quinta-feira, março 20, 2014

AS MÍDIAS SOCIAIS E O ISOLAMENTO SOCIAL

Tenho observado um fenômeno muito triste advindo da combinação mídias sociais + celular com acesso à internet: o isolamento social.
Vejo pessoas de todas as idades, desde jovens à melhor idade, munidos de celulares, com seus dedinhos nervosos sobre a tela, lendo as atualizações do Facebook ou WhatsApp. Como estão ocupadas lendo, não possuem mais a capacidade de falar. Isso gera o enfadonho caso de você sair com pessoas para um bar ou restaurante, e as pessoas não conversarem entre si. Recentemente eu já tive que trocar de lugar em mesas para ficar perto de pessoas que queriam conversar.

GENTE, EM QUE MUNDO ESTAMOS VIVENDO?!?

Além disso, temos que lembrar que existem basicamente 3 tipos de visões do Facebook (não que elas sejam excludentes; num momento pode ser uma e em outro ser outra, afinal todos nós somos multifacetados com nossas muitas máscaras que usamos durante a vida):
  1. Facebook = Revista Caras das não-celebridades: para a maioria das pessoas, o Facebook é um local para se exibir, mostrar-se fazendo coisas que julga legais, ou colocando várias fotos do tipo selfie (como diz a música "tira foto no espelho pra postar no Facebook" - argh, odeio selfies!).
  2. Facebook = arquivos .PPS: lembra da época em que as pessoas mandavam um monte de e-mails chatos com arquivos enooormes feitos no Power Point só porque achavam a mensagem bonitinha? Então, tem gente que praticamente não posta nada pessoal, mas por dia compartilha dezenas de mensagens "felizes" que viu na página de outrem.
  3. Facebook = grupo de apoio: de vez em quando (especialmente as mulheres) ficam meio deprê, e aí resolvem postar algo pessoal que não sairia falando para todo mundo, como que estão tristes, que a vida não presta, ou até algo como estar com dor de cabeça, etc., etc. Daí vem um monte de gente (que certamente não fariam isso pessoalmente) perguntar o que aconteceu/está acontecendo e te dizer que isso vai passar. Ou seja, você se faz de coitada, um monte de gente fica com peninha de você e depois você agradece e responde que se sente melhor. Simples assim!
Observem como a grande maioria dos posts no Facebook se restringem a isso, ou seja, à inutilidade alheia.

Eu não tenho celular com acesso à internet e pretendo não o ter por um bom tempo. O celular é algo pequeno e meio chato de digitar; para isso inventaram algo chamado computador para usar a internet. Portanto, não tenho WhatsApp. Eu tenho Facebook, pois ele trouxe uma série de coisas interessantes: reencontrar pessoas da época de colégio, manter contato com os parentes que moram em outras cidades. participar de grupos de discussão de alguns assuntos, coisas que eu não faria se ele não existisse. Mas me restrinjo a ver as mensagens quando estou em casa sem ter o que fazer ou quando estou esperando uma resposta importante. Muitas vezes fico dias sem entrar no Facebook. E tem dias que brigo comigo mesma devido a momentos de semi-vício, em que quero ver as atualizações de um monte de gente e me esqueço da hora. É impressionante o quanto pode-se perder tempo no Facebook. E depois as pessoas reclamam que não tem tempo, por ex., para uma atividade física. Basta parar de fazer exercício só com os dedos!

As mídias sociais estão aí, para o nosso bem ou nosso mal. Saibamos aproveitar com sabedoria as tecnologias. Usemo-las a nosso favor e não contra nós.

domingo, fevereiro 16, 2014

SUVACO DA ASA NA MINHA PORTA

Há alguns anos eu já tinha ouvido falar no tradicional bloco pré-carnaval chamado Suvaco da Asa. Mas nunca me interessei em ir, não sei dizer exatamente o porquê. O que eu não sabia é que meu prédio fica exatamente em frente à concentração do bloco. =D
Quase não chego na garagem do meu prédio, pois a avenida em frente estava bloqueada. Peguei a avenida de cima e atravessei a quadra para chegar ao meu prédio. Quando estou no comércio a 2 prédios de distância do meu prédio, vejo a rua interditada com cones e um carro do Detran no gramado em frente. Nesse momento pensei: Ou consigo entrar dando a volta na quadra ou vou ter que descer do carro e ir lá no carro do Detran dizer que sou moradora, pra ver se eles me deixam passar. Felizmente, dando a volta na quadra eu consegui entrar na garagem.
Enquanto almoçava, parece que foi a hora mais animada do bloco, com banda tocando frevo e marchinhas de Carnaval. Nem a chuva indo e voltando desanimou o povo. Como eu vi que não ia dar pra tirar meu cochilo vespertino pós-almoço, fiquei mais um pouco em casa fazendo umas coisas, depois fui pra portaria ver como estava o movimento pra ver se eu ia lá pular Carnaval ou se eu ficava vendo tudo "de camarote". Mas já eram quase umas 5h da tarde e o bloco já tinha andado. Tinha muita gente ainda em frente ao meu prédio, mas já não se ouvia a música da banda, mas sim músicas colocadas em alguns carros, que naquele momento consistiam de funk. Fiquei de dentro do prédio observando o movimento, vendo as (poucas) fantasias e o entra-e-sai de gente no prédio (quem sabia chamou os amigos para vir curtir o bloco e, claro, todos entravam no prédio para irem ao banheiro ou buscar mais bebida). 
Não me lembro ao certo que horas acabou o barulho, mas foi num horário razoável para uma quadra residencial. Pelo que observei foi um evento bem cheio, mas tranquilo, com muito policiamento, muitos banheiros químicos, muitas barraquinhas e muita gente.
Ano que vem vou ver se chamo uma galerinha para vir aqui pra casa e pular comigo.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

REMOVENDO MEU E-MAIL DE CADASTRO EQUIVOCADO

Ultimamente tenho tipo muitos problemas com pessoas que cadastram meu e-mail por engano em sistemas aleatórios. Muitos são em sites internacionais, e as pessoas que cadastraram erroneamente meu e-mail moram nos EUA.
A parte triste é que nos sites, não tenho como pedir para descadastrar. Já tentei de diversas formas, mas por serem grandes corporações, não há um e-mail para contato; em geral só tem telefones (americanos, claro!) e formulários que pedem outros dados, que eu não tenho. Daí fico recebendo e-mails com informações de outras pessoas. 
Também já recebi e-mails de escolas e felizmente, por ser e-mails, eu respondi pedindo para tirar meu e-mail do cadastro.
Em geral as pessoas que cadastraram meu e-mail por engano possuem o mesmo primeiro e últimos nomes que o meu (os quais constituem meu e-mail), então deduzo que falta simplesmente alguma letra entre os 2 nomes. Só que o caso de ontem foi curioso em 2 aspectos.

O primeiro foi que, pela primeira vez, no próprio e-mail vinha dizendo: "Se você não criou uma conta no Instagram usando este endereço de e-mail, avise-nos."


O segundo é que ao clicar em 'avise-nos', foi aberta a seguinte tela:


Esta tela mostra 2 fatos muito interessantes: um é que eu achei que precisaria escrever uma mensagem, mas o e-mail já foi removido automaticamente; outro é que pela primeira vez vi que meu e-mail foi usado em um cadastro de uma pessoa cujo nome não tem nenhuma relação com o meu. 

Parabéns ao Instagram por possuir um serviço eficiente. Enquanto isso, continuarei recebendo e-mails de contas telefônicas de uma mulher residente nos EUA...

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

'RE-CONHECENDO' LUGARES: CCBB

No fim de semana passado participei de um piquenique com alguns amigos. Eles marcaram o evento no gramado do CCBB, o que num primeiro momento me causou certa estranheza. Não falei nada para não parecer que eu era uma pessoa do contra, mas fazer um piquenique num gramado em um espaço privado poderia não dar certo.
Eu sou frequentadora do CCBB com certa assiduidade. Volta e meia vou visitar alguma exposição, ver algum filme. Só nunca fui ver peças de teatro. Mas sempre passeei pelo prédio principal, sendo que raramente fui na parte de trás. Bem, já fui algumas vezes com parentes tirar fotos das esculturas a céu aberto, mas nunca vi grande quantidade de pessoas por lá.
Tal foi minha surpresa ao chegar no gramado na parte atrás do prédio: havia umas 5 rodas de pessoas fazendo piqueniques lá, tanto que tive que procurar o piquenique para qual estava indo. Ou seja, parece que as pessoas descobriram este passo para fazer piqueniques e estão fazendo um bom uso dele. Uma vantagem muito importante com relação ao Parque da Cidade é que, por questões de segurança, não ficaríamos lá depois do sol se por, o que pudemos fazer tranquilamente no CCBB.
Vivendo e aprendendo!

* Embora gramaticalmente errado, usei o termo "re-conhecendo" no título do post para enfatizar o ponto de que eu estava 'conhecendo novamente' um lugar já conhecido.

domingo, janeiro 19, 2014

RESOLUÇÕES DE ANO NOVO (ou XÔ PROCRASTINAÇÃO)

Feliz ano novo a todos os que leem o blog!
Minha primeira postagem do ano fala de algo que muita gente faz no começo do ano: resoluções de ano novo.
Neste começo de ano me dediquei a ler e ouvir muita coisa sobre como fazer com que as resoluções de ano novo realmente funcionem. Num resumo do resumo, aprendi que:
  • Não devemos ficar no pensamento de "vou fazer", pois continuaremos "indo fazer", ou seja, continuará sendo algo distante no futuro.
  • Devemos visualizar e viver como se aquilo que queremos já fizesse parte da nossa vida. 
  • Temos que agir, sair da nossa posição de "deixar pra depois".
Pelo menos a parte da não-procrastinação eu me comprometi seriamente. Aproveitei a maior tranquilidade do início do ano para fazer uma série de coisas, dentre elas ir a certos lugares resolver coisas, marcar compromissos, adquirir certas coisas e até mesmo fazer download de fotos minhas que meus amigos postaram no Facebook para manter nas minhas pastinhas de fotos em meu comp e backup.  
É impressionante o quando coisas tão simples, mas que acumuladas ao longo do tempo viram um peso, um fardo. É como a bagunça de cada um: não adianta querer arrumar tudo de uma vez, mas se não começar de pouquinho em pouquinho, a situação só piora.   

sexta-feira, dezembro 06, 2013

ANALFABETA POR ALGUNS MINUTOS (ou COMPRANDO COISINHAS ÁRABES)

No final da semana passada e começo desta teve um festival de cultura árabe no Teatro Nacional (não me lembro ao certo o nome do evento). Não tive tempo de ir nos dias em que haviam danças, fui no domingo, que tinha só a exposição de artesanatos. 
Vi peças muito bonitas de diversos países, mas só na parte do Omã havia gente vendendo coisas no horário em que eu fui. Era uma parte que estava bem cheia de árabes conversando e eu não entendendo nada. Como eu gosto de idiomas, me dá muita agonia não entender os outros.
Me aproximei de umas moças e perguntei se era perfume em um frasquinho. Logo descobri que ela não falava nada de português! E agora?!?
O perfume foi fácil, ela foi logo abrindo, passou no seu braço e cheirou para mostrar que era perfume, depois passou no meu. Perguntei "quanto?". A resposta foi surpreendente: "one five"(seguida de gestos com os dedos)! Daí começamos um diálogo curioso, pois eu fiquei em dúvida se era mesmo 1 por 5 reais, pois achei bem barato. Daí perguntei:
- One is five reais?
- No, one five.
Até que eu entendi o que ela queria dizer:
- Fifteen?
- Yes, fifteen.
Dei os 15 reais pra ela e continuei olhando as coisas. Vi mirra e fiquei com vontade de comprar. Daí perguntei: "And this?", apontando para o pacotinho com mirra.
Ela me respondeu "this five" e me mostrou como colocava no incensário e trouxe pra perto de mim pra eu cheirar. Como resolvi levar a mirra, não podia faltar incenso em pó. Ela abriu um potinho, me mostrou, colocou um pouco no incensário e mais uma vez me fez cheirar. Comprei também, afinal, nunca tive mirra de verdade e incenso em pó em casa. Será muito útil para meus rituais de purificação.
Sei que em algum momento das compras eu tinha que dar "twenty" pra ela e fiquei até surpresa dela ver a nota que eu estava procurando na minha bolsa e ela reconhecer e me falar "this twenty" pra dizer que, sim, era uma nota daquela que eu deveria dar a ela.
Por fim, me veio uma dúvida: eu tinha mirra, tinha incenso em pó, mas qual a técnica pra se colocar pra queimar? E agora, como perguntar???
Já que era falava mal e porcamente inglês, arrisquei perguntar "How to make fire?", fazendo gestos com a mão, cuja ideia era do fogo subindo. Ela respondeu: "Ah, fire" e foi conversar com um homem próximo, provavelmente marido ou irmão. Eles conversaram, conversaram, e eu com ara de besta pensando: "Será que era entendeu minha pergunta? Será que a palavra 'fire' se parece com alguma em árabe e ela entendeu outra coisa? Ai, como é horrível se sentir analfabeta!". 
Felizmente ela entendeu. o rapaz voltou com um pacotinho aberto contendo disquinhos de carvão. Ela tirou um pra me mostrar, pôs perto do incensário, o rapaz a entregou algo que lembrava um mini-maçarico (mas que era a ideia de um isqueiro) e aí ela fez a mímica: deveria-se colocar o disco de carvão no incensário, acender com o "isqueiro" e depois colocar a mirra e o incenso em cima. Uma mímica bem complexa, mas que funcionou.
Assim comprei os disquinhos de carvão (pacote de 10 por "five") e achei que já tava bom de compras. Confesso que queria ver uns biscoitinhos e docinhos que haviam em uns saquinhos, mas como ela iria me explicar de que eram feitos!?

Moral da estória 1: É horrível se sentir analfabeta!
Moral da estória 2: Inglês é útil, até mesmo quando você se sente uma analfabeta, mas não resolve o problema por completo.

sexta-feira, novembro 22, 2013

CAPTCHA ACESSÍVEL

CAPTCHA já foi assunto deste blog outras vezes. E hoje fiquei muito feliz ao ver um CAPTCHA acessível em um site brasileiro provando que Sim! É possível evitar cadastros feitos por robôs em sites de maneira elegante e acessível para deficientes visuais. 


O site que está de parabéns é o Fórum de Idiomas. No cadastro, constam 2 CAPTCHAS usando perguntas. A primeira é "Quanto é oito mais sete?" e a segunda "Quais são as primeiras três letras da palavra PROFESSOR?". Não entendi o porquê de 2 CAPTCHAS, mas como são acessíveis, não me importei nem um pouco que tivesse 2 (talvez seja para aumentar ainda mais a segurança, não sei).

quarta-feira, novembro 13, 2013

FALTA DE RESPEITO ÀS VAGAS PREFERENCIAIS

Como o meu post bombou no Facebook, resolvi republicá-lo aqui:
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Minha aventura de 2ª feira no mercado:

Em frente ao mercado que fui tem só 3 vagas (as outras são um pouco mais longe), sendo 1 dela para idosos e outra para deficientes.
O que uma madame loira fez? Parou o carro, com o pisca-alerta ligado, atravessado nas 2 vagas preferenciais!
O que eu fiz? Parei o carro e primeiro buzinei pra ela. Como ela não se tocou que era pra ela, eu parei meu carro no meio da rua, liguei o meu pisca-alerta, desci e fui falar pra ela sair da vaga.
Eu: Moça, você está parada atravessada em uma vaga pra deficientes.
Ela: (grossa, claro!) Já estou saindo dela, você pode esperar?
Eu: Claro, desde que você nunca mais pare numa vaga de quem verdadeiramente precisa.
Esperei ela manobrar (Nem me esforcei pra dar uma rezinha pra que ela saísse mais rápido; deixei ela ficar indo e voltando manobrado até conseguir sair) e sair, e entrei na vaga.
Fiquei feliz que o carro parado atrás de mim não me buzinou. =D 

(P.S.: Conforme um amigo sugeriu no Face, da próxima vez tirarei uma foto do fato)

segunda-feira, novembro 11, 2013

DE VOLTA AOS HALLOWEENS

Fazia muuuuuuuuito tempo que eu não ia em uma festa de Halloween (a última foi a 3 anos, a qual organizei junto com uma amiga).
Como eu cresci estudando inglês (comecei com 5 aninhos), festas de Halloween são muito naturais pra mim. Tanto como aluna como professora, sempre comemorei o Halloween (e tenho ótimas lembranças de festas quando eu era mais nova). Sempre me encantou me fantasiar e ver as pessoas de preto, e eu normalmente de bruxa ou vampira. Acho muito legal por uma noite assumir outros papéis.
Mas quando parei de dar aula pela primeira vez, em 2003, ficou mais complicado ir à festas, e como depois voltei a dar aulas praticamente só pra adultos, não tinha mais o encantamento de comemorar, embora alguma vezes eu tenha feito meus alunos pesquisarem sobre o assunto, mesmo que fosse em português, para falar sobre alguma curiosidade em sala de aula.
Este ano, um grupo de amigas da dança organizou uma festa de Halloween atrasada, que ocorreu sábado passado. Foi muito divertido ver aquele tanto de gente no mesmo clima. Além disso, houve várias apresentações: dança do ventre, tribal, fusões, stiletto, pole dance, música de anime... foi bem eclético.
Eu apresentei uma fusão, em que dancei a música Radioactive do Imagine Dragons, juntando dança do ventre com coisas aleatórias. O mais legal foi que consegui fazer uma apresentação bem expressiva e emocionante, e fiquei feliz que as pessoas que me parabenizaram depois perceberam essa minha intenção.
Confesso que, embora eu adooore a dança do ventre, mas como eu adooooro rock, amo fazer fusões e ter a liberdade de dançar o que eu gosto e me toca profundamente. Gostei muito dessa minha 2ª fusão; hei de evoluir nesta arte.

domingo, novembro 03, 2013

EU X OS ZUMBIS

Eu frequento um grupo de meditação pela paz mundial aos sábados no fim da tarde. Desde que o frequento, nos reuníamos na Asa Norte. Mas agora nos mudamos para um prédio em frente ao Pátio Brasil. Ontem foi a primeira reunião lá.
Eu sabia mais ou menos onde era, mas tinha que localizar a entrada do prédio e a sala. Saí correndo do meu ensaio de dança pra chegar lá na hora marcada (para não atrapalhar a concentração, deu o horário, a porta é trancada; se chegar atrasado, tem que meditar do lado de fora). Quando estaciono o carro, vejo uma leva de jovens vindo do Pátio Brasil em direção ao prédio, para passar embaixo dele. Olhei pra aquela confusão e pensei: "Tenho que achar a portaria. Por favor, que seja deste lado do prédio!". Eu estacionei à direita, mas a portaria era à esquerda. Moral da estória: tive que passar no meio do grupo de zumbis.
Eram milhares de jovens, a maioria de preto, e vários com sangue falso pelo corpo. Eu tive que passar no meio deles numa quase linha reta perpendicular à multidão, esticando os braços, tentando pedir passagem.  Tive medo de esbarrarem em mim, me machucarem, mas apesar de andarem rápido, era algo pacífico, sem algazarra, então a galera foi me deixando passar.
Cheguei na porta de vidro da portaria com cara de susto e o coração disparado. Levei alguns minutos até me acalmar daquele súbito estresse. Como o porteiro não me conhecia, pois era a primeira vez que eu ia lá, ele ficou até meio receoso de abrir a porta e quererem invadir o prédio. Mas no fim deu tido certo e quando eu ia embora ele até me falou "Nossa, você chegou numa hora complicada aqui, hein?", ao qual respondi "É, achei que não fosse consegui atravessar a multidão e chegar aqui."
A passagem desses jovens por debaixo do prédio durou alguns minutos, por isso estimo que foram milhares. Após chegar à portaria, me identifiquei, subi pelo elevador, achei a sala, entrei e ainda ficamos ouvindo o grupo passar por mais uns minutinhos.
Depois, pesquisando na net, descobri que o evento se chamava Zombie Walk e, claro, tinha a ver com o Dia de Finados.

quarta-feira, outubro 30, 2013

DANÇANDO EM BLUMENAU

Semana passada fiz uma viagem relâmpago para Blumenau. O objetivo era participar de um simpósio de epidermólise bolhosa que ocorreu nos dias 25 e 26. Fui convidada para fazer uma palestra sobre a inclusão do portador de EB no mercado de trabalho. Como não havia como falar de inclusão no mercado de trabalho sem falar da inclusão escolar, comecei falando sobre isso também.
Outra forma de inclusão social é a arte. Daí propus também falar sobre a dança na minha vida. Adoraram a ideia, inclusive quando propus fazer uma apresentação. Infelizmente o meu tempo não deu para falar sobre a dança, pois fui a última palestra do evento, e como a programação atrasou, optei por encurtar minha fala, mas deu tranquilamente pra dançar no dia anterior.
É ótimo poder levar a arte para outros locais, trazer alegria e motivação para outras pessoas. Tentei fazer um momento lúdico, alegre, com o figurino mais colorido que eu tinha, afinal, muitas crianças estavam na plateia. O pessoal interagiu bem comigo e creio que gostaram. Foi uma boa inauguração da minha maratona de apresentações deste semestre.

O evento como um todo foi muito bem organizado, com palestrantes de alto nível. O público também foi muito bom, interagindo por meio de perguntas pertinentes e importantes, embora por vezes formuladas de maneira simplista por familiares. As respostas sempre rendiam debates produtivos.

Como toda viagem, tenta-se fazer milagre pra passear um pouco. Consegui cumprir 2 das minhas 3 metas turísticas: fazer compras de roupas no CIC (comprei muuuuuuito!) e comer joelho de porco (que não fiz da vez anterior). A porção de joelho era gigantesca, com 2 joelhos enormes, chucrute e salsichas. O joelho não estava tão molinho quanto já comi por aqui em Brasília, mas estava muito bom. As salsichas brancas estavam excelentes! Éramos 3 mulheres e, da porção que supostamente dava pra umas 2 ou 3 pessoas segundo o garçom, mal comemos 1/3! Isso considerando 2 pessoas sem almoçar...
Pela 2ª vez, não consegui ir em alguma fábrica de cerveja. Elas estavam abertas à visitação no mesmo horário em que eu estava no simpósio. Enfim, quem sabe um dia! Pelo menos tomei chopp de vinho e cerveja de trigo; tudo, claro, de fabricação local.

A viagem que foi pauleira! Eu já tinha ido a Blumenau de férias, mas quando fui lá eu estava bem próximo, foi uma viagem curta de ônibus. Desta vez, foi um pinga-pinga lascado: de Brasília pra São Paulo, de SP para Navegantes (o aeroporto mais próximo) e mais 50 min de ônibus executivo. Na ida, as conexões foram todas curtinhas: em SP corri do desembarque pro embarque, pois já estava embarcando, e em Navegantes o ônibus executivo estava saindo do aeroporto quando desembarquei. Isso tudo deu 5h!!! Se fosse tudo num meio de transporte só, não teria sentido tanto, era só deitar e dormir, mas tendo que correr de um pra outro, foi cansativo.
A volta foi pior! Pegamos o ônibus mais cedo, por causa da frequência de saída e ficamos esperando no aeroporto. Em SP, mais espera! Deixei Blumenau 9:30 da manhã e cheguei em casa depois das 5 da tarde!
Ah, claro, nada de almoço nem na ida nem na volta. Os horários não permitiam uma refeição decente.

quarta-feira, outubro 16, 2013

CONHECENDO O DF - BARRAGEM DO PARANOÁ E CAMINHO DO LAGO NORTE AO LAGO SU,

Sábado foi o casamento de um casal de amigosmuito querido.
A cerimônia foi realizada num espaço para festas em frente ao Setor de Mansões do lago Norte. A ida foi bem tranquila e com medo de me perder e chegar tarde, acabei chegando cedo demais. No caminho, pude ver ao vivo, pela primeira vez, o chamado Piscinão do Lago Norte. Tava quente, sol, e tinha bastante gente se divertindo. Pareceu-me ser um lugar calmo pra curtir o Lago no fim de semana.
Passando em frente ao Varjão, me indaguei se aquele era um lugar que visitei em tempos remotos. Logo depois que me mudei pra Brasília, fizemos amizade com uma moça que era solteira, e muitas vezes no fim de semana ela nos chamava pra almoçar e dar uma volta. Assim, minha mãe e eu conhecemos diversos lugares do DF. Num desses passeios, fomos num morro, onde tinham umas casas espaçadas, parecia um setor de chácaras. Eu me lembro que ela disse que era entre os Lagos Norte e Sul. Lembro até de que paramos num boteco pra beber algo, como uma água, e ela perguntou pro dono se havia alguma casa pra vender por lá. Não tenho certeza, mas hoje eu penso que era ou o Varjão ou uma área ao lado dele que eu visitei.

Voltemos à festa: foi bem divertida e bebemos bastante, em especial espumante. Lá pelas tantas da festa, uma amiga já tava bem bêbada e eu tava alegre, daí parei de beber e fiquei só no suco. (Obs. importante: bêbados devem ficar longe de equipamentos tecnológicos, sob o risco de vergonha alheia na internet. kkkk) Pelo menos ela ainda estava consciente para me dizer que era bom verificarmos se havia blitz no Lago Norte, pois era bem provável que haveria uma no nosso caminho pra casa.
Consultando o Waze (aplicativo que, dentre outros, serve pra os usuários informarem uns aos outros onde há blitz, acidentes e etc), descobrimos que havia realmente uma blitz. E então, o que fazer?
A opção era irmos para a casa de 2 amigos nossos pelo outro caminho possível: o Lago Sul.
Minha amiga, coitada, nem tinha condições de dirigir, e a esposa de um amigo nosso que teve que dirigir o carro dela.
Passamos por um caminho totalmente desconhecido pra mim, ligando Lago Norte e Sul, passando perto do Paranoá. No caminho, conheci também a Barragem do Paranoá. Um lugar bonito, mas não dava pra fazer turismo por lá por volta de meia noite. Confesso que se me soltassem lá, eu não fazia a menor ideia de onde eu estava e para onde eu estava indo; fui confiando cegamente nos carros dos amigos, os quais eu seguia. Foi uma volta muito grande e maluca que demos, mas tudo para não sermos pegos numa blitz.
Chegamos na casa, fizemos uma hora por lá e voltamos para nossas respectivas casas via 3ª Ponte. Felizmente não houve nenhuma blitz pelo caminho e agora eu sei o que há à esquerda da terceira ponte além de condomínios. =D

quinta-feira, julho 25, 2013

5 MESES DE CASA NOVA (ou AWESOME LIFE!)

Ontem foi aniversário da minha casa nova. Fez 5 meses que me mudei pra lá. E minha vida mudou muuuuito desde que me mudei.

Este post não é para falar fatos mundanos, como mudanças na minha rotina e reorganizações de horário, novos trajetos, questões alimentícias, e muitos outros desafios de uma recém dona de casa de primeira viagem. (Sim, fui redundante de propósito kkkk)

Este post é SIM para falar como eu sou uma pessoa muito mais feliz e o quanto minha vida tá bombando depois que me mudei.
Passei a ser muito mais de bem com a vida, de bem comigo mesma. Hoje rio muito de mim mesma. Dou gargalhadas comigo mesma. Para citar um exemplo, se algo cai no chão e meleca tudo, ao invés de eu resmungar pq aquilo caiu, eu começo a rir do quanto eu estou estabanada naquele dia. E pronto! A vida segue assim, mais leve e feliz.

Outro fato muito positivo é que conheci várias pessoas legais depois que me mudei. E não falo de vizinhos. Falo de pessoas aleatórias que tive a oportunidade de conhecer e que, por eu estar de bem comigo mesma, gostaram de mim e eu delas e se interessaram em termos alguma proximidade. (Eu usei o termo "alguma proximidade" para substituir a palavra "amizade". Nós brasileiros temos uma tendência muito grande de chamar todo mundo de "amigo", mas poucos são os verdadeiros amigos, aqueles com quem podemos contar.)
Tenho saído com pessoas diferentes, ido a locais diferentes para fazer coisas diferentes (que eu nem sei explicar porque eu não as fazia antes - opa! Na verdade eu sei: é porque eu não me permitia ser eu mesma, ser expontânea.) e tenho me divertido muito de muitas maneiras diferentes. 
Dificilmente passo uma semana sem sair com alguém, e tem semanas que vou a vários locais. E o mais legal é que não saio só no fim de semana. Programas nas noites vagas, e até nas noites não vagas, surgem... e eu vou(!), mesmo que eu chegue mais tarde ou não possa ficar muito por ter algo cedo na manhã seguinte. Tô bombando!!!

Acho que eu irradio mais felicidade, e isso me atrai pessoas e situações mais felizes. É a Lei da Atração em ação. (Pra quem não sabe do que se trata, o Google é seu melhor amigo: procure por algo como "Lei da Atração livro O Segredo")

Em resumo, me sinto totalmente AbFab! 
(Já escrevi sobre AbFab anteriormente no blog: se quiser entender melhor, use a busca e ache o post.)

E minha vida? bem, minha vida é altamente

domingo, julho 14, 2013

OOPS! I THINK I'M FALLING


And I'm falling, falling, falling...

(I gotta get up and try.)


sexta-feira, junho 07, 2013

FESTA 3.0 - PRESENTES!!!

O que eu achei bem legal dos presentes foi que várias pessoas montaram kits de presentes. Bem criativo!

* Teve uma bolsa que eu ganhei que, embora seja linda, o fecho dela não é muito prático. Eu ficaria muito feliz se quem me deu se manifestasse, pois eu gostaria de poder trocá-la.

Vou colocar aqui a lista dos presentes que ganhei:
  • 6 blusas de malha, sendo 4 de manga comprida e 2 de manga curta. Ótimo, pois estou meio enjoada das minhas roupas de inverno; embora sejam modelos bem básicos, agora deu uma renovada.
  • 7 DVDs de filmes (perfeito para eu que estou ainda sem TV a cabo)
  • 4 DVDs de dança do ventre
  • 3 jogos de potes para servir sobremesa (ótimo que terei potes por muito tempo)
  • 4 pares de meias (1 jogo de 3 + 1 antiderrapante)
  • Um BB cream (ou blemish balm, depois que eu usar escrevo sobre ele - meninas que tiverem curiosidade, pesquise sobre no Google)
  • 2 aromatizadores de ambiente
  • I chaveiro com pingentes de gatinhos (que já está junto á chave do carro)
  • 1 colar com pingente em formato de cruz
  • 2 caixas organizadoras - sem contar as dos presentes que vieram em caixas resistentes, que virarão mais organizadores =D
  • 2 vales-presente, 1 de roupas e 1 de coisas para casa (tenho que arrumar tempo pra ir trocar =D)
  • 1 vela eletrônica (ó-ti-mo para usar para dançar)
  • 1 kit de velas aromatizantes
  • 2 hidratantes
  • 1 kit de cosméticos (hidratante, sabonete líquido e em barra, xampu e condicionador)
  • 1 taça decorada
Ainda teve os presentes atrasados, que foram um cel novo da minha mãe, um perfume (muito bom!) do meu irmão e uma saia longa de uma aluna.

P.S.: Já ia me esquecendo: faltou uma linda borboleta lilás em formato de almofada, que pousou sobre minha cama e agora mora lá. : )

Espero não ter esquecido nada. =D

terça-feira, junho 04, 2013

FESTA 3.0 - PREPARATIVOS NO DIA

O dia mais lindo do ano foi beeeem corrido...
Levantei antes das 8h da manhã, pra dar tempo de tudo. Felizmente combinei com a diarista de ir lá no dia, tanto pra deixar tudo arrumadinho lá em casa, quanto pra poder levar a “mudança” pro carro, para que eu pudesse levar pra festa.
Gente, era muita coisa! Tinha a decoração de parede, as lembrancinhas, guardanapos, sacola de roupa para a festa e para dança, maquiagem, bebidas (além das uso particular, ainda tinha as que eu comprei pensando nos parentes e pra ter bebida gelada pra começar, porque a maioria dos convidados chega com bebida quente)... afff... Organizar festa sozinha não é fácil!
Passei a manhã quase enlouquecida organizando isso. Almocei pela metade e fui pro salão de beleza. Marquei meu horário lá de 14 às 16h, pra que de lá eu já fosse pro salão, desta vez o de festas.
Já faz anos que, em datas especiais, vou no mesmo salão na Asa Norte, que é especializado em noivas e descobri graças a cupons de hidratação em sites de compras coletivas. Os preços lá não são tão exorbitantes de considerarmos a qualidade dos serviços e o excelente atendimento. Todo ano eu ganho, no mês do meu aniversário, uma hidratação na cadeira de nutoterapia, que usa música, massagem e cromoterapia para você relaxar enquanto espera o cabelo ficar lindo e hidratado. É tudo de bom!
Esse ano eu fui com antecedência lá e combinei com o dono de lá para que eu fizesse algum penteado especial. Depois de espairecer na na cadeira de nutoterapia, pela primeira vez ele mesmo cuidou do meu cabelo. Quero dizer, ele pôs a mão na massa, porque sempre que se vai lá, ele passa de cliente em cliente com toda simpatia, pergunta o que ela está fazendo, pergunta ao profissional o que ele está fazendo naquele momento; daí ele olha, olha e diz ao profissional: “Ah, você deve fazer assim por causa disso e daquilo.”
Ele me fez um penteado que eu não sei nem descrever. Foi algo meio cacheado, meio solto, jogado para o lado com 5kg de 2 sprays fixadores diferentes e bem uns 30 grampos (os grampos não são exagero: foi issos mesmo!). Como eu cabelo é tenso para segurar penteados, ele usou um dos sprays mais fortes que eu conheço, o preto do Sebastian. È daquele que fixa MESMO! (Depois falo mais sobre como foi com esse meu cabelo até o dia seguinte da festa.) O que eu morri muito de rir foi quando, após lavar e fazer escova, ele foi usando o baby liss mais fininho que ele tinha; quando meu cabelo estav quase todo cacheado, ele disse: “Não se preocupe, seu cabelo não vai ficar essa coisa Luluzinha.” E realmente não ficou. Foi algo bem alternativo, que eu acho que combinava com o estilo roqueiro da festa. Só não deu pra eu fazer jogadas de cabelo enqto estava dançando. =D
Saí de um salão e fui direto pro outro. Achei que a banda já estaria lá, mas estava tudo fechado. Abri e fiquei lá esperando alguém chegar, ou alguém da banda, ou minha mãe, pra me ajudar a arrumar as coisas. Não podia me trocar nem tirar um cochilo, pois alguém poderia chegar enqto isso.
Já quase 17h, chegou o pessoal da banda pra montar as coisas e depois chegou minha mãe, acompanhada da minha tia e do meu primo, (que vieram de Goiânia, com suas famílias, em 2 carros) para procedermos os trabalhos de arrumação.
2 coisas posso dizer sobre esse processo: 1) Foi bem corrido decorar e arrumar o salão, mesmo com mais 3 pessoas pra ajudar. E olha que nem era muita coisa: forrar e distribuir mesas, colocar arranjinhos de flores sobre elas e colar decorações de parede com motivos musicais. 2) Eu não tinha uma noção real da parafernália que uma banda carrega. Eu sabia que era muita coisa, mas era mais do que eu imaginava. Foram umas 2h para montarem tudo, e olha que eram 5 montando.
Lá pelas 19h, todos foram embora, mas o pessoal do crepe já tinha chegado. Deixei eles lá se ajeitando e finalmente fui me trocar e me maquiar. Mal deu tempo de eu ficar pronta pras 20h, horário de início da festa.

FESTA 3.0 - AFTER PARTY

Não sei dizer que horas a Festa 3.0 acabou (eu tirei o relógio quando fui dançar e fiquei com preguiça de colocá-lo de novo). Mas, assim que acabou, minha mãe reuniu os familiares para ajudarem a arrumar as coisas. Assim que arrumamos tudo, colocaram o que era meu no meu carro.
Sobrou muita, mas muita bebida. Eu levei algumas coisas a mais além do que eu iria consumir para estar gelado para começar a festa (uns poucos refris, umas Smirnoff Ice a mais e uma caixa de cerveja para os parentes). Embora eu já tivesse avisado isso para minha mãe, ela não se deu por contente (ela é mineira; mineiros são assim, eu já desisti disso!) e levou mais uma quantidade grande de bebida, incluindo mais 2 caixas de cerveja. Ou seja, no fim, juntando com o que o povo leva a mais, devia ter ainda as 3 caixas de cerveja.
Sem ter como levar tudo de volta nos isopores que ela levou (ela ia levar de volta o que sobrasse, pois os parentes estavam hospedados na casa dela, logo, ajudariam a consumir o restante), eu enchi o isopor de cerveja do pessoal da banda (que estava pela metade no fim da festa) e ela levou o restante. 
Quando terminou de colocar tudo no carro, os equipamentos da banda ainda não estavam todos desmontados; logo, eu teria que esperar eles terminarem o trabalho para eu poder entregar o salão. A parte mais hilária foi o seguinte diálogo (as falas são aproximadas, não vou lembrar tudo certinho) entre eu, minha mãe e alguém da banda que eu não vi especificamente quem era, ou ela falou coletivamente para todos:

M: Filha, vamos embora.
Eu: Não mãe, eles ainda estão desmontando os equipamentos. Vou ter que esperá-los terminar para entregar o salão.
M: Mas vc não pode ficar sozinha nesse lugar deserto! É perigoso!
Eu: Mãe, eu estou com 6 homens da banda. Como é que eu estou sozinha?!?
Nesse momento, ela se dirige ao pessoal da banda e diz:
M: Por favor, qdo vocês forem embora, não deixem minha filha sozinha pra trás nesse lugar deserto! (em tom de criança quase chorando e pedindo "por favor, por favor, POR FAVOR!")
(Momento em que eu tento enfiar minha cabeça num buraco imaginário.)

Nota da autora: Contando esta parte da estória para alguém, me sacanearam falando que provavelmente minha mãe estava justamente com medo de eu ficar num lugar deserto com 6 homens. =D

Quando os equipamentos terminaram de ser desmontados, um deles foi à portaria para avisar que o salão já poderia ser entregue, mas cadê que tinha alguém lá!
Eu fiquei apavorada, pois como eu ia embora e deixar o salão sem trancar?! Resolvemos esperar um pouco na porta do salão, já com as luzes todas apagadas, pois a pessoa podia ter ido ao banheiro, ou estar fazendo uma ronda pelo clube. Esperamos, esperamos, e nada!
Nisso, resolvemos bater papo, ouvir música tocada no som de um dos carros e tomar cerveja (que era a única bebida disponível no isopor deles). E nada! Optamos por esperar até às 4h da manhã, que era o horário de entrega do salão... E nada!
Moral da estória: metade da banda foi embora aos poucos e os outros 3 bravos guerreiros e eu ficamos lá na porta do salão, ainda ouvindo música, jogando conversa fora e tomando cerveja. A essa altura, já estávamos agasalhados e buscamos cadeiras dentro salão para sentarmos. 
Papo vai, papo vem, perdemos a noção do tempo e, quando alguém viu, eram 5h45 da manhã e o céu começava a ficar azul.
Fazia muito tempo que eu não ficava na rua até (quase) o sol nascer, ainda mais num papo tão divertido, tão animado. Nessa horas que a gente se lembra o quanto vamos ficando caretas quando envelhecemos. (Meninos, obrigada pelo after party mais maravilhoso que eu já tive!!!)
Fomos todos embora. Eu cheguei em casa era pouco mais de 6h da manhã. E vocês acham que nessa hora fui direto pra cama?! Não!

Cheguei em casa com o carro cheio de presentes, e como eu gosto muito de abrir os presentes, minha ansiedade não me permitiu dormir e esperar eu acordar para ir buscá-los. Resolvi naquela hora mesmo levá-los para o apê e abri-los.
Foi uma operação complexa: primeiro tirei tudo do carro; depois levei tudo do carro para a porta do elevador; em seguida, colocar tudo dentro, subir e tirar tudo do elevador; por fim, levar tudo para o apê e, finalmente começar a abrir. Quando abri a porta do apê, me perguntei se eu havia esquecido alguma luz acessa quando saí de tarde (o que não fazia sentido, uma vez que foi a diarista a última a sair). Logo me toquei que era o sol que tinha nascido. =D

Moral da estória 2: Fui dormir umas 7h30 da manhã. Muito, mas muito feliz!!!

FESTA 3.0 - O(S) DIA(S) SEGUINTE(S)

Pra quem dormiu com o sol já claro, vocês devem pensar que eu levantei tarde, certo? Ainda mais que eu sou boa de cama (no bom sentido – eu consigo dormir até 12h, 13h tranquilamente se eu estiver cansada o suficiente; altas vezes minha mãe já me acordou aos domingos para me chamar pra almoçar).
Minha mãe marcou um churrasco com a parentada no condomínio do meu irmão e desde logo avisei a ela que eu não tinha horário pra acordar; portanto, eu acordaria e ligaria pra saber que onde estavam e se eu ainda poderia ir.
Mas eu tava tão pilhada que eu acordei 11h e não consegui mais dormir! Simples assim. Fui me arrumar e fui pro churrasco.
Lá eu chorei de rir com os comentários do meu primo e do meu tio sobre as danças e a empolgação deles com as dançarinas. Não vou reproduzir os detalhes aqui, mas eles contavam as mesmas estórias repetidas vezes e todos morríamos de rir. Eles estavam loucos para que eu, ou alguma das outras meninas, os chamássemos pra dançar. Teria sido hilário!
As esposas, claro, estavam no time das invejosas, que não aguentavam mais o assunto. Minha cunhada, que nem foi na festa, se juntou ao grupo ciumento pra aumentar o coro. Tudo em tom de brincadeira, claro, mas toda brincadeira costuma ter fundo de verdade. No fim eu falei com elas, pra completar a zoação: “Vocês todas são um bando de invejosas. Mas nós dançarinas já estamos acostumadas com isso. Vcs deveriam é parar de ter inveja e ir fazer aulas, oras!” Obviamente, mais gargalhadas gerais.

Outro ponto curioso do dia foi meu cabelo. Lá pela madrugada, enquanto tomava cerveja com os meninos da banda, do nada me lembrei do meu cabelo e falei: "Carca, como é que eu vou fazer pra desmontar sozinha esse cabelo?!" Um deles me respondeu: "Dorme com a cabeça virada pro outro lado (pois o cabelo estav puxado para um lado, como já dito em post anterior) e quando acordar vc vê o que vc faz." Eu não tinha escokha, então fiz isso.
No dia seguinte, quando liguei pra minha mâe perguntei se eu podia levar escova pra ela desmanchar meu cabelo, pois eu não iria dar conta. E assim fizemos. Lá pelas tantas, no meio do churrasco, fomos "desmontar" meu cabelo. Gente, saiu tanto grampo do alto da minha cabeça! E eram uns grampos diferentes, meio curvos, próprios para penteados. Depois que sobrou aquela pilha de uns 30 grampos desses diferentes + uns 2 normais, nos perguntamos o que faríamos com aquilo. Minha mãe usa muito grampo, mas quem disse que iríamos saber usar aquilo! Tivemos que jogar fora o monte de grampos felizes tortinhos fora.

Foi ótimo ter um feedback de familiares. Assim pude saber, de maneira sincera, o que deu certo, o que não deu certo mas não tinha como corrigir, e o que posso melhorar para uma próxima festa. De maneira geral, acho que tudo que eu podia controlar correu bem.
Saí do churrasco e fui pra casa descansar um pouco, pois à noite tinha mais. Convidei a todos para irem lá em casa para uma rodada de pizza (como eu não cozinho nada, pizza é bem democrático: as pessoas opinaram sobre os sabores, eu paguei e todos ficaram felizes); afinal virem aqui em Brasília e não irem conhecer o apê seria um absurdo.
(Obviamente não fui dormir cedo.)

A essa altura, vocês devem estar pensando: bem, no domingo ela dormiu bastante, certo? Errado!
Naquele domingo começava um curso de dança e, como eu já faltar no sábado da Copa das Confederações, eu não ia faltar a primeira aula do curso. Logo, não podia levantar tarde, porque eu tinha que levantar, tomar café, me arrumar, almoçar e poder descansar pra ir pro curso às 14h (não dá pra acabar de almoçar e ir pra aula de dança do ventre, pois, ao fazer contrações de barriga e quadril, pode ser que parte da comida volte).
Fui pro curso, que foi muito bom, e dancei bem até às 17h. Depois o sono baixou e fiquei lerda até às 17h30, quando todas estavam lerdas e a aula foi praticamente encerrada. Voltei pra casa em estado sonâmbulo e fui direto pra cama. Dormi até umas 22h30, desmaiada. Acordei, comi algo e dormi de novo, afinal o dia seguinte era 2a feira. Welcome to the real world!!!

segunda-feira, maio 27, 2013

VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO MAIS VELHA QUANDO...

...você vai ao seu dermato e pergunta para ele: "O clima em Brasília está ficando mais horrivelmente seco a cada ano ou eu que to ficando velha, ou o que, pois a cada dia que passa, os hidratantes pra pele seca/extra seca que eu usava já não funcionam mais, e cada vez mais estou tendo que comprar produtos mais caros...?" E ele responde: os dois!
Ele me disse que, quando o corpo começa a envelhecer, a quantidade de glândulas sebáceas diminui, então é natural a pele ficar cada vez mais seca mesmo.
Ou seja, meu corpo já começou a degringolar. Agora a tendência é só ladeira abaixo...

Se bem que, como disse Deepak Chopra no seu livro "Ageless Body - Timeless Mind" (não sei se tem em português), a cada 1 mês nosso corpo produz uma nova pele. Logo, bastaria eu colocar a intenção de produzir uma pele melhor que a anterior.

terça-feira, maio 14, 2013

ABRAÇO!!!


É tão bom quando a gente pede um abraço e ganha um tããããão bom
que NEM a outra pessoa quer te soltar. =D