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sexta-feira, abril 15, 2016

MOMENTOS CARRÍSTICOS CONTROVERSOS

Hoje foi um dia de controvérsias...

De manhã veio um moço fazer a vistoria no meu carro. Depois fazer o serviço dele, ele veio me elogiar e talz, e dizer que eu fazia ele refletir o quanto às vezes reclamamos da vida à toa, o cara começa a chorar na sala da minha casa! Tive que abraçar o rapaz pra consolá-lo, servir um copo d'água pra acalmá-lo e tirar foto com ele. 

No fim da tarde estou eu saindo do trab e tem um carro estacionado na fila dupla com um pedaço atrás do meu. Até daria pra sair, mas eu teria que manobrar muito, o que seria um esforço grande. Como do lado é um pet shop, percebi logo que era alguém bem folgado que "tinha que" deixar o carro dele na porta do estabelecimento, não podia para o carro 3 vagas adiante (sim, haviam vagas, várias delas, só não na porta do pet shop, mas ao lado). Fui ao pet shop e já "cheguei chegando"! 
- Boa tarde. Vim saber quem é o folgado que parou o carro todo errado atrapalhando eu sair com o meu. 
Sai de lá um cara que, sem nem dizer uma palavra, foi estacionar o carro dele 3 vagas adiante. Esperei o cara chegar perto do meu carro, voltando pro pet shop e disse: 
- Olha moço, dá pra ver que você é um homem saudável, taí com blusa de academia (tinha propaganda de uma academia), todo malhado, então você pode estacionar o carro um pouquinho de nada na frente e andar até o pet shop, ao invés de atrapalhar quem tem dificuldade para andar. 
Claro, a desculpa dele é sempre a mesma desculpa esfarrapada: 
- Mas eu parei ali rapidinho... 
- Tô cansada de ouvir esse papo de todo mundo de que é rapidinho! Dá próxima vez pense que você pode estar atrapalhando que tem dificuldade de andar, como eu, só porque você tá com preguicinha de andar um pouquinho. (hora do sorriso no rosto) Obrigada, viu! Bom dia! 
Desta vez eu não estava em uma vaga preferencial. Mas mesmo assim, não podia deixar de educar esse mané.

Enfim, foi um dia em que duplamente cumpri minha missão educativa, querendo ou não. (Na verdade triplamente, pois entre um fato e outro eu estava literalmente dando aulas. kkkk)

terça-feira, janeiro 12, 2016

EDUCANDO SOBRE VAGAS PREFERENCIAIS

Momento desabafo e boa ação do dia...

Hoje fui ao banco e, por ser um comércio movimentado, fui estacionar numa das vagas de deficiente localizadas junto ao supermercado que fica aos fundos do prédio. Ao dar a volta pra chegar nas vagas, já vi de longe uma camionete gigante parada numa delas e na mesma hora pensei: dificilmente se trata de um deficiente ali. Estacionei e fiquei só observando antes de sair do carro: havia um casal, de bobeira, com a porta entreaberta, e nada da plaquinha que permite a nós deficientes estacionarmos nas vagas preferenciais. Ou seja, uma cena clássica de um casal folgado que parou na vaga indevidamente enquanto outra pessoa foi no mercado. 
Não resisti e fui conversar com o casal assim que saí do meu carro. Cheguei na porta entreaberta e disse: "Boa tarde, cadê a placa de deficiente de vocês?" O que se sucedeu foi um monte de desculpas esfarrapadas obviamente. Dentre elas a clássica "acabei de estacionar aqui" e "vai ser rapidinho". E eu disse na cara deles que sabia que eles não tinham acabado de estacionar, pois dei a volta pra chegar na vaga na mão certa e vi de longe a camionete lá. 
Perguntaram se precisavam que saíssem da vaga pra eu estacionar. Eu agradeci, disse que já tinha estacionado na outra vaga, mas perguntei: "E se só tivesse uma vaga aqui e vocês estivessem justamente nela???" Nessa hora, outro clássico: "Eu tava aqui com a porta entreaberta justamente se fosse esse o caso." E eu contra-argumentei: "E se tivesse carro atrás e eu não tivesse como parar pra descer do MEU carro para de dirigir ao carro DE VOCÊS, que nem na vaga deveriam estar???". Por 2x eu disse a eles que só estava indo lá pois eu achava que eram pessoas de boa educação e que portanto, deveriam ter respeito pelas vagas das pessoas que REALMENTE precisam delas, o que não era o caso deles, pessoas saudáveis que podem caminhar o quanto desejarem. E no final reforcei de novo a ideia, sorri e desejei boa tarde. 
 Após subir a escada que me dava acesso ao prédio, observei que a camionete estava saindo da vaga. Isso é um forte indício de que minha conversa serviu de alguma coisa.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

TENTANDO VOLTAR A DIRIGIR, MAS AINDA NÃO

Semana q vem completa 5 meses q fiz minha cirurgia e estou sem dirigir. 
Nesse Carnaval aproveitei a quietude da cidade pra tentar voltar a dirigir. Confesso que estava com grande medo de tentar, pois apesar da fisioterapia, sei que estou com muito menos força no pé e, caso eu não conseguisse pisar nos pedais o suficiente, poderia ocorrer um desastre. Ainda mais que em carro automático, só se usa o pé direito, justamente o operado (não posso afirmar com certeza, mas creio que o câncer apareceu justo no pé direito pelo fato dele ser muito mais usado que o esquerdo, por causa do ato de dirigir).
Claro que eu já tinha testado algumas vezes antes pisar no freio do carro "até embaixo", quando eu vou esquentar o carro (como ele tá paradinho, coitado, tenho que ir de vez em quando esquentá-lo). Mas testar com o carro parado é muito diferente do que com o carro em movimento.
Passei pouco mais de 10 min dirigindo o carro, sendo que metade desse tempo deve ser sido manobrando o carro na garagem. Caraca, pra sair da minha vaga eu parecia q nunca tinha estacionado ali. Já não tinha mais noção das distâncias e fiquei dando ré e voltando várias vezes com medo de bater o carro. Isso já deu uma forçada boa no pé.
Daí foi dar uma volta na minha quadra e na quadra vizinha. Circulei por 4 ruas internas, quase sem movimento. Não passei de 30Km/h, com o coração acelerado de nervoso de não dar conta, como se eu tivesse aprendendo a dirigir. Quando peguei confiança e pensei em pegar uma avenidinha interna que tava sem movimento nenhum pra tentar acelerar um pouco mais, já tava doendo bastante e pensei: ainda tenho q voltar ao meu prédio e manobrar muito pra estacionar. Então desisti e voltei.
Pra estacionar já foi bem mais fácil. Quando o carro da vaga vizinha não está, é bem fácil estacionar, mais fácil do que sair. Mas assim que desliguei o carro, fiquei uns minutos descansando antes de voltar pro meu apê, pois tava doendo mesmo,
Isso porque a cirurgia já cicatrizou bastante, mas ainda não o suficiente para não doer com essa forçada.
Moral da estória: Ainda não dá pra ir pra lugar nenhum de carro, ainda mais porque quando eu chegar lá eu vou estar com dor e não posso, com o carro parado da rua, ficar descansando dentro dele (não podemos ficar dando bandeira hoje em dia, né?) Mas pelo menos já tenho parte da força de volta, quer dizer, ainda enho que experimentar dirigir em pistas mais rápidas em que tenho que forçar o pé no acelerador.
Vou confirmar com a minha fisioterapeuta se devo fazer isso 1, 2x por semana pra ir só treinando, ainda sem finalidade prática de ir a algum lugar.

domingo, março 31, 2013

TROCA DE SELO DE DEFICIENTE + RENOVAÇÃO DA CNH

Como eu troquei de carro, eu precisava trocar o selo de deficiente no DETRAN, pois, para quem não sabe, o selo era associado à pessoa e ao carro, isto é, uma determinada pessoa só podia dirigir aquele único carro. Na parte de trás do selo contam seu nome e a placa do carro, indicando esta exclusividade. Eu, enquanto estava sem tempo de ir lá resolver e sem receber o documento do carro em meu nome, simplesmente colei o adesivo do carro antigo no novo. Se eu fosse parada numa blitz, eu poderia ter problemas.
Chegando lá, descobri que as regras mudaram faz alguns anos. Há uma credencial igual a de idoso, que pode ser usada em qualquer carro, o que facilita a vida, e tem a mesma validade da carteira de motorista. Além disso, pelo que eu entendi lendo as regras de utilização, não necessariamente eu preciso estar dirigindo. Se eu sair com alguém de carro, o carro pode ser estacionado na vaga especial, pois o veículo foi usado para o meu transporte.
Uma parte ruim é que o adesivo com o símbolo internacional de deficiência é um facilitador. Tendo o adesivo na frente do carro é muito mais fácil conversar com seguranças de guaritas de estacionamento, pois não preciso ficar dando muitas explicações para conseguir entrar em estacionamentos reservados para parar em vagas especiais. Eu já vi vendendo, mas não lembro onde. Tenho que comprar um pra por no meu carro agora. 
A outra parte ruim é que a credencial é impressa numa folha de papel A4 por uma impressora qualquer com tinta preta, simplesmente dobrada no meio, não pode ser plastificada e tem que durar 5 anos! Eu comprei um plástico daqueles que vem com os furinhos para colocar naquela pastinha com vários plásticos com furinhos (não sei como se chama aquela pasta; eu usava na infância pra colocar papel de carta) e embalei a credencial. Tomara que minha credencial resista aos 5 anos.

Como a validade é a mesma da carteira de motorista, a atendente verificou que eu iria renovar minha carteira pela primeira vez daqui a alguns meses. Daí ela me disse que seria bobagem eu pagar pela credencial e daqui a pouco ter que pagar de novo por ela. Logo, era mais inteligente eu já renovar a CNH. 
Por ser deficiente, não posso fazer a renovação nas clínicas, como todo mundo. Tem que ser feita pelo médico do DETRAN, para ele verificar se a deficiência melhorou ou piorou, se ainda dá pra dirigir, se tem que mudar alguma adaptação, etc. Por sorte, a médica era super gente boa e se lembrou de mim de quando tirei a carteira. (Não perguntei, mas se ela me recebeu tão bem e lembrou de mim, espero que tenhamos nos encontrado da vez em que eu passei na prova de direção.) Ela só me perguntou se estava tudo bem, se as adaptações estavam boas e em seguida foi fazer meu exame de vista. Na hora que fui ler as letrinhas projetadas na parede, oops, tive dificuldade para ler as 3 últimas. Sabe quando uma pessoa nem se toca que era bom checar o grau do óculos antes do exame para renovação da CNH!? Sorte que ela foi gente boa de novo e me perguntou quando eu tinha revisto o grau do meu óculos. Quando me toquei e respondi que não tinha ido no ano passado, eu até senti vergonha de mim mesma por não tê-lo feito. Mas, por sorte, ela relevou, pois li a maioria das letras.

Fiquei esperando a CNH chegar em casa e nada! Daí um dia me ligam de lá pra dizer que a minha assinatura não batia com a assinatura da cópia da identidade que deixei lá. O pior é que assinei igual à habilitação que ainda vale! Tive que ir lá levar a cópia de outra identidade, com a assinatura "atualizada", pois a que entreguei eu tinha assinado meu nome por extenso, que era a minha primeira identidade.
Estou no aguardo novamente. Espero que chegue logo a nova CNH.

quarta-feira, janeiro 30, 2013

O PODER DA MÚSICA

Eu sempre tive uma relação muito forte com a música.
Desde que me entendo por gente, eu fazia minha árdua rotina de me arrumar de manhã cedo ouvindo música.
Com 4 anos, eu já ouvia o melhor da MPB graças a minha mãe e o melhor do rock dos anos 80 graças ao meu irmão. Quando digo 'ouvir', digo literalmente parar pra ouvir. E depois que aprendi a ler, eu pegava os encartes dos LPs e tentava apender a cantar aquelas letras complexas. 
Com 4 anos comecei a compor, mesmo sem saber escrever ainda. Me lembro, como se fosse hoje, de mim pequenina, com papel e lápis na mão pedindo pra minha mãe escrever pra mim. 
Com uns 8 anos eu já sabia gravar músicas em K7s, para assim ter as minhas músicas favoritas. Nessa idade também comecei a estudar teclado, atividade que fiz até os 10 anos de idade. 
Também coreografava minhas músicas dance favoritas na sala de casa.
Assistia loucamente a MTV na minha adolescência e gravei vários VHS com clipes musicais.
Participei de alguns corais e estudei um pouco de canto na Escola de Música de Brasília já na vida adulta. 
Bem, as circunstâncias da vida fizeram de mim uma cantora/compositora/musicista frustrada, mas me mantiveram a grande paixão pela música.

Mas quando entrei em depressão, anos atrás, isso mudou. 
Eu já não conseguia mais ouvir música. Já não sentia mais alegria. As músicas carregam emoções e sentimentos intrínsecos, mais os sentimentos que associamos a elas. Sempre que eu começava a ouvir música, sempre esbarrava em alguma que me aflorava algum sentimento, trazia alguma memória, ou me fazia lembar de algo pela letra. Daí aos poucos, tive que tirar a música de dentro de mim, pois ela me trazia mais sofrimento do que alegria.
Parei de ouvir música enquanto dirigia. Passei a ouvir só notícias no rádio em casa. Evitei o máximo que eu pude, até que eu melhorasse.
Para ir voltando aos poucos, e aos poucos voltar a sentir a alegria de ouvir música, passei a ouvir só músicas árabes, que tanto eram estudo, por causa da dança do ventre, quanto uma oportunidade de ouvir música sem sentimentos arraigados, e sem letra por mim entendível para despertar reflexões. Consegui voltar a sentir alegria, e usar a música como instrumento para isso.

Apesar desse período ter passado, mantive o hábito de ouvir noticias no rádio, e volta e meia, se me sinto meio desanimada, coloco em uma rádio musical.
Mas agora voltei a ter o prazer de ouvir música graças ao meu novo carro. Resolvi que eu queria ouvir mp3 por meio de um pendrive e pronto! Só que o som não tem entrada para pendrive, só toca CD de mp3. Dai paguei a bagatela de 20 reais para comprar um transmissor FM que liga no cinzeiro do carro, por meio do qual posso ouvir minhas musiquinhas. 
Eu já tinha um pendrive com bastante música e só o espetei lá, nem gravei nada novo. Ainda não consegui ouvir tudo que está lá, então pra que mais?!

Todo esse histórico foi para poder relatar o quanto meu humor mudou nos últimos dias. Só de ouvir músicas queridas e pode cantá-las loucamente pelo caminho afora, me torna outra pessoa, mais feliz,mais bem disposta.
Como diz o ditado, quem canta seus males espanta. Então, como diria a Rihanna, please don't stop the music.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

ADEUS ANO VELHO, FELIZ CARRO NOVO

Meu final de ano e começo do novo foi bem tumultuado e confuso. Diversas coisas aconteceram, mas como algumas delas estão pendentes, depois farei os devidos posts.

Este post é para falar sobre as minhas alegrias e tristezas automobilísticas...

Tudo começou no dia 22 de dezembro, em que fui pra faxina no apê e de noite ia feliz e contente a um aniversário. Quando saí do apê, vi que o carro estava esquentando, mas como fazia dias que eu não completava a água, achei que era a mera falta dela no radiador. Parei num posto, pedi para completarem e segui meu caminho. Fui fazer outras coisas e depois fui pra casa me arrumar pro aniversário. Mal saí de casa, percebi que o carro estava esquentando de novo. Como estava quase em frente a um posto, retornei para ir nele. mas o carro quase não chegou lá, pois embaçou tudo por dentro e eu tinha dificuldade para enxergar o caminho. 
Chegando lá, as tentativas de completar a água e esfriar o carro foram em vão. Por mais água que colocasse, ele não queria esfriar, o que indicava que a água saía por algum lugar. Depois de mais de meia hora no posto, sem sucesso, liguei para o esposo da aniversariante, para avisar o motivo do meu atraso. 
Imediatamente ele recrutou um amigo em comum para me buscar no posto e decidirmos o que fazer. 
Como o posto era do lado da casa do meu irmão, levei o carro pra lá (morrrrreeeendo de medo do carro não chegar) e fui de carona pra festa. 
Por ser o sábado antes do Natal, eu me lasquei. O carro só foi guinchado pra oficina no dia 26. O carro me foi devolvido 2 dias depois, sob a alegação de que não fora encontrado defeito. Peguei o carro  e fui na casa do meu irmão buscar o documento do carro, que estava lá pra poder ser liberado para ser guinchado. Quando cheguei lá, achei que o carro estava começando a esquentar. Quando saí, tudo se agravou, e optei só por sair do condomínio, parar o carro do lado de fora e chamar o mecânico. Liguei pra minha mãe pra ela poder me dar uma carona depois que o síndico chegasse, mas velho sem paciência é uma tristeza! Ela me largou lá pq uma vez na vida não podia chegar atrasada ao trabalho, pois o mecânico demorou pra chegar.
Enfim, o carro voltou pra lá, o qual só me foi devolvido já neste ano (mais uma vez, o feriado, desta vez o de Ano Novo, me lascou). Peguei o carro, dei uma volta e tava tudo bem. 
No dia seguinte, fui buscar minha mãe no aeroporto. Na volta, o problema foi outro, o câmbio, que não conseguia passar as marchas, e por isso perdia força e fazia o carro parar. Chamamos o mecânico de novo, e o carro foi pra casa na base do "pára, descansa e continua", pois ao ficar desligado um tempo, ele voltava a passar as marchas direitinho; mas depois ele voltava a se perder. Desta vez não tinha jeito: o preju era grande, pois teria que se trocar o câmbio. Só que até para achar alguém pra trocar o câmbio tava difícil (não sabia que tantas oficinas davam férias coletivas e fechavam por vários dias no começo de janeiro).
Já estava desesperada, sem esperança nenhuma, pois a coisa não andava, não havia uma solução aparente. E sem carro, eu fico completamente ingessada. Juntando com outras coisas que me chateavam, eu me senti num misto de tristeza profunda e desespero. 
Minha mãe me propôs chamar meu irmão pra conversar, pra ver se ele tinha alguma ideia que poderia me ajudar. Quanto ao carro, ele fez contato com um ex-colega de trab da minha cunhada, hoje vendedor de carros, e explicou minha situação, para ver como poderia me ajudar.
Felizmente ele foi e tem sido uma pessoa muito boa comigo: conseguiu vender meu carro (que a essa altura já havia virado um "elefante branco"); me deu toda a assessoria para comprar o carro novo (que foi comprado particular, já que na loja onde ele trab não tinha no momento um modelo automático que se adequasse ao meu orçamento), inclusive indo comigo ver o carro e fechar o negócio; providenciou a execução das minhas adaptações (e ainda se preocupou para que as adaptações não implicassem em "furar" demais o carro, pra depois ficar mais fácil dele vender quando eu for trocá-lo); e agora está me ajudando com os procedimentos relativos à transferência e vistoria do carro. 

Tudo está se desenrolando bem. E, o mais importante, quase um mês depois pude voltar a dirigir e ter minha liberdade, agora com o Branquelo.
Estou meio em fase de me adaptar a ele. Só neste domingo pude efetivamente dirigí-lo e, nossa, é muuuuito diferente! Primeiro que troquei um sedan por um hatch bem compacto. Segundo que o carro é 9 anos mais novo, o que implica que a tecnologia evolui. Portanto, apesar dele ser 1.1 e o antigo ser 1.6, esse é tão bom quanto. Bem, ainda falta testá-lo em uma subida mais acentuada para ver como ele responde. Mas a direção é beeem mais leve (ambas são hidráulicas), tão leve que eu ainda tenho medo de acelerar demais esse carro. 
O que posso dizer é que estou muito feliz com a mudança. 

Ela foi postergada por muito tempo por eu ter demorado a aprender a dirigir (conforme já relatado na série CNH) e, por eu ter só 3 anos de carteira, esse é o tempo que conta pra mim como tendo o carro. Mas na verdade, o carro já tinha muuuuuitos anos a mais. Portanto, tive uma sensação equivocada da passagem do tempo para um bem "perecível" mais um certo apego e a sensação não-consumista de "se tá funcionando, pra que trocar?". Aprendi que eu estava equivocada.

Lições aprendidas:
* Tenha amor (para cuidar bem), mas não tenha apego com carro.
* Não ter preguiça de ficar um dia sem carro de tempos em tempos pra fazer revisão no carro.
* Peça ajuda se tudo desandar. 
* O Universo consegue formas de te forçar a fazer as coisas que não se quer fazer.
* Tudo evolui; e costuma ser pra melhor.

domingo, novembro 18, 2012

NO MEIO DA W3 NORTE TINHA UMA ÁRVORE

Ontem, como é costume de todo sábado, fui na W3 Norte. Depois do meu compromisso, combinei de ir com uma amiga no cinema no Boulevard Shopping. Por isso, segui a W3 toda até chegar lá. 
Quando ia sai do meu primeiro compromisso, tava caindo um toró daqueles. Até esperei um pouco pra sair, mas logo a chuva acalmou e segui meu caminho. Pela W3, haviam alguns trechos com água empossada, mas tava normal.
O assustador foi ver, quando cheguei na altura da 712 Norte, uma árvore caída bloqueando a pista oposta a que eu ia. A árvore caiu do canteiro do meio,  foi arrancada com raiz, calçada e tudo. Felizmente, eu estava do lado contrário e a polícia já estava no local, já tendo feito o bloqueio da W3. Os bombeiros ainda não haviam chegado.
Imagina o susto de alguém que estivesse passando na hora?!
Eis uma foto da árvore obtida no site do G1: 


P.S.: Não tive como deixar de parafrasear Carlos Drummond de Andrade no título. =D

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

FAIXA EXCLUSIVA PARA ÔNIBUS NA EPTG

Todo santo dia passo por aquela EPTG e, por mais que exista a tal faixa exclusiva para ônibus, só depois de 15 dias consegui ver algum ônibus transitando nela. Isso foi ontem, no meio da manhã, no sentido Taguatinga; portanto sem trânsito intenso.

quarta-feira, novembro 16, 2011

I SALÃO DA ACESSIBILIDADE

Ontem e anteontem estive no I Salão de Acessibilidade, que até onde eu sei, foi o primeiro evento deste tipo aqui em Brasília. Foi uma oportunidade maravilhosa de conhecer diversas novidades trazidas por empresas de outros estados que trabalham em prol da acessibilidade.
No primeiro dia fui pra trabalhar, pois o Movimento de Doenças Raras conseguiu um estande lá. Assim pudemos divulgar no evento o trabalho não só do Movimento DR, mas também da associação e da EB. O movimento na feira foi meio fraco nesse dia, pois apesar do dia imprensado, sabemos que muita gente estava trabalhando.
Foi interessante observar que muitas associações ligadas a doenças estavam lá, e que têm investido bastante no artesanato como forma de inclusão.
No segundo dia, fui para me divertir, conhecer tudo que a feira tinha para oferecer. Tive a companhia de uma deficiente visual, que até fez umas comprinhas em um estande só com produtos para deficientes visuais.
O que mais aproveitei foram os estandes relativos a adaptações de carros. É um mercado ainda muito pequeno aqui em Brasilia, o que dificulta quando precisamos modificar algo no carro. Troquei idéias, peguei cartões e vi as novidades. Pena que muita coisa ainda é cara, mas já é possível que pessoas, mesmo com limitações muito graves, possam dirigir sem problemas.
Algo que foi muito prático para mim foi a presença de um grupo de concessionárias que levou vendedores de cada uma das marcas do grupo. Assim pude fazer orçamentos, de maneira super rápida, de carros novos de 4 marcas diferentes, comparando preços e vendo nos modelos expostos as necessidades de adaptações. Só não fechei negócio pois ainda tem outras 2 marcas que quero avaliar os carros. Também experimentei a direção elétrica, que é muuuuiiito mais leve que a hidráulica para as manobras (que é a minha maior dificuldade, pois tenho menos força que as demais pessoas). Um item a considerar na compr de um novo carro.
Para fechar cm chave de ouro, fizemos uma Trilha Sensorial, que era uma amostra grátis da trilha em tamanho maior existente no Jardim Botânico. Nela entra-se com os olhos vendados e você é conduzido por um mundo de texturas e cheiros, usando os demais sentidos que não a visão para conhecer plantas do cerrado. O deficiente que me acompanhava, por ter baixa visão, não usou a venda, até mesmo para descobrir o que ele conseguia ver do que lhe era mostrado. Para nós dois foi uma experiência única, cada um à sua maneira: para mim, tentar adivinhar o que me era apresentado somente pelos cheiros; e para ele, poder "ver com as mãos" sem ser repreendido. Já deixamos combinado de ir algum dia no Jardim Botânico para passearmos na Trilha de lá.
Em resumo, valeu super a pena a feira. Embora a feira não tenha sido muito grande, trouxe muitas novidades. Torço para que ela continue a ocorrer nos próximos anos.

sexta-feira, maio 13, 2011

ABUSOS EM VAGAS PARA DEFICIENTE

Na quarta passada foi exibida reportagem no DFTV sobre contêineres em vagas de deficiente e de idoso nas entrequadras do Plano. Isso ilustra um pouquinho do que nós deficientes físicos passamos no dia-a-dia para tertarmos estacionar e assim frequentar o comércio.


Isso me lembra um e-mail que uma amiga me mandou há poucos dias, que consiste em um vídeo feito em Curitiba, com o objetivo de conscientizar motoristas a não usarem vagas de deficiente com a desculpa esfarrapada de que "vou ali só um minutinho e já volto". Sou completamente a favor do video e acho que deveriam fazer a mesma campanha em várias capitais, incluindo a nossa capital do país. Algumas vezes já dei puxão de orelha verbamente em gente que pára nas vagas de deficiente do prédio onde eu trab, me atrapalhando a estacionar, só porque está lá "esperando por alguém por um minutinho".
E olha que Curitiba é uma das capitais "mais civilizadas" do país. Imgina a situação no resto do país.



segunda-feira, abril 11, 2011

MEU PRIMEIRO B.O. (ou RETROVISOR ARRANCADO)

Semana passada, ainda de licença médica, me recuperando do meu olho dodói, voltando da minha médica, tive o retrovisor do meu carro arrancado por um caminhão. (Antes que falem que a culpa do acidente foi minha por o olho estar dodói, destaco que ele já estava recuperado, só estava ainda de licença por precaução já que trabalho na frente do computador o dia todo e precisava cicatrizar bem o olho para aguentar a radiação do monitor.)
Aconteceu no SIA, em um sinaleiro que é precedido por uma ligeira curva. Eu ia na faixa do meio e o caminhão à direita. Não sei dizer se era necessário mesmo para o caminhão fazer a pequena curva, mas ele invadiu parte da minha faixa e quando vi foi o retrovisor sendo despedaçado. Parei o carro, conversei com o caminhoneiro e ao fim da conversa, disse que ligaria ao Juizado de Trânsito. o que ele concordou prontamente. 
Esperamos por uns 10 min, pois não havia carro disponível para ir ao local e o conciliador me ligou no celular para saber se ainda estávamos no local, colher mais info sobre a localização (já que em Brasília as ruas não tem nomes!) e informar onde ele estava e que já iria para o SIA. Em menos de 15 min estavam lá.
Fiquei muito satisfeita com o atendimento. Não demoraram para chegar e resolvemos tudo ali, dentro da combi do Juizado. O policial fez o B.O. e a pessoa do TJ fez o termo de acordo no notebook e já imprimiu na hora. Como tenho aquelas capinhas para guardar carteira de motorista e documento do carro  (gostaria de saber o nome daquilo) e junto guardo o cartão do seguro, me orientaram a ligar lá para saber se eu tinha alguma franquia para retrovisor. Felizmente descobri que a franquia para vidros e faróis também serve para retrovisores. O caminhoneiro me pagou os 40 reais da franquia na hora e ficamos todos satisfeitos. 
O local para troca do retrovisor indicado pela seguradora era no mesmo trecho em que estávamos, logo tudo resolvido, já passei lá. Foi bom, pois como o retrovisor é elétrico, tem encaixes específicos e não tinham o modelo na hora. Mas tiraram o que sobrou do retrovisor quebrado, para verem o tamanho do encaixe e colocaram um retrovisor comum provisório. No dia seguinte de manhã, já me ligaram que eu poderia a tarde ir fazer a troca, pois já tinham localizado um do mesmo modelo do original. 
Apesar do desgaste inevitável, fui bem atendida por todas as partes: o Juizado de Trânsito, a loja, onde foi feita a troca do retrovisor, além do próprio caminhoneiro, que, coitado, teve parte da carga roubada naquela madrugada e tava chegando no depósito com o B.O. para conferirem a carga. 
A título de curiosidade, se eu não tivesse seguro teria pago 240 reais pelo retrovisor.
Também recomendo os serviços do Juizado de Trânsito a todos em caso de acidente. Inclusive até liguei para a ouvidoria para relatar o bom serviço prestado. O telefone do Juizado de Trânsito é 0800-644-2020. Bom número para gravar no celular.

quarta-feira, março 23, 2011

BRASIL 21 - CADÊ AS VAGAS PARA DEFICIENTES???

Semana passada fui ao Centro Empresarial Brasil 21, localizado no Setor Hoteleiro Sul, em frente a Torre de TV. Chegando lá, tentei parar o carro no estacionamento externo, gratuito. Ao perguntar a um flanelinha onde haviam vagas para deficiente, a surpresa: simplesmente não existe nenhuma! Revoltante, né?
Por sorte, o Santo Vagueiro me ajudou e achei uma vaga desocupada. Mas como o local onde eu queria ir era quase em frente ao Posto da Torre e o estacionamento era do outro lado do Brasil 21, tive que atravessar todos os prédios por dentro pra chegar onde eu queria. Totalmente inacessível!!!
Cadê o Detran que não demarcou vagas para deficientes ali?!



quinta-feira, março 17, 2011

SÃO PEDRO CANCELOU O SHOW DA SHAKIRA

Ahhhh.... Que chuva é essa que cai aqui em Brasília!
Começou às 19h, pouco depois de sair do trabalho. Peguei a L4 Sul ainda sem chuva, mas logo ela despencou, assustadoramente forte. Gastei 1h30 para percorrer os cerca de 15km que separam o trabalho da minha casa, os quais normalmente percorro em 35, 40 min. O trânsito tava caótico: após menos de 5 min de chuva, os carros todos ligaram o pisca-alerta, pois praticamente não se enxergava nada. Eu parei na primeira entrada que vi para o Setor de Embaixadas e lá permaneci parada por mais de 10 min. Uns 3 carros pararam perto de mim pra esperar a chuva melhorar. 
Diminuiu um pouco e resolvi seguir. O caos continuou: semáforos desligados; diversos pontos de alagamento, onde só era possível passar carros em uma faixa (pois as outras estavam intransitáveis); muito tempo pisando no freio... afff
Meu carro foi guerreiro. Se ele esteve dodói no fim do ano passado e início deste (assim como a dona dele!), posso dizer que ele tá 100%, porque passar pelo que ele passou hoje dentro dos alagamentos, ele foi um herói!
Cheguei em casa cansada, com as pernas doendo de tanto pisar no freio. Sim, pernas no plural, pois a uma certa altura a perna direita cansou e passei a usar a esquerda. Mas ainda sim com fé e ânimo de ir para o show da Shakira. Eu e minha amiga que me acompanharia não queríamos perder esse show por nada. Fiz uma massagem nas pernas, comi um pouco e fui me trocar.
Graças ao sexto sentido da minha mãe, que me pediu para ligar o rádio na Band News FM para obter alguma notícia do show, descobri, quando já quase saía de casa, que o show foi cancelado. A primeira banda encerrou o show antes do previsto; o palco ficou encharcado e equipamentos de som foram danificados. 
São 22h15 e a chuva não parou, nem parece que vai parar tão cedo... Oh, São Pedro, fecha as torneiras aí!!!
Neste momento eu deveria estar aguardando ansiosamente o começo do show, mas agora é só tristeza. Paciência, a vida continua.

Agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos sobre devolução do dinheiro dos ingressos, pois dificilmente ela poderá fazer o show em outra data, já que se trata de uma turnê. Só se for no fim da turnê, o que é pouco provável...

Snif!!!

segunda-feira, novembro 01, 2010

CONHECENDO O DF - SETOR DE MANSÕES DE SOBRADINHO E FERCAL

Algumas semanas antes do Halloween, falei com alguns amigos que tava com desejo de ir a uma festa de Halloween, vestir fantasia, essa coisa toda. Uma amiga resolveu dar uma festa de Halloween na casa dela e eu entrei como parceira: fiz as compras de diversos objetos decorativos (algo que não fica baratinho) e ela cedeu a casa e fez um caldo.
O local: Setor de Mansões de Sobradinho. Como chegar: não sabia direito até a noite anterior, quando ela mandou um mapa, mas não deu muitas referências de como chegar. O que eu sabia sobre como chegar: pegar a mesma pista que se usa para ir ao Grande Colorado, mas continuar reto até algum lugar e entrar a direita.
Quando olhei a imagem do Google Maps, cheguei a seguinte conclusão: passando o Grande Colorado, haveria alguns condomínios, depois um trecho de mato e quando voltasse a ter casas, seria o local. Bem, construíram mais condomínios onde era o mato. Daí ferrou todo meu entendimento.
Pela estrada afora eu fui bem sozinha, como diria Chapeuzinho Vermelho. Graças ao horário de verão ainda era de dia, pois a via está eternamente em obras, sem iluminação alguma e cheia de desvios e quebra-molas. Coitadas das pessoas que moram por lá e tem que voltar a noite! Tanto que na volta, voltamos em comboio guiados por um amigo que usou o caminho alternativo e mais longo, mas que é todo iluminado.
Passou o Grande Colorado, passou muitas casas a direita e o mato não chegava. Daí vi um posto de gasolina e pensei: Minha amiga falou do posto de gasolina. O que eu deveria fazer no posto de gasolina? Será que eu tinha que entrar? Já era tarde: já havia passado do posto e a via não possuía acostamento. Mas pensei: ainda não passou o mato.
Finalmente surge o mato, mas também curvas, muitas delas. No mapa não haviam tantas curvas. Daí me toquei que havia passado. Mas não havia como retornar, então resolvi ir até a próxima "civilização". Antes dela, havia uma entrada de chão para o Centro Educacional (ou seja lá qual o nome da escola) do Engenho. Bem, engenhos são coisas rurais, logo deveria estar numa área rural.
Finalmente vi a civilização... Mas sabe aquelas cidades de interior em que todo o comércio na beira da pista possui o nome da cidade? Por ex., para a cidade X temos a Drogaria X, o Mecânico X, Açougue X, Mercadinho X... De repente percebo este padrão. Quando vi a Toneadora Fercal me toquei: Nossa, estou na Fercal! Sempre que pego esta via sigo a placa que indica Fercal, mas nunca tinha chegado até ela.
Por sorte, bem na entrada da cidade tem o Posto Policial da Fercal. Parei no Posto e tuve um diálogo hilário com o policial.
- Boa tarde. Eu estou indo pro Setor de Mansões de Sobradinho. (rindo) Eu passei, né?
- Você veio do Plano?
- Humrum. (aceno de cabeça)
- Bem, então você passou.
- Até onde tenho que voltar?
- Até o posto de gasolina. Entrando a esquerda no posto, toda aquela área é o Setor de Mansões.
- (penso com meus botões: eu sabia que tinha que fazer algo no posto de gasolina, só não lembrava o que...) Obrigada.

Voltei e entrei logo que vi casas novamente. Nem esperei chegar o posto para entrar. Depois de mais algumas perdidas no condomínio errado (pois entrei antes da hora), cheguei ao meu destino. Uffffaaaaa!

Vale destacar que o Setor de Mansões não possui mansões.

sexta-feira, julho 23, 2010

CNH DEFINITIVA

Ontem chegou pelo correio minha CNH definitiva, substituindo minha permissão. Para quem acompanhou neste blog a saga que foi obter essa permissão (quem tiver interesse em ler, basta pesquisar neste blog por "CNH"), com certeza sabe que é uma imensa vitória eu já ter completado 1 ano motorizada.
Quem me conhece a mais tempo sabe da dificuldade que eu tinha para fazer coisas simples na rua, como comprar um shampoo que acabou, pois eu sempre dependia da boa vontade de alguém para me levar até o lugar para comprar. Além disso, eu era privada de me divertir o quanto eu gostaria, pois mesmo que o programa fosse gratuito, eu gastaria no mínimo R$50 para ir e voltar de táxi.
Portanto, uma CNH pode parecer bobagem para alguns, mas para mim, que tenho dificuldades de locomoção, ela é um símbolo de independência, persistência e força de vontade.

Um detalhe importante que vale destacar aqui é que eu aprendi na auto-escola (não tenho certeza se foi isso que ensinaram, mas foi assim que entendi) que a CNH definitiva chegaria pelo correio quando a permissão vencesse. Ponto final. Começou o mês e pensei: "minha CNH vai chegar qualquer dia desses", mas nada aconteceu. Fui ver minha permissão e ela estava vencida. Daí que tomei a iniciativa de dar uma olhada no site do Detran como é que isso funcionava. A CNH só é enviada mediante pagamento de uma taxa (claro, eles tem que pegar dinheiro nosso de alguma forma!). Portanto, era necessário informar e confirmar alguns dados, gerar um boleto bancário e o pagar. Pronto! Em até 5 dias úteis após o pagamento, chegaria a CNH pelo correio.

Como garota de informática que sou, não pude deixar de observar alguns detalhes de implementação do sistema de solicitação da CNH definitiva.
Na primeira tela, havia um CAPTCHA, o que não é acessível. Mas neste caso, não vejo problema, pois se você dirige, não pode ter deficiência visual. Mas eu vi uma solução alternativa em uma tela seguinte que eu achei muito boa.
A tela era para confirmação do endereço residencial para envio da CNH. Mas ao invés de mostrar o endereço completo e simplesmente pedir para confirmar, eles criaram um sistema inteligente de verificação. Na tela eram exibidas as primeiras partes de 4 endereços (por ex.: SQS 104), sendo 3 deles aleatórios e um o endereço verdadeiro. Deveria-se clicar no radio button ao lado do início de endereço que correspondesse ao seu. (Uma pena não ter dado um print screen para ilustrar)
Dá pra se pensar em um CAPTCHA usando o mesmo princípio...

sábado, julho 17, 2010

ARRASTÃO DO DETRAN

Ontem tive uma noite muito divertida. Além de ter saído com pessoas agradabilíssimas, presenciei cenas de morrer de rir. O Detran estava recolhendo todos os carros que estavam em fila dupla na comercial e levando para o depósito.
O procedimento é interessante, a começar pela mega estrutura: uns 5 carros desses com sirene em cima para dar cobertura, mais uns 2 caminhões grandes para levar os carros e uma empilhadeira, para elevar os carros até o alto do caminhão. Detectado o "alvo", a empilhadeira pára na lateral do carro e o suspende bem alto, como se fosse um troféu. Depois o carro é colocado em cima do caminhão para ir para o depósito.
Sabemos da falta de vagas em alguns lugares do Plano, como Setor Comercial e redondesas. Nas quadras, se tiverem muitos bares, obviamente não vai ter espaço para todos os carros. Mas em muitos casos temos é preguiça dos condutores. Em muitos casos, se entrarem na quadra residencial ao lado, vão encontrar vagas. (Na quadra em questão haviam vagas na parte residencial, pois eu estive lá.)
Mas não, esses irresponsáveis simplesmente largam os carros atrás do outros que estão estacionados e vão se divertir nos bares. E você, que estacionou corretamente em uma vaga, na hora de ir embora tem que perder seu tempo e pagar o mico de buzinar até doer os próprios ouvidos até que um infeliz venha tirar o carro que está atrás do seu. Uma vez já passei por essa experiência de passar 5 min dentro do meu carro buzinando até que o dono do outro carro aparecesse. Ninguém merece! Tem mais é que serem multados mesmo.

quinta-feira, maio 13, 2010

TIGUAN - O CARRO QUE ESTACIONA SOZINHO

Essa semana, ao começar a ler a revista Veja Brasília - Comer e Beber, dei de cara com uma porpaganda muito interessante. Ela falava sobre o carro Tiguan, da VW, primeiro carro vendido no Brasil com a função Park Assist, que praticamente estaciona o carro sozinho em vagas que necessitam baliza, bastando apenas controlar a velocidade com o freio (o carro gira sozinho o volante pra você!).

Mais informações em www.volkswagen.com/br/pt/carros/tiguan.html

Algo muito prático para pessoas como eu que naturalmente já possuem dificuldade para fazer muitos movimentos de volante e que não aprendeu a fazer baliza na auto-escola porque o Detran não cobra nas prova aqui de Brasília (e os instrutores fazem cara feia para te ensinar).

Este opcional custa aproximadamente 4 mil, o que é uma pechincha se comparado com o valor do carro, que é de 125 mil (!), um SUV com dezenas de itens de itens de série que você nunca vai usar. Ou seja, na minha opinião, não vale a pena.

Mas seria bom se esse opcional estivesse disponível para carros um pouco mais simples. Enquanto isso, essa facilidade tecnológica fará parte somente do meu imaginário.

domingo, janeiro 10, 2010

BOA AÇÃO DO DIA (ou IDIOTAS QUE PARAM EM VAGAS PARA DEFICIENTE)

Ao vir para o trabalho de carro, eu normalmente paro em uma vaga de deficiente no estacionamento atrás do meu prédio (há uma vaga também no estacionamento na frente do prédio, mas como eles colocaram em uma posição que, para ficar perto da entrada do prédio, fica longe da entrada do estacionamento, e o espaço entre as fileiras de carros é muito reduzido, é uma droga para manobrar e normalmente fica vazia). Só que neste estacionamento e nas proximidades normalmente fica um lavador de carros, daqueles que um monte de gente deixa a chave do carro com ele porque não acha vaga ou pra ele lavar o carro. Daí o que o cidadão faz? Coloca os carros na vaga de deficiente! Olha que legal!
Quando ele está no estacionamento lavando algum carro e me vê chegando, ele normalmente tira o carro que lá está. Só que enquanto isso eu obstruo a rua que dá acesso ao estacionamento. Se ele não está por lá, eu que me vire pra achar outra vaga, que em geral é a vaga de deficiente que fica a uns 3 prédios de onde eu trabalho.
Um dia esta semana cheguei para estacionar e haviam 2 carros na vaga. Na verdade havia um carro na vaga e outro coladinho bem atrás, o que indica que o segundo carro provavelmente foi colocado lá pelo lavador de carros. O que estava na vaga também deve ter sido colocado pro ele, já que estamos em janeiro, muita gente de férias e os estacionamentos próximos nem estão tão cheios assim, sendo possível achar vagas com facilidade.
Tive que sair do estacionamento, dar uma volta e parar o carro mais longe. Felizmente por ser janeiro, consegui uma vaga comum não tão longe de onde eu pretendia estacionar. Quando eu ia a pé do meu carro para meu trabalho, me aproximei da vaga e fui na cara dura ver no vidro dianteiro do carro se havia o adesivo de deficiente ou de idoso (como não há vagas para idoso por lá, não me importaria se um idoso estivesse na vaga).
Como não havia e isso já vem me indignando faz tempo, resolvi tomar uma atitude. Ao chegar a minha sala liguei para o Detran e a atendente me disse que eu deveria ligar para o 190 para que mandassem uma viatura averiguar. (Eu nem sabia que 190 atendia chamados doDetran: para mim era só da polícia e bombeiros.) Liguei para lá e a atendente me disse que eu teria que passar placa e modelo do carro. Pedi a um colega para ir lá obter os dados do carro (vai que o lavador de carros estava lá; ele me conhece, logo não teria como e fazer despistadamente) e fiz a denúncia.
Como vivemos no Brasil, país onde muitas vezes as coisas não funcionam como deveriam, não sei se a viatura do Detran veio, mas depois de algum tempo olhando pela janela vimos que o carro não estava mais lá. (Mas infelizmente na hora que fui embora estava outro no lugar.) Será que minha ligação surtiu algum efeito? Pelo menos fiz minha parte.

segunda-feira, outubro 19, 2009

SEMANA DO CARRO DODÓI - PARTE 2

Semana passada meu carro ficou novamente dodói. Quando fui trabalhar na terça, minha adaptação que acende os faróis deu problema que eu não tinha como desligar. Como se o problema não fosse resolvido, eu ia ficar sem bateria, tive que voltar do trabalho praticamente no mesmo momento que cheguei e acabei não voltando; foi praticamente todo o meu horário de expediente par resolver o caso.
Ao chegar à mecânica onde trab o eletricista que faz as adaptações, ele não estava nem havia outro eletricista. De tanto eu reclamar e encher o saco, me levaram a uma elétrica próxima ao local.
Para minha surpresa, lá o eletricista conseguiu resolver meu problema, e graças a isso acabei descobrindo um monte de podres do meu antigo eletricista.
Em resumo toda a adaptação que ele fez em maio foi mal feita, com peças de baixa qualidade, tanto que 10 dias antes uma das peças foi trocada e no dia tive que trocar 2 dos 3 botões novos que ele pôs. Além disso, o preço cobrado foi umas 3 ou 4x maior do que deveria ter sido cobrado em maio.
Eu fiquei muito indignada, pois fiz minahs adaptações com ele desde 2005 porque tive uma indicação. Agora eu descubro que, depois que vc vira cliente, o cara começa a abusar de você, ainda mais tendo como pretexto, um serviço personalizado, o qual você não tem como fazer pesquisa de preço nem avaliar se está barato ou não (só em situações extremas, como a que ocorreu).
Voltei a mecânica para reclamar e o que eu descubro: o cara é um free-lancer na mecânica. Por isso ele não foi trabalhar no dia e ninguém sabia dizer se ele ia ou não, nem porque ele não estava lá; e, no dia que precisei a 2 semanas atrás que ele socorresse meu carro, ele foi de metrô. (O que eu achei muito estranho na hora; afinal, meu mecânico ou a filha dele sempre dão um jeito de buscar o carro ou de trazê-lo de volta; se o eletricista trabalhava em uma mecânica, não tinha como conseguir um carro pra prestar socorro???)
Dois dias depois voltei a mecânica, encontrei o eletricista, expliquei a situação, mostrei a ele o servico porco que ele fez cobrando um preço abusivo e o convenci a me devolver o dinheiro que paguei em maio. Como eu não podia esperar que ele tivesse o dinheiro na hora, ficou combinado um prazo de um mês para ele me ressarcir. Vamos ver se ele será homem de cumprir a palavra dele.

domingo, outubro 04, 2009

SEMANA DO CARRO DODÓI

Esta semana meu carro resolveu dar problema 2x. Felizmente eram coisas simples, que foram resolvidas no mesmo dia, e um problema não tinha nenhuma conexão com o outro, foi pura cioncidência mesmo.
Mas de qualquer forma, é um trasntorno levar carro a oficinas e ficar aguardando resposta sobre o que aconteceu, quando o carro vai ficar pronto, etc.
Pra ver se meu carro ficava mais feliz comigo e parava de dar problema, levei ele no fim da semana para uma lavagem geral e aspiração. Claro que uma coisa não tem nada a ver com a outra,mas o que vale é a intenção.