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segunda-feira, janeiro 14, 2019

MUDANÇAS

Feliz ano novo, leitores do blog!
Que época melhor para refletir sobre mudanças do que o fim/começo de ano, não é mesmo?!

Tem pessoas que amam, mas acho que maioria das pessoas odeiam mudanças. 
Minha relação com mudanças é um tanto quanto complicada. Minha primeira (que eu me lembre, porque a primeira mudança de cidade fui eu ainda bebê) foi aos 10 anos, em que de uma hora pra outra por motivo de trabalho da minha mãe tivemos que mudar de cidade. Depois desta teve mais 2 mudanças de apartamento até sairmos dos alugados para um apartamento próprio. 
Num antigo trabalho também teve uma mudança inusitada. Eu trabalhava numa grande sala sem divisórias. Eu saio de férias e, sem eu saber, quando eu volto haviam colocado diversas divisórias, formando salas do tipo "aquários". Só que como eu chegava bem cedo, por causa da carona que eu pegava, não tinha ninguém pra me informar pra onde tinha ido meu computador e minhas coisas, pois as salinhas não tinham nome. Acabei indo pra outra sala do prédio, onde ficava parte do pessoal do projeto em que eu trabalhava, até que desse hora de eu voltar pra descobrir onde era meu "aquário".
Houve outras mudanças além destas, mas estas são as que considero marcantes. 
De mudança que considero boa, acho que só a pro meu apartamento próprio, que como fui mudando aos poucos, e tive a ajuda de muitos amigos queridos, não senti impactos negativos. Pelo contrário, morar sozinha foi um grande alívio na minha vida. 

Enfim, toda esta introdução foi porque há 2 meses toda a Secretaria onde eu trabalho mudou de prédio. Como disse um colega meu, saímos da "cidade de interior", que era um pequeno prédio alugado onde todos se conheciam, para a "cidade grande", ou seja, o edifício sede do órgão onde eu trabalho. De maneira geral a mudança foi positiva, pois é um prédio com muito mais estrutura e muitas benesses, como banco e restaurante dentro do prédio. Mas foi uma mudança tumultuada, pois mudou muita gente de uma vez, o que atrasou a montagem de mesas e instalação de computadores, sem contar mobiliário que não coube e ficou dias pelos corredores até ser devolvido. 
Agora eu "moro" no Corredor D. Dentro da minha sala tem várias salinhas "aquários", mas minha equipe ficou sem sala e ficamos num canto de corredor e vigas. No início foi estranho me adaptar a isto, mas agora já nem importo mais, acho bom ver um monte de gente.
Outra questão é que como ficávamos num prédio com pé direito alto (porque originalmente era um galpão) o barulho se dissipava com facilidade e conversas em uma sala geralmente não atrapalhavam a outra, Agora que o teto e é baixo e o espaço menor, qualquer um que diga algo todo mundo escuta, e tem horas que isto atrapalha muito na concentração. Tem horas que nem o fone de ouvido resolve. 

Mas o mais hilário da mudança foram as minhas aventuras na garagem subterrânea...
Eu até que sou uma pessoa com senso de direção, sei ler mapas muito bem, mas quando entro em garagens subterrâneas, fico meio perdida. kkkk
Nos primeiros dias pós-mudança, estacionei no estacionamento público mesmo, na vaga preferencial. Até que determinado dia a chefia me perguntou se eu estava estacionando na garagem e ao eu dizer que não, ele disse que veria como eu deveria proceder para solicitar a vaga.
Em menos de 1 semana eu já estava com autorização para a garagem subterrânea e no começo cada dia era uma aventura! A garagem se localiza abaixo de 2 prédios e para eu estacionar no andar que estou autorizada além de ter que passar de um prédio pro outro, tenho que descer uma rampa, pois assim consigo para numa linda vaga preferencial ao lado o elevador que dá direto na minha sala. 
Só que isto não tem sido uma tarefa fácil! kkk As setas não indicam pra rampa que eu tenho que descer e cada dia era uma aventura: ficar rodando que nem uma barata tonta procurando a rampa certa, ir pro andar errado, pegar a rampa errada... Enfim, tenho que prever que vou gastar uns 5 min a mais no mínimo na garagem tanto na chegada quanto na saída.
Além disso, já raspei meu carro numa pilastra, por calcular a distância errada pra fazer uma curva no fim da rampa. kkk
Hoje fui super grata por ter esta vaga na garagem, pois nesta época de pancadas de chuva de verão, tem dia que está caindo um pé d'água quando chego ou saio do trabalho, sendo quase que impossível sair do carro se eu tivesse parado no estacionamento público.
Claro que agora eu já aprendi o caminho até minha vaga e já sei como fazer a curva pra não arranhar mais meu carro.

Até hoje volta e meia nos elevadores o papo dos colegas da área é perguntar se já me adaptei ao "novo" prédio. Claro que já estou adaptada, embora a situação do barulho ainda me incomode a trabalhar. 

Toda esta reflexão sobre mudanças me fez pensar o tanto de traumas e crenças limitantes tenho quanto a mudanças, que preferimos ficar na nossa chamada zona de conforto, mesmo que nem sempre seja tão confortável assim. Muitas vezes preferimos nos manter no que já é conhecido a nos abrirmos para a mudança e a tudo de bom que ela irá nos trazer.
Enfim, muitos assuntos a trabalhar com a EFT em mim mesma até que eu possa finalmente dizer, de braços abertos, que todas as mudanças são bem-vindas na minha vida. 

domingo, março 24, 2013

1 MÊS NO APÊ!!!

Hoje faz exatamente um mês que estou morando no apê. Foi um mês de grandes desafios, mas que me encheu de orgulho.

Em primeiro lugar tenho que agradecer a todos os amigos que me ajudaram em diversas etapas da mudança. Em segundo lugar, aos amigos e familiares que já vieram me visitar.
Apesar da correria, quero que esta casa seja sempre cheia de vida e de amigos, de forma a estar sempre repleta de alegria. Quero que todos saibam que não gosto de cerimônia, então basta querer vir aqui e me avisar pra saber se eu estarei em casa.
Tenho que agradecer também por ter conseguido uma diarista tão boa e atenciosa para cuidar das minhas coisinhas: limpar, passar roupa e, principalmente, fazer minha comidinha e deixar os pratos prontos só pra eu esquentar de noite.

Acho que o q vcs leitores do blog querem saber é como foram esses dias aqui. Discorrerei, portanto, sobre alguns pontos.

Ambiente: Aqui é muito bom e tranquilo. Como ainda tem poucos moradores, é bem silencioso. Os pássaros gostam muito de cantar aqui por perto. Tem vários tipos. Acho que é por causa desse restinho de cerrado que tem aqui próximo. Também tem os sinos da igreja Rainha da Paz, que consigo ouvir se eu não estiver com o rádio ligado. Tenho ouvido bastante rádio, pois só semestre que vem que devo colocar TV a cabo. A antena interna deveria estar funcionando, mas parou de funcionar e ainda não chamei ninguém pra vir ver. Na verdade, nem tem feito muita falta; não to com muito tempo pra isso. No fim de semana que ainda assisto algum DVD ou vejo filme no computador. Aqui o clima é fresco por causa do janelão, mas como não tem circulação de ar, já usei bastante o ar condicionado nas noites de calor. Posso ficar o tempo todo de janela aberta se eu quiser; devido à posição do prédio, nunca entrou água da chuva.

Alimentação, horários e ansiedade: Eu vinha numa ansiedade e agitação imensas, que somada ao calor, me tiravam a fome. Nas 2 primeiras semanas, ainda tinha muitas coisas pra resolver relativas ao apê e juntou com época de consultas médicas. E ainda tive outra mudança grande de horários: ao invés de continuar dando aulas de inglês seg/qua de manhã, como ano passado, neste ano me deram turmas à noite. Pela grana (que estou precisando neste momento) estou resistindo bravamente, mas to contando os dias pra que, no começo de maio acabe uma das turmas, que é de um aluno vip. Isso tá me deixando muito cansada, pois até que chego em casa, como, faço alguma coisinha doméstica e vou dormir, já é no mínimo 11h. E eu não sou de dormir tarde diariamente e preciso de 9h de sono pra ficar bem, então meu relógio biológico tá loucão! Agora até que estou podendo acordar tarde vários dias, então já estou bem melhor. Também voltei a tomar albumina em pó, par aumentar a ingestão de proteína e me deixar mais bem disposta, voltei a tomar meus suplementos vitamínicos e to tentando um pouco de homeopatia, além os florais, que uso já faz alguns anos. Tudo pra ver se meu organismo se reequilibra e eu paro de perder peso. (Do ano passado pra cá, eu perdi muita coisa, o que pra mim é complicadíssimo de recuperar. Sorte que minha nutricionista vem sendo bem compreensiva e disse que só brigaria comigo se eu perdesse mais de 1kg a cada 3 meses. Mas até meu retorno em maio, tenho que pelo menos ter mantido, senão acho que levarei bronca agora.) Infelizmente, ainda estou ansiosa à noite, por ficar pesando nas coisas que eu deveria ter feito na casa e outras coisas que venho adiando por cansaço, que gera uma falsa falta de tempo, uma procrastinação cruel. Tenho que achar uma forma de melhorar isso para meus dias serem melhores.

Rotina doméstica: Nossa, quantas coisas aprendi! Virei expert na minha lava e seca e faço questão de eu mesma lavar minha roupa pra diarista só passar. Toda semana tem o dia das calças pretas e o dia das demais roupas. Tenho que fazer minha vitamina de manhã e aprendi que no dia que levanto cedo é melhor eu substituir por suplementos, porque até cortar as frutas, preparar e lavar o liquidificador, vai uns 15, 20 min. Dia de sábado, depois de dar aula, é dia de ir no verdurão, pois comprar frutas e verduras em mercado sai muito caro, só as hortaliças que compensam. É muito triste morar num lugar em que não existem verdurões. (quer dizer, tem o Oba, mas prefiro não ir lá pra não ter um ataque do coração com os preços. kkkk) Depois que  incorporei totalmente os sucos de polpas de fruta feitas em casa ao meu jantar, minha vida mudou 100%. (Esse assunto merece um post específico, para poder colocar algumas dicas e receitas.) Varrer casa no fim de semana (pois durante a semana tem a diarista), lavar a louça no domingo pois a pia já tá cheia demais, levar lixo para a lixeira o prédio são exemplos de coisas incorporadas a minha rotinazinha de dona de casa. Podem parecer bobagens, mas quando vc tem mais dificuldade que os outros pra fazer as coisas, tudo é mais difícil e demorado.

Bem, esse post já tá grande demais, e tenho que aproveitar que me deu soninho pra ir dormir mais cedo. Depois contarei mais sobre a vida no apê. 

Por fim, só posso dizer parabéns para nós: o apê e eu.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

ADEUS ANO VELHO, FELIZ CARRO NOVO

Meu final de ano e começo do novo foi bem tumultuado e confuso. Diversas coisas aconteceram, mas como algumas delas estão pendentes, depois farei os devidos posts.

Este post é para falar sobre as minhas alegrias e tristezas automobilísticas...

Tudo começou no dia 22 de dezembro, em que fui pra faxina no apê e de noite ia feliz e contente a um aniversário. Quando saí do apê, vi que o carro estava esquentando, mas como fazia dias que eu não completava a água, achei que era a mera falta dela no radiador. Parei num posto, pedi para completarem e segui meu caminho. Fui fazer outras coisas e depois fui pra casa me arrumar pro aniversário. Mal saí de casa, percebi que o carro estava esquentando de novo. Como estava quase em frente a um posto, retornei para ir nele. mas o carro quase não chegou lá, pois embaçou tudo por dentro e eu tinha dificuldade para enxergar o caminho. 
Chegando lá, as tentativas de completar a água e esfriar o carro foram em vão. Por mais água que colocasse, ele não queria esfriar, o que indicava que a água saía por algum lugar. Depois de mais de meia hora no posto, sem sucesso, liguei para o esposo da aniversariante, para avisar o motivo do meu atraso. 
Imediatamente ele recrutou um amigo em comum para me buscar no posto e decidirmos o que fazer. 
Como o posto era do lado da casa do meu irmão, levei o carro pra lá (morrrrreeeendo de medo do carro não chegar) e fui de carona pra festa. 
Por ser o sábado antes do Natal, eu me lasquei. O carro só foi guinchado pra oficina no dia 26. O carro me foi devolvido 2 dias depois, sob a alegação de que não fora encontrado defeito. Peguei o carro  e fui na casa do meu irmão buscar o documento do carro, que estava lá pra poder ser liberado para ser guinchado. Quando cheguei lá, achei que o carro estava começando a esquentar. Quando saí, tudo se agravou, e optei só por sair do condomínio, parar o carro do lado de fora e chamar o mecânico. Liguei pra minha mãe pra ela poder me dar uma carona depois que o síndico chegasse, mas velho sem paciência é uma tristeza! Ela me largou lá pq uma vez na vida não podia chegar atrasada ao trabalho, pois o mecânico demorou pra chegar.
Enfim, o carro voltou pra lá, o qual só me foi devolvido já neste ano (mais uma vez, o feriado, desta vez o de Ano Novo, me lascou). Peguei o carro, dei uma volta e tava tudo bem. 
No dia seguinte, fui buscar minha mãe no aeroporto. Na volta, o problema foi outro, o câmbio, que não conseguia passar as marchas, e por isso perdia força e fazia o carro parar. Chamamos o mecânico de novo, e o carro foi pra casa na base do "pára, descansa e continua", pois ao ficar desligado um tempo, ele voltava a passar as marchas direitinho; mas depois ele voltava a se perder. Desta vez não tinha jeito: o preju era grande, pois teria que se trocar o câmbio. Só que até para achar alguém pra trocar o câmbio tava difícil (não sabia que tantas oficinas davam férias coletivas e fechavam por vários dias no começo de janeiro).
Já estava desesperada, sem esperança nenhuma, pois a coisa não andava, não havia uma solução aparente. E sem carro, eu fico completamente ingessada. Juntando com outras coisas que me chateavam, eu me senti num misto de tristeza profunda e desespero. 
Minha mãe me propôs chamar meu irmão pra conversar, pra ver se ele tinha alguma ideia que poderia me ajudar. Quanto ao carro, ele fez contato com um ex-colega de trab da minha cunhada, hoje vendedor de carros, e explicou minha situação, para ver como poderia me ajudar.
Felizmente ele foi e tem sido uma pessoa muito boa comigo: conseguiu vender meu carro (que a essa altura já havia virado um "elefante branco"); me deu toda a assessoria para comprar o carro novo (que foi comprado particular, já que na loja onde ele trab não tinha no momento um modelo automático que se adequasse ao meu orçamento), inclusive indo comigo ver o carro e fechar o negócio; providenciou a execução das minhas adaptações (e ainda se preocupou para que as adaptações não implicassem em "furar" demais o carro, pra depois ficar mais fácil dele vender quando eu for trocá-lo); e agora está me ajudando com os procedimentos relativos à transferência e vistoria do carro. 

Tudo está se desenrolando bem. E, o mais importante, quase um mês depois pude voltar a dirigir e ter minha liberdade, agora com o Branquelo.
Estou meio em fase de me adaptar a ele. Só neste domingo pude efetivamente dirigí-lo e, nossa, é muuuuito diferente! Primeiro que troquei um sedan por um hatch bem compacto. Segundo que o carro é 9 anos mais novo, o que implica que a tecnologia evolui. Portanto, apesar dele ser 1.1 e o antigo ser 1.6, esse é tão bom quanto. Bem, ainda falta testá-lo em uma subida mais acentuada para ver como ele responde. Mas a direção é beeem mais leve (ambas são hidráulicas), tão leve que eu ainda tenho medo de acelerar demais esse carro. 
O que posso dizer é que estou muito feliz com a mudança. 

Ela foi postergada por muito tempo por eu ter demorado a aprender a dirigir (conforme já relatado na série CNH) e, por eu ter só 3 anos de carteira, esse é o tempo que conta pra mim como tendo o carro. Mas na verdade, o carro já tinha muuuuuitos anos a mais. Portanto, tive uma sensação equivocada da passagem do tempo para um bem "perecível" mais um certo apego e a sensação não-consumista de "se tá funcionando, pra que trocar?". Aprendi que eu estava equivocada.

Lições aprendidas:
* Tenha amor (para cuidar bem), mas não tenha apego com carro.
* Não ter preguiça de ficar um dia sem carro de tempos em tempos pra fazer revisão no carro.
* Peça ajuda se tudo desandar. 
* O Universo consegue formas de te forçar a fazer as coisas que não se quer fazer.
* Tudo evolui; e costuma ser pra melhor.

domingo, outubro 07, 2012

CHAVINHA DA FELICIDADE (ou DEPOIS DE EXATOS 9 MESES, O PARTO!)

Finalmente, depois de tanta demora, finalmente recebi a chave do meu apê. \o/

Eu estava até brincando que tava parecendo um parto, pois, segundo o contrato, a obra seria concluída em 31 de dezembro do ano passado. Sabemos que a data de término da obra nunca é a que consta no contrato, e que o término da obra não é sinônimo de receber a chave, mas mesmo assim demorou pra caramba.
Se, hipoteticamente, eu tivesse engravidado na data de conclusão da obra, o menino estaria nascendo! Portanto, ao ver que o ano corria e nada de receber as chaves, eu cheguei à conclusão que o recebimento das chaves foi equivalente a um parto, pelo menos em tempo transcorrido.
Enfim, desde então, estou na correria louca de ir atrás de pedreiro, orçamentos, compra de material... Aff! É muita coisa pra uma pessoa só! Como eu já tava ficando cansada com isso tudo, decidi contratar minha amiga que fez meu projeto para administrar minha obra, o que já me aliviou bastante. Mas mesmo assim, é muita correria.
Por fim, o que posso dizer é que, apesar da canseira, a sensação de felicidade é muito grande. Não vejo a hora de começarem as obras, para que ele deixe de ser um grande vão branco com banheiro minúsculo e vire o MEU APÊ.

A partir de agora iniciarei a série de posts “Reformando meu apê”, para tratar destes assuntos. Espero que possa ser útil a alguém. Não percam as cenas dos próximos capítulos!

domingo, setembro 26, 2010

SENTIMENTOS DESTRUIDORES: FALSIDADE E FALTA DE RESPEITO

Este ano, em especial os últimos meses, tem sido de muitas descobertas para mim. Aprendi o quanto a vida é efêmera, logo deve ser aproveitada ao máximo, não deixando para fazer as coisas “amanhã”. Aprendi também que boa parte dos problemas tem origem emocional, em especial questões de saúde. Aprendi que devo tentar ser feliz agora e que minha felicidade só depende de mim e das escolhas que faço, e não deve depender das pessoas que me cercam. Mas principalmente, aprendi a ter amor próprio e auto-estima.
Neste processo, passei a refletir mais sobre minha vida e as coisas que me afligem ou já me afligiram. Aprendi a olhar para essas coisas com distanciamento suficiente para que eu as compreenda na íntegra, como verdadeiramente são.

Foi assim que finamente percebi o quanto me foi valioso, a 2 anos atrás, terminar um relacionamento de quase 5 anos. Os 3 primeiros anos, talvez 3 anos e meio, foram muito proveitosos: aprendi muitas coisas e crescíamos juntos enquanto pessoas. Mas isso mudou. No último 1 ano e meio, aquele que dizia me amar simplesmente estagnou. Ou posso dizer que regrediu, pois do meu ponto de vista, eu continuava crescendo e ele “regredindo”. Foram anos em que ficou evidente que, já que eu já havia sido conquistada, ele não precisava se esforçar mais para parecer alguém melhor. Daí começou a falsidade e falta de respeito. Não havia respeito por minhas opiniões, sentimentos e conhecimentos. Não havia nenhum estímulo para que eu usasse minhas habilidades e qualidades, para que eu mostrasse meu valor. O único intuito era me manter de bom humor o suficiente para que eu correspondesse aos desejos sexuais dele.
Foi um ano e meio de inércia, humilhação, falta de respeito e sensibilidade. Tudo que eu dizia que não gostava, aí sim era feito. Tudo que dizia me magoava e me machucava. Que vida é essa, em que se escolhe viver com uma pessoa que só te traz sofrimento?
Para citar exemplos, ele nunca lia este blog. Ele nunca me disse: “que legal aquilo que escreveu sobre tal coisa”. Ou então me perguntava sobre coisas que lá estavam devidamente mencionadas, logo eu dizia: “você quer saber sobre isso, tá tudo lá no blog”. A resposta era sempre um sorriso amarelo. Tinha tempo para ver e me mandar e-mails com charges da internet e abobrinhas quaisquer, mas para ler meu blog “ele nunca tinha tempo”.
Meus conhecimentos de informática também eram completamente ignorados. Eu passei meses para convencê-lo a se livrar da carroça que ele tinha. Como não havia nenhum idiota disposto a ir com ele numa loja comprar, a idiota aqui foi na maior boa vontade. Depois passei meses convencendo-o a colocar senha no computador e depois a tirá-lo da pseudo-biblioteca que havia em sua casa, na qual a família inteira usava o computador e o enchia de vírus. Quando eu falava, ele não demostrava o menor entendimento da importância daqueles conselhos. Mas bastava qualquer zé mané se oferecer a fazê-lo, formatavam o computador dele e em geral eu perdia tudo que por acaso eu tivesse gravado somente lá.
Um último exemplo era o fato dele sempre fazer qualquer coisa que eu dissesse que eu não gostava. Se eu não gostava que ele sempre viesse com a ladainha dele sobre problemas no transporte público, ele fazia questão de incluir isso em todas as conversas que tinha com outras pessoas quando eu estava presente. Se eu dizia que não gostava que me chamasse para eventos de pouca significância durante a semana, pois além de gastar um horror de taxi indo e voltando, eu ficaria pouco tempo, por ter que levantar cedo para trabalhar, (mas ele poderia ir tranquilamente sozinho) aí que ele me chamava mesmo para todas as bobagens gratuitas que existissem, só para me deixar triste por não poder ir.

Nos últimos meses tentei ao máximo me distanciar. Primeiro porque haviam coisas mais importantes que me consumiam boa parte o tempo, e eu deveria estar bem emocionalmente para transpô-las. Além disso, já tinham coisas demais para me preocupar, que não precisavam ser pioradas pela tristeza que eu sentia ao estar ao lado dele, mas que na época eu não compreendia a causa. Eu sabia que havia algo de errado, eu sabia que não era feliz, mas não sabia explicar com a clareza de palavras que uso hoje.
E os 5 anos de relacionamento se aproximavam... Para mim, 5 anos de relacionamento era muito. Fazia-se necessário tomar um rumo: decidir se eu me casaria com ele ou se terminava tudo, já que continuar só consumiria tempo e não me levaria a lugar algum.Ao mesmo tempo em que tudo só piorava, eu me esforçava para tentar salvar o insalvável (será isso um neologismo?!). Eu tentava falar do que me incomodava, mas cada vez que eu o fazia era como se eu encenasse um monólogo, em que só eu falava e ele me olhava com cara de sonso, enquanto tudo que eu dizia entrava por um ouvido e saía pelo outro. Além disso, como me casar com uma pessoa inerte e irresponsável, que nunca tinha inicativa para comprar qualquer coisa que fosse e que não conseguia pagar uma conta sequer em dia? Casar pra ser babá de homem, para eu ter que assumir todas as responsabilidades da casa e além de tudo ser o brinquedinho sexual dele, que tinha que estar sempre pronta para satisfazê-lo? Isso me parecia abuso demais!
Mesmo assim, eu fazia grandes planos para a data: comprei coisas e pesquisava onde encomendar outras, tudo para agradá-lo. Passei meses planejando tudo com muito carinho para que foss um dia especial. Eu queria ter um momento feliz depois de tanto tempo sentindo falta disso. E talvez, nos dias seguintes a um dia de felicidade, ele estivesse mais receptivo para discutimos o que havia de errado, além de perguntá-lo de uma vez por todas se ele estava disposto a “recomeçarmos”.
Entretanto, quanto mais o dia se aproximava, mais eu me decepcionava. Eu só recebia falta de consideração em troca e a situação chegou a tal ponto que eu não aguentava mais esse sofrimento. Era demais para mim, para minha cabeça e para meu corpo, que inclusive adoecia por tudo que se passava. Com cerca de 20 dias de antecedência explodi! Explodi por não aguentar mais tantas faltas de carinho e respeito seguidas. Decidi que eu não merecia mais aquela humilhação, que eu merecia ser feliz!

Alguns dias depois, tivemos uma conversa curiosa em um almoço que marquei com ele, para esclarecer melhor as coisas. Em meio a lágrimas de crocodilo, ele me implorava para que eu ficasse, mas nunca me perguntou o que havia de errado e o que poderia (pelo menos tentar) fazer para melhorar, embora hoje eu veja que não havia conserto. Se ele realmente me amasse como dizia, ele tentaria mudar a situação. Ao invés disso, se limitou a me propor que passássemos a sair sem compromisso (ou seja, sexo eventual). Como obviamente neguei isso, ele me propôs que continuássemos amigos. Como pessoa, ele era ( ou pelo menos me parecia) ser alguém bom, e como éramos amigos antes, nada mais justo que continuássemos amigos.
Para mim, o pedido era palavra de honra. Continuei frequentando normalmente a casa dele e dos parentes dele, pessoas super gentis com as quais estreitei laços de amizade. Continuavam me chamando para as festas e sempre fui Sempre tratei a todos e fui tratada com muito respeito e carinho e da minha parte não deixarei de fazê-lo.
Mas a suposta amizade com ele durou cerca de um ano. Enquanto eu me preocupava em ser gentil, entrar em contato, visitá-lo, manter uma amizade agradável, ele “retribuía” sendo novamente falso comigo. Primeiramente, de uma hora para outra ele passou a ter a melhor das vidas, onde ele relatava que tudo que ele fazia era interessante e prazeroso. Agora era ele quem protagonizava monólogos, contando seus grandes feitos. Ou seja, ele fazia questão de jogar na minha cara que agora a vida dele era boa, logo, quando estava comigo era um lixo.
Depois ele passou a fazer falsas promessas, de coisas simples. Depois me humilhar em público, quando encontrar comigo fosse inevitável. Em seguida passou a fingir que eu não existia, a evitar lugares onde ele sabia que eu estava, a se esconder para não me ver. Por último, não é mais capaz nem de dizer mais um “oi” ou pronunciar meu nome.
Em última conversa com o meliante, ele me confirmou alguns dos fatos expostos acima e sobre outros se recusou a responder. Quem cala consente... Pelo menos ele admitiu ter errado comigo. Já é um começo, afinal para se curar, é necessário saber que doença se tem.

É muito triste perceber que uma pessoa com quem se conviveu por tanto tempo é capaz de ser tão falsa, tão baixa. Sinceramente não sei sinto mais pena ou nojo dele. Sinto também muita rava de mim mesma, pois hoje percebo o quanto fui burra todos esses anos, ao me rebaixar por me entregar a pessoa dessas e por não perceber antes toda a sua falta de caráter. Mas essa raiva vai passar, tenho certeza, afinal a raiva não é um sentimento edificdor.



Mas como tudo na vida, há o seu lado bom. Depois que terminei com ele, tantas coisas boas aconteceram na minha vida! Tenho quase certeza que minha energia estava presa, amarrada, arraigada a algo que me prendia e me fazia sofrer. Parece que cada vez mais minha energia flui, com tanta alegria e vivacidade que nunca experimentei antes. E nos últimos meses ainda mais, motivada, dentre outras coisas, pelo fato de ele me ignorar totalmente, somente confirmando todas as conclusões as quais eu havia chegado.
Precisei sofrer para perceber o quanto fui ingênua e burra e o quanto eu não amava a mim mesma. Felizmente hoje me considero uma nova pessoa: livre, feliz e maravilhosa. Simplesmente Ab Fab!

segunda-feira, agosto 09, 2010

HÁ MALES QUE VEM PARA O BEM

O início da semana passada foi agitado e marcado por mudanças. Em geral, nós seres humanos somos comodistas e avessos a mudanças. Mas existem mudanças que podem intervir muito positivamente em nossas vidas, e senão tivéssemos corrido o risco da mudança, como poderíamos saber que o resultado seria tão bom!?!
Um exemplo disso foi o choque que eu levei ao chegar na escola onde eu fazia aulas de dança e a dona me falar que neste mês ainda a escola mudará para Águas Claras. Fiquei muito triste, pois eu estudava lá por, além de gostar muito das aulas e das professoras, estar situada a menos de 5 min de carro da minha casa. Parecia que não tinha outra saída: teria que estudar longe de casa e chegar tarde nos dias que eu tivesse aula.
Fui procurar outras escolas de dança em locais mais ou menos próximos, para ver em qual eu conseguia um melhor horário (ou seja, que não acabasse muito tarde). No início fui me desanimando mais ainda: a escola mais próxima que sabia havia se mudado também, e para bem longe. Em outra, não achei horários bons para o meu nível. Fiquei cada vez mais triste.
Fui dormir e daí pensei: Há males que vem para o bem. Se eu não achar um horário bom para fazer dança, eu volto a fazer tai chi, que eu sei que tem bem pertinho de casa.
No dia seguinte, continuei minha pesquisa pela internet. Da mesma maneira que descobri a escola onde eu estudava pela internet, descobri na internet aulas de dança do ventre na Casa da Cultura, um espaço mantido pelo governo próximo a minha casa onde ocorrem eventos culturais e são ministrados diversos cursos, em geral a preços mais acessíveis.
Conversei com a profa por tel e fui assistir minha primeira aula. Gostei demais, pois ela tem uma proposta diferente. Ela mistura dança com técnicas de alongamento e respiração, provenientes do balé, da yoga e do tai chi. Logo, a ideia não é uma aula de decorar passos e aprender coreografias, mas sim de trabalhar o corpo integralmente. Por exemplo, na aula que assisti o objetivo principal era trabalhar a leveza nos deslocamentos e posições de braço.
Logo passei a fazer uma aula mais interessante, mais perto ainda de casa e mais barata! Essa seria uma mudança para muito melhor que nunca teria acontecido se eu não fosse provocada de uma maneira negativa.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

MUDANÇA NO SITE DO BB

Neste mês houve uma mudança no acesso a conta-corrente pelo site do Banco do Brasil. O teclado virtual foi retirado. Num primeiro momento, isso me causou estranheza, já que alegam que esses teclados virtuais são para aumentar a segurança, algo muito necessário em um site de banco.
Antes a página era assim, com o teclado virtual:

Agora está assim, sem teclado algum, digitando a senha nomalmente usando o teclado do computador: (imagem modelo divulgada pelo BB antes da mudança)


Daí pus-me a pensar o motivo da mudança e cheguei a uma conclusão interessante. Se você clicar na opção "Acesso deficiente visual", temos a tela abaixo:


Tchan-nan! Vejam que esta tela já não possuia teclado virtual algum. Logo, já deveria haver alguma solução de segurança para o acesso a conta sem o teclado virtual e talvez já haviam percebido que esta solução era suficiente. Logo, se já haviam achado uma solução mais simples para o usuário, pra que ele ficar usando a solução mais complicada?!
Bem, isso é uma suposição minha, não quer dizer que seja o verdadeiro motivo da mudança. Mas que facilitou minha vida, facilitou e muito, pois eu odiava ficar lendo naquele tecladinho, aumentar o contraste pra eu ler algo e só depois começar a clicar nos números.

quarta-feira, agosto 19, 2009

PORTÃO AUTOMÁTICO

Já pensou vc ter um carro, ter a carteira de motorista e só poder dirigir quando o zelador está no prédio ou há alguém em casa? Ou então sair e ao voltar, ter que deixar o carro na rua pra ser guardado depois? Esse era o drama que eu vivia nos últimos meses pelo simples fato de não conseguir abrir o portão da garagem.
Como eu moro em um prédio, não bastava eu ter o interesse em automatizar o portão. Era necessário o síndico ter ciência disso. Além disso, não havia instalação elétrica apropriada para instalação do motor, obra essa que, por ser coletiva, era de responsabilidade do condomínio. Além disso, meu vizinho de garagem não tinha interesse em automatizar, logo ainda tive que negociar com ele pra ele trocar de garagem e achar alguém com quem ele pudesse trocar para resolver o problema.
Felizmente, depois de uns 2 meses e meio, semana passada pude automatizar o portão da minha garagem. Assim finalmente ganhei a liberdade total.

terça-feira, agosto 18, 2009

NOVOS CURATIVOS = NOVA VIDA

Recentemente eu estou sendo muito abençoada porque têm acontecido muitas coisas boas na minha vida. Acho que vida é assim: tem horas que as coisas não tão muito boas, mas de repente tudo dá certo e as coisas boas começam a fluir.
A exatamente uma semana, minha vida mudou totalmente! Recebi pela primeira vez da Secretaria de Saúde os curativos Mepilex. Que diferença na minha vida! Ao invés de usar um monte de pomadas e gazes para fazer meus curativos, agora uso somente os curativos e uma tesoura (para cortar um dos tipos do tamanho adequado). É uma troca de curativos muito mais simples e prática.
Uma pena eu ter esperado por isso por tantos anos. Desde 2001 minha dermatologista na época já havia feito o pedido e já tínhamos tentado consegui-los por meio de uma ação civil pública feita pelo Ministério Público. Infelizmente nunca surtiu efeito. Logo, em dezembro passado, por meio de uma advogada, eu e outros portadores de EB entramos com ações contra a Secretaria de Saúde. Aí sim conseguimos os curativos.

Explicando para leigos o que são esses curativos: Pense em um Band-aid. Ele é uma coisinha adesiva que se coloca sobre feridinhas bem pequenas (especialmente na mão). Só que se eu colocar um band-aid em mim, na hora de tirar, no local onde o adesivo grudou, a pele sairá junto. Portanto, para mim não serve. Agora pense num Band-aid em tamanho grande (algo como 10x15 cm) cujo adesivo não irrita a pele e não corre o risco de machucá-la ao se retirar. Isso é um curativo do tipo siliconado, cujo nome comercial é Mepilex. Dentre os tipo de Mepilex, há um deles que pode ser cortado para ser colocado em feridas menores.
Essa é uma explicação tosca, mas o importante é que passe a idéia real do que é, ao invés de dar um monte de explicações científicas que muitos não entenderiam. Vale destacar que existem diversos tipos e marcas de curativos adesivos, dos vários que eu jáexperimentei, mas os curativos com silicone são os que melhor se adequam à pele com EB pois o risco de trauma é mínimo devido ao tipo especial de aderência. Para quem quem uma pele "normal", aderência pode não fazer muita diferença, mas para quem tem a pele ultra sensível, a diferença, que muitas vezes pode parecer imperceptível, é grande no momento da retirada do curativo. Além disso, esta linha de curativos é a única recomendada para portadores de EB por diversas associações internacionais. Em países da Europa e nos EUA, os portadores em geral usam somente estes curativos. Logo, não é minha intenção defender ou fazer propaganda de um produto ou fabricante, mas é fato que estes são os curativos mais adequados para quem tem EB e o uso de outros pode até resultar em experiêcias bem traumáticas.

Como os curativos são adesivos, não há o risco de saírem do lugar. Também não precisam ser trocados necessariamente todos os dias, apenas quando começam a vazar ou estão com cheiro ruim. Tem locais que a troca precisa ser diária, mas em lesões pequenas e com pouco exudato (secreção) dá pra manter o curativo por mais dias. Logo, além da praticidade, eles proporcionam uma cicatrização mais rápida das lesões, pois a lesão não precisar ser manipulada necessariamente todo dia. Também os tenho usado de forma preventiva, sobre áreas de grande pressão e atrito, como por ex. a parte posterior das coxas, para prevenir o surgimento de novas lesões ou bolhas com bons resultados.
Hoje posso fazer coisas que parecem simples e comuns para a maioria as pessoas, como usar roupas em cores mais claras e usar saias (coisas que eu não podia fazer a anos, ou que, caso necessário, era preciso uma "operação de guerra" para evitar que algum curativo saísse do lugar), ou ter uma noite tranquila de sono, sem me preocupar com me virar na cama e algum curativo sair do lugar. Em suma: melhoria da qualidade de vida.
A única coisa ruim é a quantidade de lixo gerada. Além de um dos modelos de curativo ser grande, cada curativo vem embalado separadamente e possui uma tira plástica que cobre a parte adesiva. Mais ainda: eles vemacondicionados em caixas com 5 unidades. Logo, no dia em que faço a troca da maioria dos curativos, a quantidade de lixo gerado dá pra encher um saco desses de supermercado. Já pensou isso em um mês?!

Para mim é o início de um novo ciclo de vida!

terça-feira, julho 21, 2009

MUDANÇAS EM CASA (ou PSEUDO TPM)

Esses dias estou muito triste, aborrecida e descontente. (Sim, estou sendo meio redundante mesmo!) Minha mãe resolveu mandar fazer armários novos pro quarto dela e mudar o armário já existente pro "quartinho da bagunça". Até aí nenhum problema.
O problema é que de quinta-feira a segunda minha casa estava cheia de pessoas estranhas (ainda mais homens, algo que há anos eu só sei o que é quando vem alguma visita para cá), isto é, marceneiros todo dia aqui em casa. Todas as coisas dos 2 cômodos amontoadas pela sala, ou seja, não existia mais sala, mal tinha um espaço para transitarmos e um cantinho para eu sentar no sofá (pois no resto do sofá estavam amontoadas todas as roupas da minha mãe). Em pleno domingo, tava aqui a diarista colocando as coisas de volta a seus lugares.
Em resumo: total falta de privacidade e conforto. A confusão tava tão grande que parecia que estávamos de mudança para o apartamento.
No domingo eu tava parecendo q tava de TPM!!! (algo que nunca tive e não tenho, principalmente pq tomo remédio para nem menstruar) Tava chata, com raiva daquela bagunça toda, sem motivação pra fazer nada.
Mas como tudo acabou ontem, já estou melhorando, voltando ao meu normal.

segunda-feira, junho 15, 2009

CNH - MEU PAPELZINHO VERDE DA LIBERDADE E DA FELICIDADE!!!

Hoje chegou pelo correio minha tão sonhada carta de alforria desta prisão que é minha vidinha: minha carteira de motorista! Depois de mais de 8 meses de luta, somados aos 3 anos e meio entre uma tentativa e outra, mais de 500 km rodados e quase 2000 reais gastos, agora deu tudo certo. Em breve poderei ir onde eu quiser, quando eu quiser, com quem eu quiser.

É claro que, considerando que ainda não sou nenhuma expert em direção, começarei saindo mais em horários de pouco movimento e mais perto de casa. Mas minha vida muito melhor sem depender dos outros para sair, me divertir ou resolver coisas.

Agora poderei parar de enrolar vocês, meus amigos, e marcarmos de sair com mais facilidade!
eeeeeeeeeeeeeeee \o/

quinta-feira, abril 30, 2009

NOVO CABELO

Eu confesso ser totalmente preguiçosa para ir em salão de beleza. Não sei explicar ao certo o motivo, mas não tenho muita paciência para essas coisas de vaidade.
Normalmente eu corto o cabelo 2x ao ano: uma para as festas de fim de ano e uma para meu níver. Sei que não é bom, pois passo uma boa parte do ano com o cabelo sem corte. Tenho que me policiar quanto a isso.
O fato é que eu decidi começar o mês mais lindo do ano com novas energias, por isso fui hoje cortar o cabelo. Vocês terão a oportunidade de vê-lo em breve...

domingo, abril 26, 2009

MAS SÓ CHOVE E CHOVE...

Neste momento eu deveria estar a caminho de um passeio inédito para mim: passear de barco no Lago Paranoá.
Pena que começou a chover no fim da manhã e quanto mais se aproximava da hora de eu me arrumar, mais a chuva piorava. Felizmente a amiga que indicou o passeio também resolveu desistir por hoje por causa do tempo inviável.

Quando marcarmos de novo o passeio com certeza vocês lerão sobre ele.
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Estou com a impresão de que meu inferno astral esse ano ao invés de ser o mês de maio todo tá sendo é no mês de abril. Ô mês pras coisas darem errado foi este!
Isso quer dizer que o mês de maio será excelente! =D

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

CRESCIMENTO PESSOAL - “O SEGREDO” E "O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA"

No final de setembro, enquanto minha mãe viajava, eu tava meio de bobeira do fds e resolvi assistir o filme “O Segredo”. Meu ex-namorado havia me dado o DVD de Dia dos Namorados, mas eu queria assistir com ele e fiquei enrolando. O namoro acabou e tava lá o filme sem ser visto.

Mas foi bom eu ter visto o filme naquela época, pq eu tava começando a renovar minha vida, meus objetivos. O filme ajudou a me dar uma força pra eu conseguir isso.

Eu classificaria este filme como um “documentário de auto-ajuda, baseado num livro de auto-ajuda”. Muitas das coisas ditas foram coisas que aprendi pela vida afora com outras palavras, e relembrei algumas coisas, que estavam conexas e eu nunca havia me tocado.
Aprendi algumas coisas novas também, principalmente em termos de metodologia para se conseguir o que deseja e em como “afugentar” os pensamentos negativos sobre alguma coisa que nos causa problemas para reverter a situação. Eu considero um filme que vale a pena ser visto, para quem gosta de auto-ajuda, claro. Não sei dizer se é melhor ou pior que o livro, já que não o li.
No final de novembro, procurando um presente de aniversário para uma amiga, acabei comprando o livro "O Código da Inteligência" do Augusto Cury, que havia acabado de ser lançado. Já tinha lido um outro livro dele (infelizmente não lembro o nome) que eu achei muito teórico e redundante, deixando a desejar no aspecto prático. Esse não, é bem prático, cheio de exemplos e técnicas para desenvolver a criatividade, melhorar a saúde psíquica, em suma, expandir a inteligência em seus mais variados aspectos.

Aplicando o que aprendi com o filme e o livro citados na postagem acima, eu resolvi colocar algumas coisinhas em prática e determinei algumas metas até o fim do ano. Não consegui ainda tudo que planejei, mas se não consegui é pq não dependia só de mim, mas muitas coisas boas já aconteceram ou estão a caminho! Um exemplo foi o meu querido e tão sonhado novo emprego. Outro exemplo é eu estar chegando ao meu peso ideal. Outra é, apesar de algumas partes do meu corpo não estarem muito boas, outras estão espetacularmente boas por vários dias, como nunca estiveram nos útlimos tempos. Tudo isso são pequenas vitórias, pequenos degraus galgados na minha existência. Ainda há muito mais coisa boa a caminho, que vcs saberão por meio deste blog em breve.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

FELIZ 2000inove

Sim! Estou plageando a propaganda de um banco que muito inteligentemente trazia a frase acima. Eu a achei muito boa, pois além do desejo de um bom ano novo, traz a idéia da mudança.
Que este seja um ano cheio de mudanças para todos como já está sendo para mim!

domingo, setembro 21, 2008

QUEBRANDO A INÉRCIA

Depois dos fatos recentes do início do mês, passei a repensar um pouco minha vida e descobri que eu vivia em um grande estado de inércia. Segundo a inércia, um corpo que está em repouso tende a permanecer em repouso. E assim eu estava, totalmente parada, acomodada. Havia um monte de coisas que eu não fazia por preguiça, medo, insegurança, correria do dia-a-dia, traumas do passado ou puro comodismo mesmo, aquela coisa de que time que tá ganhando não se mexe.

Quando terminei meu namoro, sem perceber eu quebrei essa inércia. E só assim fui perceber o erro que eu estava cometendo comigo mesma. Descobri que eu tinha que mudar. Mas como?

Comecei com coisas simples, pequenas e banais. Comprei uma escova elétrica, que já tinham me falado pra usar, que seria muito melhor pra mim, mas eu tinha medo de ela tremer toda e eu não conseguir segurar direito e me machucar. Pura bobagem da minha cabeça. Estou me dando super bem.

Comprei também 2 sabonetes líquidos, um ultra-hidratante pra ver se melhora o deserto do Saara que tá minha pele e um outro cheio de minerais e um cheiro super bom. Estou usando mais hidratantes, mais óleos e to usando creme clareador para, aos pouquinhos, tirar um pouco das manchas do meu corpo, que ultimamente tá muito manchado, o que me deixa muito triste.

Resolvi também que vou colocar em prática alguns coisas que eu pretendia fazer, mas que me desaminei a fazê-las por causa da correria que eu vivia na época da UnB. Em breve, assim que cada uma for concretizada, vocês terão notícias delas.

Agora que choveu e o clima tá agradável, estou com mais ânimo para estudar. E também com mais ânimo para cuidar de mim mesma, já que agora meus machucados tendem a melhorar por causa do friozinho.

Você, que lê esta postagem, aproveite para repensar sua vida também e mudá-la um pouquinho, tomar novas atitudes. Com certeza fará bem a você como já está fazendo para mim.

sábado, janeiro 12, 2008

FELIZ TUDO NOVO!

Adeus Ano Velho, feliz Ano Novo.... eeeeeeeeeeeeeee

Esse ano muitas coisas mudaram para mim. A principal delas é não ter mais aulas e poder ir embora do trab às 16h todos os dias. Nossa, isso é tão bom! Agora eu saio do trab vendo a luz do sol, chego em casa cedo, faço alguma coisinha, dou uma cochilada e quando acordo ainda tenho bastante tempo antes da hora de ir dormir. =D
Alem disso, posso ver coisas na TV de noite. Um dia ou outro, se tem algo interessante, eu faço isso. Daí, ao invés de um cochilo rápido eu durmo por algumas horas, acordo, janto e espero o programa que desejo ver começar. E não acordo cansada no dia seguinte...

METAS PARA QUANDO A UNB ACABAR

Antes da UnB acabar, eu fiz uma lista de metas, a qual dei o nome acima.

1) Dormir! – Como eu precisava dormir! Tava só o caco, pois tava dormindo muito tarde estudando matemática e escrevendo a monografia. Propositalmente tirei recesso de fim de ano na semana do Natal, que foi a semana seguinte a que a UnB acabou. Como eu não tinha o que fazer naquela semana, eu passava o dia inteiro dormindo, só acordava pra comer. Deu pra recarregar as energias...

2) Meditar / fazer relaxamento – Eu tava muito agitada com toda a correria. Obviamente precisava me serenar um pouco porque senão ia ter um treco. Ai aproveitei para meditar bastante e fazer algumas praticas de relaxamento. Inclusive fiz algo que não fazia há muito tempo: alguns dias antes do ano novo fui meditar no Parque da Cidade. Normalmente eu vou pro estacionamento dos pedalinhos, ando ate o laguinho e depois sento pra contemplar a natureza e dar uma meditada. Traz uma paz de espírito muito grande.

3) Tai Chi – Tinha muiiito tempo que eu não fazia Tai Chi. É praticamente a unica atividade fisica que eu faço eeue estava sem fazê-la. Ainda não voltei a fazer regulamente em algum lugar, mas só de estar fazendo em casa já é um grande avanço, pois alem de ser uma pr´tica que traz muita paz, ajuda a desenferrujar.

4) Divertir-me! - até que no finzinho do ano passado não consegui me divertir o quanto eu queria, mas este ano estou me divertindo bastante. Todo fds to saindo pra fazer algo diferente com meus amigos.

sábado, outubro 13, 2007

RESUMÃO SETEMBRO

E setembro começa agitado! Já no primeiro dia foi posse na Anvisa e início de semestre da UnB. A primeira semana foi de folga de trab, pq o curso de ambientação começaria só na semana seguinte Tive 4 dias de curso de ambientação, i.e., 4 dias inteiros dentro de um auditório na UnB (mais especificamente na Finatec) tendo um monte de palestras. Teve coisas legais, mas tinha horas q dava um sono, pq as pessoas faziam palestras meio chatas. Neste período tb pude conhecer vários dos meus futuros colegas.Neste período tb tive uma experiência horrível: em um dos dias, teve uma queimada no terreno exatamente na frente da Finatec. A fumaça era horrível, o mal-estar insuportável. E ver aquilo tudo preto depois, nossa terrível. Por un 2 dias ficou um cheirinho de queimado por lá... E tem gente q acha q se preocupar com queimada é besteira...!
Em resumo, de trabalho mesmo, foram 2 semanas neste mês. Fui pra área de informática, felizmente. Sei q não poderei fazer atividades de informática pra valer, mas só de estar no mesmo ambiente, vc acaba aprendendo coisas. Fomos 6 pessoas do concurso pra lá, distribuição igualitária de homens e mulheres. Nós vamos trabalhar em uma coordenação q ainda não foi criada, então enqto isso, nós somos de ninguém e somos de todo mundo, parafraseando a música dos Tribalistas (hehe). Cada hora um nos passa uma coisa pra fazer e tem horas q simplesmente não nos passam nada e ficamos lá à toa. Mas acho q aos poucos as coisas vão se ajeitando.
Nesse ínterim, aconteceu uma coisa muito boa: em agosto mandei um resumo pra um seminário sobre qualidade e teste de software e ele foi aceito. Farei a apresentação em novembro. Agora to na correria pra escrever o artigo, montar minha apresentação e conseguir patrocínio, senão vou ter q tirar uma grana razoável do meu bolso, pois o seminário é em BH. Espero q dê tudo certo....

RESUMÃO AGOSTO

Conforme coloquei abaixo, devido meu atraso em dar noticias, vou fazer um resumão dos meses passados.
Agosto foi bem complicado. Comecei o mês bem, viajando. Mas enqto eu viajava, meu único colega da informática foi embora pra outro emprego. Qdo eu volti,ele tinha vazado e o rojão ficou todo na minha mão. Era serviço q não acabava mais. Tava ficando muito estressada de não conseguir cumprir minhas tarefas na mesma velocidade: e-mails de coisas pra resolver se acumulavam com uma rapidez impressionante e minha caixa dificilmente esvaziava. Foi agoniante. Felizmente a UnB tava de greve...
Mas enqto eu viajava, me ligaram dizendo q eu fora convocada para trab no BB. Fiz concurso pra lá tinha 1 ano e meio mais ou menos. Mais um fator para me preocupar: providenciar docs, fazer muitos exames, ir em perícias médicas. Até exame psiquiátrico eu fiz. Foi bom q eu descobri q não sou louca. =D Tive q ir 2x na perícia, pq pra variar havia um médio q num entendia nada da minha doença e saiu inventando complicação onde não havia. E inventou outras coisas sem sentido, como me mandar fazer raio x de tórax pq qdo ele foi oscultar ele me mandou respirar pela boca e depois ficou dizendo q eu na tinha enchido direito o pulmão. Mas é claro, pois qdo respiramos pela boca metade do ar vai pro pulmão e a outra metade vai pela garganta.E certamente, como eu faço exercícios respiratórios voltados para o canto (i) eu respiro pelo nariz, (ii) eu respiro mais com o diafragma do que com o pulmão. É claro q eu não ia entrar nesses méritos com o médico, mas ele quase me deixa doida com exames e laudos para pegar com meus médicos.
Qdo finalmente esta parte foi superada, meu ex-futuro gerente (leia-se o gerente da agencia aqui perto de casa) me liga dizendo q tava tudo ok na perícia e que bastava eu levar a segunda parte da minha documentação. No mesmo momento ele me informa q a lista q ele tinha me dado antes tava incompleta e fica de mandar outra por fax. Pra minha surpresa, a lista tinha tanto doc, tanta certidão negativa (q eu nem sabia onde conseguir), que a lista ia até a letra (u)!!! Tem noção do q é isso? Duas páginas só de docs q eu teria q levar. Bem, tinha q dar um jeito de conseguir aquilo, né?
Mas fui salva pelo gongo! No mesmo dia sai a nomeação da Anvisa. E entre BB e Anvisa o q vcs acham q eu escolhi? Anvisa, obviamente!
Se não é tão óbvio p/ vc, vou explicar pq. Na Anvisa vc é servidor público e o BB, CLT. Pra mim é altamente vantajoso ser servidora pública, pq posso ter horário especial para estudar e tb redução da jornada de trab por ser deficiente, tudo isso graças à Lei 8112. Além disso, o salário inicial da Anvisa é maior q do BB. Tudo bem q no BB as perspectivas de aumento salarial são maiores a médio e longo prazo, mas em médio prazo eu to formada, então eu vou é pra alguma coisa de nível superior no ano q vem; logo to mais preocupada com as vantagens q posso ter a curto prazo.
Como boa parte dos docs já tavam separados e muitos exames feitos, deu pra em 2 dias fazer os exames de sangue que faltavam pra eu poder assumir logo no primeiro dia útil de setembro. Assim, acabei meu último dia dando adeus ao meu antigo emprego...