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segunda-feira, agosto 08, 2016

CONHECENDO O DF - METROPOLITANA

Fim de semana passado achei que ia passar "curtindo" a sinusite na solidão do lar. Daí uma amiga me convida pro ensaio aberto da banda de rock do cunhado dela, a Galões de Diesel em um estúdio em Águas Claras. Clima bem simples, mas sonzeira de primeira. Quando o ensaio estava acabando, ela me convida pra ir comer (já que no local só tinha espetinho) no trailer do primo dela de hambúrgeres artesanais, o Zoião Hamburber Artesanal. Ela, chefe de cozinha, foi responsável pelas receitas do blend de carnes para o hamburger e do molho. Não é porque é minha amiga não, mas até eu que não gosto tanto de hamburger comi um quase inteiro de tão gostoso que estava. Super recomendo. 
E lá fomos nós pra uma pracinha super fofa na Metropolitana, "bairro" do Núcleo Bandeirante. A Metropolitana localiza-se "atrás" do Núcleo Bandeirante (já tinha visto placas dentro do Bandeirante e também no pedaço do Park Way lá próximo. É como uma cidadezinha de interior, com uma praça principal com a igreja e uma escola de madeira. Lugar pacato e frio, pois tem córregos pela região. Um pedacinho da história de Brasília escondido ali. Pra quem gosta de ver construções antigas e gosta de pracinhas fofas, é bom conhecer, embora não haja muito o que conhecer por lá. Então aproveite quando estiver por perto pra dar uma passadinha lá.

domingo, maio 08, 2016

MATANDO SAUDADES DO PARÁ (ou RESTAURANTE JAMBU)

Mais um post gastronômico!

Depois que um ex-chefe me deu a ideia de comemorar o Dia das Mães antecipado, na sexta ou sábado de noite, e da minha mãe e irmão terem topado, é o que estamos fazendo a alguns anos.
Este ano sugeri o restaurante Jambu, na Vila Planalto, cujo chef é paraense e misura culinária típica da terrinha com algumas releituras modernas. Também tem uns menus especiais, o carta branca e o de 12 etapas, mas isso irá ficar pras próximas vezes. 
Nunca tido ido lá. Por ser um restaurante sofisticado e de $ alto, usa em seus pratos muitos ingredientes considerados exóticos pra maioria das pessoas, então me faltava companhia pra ir.

* Coincidência ou não, esta semana recebo um e-mail da TAM com uma passagem para Belém pra setembro. =D Mas era de uma quase xará minha (mesmo primeiro nome e sobrenome) que cadastrou meu e-mail por engano e era SP - Belém - SP. De qualquer forma, será um sinal???

O ambiente é pequeno e aconchegante. Fiz reserva, pois fiquei com medo da lotação, mas nem seria necessário. Reservei pras 20h e só havia uma mesa ocupada além da nossa. Até pensei que ia ficar vazio daquele jeito, mas às 21h já tinham várias mesas ocupadas. Não chegou a encher. 

Como sou paraense (sim, eu sou e com muito orgulho), olhei o cardápio no site e passei a semana sonhando com pato no tucupi. Não me decepcionei. Estava excelente, bem tradicional. 

Pato no tucupi

Meu irmão pediu camarões com arroz de jambu e também gostou. 

Pato no tucupi (frente) e camarões com arroz de jambu (ao fundo)

De sobremesa, minha mãe e irmão pediram creme de cupuaçu. Não gostaram tanto por ter outros ingredientes, como tapioca e tucupi. Preferiam um creme de cupuaçu tradicional. 
Como não gosto de cupuaçu (culpa da minha mãe ter tido desejo de cupuaçu logo antes de eu nascer e fez com que eu me enjoasse da fruta ainda na barriga dela kkkk), pedi a sobremesa de bacaba. Era algo bem moderno: cenoura crua enrolando as mini porções de creme de bacaba, um creme branco no fundo do prato, pedaços de salsão (que serviam muito bem para tirar o gosto da boca) e abacaxi picado bem pequenino, que era o elemento doce da sobremesa. Uma sobremesa bem inusitada. Boa, mas não se você está num dia precisando comer algo bem doce. 

* A bacaba é uma fruta de sabor "terroso" como o do açaí. Me fez lembrar o açaí puro paraense. Uma pena não terem sobremesa de açaí desta vez, mas fui informada que é porque não é época lá no norte, e trabalhar com a polpa congelada diminuiria a qualidade do prato. Segundo o garçom me informou, no primeiro semestre havia ganache de açaí. Agora, terei que aguardar o início do ano pra comer alguma sobremesa com açaí por lá.
** O cardápio é super enxuto (cabe em uma folha) e é trocado de acordo com a sazonalidade dos ingredientes. Logo, a cada 3 meses há renovação do cardápio.

Sobremesas: bacaba (esq) e cupuaçu (dir)

Pra quem aprecia boa gastronomia e não tem medinho nem de ingredientes desconhecidos nem de cozinha contemporânea, vale muito a pena conhecer.

segunda-feira, abril 04, 2016

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA - DOCE DE LEITE

Não existe coisa melhor do que você estar com larica de comer doce, abrir a geladeira e ter ele ali reluzindo pra você: meio pote de doce de leite caseiro legitimamente mineiro, ainda mais feito em fogão de lenha. Ê trem bom!!!

Não sou mineira, mas o bom filho de mineiro, mineiro é. Portanto, não posso negar minhas origens. Fui criada indo pra BH visitar minha vó e sempre eu era recebia com a maravilhosa alquimia: lata de leite condensado + panela de pressão = doce de leite!!! Era muito mágico algo tão bom poder se transformar em algo melhor ainda...

Mas esse doce de leite com o qual me lambuzo agora tem um sabor ainda mais especial, conforme o feitio indicado no primeiro parágrafo. E lá em BH, no mês passado, ver que minha tia fez doce de leite com coco pra família e tinha um pote separado pra mim, pois "a Anna não come coco", e ainda ver minha tia o tempo inteiro preocupada com o tal pote, como quem diz "não ponha a mão no pote de doce da Anna a não ser que seja pra servi-la do doce dela" é muito carinho e honra. E claro, já que o pote era meu, ele veio comigo na mala.

E viva Minas! E viva o doce de leite! E viva o queijo! (Que não fez parte do post, mas falar de Minas sem falar de queijo é sacrilégio, e minha herança mineira que adora todo e qualquer tipo de queijo não permitiria. Me lembrei agora dos queijos europeus. Aquilo sim é queijo bom! Mas isso fica pra um post dedicado aos queijos. =D ) 

sexta-feira, janeiro 01, 2016

REVEILLOM - A FESTA

Não, o título não está errado. Terminei 2015 e comecei 2016 no ReveillOM, uma festa de Ano Novo diferente e excelente!

Não achei companhia pra ir, mas estava com tanta vontade de ir , devido à proposta de um diferente estilo de festa, que pensei um belo "dane-se!" e fui sozinha mesmo. Lá eu faria amizade com alguém e acharia companhia. Além disso, considerando o tipo de público, seriam pessoas solícitas, dispostas a me ajudar.
Fui pra lá cedo, cheguei antes das 17h, uma vez que as atividades começariam às 17h com Tai Chi. Ainda estava bem vazio e pude estacionar num bom local. 
No local onde seriam as atividades, próximo à chamada Casa da Cachoeira, não foi permitido descer de carro, exceto quem era da organização. O problema é que no estacionamento não achei ninguém da organização pra eu poder avisar que eu precisaria de transporte pra me levar pra lá. E já que eu não via ninguém, tive que começar a seguir o caminho andando estrada abaixo. Perguntava pras pessoas que subiam, em roupas de banho, voltando da cachoeira pras suas barracas ou pro alojamento pra se arrumarem, se estava muito longe. Embora pras outras pessoas não fosse longe, uma "caminhadinha de 5 minutos", pra mim era muuuuuito longe e ladeira abaixo, o que aumenta muito o esforço físico pra me manter equilibrada. Caminhei um pouco, devagar, e já estava cansada. Todo mundo com quem eu encontrava, perguntava a distância e pedia ajuda pra avisar a alguém da organização pra me levar pra lá de carro. Até que finalmente uma moça me ofereceu ajuda pra carregar minha sacola e o rapaz que estava com ela, que tinham acabado de se conhecer na cachoeira, resolveu ir lá embaixo pedir ajuda. Eu e a moça, Joana, paramos no meio do caminho e ficamos batendo papo. Passados alguns minutos, veio um carro me buscar. 

Quando o motorista me vê, me reconhece: tinha sido funcionário na Casa da Cultura do Guará, onde fiz meus primeiros anos de dança do ventre. Coincidências não existem, tudo é sincronia. Ele foi literalmente meu anjo nesta noite em termos de deslocamento, me levando algumas vezes pra cima e pra baixo ou conseguindo alguém pra fazer isso. Felizmente cheguei à tempo pro Tai Chi.

Ainda com sol, houve Tai Chi e yoga. E pra quem acha que a festa era só coisas zen e meditação, depois teve muita música. Sim, em festa zen também se dança... e muito! E pode-se dançar loucamente e entoar mantras ao mesmo tempo, o que foi o caso quando uma banda Hare Krishna tocou alegremente.

Dificilmente ganho algo em sorteios, e dessa vez participei de uma promoção e ganhei uma consulta de tarô. A consulta foi incrível, pois a terapeuta, a Marina, junta tarô com constelação familiar. O resultado foi surpreendente! Consegui trabalhar várias questões emocionais com os bonequinhos da constelação familiar que certamente quebraram alguns bloqueios que me ajudarão a ter uma vida melhor.

Acabei encontrando, dentre outras pessoas conhecidas, uma ex-estagiária de fisio que cuidou de mim por alguns meses no ano passado. Juntei-me a ela, a irmã e uma amiga, e passamos o restante da moite juntas. 

Foi um evento sem incentivo ao consumo de bebidas alcoólicas, ótimo pra mim que estou sem poder beber por uns dias não ficar com vontade. Quem quisesse podia levar sua garrafa de vinho ou espumante, mas ai era uma garrafa pra uma rodinha de gente, logo uma festa sem gente alterada pelo álcool, uma maravilha.

Além de tudo isso, ainda tinha muita natureza para se contemplar em momentos em que eu estava sozinha, barulho da cachoeira que ficava bem ao lado, DJ tocando músicas bem animadas e positivas de gêneros diversos, uma excelente organização. Todo mundo em clima de amizade, sem frescuras e roupas caras (muitos de chinelo mesmo!), sem parecerem estranhos, sem azaração. Que energia incrível do local e das pessoas!!! 

Sorte que só choveu um pouco depois da virada, numa hora em que as atividades eram música e danças circulares debaixo de uma tenda. Logo, fiquei bem abrigada.

A única crítica que eu poderia fazer é com relação á alimentação. Foi uma ceia vegana, em que "pratos feitos" nos eram servidos. E o que vinha no seu prato variava de acordo com o que estivesse pronto na cozinha naquele momento. Acabou que no meu prato tinham legumes variados e batata cozida, mas tudo meio 'al dente', por isso comi pouco (pois preciso de legumes beeeeem cozidos), e farofa, que não como. Pelo menos no meu prato tinha um pouco de "jacalhoada", a qual achei bem interessante, embora tenha que se estar preparado para algo meio agridoce.
Eu nunca dou sorte de provar a coxinha de jaca. Outras pessoas comeram, mas quando fui me servir, não tinha mais. E sempre que vou em algum evento em que anunciam a venda da coxinha de jaca, eu chego lá e já acabou. 
As meninas que estavam comigo, mas se serviram depois, tiveram lentinha em seus pratos, algo que eu adoro.
A sobremesa que foi a maior decepção, pois tinha cara de mousse de chocolate e era um doce vegano feito com banana verde e outras coisas, mas que só tinha gosto de banana verde. O comentário geral das pessoas ao meu redor também era de decepção. Felizmente eu levei lanchinho extra, pois fui cedo, portanto eu tinha umas derradeiras fatias de bolo de rolo que estavam no meu congelador a meses, esperando um bom momento pra serem comidas. Foi a salvação da pátria pra tirar o gosto de banana verde da boca, que não saía nem tomando água. As meninas também agradeceram.
Também foram anunciados sucos na ceia, mas teve muito pouco e só consegui tomar um copo de suco natural de manga. Mas tinha bastante água, que foi muito bem-vinda.
Mas fora do horário da ceia, teve caldos deliciosos (me entupi deles!) e algumas coisinhas pra beliscar. Também tomei um chá de canela com gengibre que tava excelente. 

Foi uma festa como eu penso que toda virada de ano deve ser: pessoas se divertindo muito e se aprimorando espiritualmente, num clima cheio de paz e harmonia, 

Gratidão pela virada de ano maravilhosa. Esse ano promete! 

quinta-feira, novembro 12, 2015

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA: DINDIN

Quem tá aqui em Brasília sabe o quanto o tempo está uma droga. Chegando o meio de novembro, e as chuvas fortes que deveriam ter começado em outubro, nada! Calor, calor... e mais calor! Ah, e secura também!
Essa semana foi trash. Segunda passei mal quando fui pro hospital fazer minha fisioterapia. Antes de eu ser chamada, fui lá pedir pra entrar logo, pois a sala é refrigerada e eu não estava aguentando o calor no corredor de espera. 
Ontem passei mal de novo. Comecei a me sentir mole antes de ir pra aula de dança e achei que lá eu iria me animar. Quem disse! Tive foi tontura, dor de cabeça e sensação de febre. Tomei um paracetamol e dormi quase toda a aula.
Hoje, para não passar mal de novo, resolvi que assim que eu chegasse no hospital pra fisio eu iria comprar algo gelado. Em geral, no horário em que eu chego, está um moço com carrinho de sorvete na porta. Enquanto eu saía do carro, vi ele indo embora...
Mas felizmente hoje pela primeira vez, vi uma vendedora de dindin por lá. Dindin, sacolé, chup-chup, laranjunha, chame como quiser. Aqui em Brasília chamamos de dindin. Em Goiânia se diz laranjinha, não importa o sabor. Mas em Goiânia não era tão comum eu ver pra vender quando morei lá na infância. Aqui em Brasília se vende (ou pelo menos vendia-se) muito mais.
Minha mãe comprou pra mim um de manga. E era dos bons, não era com corante e sabor artificial não, era gosto de manga mesmo! E comecei a fisio feliz, fazendo exercícios para os pés, mas sentada, terminando de chupar o dindin.
Confesso que não faço a menor ideia de quanto tempo faz que eu não chupava dindin. Talvez depois que terminei o ensino médio, nunca mais eu tenha chupado. (Na fase escolar é sempre fácil achar vendedores de dindin estrategicamente perto das escolas!)
Logo, foi bom, refrescante, com gostinho de infância e aparentemente mais saudável do que seria o sorvete. Se bem que quando o assunto é sorvete e milk shake, 2 coisas que amo, é difícil ser saudável...

sábado, maio 23, 2015

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA: PIZZA DA SALVAÇÃO

Noite mucho loca ontem! Fazia tempo que eu não ia pra esbórnia com tanto estilo.
Fui com um casal de amigos pro show de uma banda daqui de Brasília chamada Kervansarai, que toca música mediterrânea. O objetivo era arrecadar fundos pra gravação do primeiro CD deles. 
O show foi numa casa no fim do Lago Sul, a qual depois descobri, durante o evento, que é a casa do músico americano radicado em Brasília Ted Falcon. Espaço e ambientação muito bacana para divulgar boa música!
Mas este post não é pra falar sobre o show, que foi maravilhoso. Nem o pós-show, em que, devido a uma blitz no nosso caminho, acabamos indo pra casa de amigos do casal que me acompanhava e ficamos batendo papo até altas horas, nem pra contar que quando chego no meu prédio, depois das 5h da manhã, o porteiro desce "pra tomar um café", deixa a portaria vazia, e eu fiquei do lado de fora morrendo de medo por 10 min até ele voltar. Mas sim pra falar da salvação pros nossos estômagos: a pizza!
No evento havia um food truck, cervejas artesanais, vinhos e o kekab que não saiu. Como eu não sou de sanduba, fiquei esperando pra ver se o kebab saía. E comecei a tomar vinho. Como eu iria ficar alegre demais só bebendo de estômago vazio e o kebab não saía, comi um brigadeirão. No intervalo, resolvi que seria uma boa ideia comer um sanduba, já que não ia sair mesmo o kebab. (Não, não estou sendo redundante, mas sim ressaltando o fato de eu ter ficado #chateada porque o kebab não saiu!)
Daí na hora do intervalo já não tinha mais sanduba!!! O máximo que meu amigo conseguiu foi 1 derradeiro brigadeiro o qual compartilhamos, e que eu consegui a façanha de deixar cair 1/3 dele no chão. E agora, o que iríamos comer?
Foi aí que meu amigo teve a ideia de pedir uma pizza, o que obviamente eu achei que era zoação num primeiro momento. Mas sim, a coisa era séria! Ele ligou prum amigo que mora lá perto (cuja casa nós fomos depois fugir da blitz) pra ele indicar uma pizzaria que faria entrega ali. A pizza foi pedida e até o fim do show estávamos felizes comendo a pizza com a mão e matando de inveja o resto do povo com fome. E pizza acompanhada de um bom vinho Malbec. =D

terça-feira, março 24, 2015

CONHECENDO O DF - MACARRÃO NA RUA

Depois de algum tempo, mais um post culinário...
Tem muito tempo que eu ouço boas recomendações sobre o Macarrão na Rua. Mas sempre passava pelo local indo para algum outro local e nunca parava.
Ele fica no estacionamento da comercial da 206 norte, comercial esta conhecida por ser a comercial "esquisita", pois os prédios dos 2 lados (205 e 206) são prédios construídos em estilo árabe, que destoa bastante das outras comerciais e dá um ar alternativo a esta comercial.
Recentemente tenho passado muito por esta comercial, pois faz parte do meu caminho de ida e volta da fisioterapia, e quando estou voltando costuma ser o horário em que estão montando o estabelecimento. Mas sempre que passo por lá ficava aquela vontade: num dia em que passarmos e já estiver tudo montado, pararemos para comer macarrão.
Ontem houve a conjuntura adequada para pararmos, pois montara mais cedo e ao passarmos por lá, já estavam inclusive pessoas sentadas em algumas das mesas.
E o que consiste? Basicamente um carrinho tipo de cachorro quente, com uma tendinha em cima que vende macarrão, caldos e... cachorro-quente! Ao redor, mesinhas de plástico com simpáticas velinhas que são acendidas quando o sol se põe. Uma caixinha de som tocando só música nacional de qualidade: MPB, pop-rock e algumas músicas que fiquei em dúvida se eram do O Rappa mesmo, mas se não eram, era uma banda com ritmo muito parecido. Massas caseiras deliciosas servidas em tigelas de plástico coloridas. Clima aconchegante no melhor estilo bom e barato!

Abrindo um parênteses aqui, gostaria de destacar que fazia tempo que tinha comido uma massa tão gostosa. Me refiro à massa mesmo, pois na maioria dos locais onde se come massa, as massas não são caseiras, ou seja, são sem gosto, e o que tem gosto são os molhos, temperos e acompanhamentos. No caso do Macarrão na Rua, serve-se com muito molho e apenas com um pouco de queijo e um galhinho de manjericão por cima, mas a massa TEM gosto!!! A minha eram gigantes conchas com espinafre. Saí de lá cheinha e feliz!

Enfim, super recomendo pra quem não tem frescura de comer em quiosques ao ar livre. 

domingo, dezembro 21, 2014

FALAFEL - O PAI DO ACARAJÉ (ou DIA DOS BOLINHOS)

Ontem foi um dia de confraternizações e dos bolinhos. 
Na primeira, fui ao restaurante Loca como tu Madre e de entrada pedi a porção de bolinhos de galinhada, pois achei a proposta interessante. Claro que o caso não era de reaproveitamento, mas já pensou que ideia legal pra galera goiana de reaproveitamento da galinhada do fim de semana!? Acompanhando, vinha uma geleinha de pimenta de cheiro, que parecia uma gelatina sem sabor incolor com pedacinhos minúsculos da pimenta. Era tão suave que até consegui comer e gostei! Deixei o restante pra comer com o prato principal, mas ela derreteu e ficou só líquido transparente com os pedacinhos da pimenta no fundinho do copo. 
De noite, fui ao restaurante Sadik pra confraternização com a galera da dança. Foi um presente de Natal poder reencontrá-las depois de quase 4 meses sem dançar (como eu viajei no começo de setembro e no fim do mês foi a cirurgia, fui às aulas só até agosto e tranquei).
Lá, dentre outras coisas, resolvi pedir uma porção de falafel, que é um bolinho de grão de bico. Acompanhando, vinha pão sírio e um molho a base de iogurte e hortelã. Confessei que fiquei sem saber o que fazer com o pão sírio; pra mim, não combina com bolinhos. Daí fui conversar com um dos donos, que é árabe, pra matar minha curiosidade. Ele me explicou que se come colocando os bolinhos e o molho dentro do pão sírio, fazendo uma espécie de sanduíche. (Depois pesquisei na internet e vi fotos de como fica.) Mas a essa altura eu já tinha comido partindo os bolinhos no prato e colocando o molho por cima.
Ele me explicou também que o falafel é o pai do acarajé. Os árabes levaram a receita pra África, mas como na África não tem grão de bico, trocaram por feijão fradinho. Depois, os escravos que vieram pro nordeste trouxeram a receita.   
Também experimentei o chanclich, queijo a base de coalhada levemente azedo e coberto por uma mistura de especiarias chamada zaatar. O domo me explicou que é artesanal e que demora 1 semana pra ficar pronto. Ele me disse que a esfiha de queijo tipicamente árabe é feita com ele e que fica excelente. Mas que no restaurante eles não a fazem porque precisaria de uma produção muito maior de chanclich pra dar conta, e que a irmã dele, que é a outra dona, não deseja expandir muito o restaurante, quer algo pequeno e familiar.
Comi a porção dele com pão sírio e é muuuuito gostoso! Mas já tinha comido muito antes e trouxe parte dele pra casa. 
Interessante aprender um pouquinho mais sobre essa culinária tão gostosa e antiga!  

domingo, agosto 31, 2014

FESTA DO MORANGO

Pela primeira vez fui na Festa do Morango no caminho pra Brazlândia.
Minha mãe vai há muitos anos, em geral com um vizinha dela. Mas como mãe chata, ela sempre impôs uma série de empecilhos para eu ir: que é muito longe, que é cheio de poeira, que para o carro longe, que o piso é irregular... E eu sempre confabulava se lá era esse horror todo mesmo ou se era só frescuragem de mãe super protetora.
Este ano consegui ir, por força de um amigo da família, que disse que por conhecer uma senhora que vende seus produtos lá na Festa, que conversaria com ela para conseguir estacionar lá dentro do local, e não no estacionamento externo.
Bem, ele não conseguiu a credencial, que era só para caminhões, mas pode me deixar na porta e depois ir procurar lugar pra estacionar (o que certamente foi beeeeem longe).
Na chegada passamos por um galpão onde vendia creme de morango, que estava muito gostoso. Depois fomos direto almoçar (já tínhamos planejado isso) comida japonesa. Tinham vários pratos que eu nunca tinha nem visto os nomes, mas estava muito quente e a yakissoba era gigante, então não experimentei nenhum. Em seguida, passamos por uma feirinha de artesanato onde quase comprei uma blusa, mas comprei um presente para uma amiga. 
E finalmente chegamos no galpão onde ficavam as bancas vendendo morango. Já não tinha mais orgânico, então comprei umas boas caixas na banca da conhecida do meu amigo, com direito a um descontinho e geleia de morango de brinde. 
Mas nessa hora o calor e a secura tavam matando! Mesmo carregando minha garrafa de água a tiracolo não deu. Comecei a passar mal de calor. Enquanto meu amigo botava o papo em dia com a dona da banca, fui pra fora do galpão e sentei no chão em cima da serragem mesmo. Depois minha mãe conseguiu uma cadeira pra mim. Felizmente meu amigo conversou com o brigadista (e não sei mais quantas pessoas) e conseguiu entrar com o carro pra me buscar na porta do galpão. Não sei como teria sido pra eu voltar o caminho todo no sol quente se não fosse ele.
Por último, o que posso dizer sobre a estrutura: são vários galpões cobertos com telha de amianto, onde faz calor pra caramba. E não é organizado de maneira circular: você vai, vai, e depois tem que voltar tudo. O chão é de terra batida entre um galpão e outro, mas não tava poeirento nem barrento, e até que não é tão irregular assim. Ou seja, dava pra andar de boa, devagar, claro! O problema todo é a Festa ser no fim de agosto, com sol de rachar e secura matando. 
Valeu a experiência de ter ido, mas pra mim não vale muito a pena ir não, Melhor ir outra pessoa no meu lugar fazer minhas compras.

segunda-feira, julho 21, 2014

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA: CHOCOLATE QUENTE

Mesmo tendo que evitar chocolate devido a um aumento na quantidade de espinhas que brotam na minha cara, ainda sem explicação, com esse tempinho frio, tem noites que dá uma vontade danada de tomar chocolate quente...
Mas também dá uma certa preguiça de ir ao café 24h que tem no meu bairro. Quando me dá vontade de tomar, já não está muito cedo, então quando penso que ficarei lá por cerca de 1h para tomar o chocolate quente e comer algo, o que implica em chegar mais tarde em casa, me desanima um pouco.
Neste sábado eu voltava pra casa, com frio, por volta das 19h e resolvi que eu tinha direito ao meu chocolate quente, oras!
Parei no café e pedi uma xícara grande de chocolate quente. Para acompanhar, resolvi provar o waffle, que pedi acompanhado de Nutella. E o waffle tava ótimo, pois não estava aquela coisa tostada esturricada, mas sim fofinho. Foi Nutella no waffle, Nutella no chocolate (que ficou ainda mais gostoso), Nutella melecando minha mão e rosto que nem criança feliz. E toquei um f...-se para o fato de meu rosto estar melecado, principalmente porque parti o waffle em 4 partes e as comi com guardanapo, colocando Nutella aos poucos. Sou feliz e ponto! =D
Típica refeição para NÃO se fazer em um primeiro encontro. kkkkkk

quinta-feira, junho 26, 2014

FESTAS JUNINAS DIFERENTES

Esse mês de junho optei por ir em festas juninas não convencionais.

A primeira foi a Festa Junina Gourmet, atrás da comercial da 306 sul. Uma amiga foi mais cedo e, não encontrando mais mesas públicas disponíveis, teve uma brilhante ideia. Um dos bares participantes, o Paradiso Cine Club, estava aberto. Podia-se sentar lá, mediante colocação de uma pulseirinha que te permitia sair para comprar o que quisesse. Claro, só não poderia trazer comida de fora para dentro do bar. Daí adivinha o que aconteceu? Houve um problema no sistema de gás do bar e eles não puderam preparar comidas. Isso foi logo que a gente resolveu pedir a primeira coisa para beliscar. E como ficar num bar bebendo sem comer? Conversando com um dos gerentes, acabaram permitindo entrar com comida, devido a este imprevisto. melhor pra nôs, que já estávamos comprando comida e comendo do lado de fora da grade, mas perto da nossa mesa para podermos bater papo.
Como todos os estabelecimentos culinários da quadra são de alta qualidade, toda a comida foi fantástica! Comi a releitura do caldo verde, que era um creme de aspargos com chips de couve, que era o que mais me interessava no cardápio. Vale destacar aqui que chips de couve são como chips de banana ou mandioca (conforme eu vi posteriormente na internet, sendo a couve rasgada em pequenos pedaços e assada), mas no caso deste prato, ela foi cortada à mineira, beeeeem fininha, e depois assada. Ficou uma crocância muito interessante que eu a-do-rei! Além disso, comi empanadas argentinas e provei einsbein (joelho de porco), além de um tal de locro (tipo de feijoada em base a feijão branco e abobora), o qual não achei tãaaao bom. Noa posso deixar de destacar as delicias de onde ficamos, o Paradiso Cine Bar. Eu não estava podendo beber coisas alcoólicas, então pedi um drink (ou melhor, um combo) que podia ser feito sem álcool: Os Incríveis, 4 shots, cada um de um sabor, representando um dos super-heróis. Adivinha qual deles era o melhor? O Hulk! kkkkk De comida, pedi um Viva a Itália, que é espetinho de provolone à parmegiana, coberto por molho sugo. Delicinha!

No último fim de semana, fui ao Arraiá Vegano. Embora eu concorde mais com os vegetarianos do que com os veganos, pois aqueles estão preocupados com a saúde, ao contrário destes, não sou nenhuma das 2 coisas, mas gosto de uma alimentação saudável (mas sem restrições), por isso resolvi ir la conhecer. O evento foi bem interessante. O que me interessava mais conhecer era a coxinha de jaca (Já tinha visto reportagem na TV sobre ela, e inclusive um teste cego de colocar o povo na rua pra provar. Como ela é preparada com temperos e tal pra ficar salgada, as pessoas não sabiam o que era, mas acharam bom. Alguns inclusive acharam que era palmito!), mas até que cheguei lá e localizei a banquinha, já tinham vendido tudo. Peguei o contato, vou ver se encomendo depois. Só tomei um caldo de mandioca com "carne" de soja, que tava bem gostoso. O resto ou eram doces (tinha muita banca com cupcake) ou coisas salgadas muito grandes, como cachorro quente, pizza, hamburger, carreteiro, tudo sem carne, obvio! Achei palha venderem refri por lá, mas bem, animais não são torturados ou mortos para fabricar refrigerante, então pela filosofia vegana refri pode. Por isso eu prefiro os vegetarianos! Mas felizmente achei suco natural e tomei um copo de abacaxi com gengibre. Agora preciso ir numa festa junina tradicional com fogueira. Não posso terminar o mês sem ver uma fogueira. Até recebi o convite para uma, mas tava tao atacada de sinusite que não consegui ir. =(

domingo, maio 04, 2014

CAMARÃO NA MORANGA

Começando as comemorações "aniversalísticas", aproveitei que ia resolver umas coisas na rua com minha mãe para comer (bem) um dos pratos do Festival Brasil Sabor: Camarão na moranga ao molho de 3 queijos.
Este não costuma ser um blog culinário, mas me empolguei e tirei fotos da comida, daí tive que fazer o post. =D

Nunca tinha ido no Restaurante Ilê, mas o prato me pareceu tão convidativo que resolvi ir conhecer. O espaço é bem aconchegante, embora estivesse meio quente, mas o dia estava quente. Serviço muito bom, gerente atenciosa. Só faltou ter a caipirinha de lima da Pérsia que constava no cardápio, mas no rodapé constava a mensagem de que alguns produtos poderiam não estar disponíveis devido a sazonalidade. Tomei um suco de manga então, para o qual me trouxeram uma bandeja enorme com sachês de açúcar e adoçante e potinhos com açúcar mascavo e outro com um açúcar branco, que confesso que não sabia a diferença entre ele e o do sachê. Optei pelo mascavo.

Vamos aos comes:


Entrada: casquinha de siri com farofinha. 
Estava bem gostoso. A farofinha era um pouco molhadinha, o que me permitiu experimenta-la, pois não posso comer coisas muito secas, como farofa. Minha mãe disse que ela acha que não era siri, mas sim caranguejo, pelo sabor, textura e por ter pego mais tempero (segundo ela o siri pega menos tempero e é mais sem gosto). Eu confesso que não sei diferenciar; teria que um dia colocar um lado a lado pra tentar perceber. Ela disse que é difícil, que a maioria das pessoas não sabe diferenciar mesmo, e como o caranguejo é mais barato...
Enfim, era um crustáceo com muitas patas... e estava bom!
Ainda inventei uma nova moda: colocar azeite na carne do siri/caranguejo. Ficou uma delícia!


Prato principal: Camarão na moranga ao molho de 3 queijos + arroz de baru e pirão de peixe
A foto do site do festival não tentou enganar ninguém. A moranga veio como apresentada lá. Podia-se escolher o acompanhamento entre 2 tipos de arroz. Como não como arroz que não seja em risoto ou com molho cremoso, olhei no cardápio e uma porção de pirão era o mesmo preço de uma de arroz de baru. Pedi a substituição e fui atendida. 
O molho de 3 queijos não era um molho grosso, mas a combinação de queijos ficou muito boa, ressaltando o gorgonzola. O pirão estava bem gostoso, com bom tempero. O arroz de baru que era com o baru triturado e não era grandes coisas. Comi um pouco dele misturando com o pirão.

Resultado: Comemos muito bem. O prato era individual, mas bem servido. Minha mãe deixou algo como 1/3 da farofa e metade do arroz, pois não conseguiu comer tudo. Eu só provei a farofa; talvez por isso comi todo o pirão. Saí de lá satisfeita, mas estava tudo tão gostoso que se tivesse mais na minha frente, eu teria comido mais. 
Dinheiro bem gasto e barriguinha feliz! Um bom começo de mês, num restaurante onde eu certamente voltarei.

quinta-feira, abril 03, 2014

DANÇANDO NO BAR

No fim do mês passado tive uma experiência muito legal de dançar pela primeira vez em um bar, graças ao convite das minhas amigas Filhas da Lua. 
Por mais que eu já tenha dançado em diversos lugares e também não tenha sido a primeira vez que eu dançava no chão, é diferente dançar em um bar. 
Eis as minhas impressões:

Pontos positivos: Gostei muito de estar bem perto das pessoas e poder me deslocar, escolhendo pessoas para dar uma interagida maior, ficando de frente a algumas delas. Também gostei do piso, bem lisinho, que me permitiu fazer movimentos de pernas e aberturas legais mesmo usando sapatilhas com solado de borracha, com as quais sempre danço (na maioria dos locais, a borracha me trava, então meu pé não desliza).

Pontos negativos: Tem que se ir preparada para o frio, por ser um local aberto. Eu felizmente estava com uma roupa de manga, então não senti frio; mas as outras que estavam com roupa sem manga e, em alguns casos) costas de fora, elas terminavam de dançar e já iam correndo vestir algo por cima. Outro ponto negativo foi ficar sentindo o cheiro da comida e não poder comer. (Por mais que tivesse intervalos, não dava pra comer neles, para não estragar a maquiagem.) Mas quando acabou, também me esbaldei num prato de linguiça com batatas cozidas. Tudo de bom!

No frigir dos ovos, foi uma experiência ultrapositiva, a qual desejo desfrutar por mais vezes. Acho que a galera que estava lá gostou do meu trabalho e eu também fiquei satisfeita com ele.

quarta-feira, outubro 30, 2013

DANÇANDO EM BLUMENAU

Semana passada fiz uma viagem relâmpago para Blumenau. O objetivo era participar de um simpósio de epidermólise bolhosa que ocorreu nos dias 25 e 26. Fui convidada para fazer uma palestra sobre a inclusão do portador de EB no mercado de trabalho. Como não havia como falar de inclusão no mercado de trabalho sem falar da inclusão escolar, comecei falando sobre isso também.
Outra forma de inclusão social é a arte. Daí propus também falar sobre a dança na minha vida. Adoraram a ideia, inclusive quando propus fazer uma apresentação. Infelizmente o meu tempo não deu para falar sobre a dança, pois fui a última palestra do evento, e como a programação atrasou, optei por encurtar minha fala, mas deu tranquilamente pra dançar no dia anterior.
É ótimo poder levar a arte para outros locais, trazer alegria e motivação para outras pessoas. Tentei fazer um momento lúdico, alegre, com o figurino mais colorido que eu tinha, afinal, muitas crianças estavam na plateia. O pessoal interagiu bem comigo e creio que gostaram. Foi uma boa inauguração da minha maratona de apresentações deste semestre.

O evento como um todo foi muito bem organizado, com palestrantes de alto nível. O público também foi muito bom, interagindo por meio de perguntas pertinentes e importantes, embora por vezes formuladas de maneira simplista por familiares. As respostas sempre rendiam debates produtivos.

Como toda viagem, tenta-se fazer milagre pra passear um pouco. Consegui cumprir 2 das minhas 3 metas turísticas: fazer compras de roupas no CIC (comprei muuuuuuito!) e comer joelho de porco (que não fiz da vez anterior). A porção de joelho era gigantesca, com 2 joelhos enormes, chucrute e salsichas. O joelho não estava tão molinho quanto já comi por aqui em Brasília, mas estava muito bom. As salsichas brancas estavam excelentes! Éramos 3 mulheres e, da porção que supostamente dava pra umas 2 ou 3 pessoas segundo o garçom, mal comemos 1/3! Isso considerando 2 pessoas sem almoçar...
Pela 2ª vez, não consegui ir em alguma fábrica de cerveja. Elas estavam abertas à visitação no mesmo horário em que eu estava no simpósio. Enfim, quem sabe um dia! Pelo menos tomei chopp de vinho e cerveja de trigo; tudo, claro, de fabricação local.

A viagem que foi pauleira! Eu já tinha ido a Blumenau de férias, mas quando fui lá eu estava bem próximo, foi uma viagem curta de ônibus. Desta vez, foi um pinga-pinga lascado: de Brasília pra São Paulo, de SP para Navegantes (o aeroporto mais próximo) e mais 50 min de ônibus executivo. Na ida, as conexões foram todas curtinhas: em SP corri do desembarque pro embarque, pois já estava embarcando, e em Navegantes o ônibus executivo estava saindo do aeroporto quando desembarquei. Isso tudo deu 5h!!! Se fosse tudo num meio de transporte só, não teria sentido tanto, era só deitar e dormir, mas tendo que correr de um pra outro, foi cansativo.
A volta foi pior! Pegamos o ônibus mais cedo, por causa da frequência de saída e ficamos esperando no aeroporto. Em SP, mais espera! Deixei Blumenau 9:30 da manhã e cheguei em casa depois das 5 da tarde!
Ah, claro, nada de almoço nem na ida nem na volta. Os horários não permitiam uma refeição decente.

terça-feira, junho 04, 2013

FESTA 3.0 - O(S) DIA(S) SEGUINTE(S)

Pra quem dormiu com o sol já claro, vocês devem pensar que eu levantei tarde, certo? Ainda mais que eu sou boa de cama (no bom sentido – eu consigo dormir até 12h, 13h tranquilamente se eu estiver cansada o suficiente; altas vezes minha mãe já me acordou aos domingos para me chamar pra almoçar).
Minha mãe marcou um churrasco com a parentada no condomínio do meu irmão e desde logo avisei a ela que eu não tinha horário pra acordar; portanto, eu acordaria e ligaria pra saber que onde estavam e se eu ainda poderia ir.
Mas eu tava tão pilhada que eu acordei 11h e não consegui mais dormir! Simples assim. Fui me arrumar e fui pro churrasco.
Lá eu chorei de rir com os comentários do meu primo e do meu tio sobre as danças e a empolgação deles com as dançarinas. Não vou reproduzir os detalhes aqui, mas eles contavam as mesmas estórias repetidas vezes e todos morríamos de rir. Eles estavam loucos para que eu, ou alguma das outras meninas, os chamássemos pra dançar. Teria sido hilário!
As esposas, claro, estavam no time das invejosas, que não aguentavam mais o assunto. Minha cunhada, que nem foi na festa, se juntou ao grupo ciumento pra aumentar o coro. Tudo em tom de brincadeira, claro, mas toda brincadeira costuma ter fundo de verdade. No fim eu falei com elas, pra completar a zoação: “Vocês todas são um bando de invejosas. Mas nós dançarinas já estamos acostumadas com isso. Vcs deveriam é parar de ter inveja e ir fazer aulas, oras!” Obviamente, mais gargalhadas gerais.

Outro ponto curioso do dia foi meu cabelo. Lá pela madrugada, enquanto tomava cerveja com os meninos da banda, do nada me lembrei do meu cabelo e falei: "Carca, como é que eu vou fazer pra desmontar sozinha esse cabelo?!" Um deles me respondeu: "Dorme com a cabeça virada pro outro lado (pois o cabelo estav puxado para um lado, como já dito em post anterior) e quando acordar vc vê o que vc faz." Eu não tinha escokha, então fiz isso.
No dia seguinte, quando liguei pra minha mâe perguntei se eu podia levar escova pra ela desmanchar meu cabelo, pois eu não iria dar conta. E assim fizemos. Lá pelas tantas, no meio do churrasco, fomos "desmontar" meu cabelo. Gente, saiu tanto grampo do alto da minha cabeça! E eram uns grampos diferentes, meio curvos, próprios para penteados. Depois que sobrou aquela pilha de uns 30 grampos desses diferentes + uns 2 normais, nos perguntamos o que faríamos com aquilo. Minha mãe usa muito grampo, mas quem disse que iríamos saber usar aquilo! Tivemos que jogar fora o monte de grampos felizes tortinhos fora.

Foi ótimo ter um feedback de familiares. Assim pude saber, de maneira sincera, o que deu certo, o que não deu certo mas não tinha como corrigir, e o que posso melhorar para uma próxima festa. De maneira geral, acho que tudo que eu podia controlar correu bem.
Saí do churrasco e fui pra casa descansar um pouco, pois à noite tinha mais. Convidei a todos para irem lá em casa para uma rodada de pizza (como eu não cozinho nada, pizza é bem democrático: as pessoas opinaram sobre os sabores, eu paguei e todos ficaram felizes); afinal virem aqui em Brasília e não irem conhecer o apê seria um absurdo.
(Obviamente não fui dormir cedo.)

A essa altura, vocês devem estar pensando: bem, no domingo ela dormiu bastante, certo? Errado!
Naquele domingo começava um curso de dança e, como eu já faltar no sábado da Copa das Confederações, eu não ia faltar a primeira aula do curso. Logo, não podia levantar tarde, porque eu tinha que levantar, tomar café, me arrumar, almoçar e poder descansar pra ir pro curso às 14h (não dá pra acabar de almoçar e ir pra aula de dança do ventre, pois, ao fazer contrações de barriga e quadril, pode ser que parte da comida volte).
Fui pro curso, que foi muito bom, e dancei bem até às 17h. Depois o sono baixou e fiquei lerda até às 17h30, quando todas estavam lerdas e a aula foi praticamente encerrada. Voltei pra casa em estado sonâmbulo e fui direto pra cama. Dormi até umas 22h30, desmaiada. Acordei, comi algo e dormi de novo, afinal o dia seguinte era 2a feira. Welcome to the real world!!!

sábado, maio 11, 2013

AÇAÍ DO BOM - PARTE 3

Estou dando aula particular para uma moça que mora perto de casa e, coincidentemente, é paraense. Semana passada, por ocasião do feriado do início do mês, vieram uns parentes dela pra cá, o que obviamente implica em trazer produtos "importados" da terrinha.
Fui premiada com 1kg de açai, que foi preparado no mesmo dia e dividi em duas tigelas. Nooooossssssaaaaa! Que maravilha!
O mais engraçado foi eu suspirando enqto tomava o açaí e minha diarista sem entender pq eu suspirava tanto por algo com gosto de terra. kkkk

Na verdade, tenho que criar o hábito de pelo menos 1x por mês me dar o direito de tomar um legítimo açaí paraense. Além de ser super saudável, é super rico em ferro, ótimo pra diminuir minha anemia. Até minha nutricionista já recomendou. Onde encontrá-lo? Eu sei de 2 lugares que posso considerar "confiáveis": há uma barraca do Pará na Feira da Torre e outra na Feira do Guará. A da Feira do Guará eu ainda não provei lá, mas a da Torre eu posso garantir que é de confiança que o açaí é puro. 

quinta-feira, abril 18, 2013

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA: GORDURA + DINHEIRO ESCONDIDO

Depois do meu corpo me dar "férias forçadas" de quase uma semana (ele não teve paciência de esperar mais 2 semanas para eu entrar de férias, e quis "férias" adiantadas AGORA!!!), o que implica em dormir bastante e comer mal, tanto por dormir bastante quanto pelo desânimo por estar doente, assim que fiquei melhor meu copo resolveu pedir por gordura.
Meu corpo costuma me pedir coisas: sal, açúcar, gordura... Eu creio na teoria de que, quando o corpo precisa de algum nutriente, ele pede determinados tipos de alimento. Isso explicaria os desejos de mulheres grávidas; já li que, quando desejam algo, é que o cérebro sabe, de alguma forma, que aquele alimento contém a vitamina ou mineral necessário. O caso clássico é a vontade de comer terra, que normalmente significa que há carência de ferro.
Enfim, me de vontade de comer gordura e fui atrás dela, em forma de pizza. Fui a uma pizzaria dessas com pizzas a partir de 10,99 e comprei uma, metade portuguesa, metade marguerita. Na hora de pagar os 15 reais da minha pizza + embalagem pra viagem, me lembrei que só tinha 7 reais na bolsa. E lá não aceitava cartão, só dinheiro ou cheque. Fiquei triste por pensar em ter que fazer um cheque nesse valor e o banco me cobrar taxa por o valor ser pequeno, mas o que poderia eu fazer?! 
Por sorte me lembrei que costumo ter dinheiro emergencial escondido junto com o documento do carro. Olhei lá e oba! Uma nota de 20! A solução para todos os meus problemas.
A pizza estava boa e nem era daquelas que pingam óleo! Dá pra comprar lá outras vezes, fora de ataques de gordura. A maior parte dela, obviamente, foi congelada para momentos futuros. 
Esses pequenos, simples e baratos prazeres da vida que nos dão alegria no dia-a-dia.
Hoje complementei minha ingestão de gordura comendo ovo frito ao invés de cozido. =D

domingo, março 24, 2013

1 MÊS NO APÊ!!!

Hoje faz exatamente um mês que estou morando no apê. Foi um mês de grandes desafios, mas que me encheu de orgulho.

Em primeiro lugar tenho que agradecer a todos os amigos que me ajudaram em diversas etapas da mudança. Em segundo lugar, aos amigos e familiares que já vieram me visitar.
Apesar da correria, quero que esta casa seja sempre cheia de vida e de amigos, de forma a estar sempre repleta de alegria. Quero que todos saibam que não gosto de cerimônia, então basta querer vir aqui e me avisar pra saber se eu estarei em casa.
Tenho que agradecer também por ter conseguido uma diarista tão boa e atenciosa para cuidar das minhas coisinhas: limpar, passar roupa e, principalmente, fazer minha comidinha e deixar os pratos prontos só pra eu esquentar de noite.

Acho que o q vcs leitores do blog querem saber é como foram esses dias aqui. Discorrerei, portanto, sobre alguns pontos.

Ambiente: Aqui é muito bom e tranquilo. Como ainda tem poucos moradores, é bem silencioso. Os pássaros gostam muito de cantar aqui por perto. Tem vários tipos. Acho que é por causa desse restinho de cerrado que tem aqui próximo. Também tem os sinos da igreja Rainha da Paz, que consigo ouvir se eu não estiver com o rádio ligado. Tenho ouvido bastante rádio, pois só semestre que vem que devo colocar TV a cabo. A antena interna deveria estar funcionando, mas parou de funcionar e ainda não chamei ninguém pra vir ver. Na verdade, nem tem feito muita falta; não to com muito tempo pra isso. No fim de semana que ainda assisto algum DVD ou vejo filme no computador. Aqui o clima é fresco por causa do janelão, mas como não tem circulação de ar, já usei bastante o ar condicionado nas noites de calor. Posso ficar o tempo todo de janela aberta se eu quiser; devido à posição do prédio, nunca entrou água da chuva.

Alimentação, horários e ansiedade: Eu vinha numa ansiedade e agitação imensas, que somada ao calor, me tiravam a fome. Nas 2 primeiras semanas, ainda tinha muitas coisas pra resolver relativas ao apê e juntou com época de consultas médicas. E ainda tive outra mudança grande de horários: ao invés de continuar dando aulas de inglês seg/qua de manhã, como ano passado, neste ano me deram turmas à noite. Pela grana (que estou precisando neste momento) estou resistindo bravamente, mas to contando os dias pra que, no começo de maio acabe uma das turmas, que é de um aluno vip. Isso tá me deixando muito cansada, pois até que chego em casa, como, faço alguma coisinha doméstica e vou dormir, já é no mínimo 11h. E eu não sou de dormir tarde diariamente e preciso de 9h de sono pra ficar bem, então meu relógio biológico tá loucão! Agora até que estou podendo acordar tarde vários dias, então já estou bem melhor. Também voltei a tomar albumina em pó, par aumentar a ingestão de proteína e me deixar mais bem disposta, voltei a tomar meus suplementos vitamínicos e to tentando um pouco de homeopatia, além os florais, que uso já faz alguns anos. Tudo pra ver se meu organismo se reequilibra e eu paro de perder peso. (Do ano passado pra cá, eu perdi muita coisa, o que pra mim é complicadíssimo de recuperar. Sorte que minha nutricionista vem sendo bem compreensiva e disse que só brigaria comigo se eu perdesse mais de 1kg a cada 3 meses. Mas até meu retorno em maio, tenho que pelo menos ter mantido, senão acho que levarei bronca agora.) Infelizmente, ainda estou ansiosa à noite, por ficar pesando nas coisas que eu deveria ter feito na casa e outras coisas que venho adiando por cansaço, que gera uma falsa falta de tempo, uma procrastinação cruel. Tenho que achar uma forma de melhorar isso para meus dias serem melhores.

Rotina doméstica: Nossa, quantas coisas aprendi! Virei expert na minha lava e seca e faço questão de eu mesma lavar minha roupa pra diarista só passar. Toda semana tem o dia das calças pretas e o dia das demais roupas. Tenho que fazer minha vitamina de manhã e aprendi que no dia que levanto cedo é melhor eu substituir por suplementos, porque até cortar as frutas, preparar e lavar o liquidificador, vai uns 15, 20 min. Dia de sábado, depois de dar aula, é dia de ir no verdurão, pois comprar frutas e verduras em mercado sai muito caro, só as hortaliças que compensam. É muito triste morar num lugar em que não existem verdurões. (quer dizer, tem o Oba, mas prefiro não ir lá pra não ter um ataque do coração com os preços. kkkk) Depois que  incorporei totalmente os sucos de polpas de fruta feitas em casa ao meu jantar, minha vida mudou 100%. (Esse assunto merece um post específico, para poder colocar algumas dicas e receitas.) Varrer casa no fim de semana (pois durante a semana tem a diarista), lavar a louça no domingo pois a pia já tá cheia demais, levar lixo para a lixeira o prédio são exemplos de coisas incorporadas a minha rotinazinha de dona de casa. Podem parecer bobagens, mas quando vc tem mais dificuldade que os outros pra fazer as coisas, tudo é mais difícil e demorado.

Bem, esse post já tá grande demais, e tenho que aproveitar que me deu soninho pra ir dormir mais cedo. Depois contarei mais sobre a vida no apê. 

Por fim, só posso dizer parabéns para nós: o apê e eu.

quinta-feira, março 07, 2013

O CORTADOR DE PIZZA

Está aberta oficialmente a temporada de visitas de pequenos grupos de amigos ao apê. Têm sido algo bem tranquilo e divertido. Uma acabou em Scrabble; outra em pizza!
Inclusive aguardo as visitas de quem não foi lá ainda.
Mas no dia da pizza o destaque foi para o cortador de pizza. Acho que nunca tinha experimentado usar um cortador de pizza, mas gora pude fazê-lo tranquila, até por ele ser meu, pois é parte do kit para pizza da linha Rock 'n' Cook que ganhei ano passado (caso tenham interesse, consultem o post sobre isso). O fato é, eu nunca consegui cortar minha própria pizza sozinha: ou eu comia a fatia inteira usando guardanapo, ou pedia para alguém cortar pra mim. Mas um milagre aconteceu! Com o cortador de pizza consegui separar minha própria fatia, e melhor, cortei-a em váááááááários pedacinhos. =D
O que pode parecer uma bobagem, algo trivial para alguns, para mim foi uma grande conquista. Quando se depende a vida toda dos outros para se fazer algo e de repente não se depende mais, é uma grande diferença.

domingo, janeiro 27, 2013

PEQUENOS PRAZERES DA VIDA: SORVETES "GOURMET"

Hoje, meio de saco cheio da vida, aproveitei os parcos raios de sol que surgiram no céu e resolvi dar uma volta.
Eu confesso que não gosto de sair muto aos domingos. Domingo é o dia que gosto de ficar largada em casa, de preferência de camisola, curtindo o ócio. Não gosto de marcar compromissos para o domingo, o que não quer dizer que deixarei de ir a algum lugar que um amigo tiver convidado. Mas é  o dia em que gosto de exercitar o ócio criativo (e também corrigir exercícios de alunos, quando é época de aulas).
Mas, considerando o sol, minha baixa autoestima (é tão esquisito escrever assim, mas é a nova ortografia!) no momento, a necessidade de comprar um presente e a promoção de varal de chão na Leroy Merlin que só ia até amanhã segundo a propaganda da TV, resolvi quebrar essa regra.
Depois de ir na Leroy, fui ao Park Shopping para comprar o presente. Aproveitei para ver a exposição Tesouros das Américas, que não é grande, mas é bem interessante. Além de aprender um pouco mais sobre as culturas nos nossos vizinhos, exercitei meu espanhol, pois as placas são escritas de um lado em português e do outro em espanhol. Vale a pena conferir, ainda mais que gratuita.

Mas este post é sobre sorvete, não é verdade? Quer coisa melhor para levantar o astral do que tomar sorvete, ainda mais que já faz dias que eu amanheço meio alérgica do frio, sei lá!? Quando eu quase ia embora, vi um quiosquinho chamado Mil Frutas. Resolvi parar nele antes de partir e não me arrependi.
Acho meio salgado pagar 10 reais numa bola de sorvete. Eu tb não gosto de lugares que vendem sorvetes por bola, porque dificilmente peço mais de uma, e assim deixo de saborear diversos sabores. (Quando vou a local com sorvete por quilo, em geral consumo umas 3 meias bolas de sabores diferentes.) Mas foi uma experiência bem boa.
Antes de pedir, claro, experimentei vários sabores para me decidir. Ei-los: laranja com gengibre (muito bom), limão siciliano com framboesa (azedo; a própria atendente me alertou), morango com lichia e hortelã (bom, mas não me emplogou), figo com mascarpone (excelente e bem docinho, indicado por uma das atendentes; e aprendi que mascarpone é um tipo de queijo), canela com gengibre (bom, porém bem forte; só a provinha dele já me foi suficiente); mas acabei ficando com o de limão siciliano com cascas de laranja, que é um bom equilíbrio entre doce e azedo. Não sei porque hoje eu estava à procura de algo levemente azedo. =D Valeu a pena conhecer...e saborear!

Ah, descobri também que meu carrinho tem força pra subir a subida do Park Shopping rumo ao Guará II. Eeeeeeeeeeee \o/