obviamente; 3) com a secura que faz em Brasília, até me fez bem a umidade (não o calor, apenas a umidade).
Ao chegar lá fomos direto para Castanhal, cidade a uma hora de Belém, onde moram diversos parentes e meus padrinhos, que eu vi pela última vez quando eu tinha uns 5, 6 anos de idade. Todos nos receberam muito bem e organizaram um jantar para reunir a família toda para nos ver. No cardápio, não podiam faltar o jambu e o tucupi, que são usados em diversos pratos típicos paraenses.
No dia seguinte, tomei no café da manhã uma bela tigela de açaí do próprio pé da minha madrinha, que fora colhida no dia anterior e processada. Nossa, que delícia tomar açaí fresquinho, cultivado sem agrotóxicos e sem adição de conservantes! O melhor açaí da minha vida!
Após o almoço, voltamos a Belém, onde também fui muito bem recebida pela minha tia, a mãe da noiva. Passeamos no fim da tarde pelas Docas, um lugar que ficou lindo após a revitalização. Foi criada uma grande área com restaurantes, quiosques e lojinhas diversas, além de salões para eventos. (Quando saímos chegavam os convidados para um casamento chiquérrimo, cuja decoração espiamos pelas cortinas que cobriam as paredes de vidro.) Aproveitei para tomar tacacá e sorvete da Cairu. Tudo de bom!
No último dia saímos com uma tia pela manhã para um passeio para conhecer a cidade. Foi corrido, mas deu para ter uma visão geral e tirar várias fotos. Pude conhecer o prédio onde eu vivi meus poucos meses em Belém e onde minha mãe trabalhava, locais os quais ouvi falar a vida toda e só faziam parte do meu imaginário.
No almoço arrisquei-me a experimentar um pouquinho de maniçoba. Ô coisa ruim! Muitas pessoas me diziam que era ruim, mas não imaginava que tinha gosto de queimado, devido ao grande período de cozimento da folha da mandioca-brava.
Foi uma viagem rápida, mas muito proveitosa. Ano que vem estarei lá de novo, em mais um evento familiar.