terça-feira, março 13, 2012

DANÇAR NO CHÃO x DANÇAR NO PALCO

Sábado passado participei de mais uma apresentação, desta vez no Vitrine Árabe. O evento foi muito bom, a organização foi show (adorei o lindo cartaz feito pra mim que ganhei de presente!) e eu fiquei satisfeita com minha apresentação, mas o objetivo deste post não é esse, mas sim discutir sobre as diferenças entre dançar no chão e dançar em um palco.
Eu já dancei mais vezes no palco do que no chão, e confesso que prefiro dançar no chão. Para mim, dançar no chão é mais interessante do que dançar no palco, pois há maior proximidade e interação com o público.

Observem que utilizo o termo dançar no chão em oposição a dançar no palco, e não como sinônimo de dançar no piso, que é algo completamente diferente.
 Além, disso, para quem é míope como eu, quando se dança no palco o público se transforma numa grande massa escura e disforme. No meu caso, não consigo ver nenhum rosto e não tenho ideia de quantas pessoas estão lá, devido a distância. Já quando danço no chão, no meio das pessoas, é possível visualizar as pessoas.
Certa vez, no camarim antes de uma apresentação, comentei que quando eu dançava eu só via o palco, pela falta dos óculos, o que acho ruim, pois gostaria de ver a reação das pessoas. Lembro que algumas bailarinas ali presentes disseram que desejariam não ver nada quando dançavam, numa demonstração de “medo” do público. Kkkkk  Ninguém se satisfaz com o que tem.

A única coisa chata foi ver as pessoas me olhando com cara de paisagem e eu numa coreografia com véu que não permitia muito parar, olhar o público e começar a bater palmas, pra ver se o público ia junto. Graças a Deus uma das bailarinas que iria dançar posteriormente estava lá assistindo e me fez esse favor de, lá do fundo da plateia, começar a bater palmas, animando o público. Quando ela me contou isso, a agradeci imensamente, pois é muito ruim dançar com as pessoas olhando embasbacadas pra você.

segunda-feira, março 05, 2012

(SOBRE)VIVENDO COM MEDO

Acho que não existe coisa pior do que viver com medo. Primeiro, porque não se vive, apenas se sobrevive, e só se consegue pensar quando a tortura psicológica vai acabar.
É muito complicado viver pisando em ovos o tempo todo, pois quando menos se espera, tenha você feito algo errado ou não, receberá uma chicotada do carrasco, já que para ele (no caso, ela) qualquer coisa que fuja a normalidade é errada e é sua culpa. E aquela chicotada é só pra tentar demonstrar um poder que há muito não existe, por isso ele só é exercido por meio da agressão.
O pior é, na manhã seguinte, o carrasco acordar com um belo sorriso no rosto (pois maltratar os outros é um prazer) e te tratar como se nada tivesse acontecido, e esperar que você reaja da mesma forma, o que é impossível, com tua dignidade despedaçada. 
O que é possível fazer? Ignorar, ignorar, ignorar... Fingir que aquela pessoa não está ali, que é uma miragem. Ignorar sua presença e qualquer coisa que fale ou te pergunte. Pois se você der corda, ela vai achar que você está bem, ou seja, pronta pra receber outra chicotada, ainda mais forte que a anterior. 

Cada dia que passa eu agradeço por ser um dia a menos. Graças a Deus dentro de poucos meses (não posso precisar quando) estarei livre desta tortura para sempre, tortura essa que sofro a muitos anos e que me impediu, e ainda me impede, de ser eu mesma.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

NOTA LEGAL: PERDA DE DADOS E FALTA DE ACESSIBILIDADE

Mês passado, quando fui conferir minhas notas de novembro no programa Nota Legal, vi que já estava disponível a destinação dos créditos. Eu, pra adiantar o processo, fui lá fiz a destinação. 
A primeira coisa que estranhei foi o teclado virtual, que estava muito horrível. Como se já não bastasse aquele teclado virtual com as letras misturadas para digitar a senha, ainda ter que trocar a posição das letras a cada clique é sacanagem, né? Como as letras são fora do lugar, enquanto procuro uma letra, se eu acho a posição de outra que faz parte da senha, normalmente eu gravo mentalmente a posição, assim não preciso ficar procurando de novo. Com o teclado modificado, como a posição das teclas mudava a cada clique, haja procurar aquelas letras malditas. (Letras malditas, pôneis malditos... kkkk)
Nesse ínterim, recebi e-mail de uma amiga deficiente visual que havia feito reclamações à Secretaria de Fazenda por causa do novo teclado. No teclado antigo, era possível saber as posições por meio de leitores de tela, pois as letras estavam escritas na tag alt de cada um dos botões. Eu nem tinha conhecimento disso, e achava (sem fazer nenhum teste a respeito disso) que o teclado já era inacessível. Mas ele só se tornou inacessível na nova versão, na qual foi retirada a tag alt por causa da mudança das letras a cada clique.

Tal foi minha surpresa quando descobri que fui penalizada por me adiantar na destinação dos créditos. O sistema ficou lento/fora do ar por vários dias, e o que fora divulgado à imprensa havia sido um problema de rompimento em uma fibra ótica. Alguns dias depois, sai a notícia de que quem tinha registrado o pedido de destinação dos créditos teria que fazê-lo de novo. Hummm... algo não me cheira bem... Desde quando fibra ótica tem a ver com perda de banco de dados?! kkkk
Enfim...
A versão do teclado voltou para a antiga assim que o sistema voltou ao ar. E agora dá pra perceber nitidamente o que comentei sobre a tag alt, pois por algum motivo o carregamento do teclado está mais lento, assim é possível ver o texto da tag alt antes do carregamento dos botões, conforme imagem abaixo.


Queria acreditar que foi trocado esse teclado por causa das reclamações da minha amiga, que alguma mente sensata teria visto e ordenado a mudança. Mas, voltando ao mundo real, creio que junto com a  perda do banco de dados perderam também o fonte do novo teclado. kkkkkk
Vale ressaltar que ainda falta muito pro sistema estar "plenamente" acessível (pois ou algo é acessível ou não é), mas pelo menos agora um deficiente visual consegue digitar sua senha sozinho de novo.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

MARATONA DE TEATRO

O meu carnaval foi salvo pelo grupo Setebelos e seu Festival de Carnaval, em que cada dia havia uma peça diferente, lá no Teatro dos Bancários. Não assisti todas, pois não tive pique, mas estar lá em 4 dos 6 dias foi uma boa marca, não acham!?
Fui acompanhada por 2 amigos super queridos, sendo que cada um me acompanhou por 2 dias. Foi desopilação de fígado total, pois ri muito, ri até chorar de tanto rir.

Acho que, além do trabalho dos meninos, que é muuuuuiiiito bom, um ponto que merece destaque foi ter conhecido os pais de um dos atores, o Saulo.
No primeiro dia sentei ao lado de uma senhora e seu esposo. No final, a senhora veio me perguntar toda coruja o que eu havia achado, se já tinha assistido outras peças deles. Daí ela contou que era a mãe do Saulo, e que ela e o esposo estariam lá todos os dias, para assistir o filhote, claro! Casal super simpático!
No dia seguinte ficamos meio que os procurando, mas fomos na sessão das 19h todos os dias, exceto o primeiro, que foi às 21h. Logo deduzimos que o casal deve ter ido sempre às 21h.
No último dia que fui (ontem), estou eu saindo da sessão das 19h, prestes a entrar no carro e quem eu encontro: os pais de novo; desta vez eu estava saindo e eles chegando. Conversei bastante de novo com a mãe, que me contou o quanto o filho dela trabalha muito, das viagens pra se apresentar em casas de stand up, das várias apresentações que o grupo faz para empresas e tal. Eu comentei sobre a apresentação que tinham acabado de fazer, que tinha sito muito boa e que o Saulo tinha arrasado na equipe com o Lucas Moll (num tava puxando o saco não, foi verdade mesmo).
Enfim, um casal bem humorado, de bem com a vida e super corujas do filho ator. Posso dizer que parte do humor do Saulo ele herdou de berço...

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

FAIXA EXCLUSIVA PARA ÔNIBUS NA EPTG

Todo santo dia passo por aquela EPTG e, por mais que exista a tal faixa exclusiva para ônibus, só depois de 15 dias consegui ver algum ônibus transitando nela. Isso foi ontem, no meio da manhã, no sentido Taguatinga; portanto sem trânsito intenso.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

EU E A VISÃO 3D

Quando lançou esse negócio de filme 3D eu comecei a me indagar: E as pessoas míopes, como vão usar o óculos 3D se já usam óculos? Em pouco tempo obtive a resposta: Dá pra pôr um por cima do outro.
Mesmo assim não fui até hoje ver um filme 3D e agradeci por nunca ter ido, pois seria dinheiro jogado fora e eu ia passar raiva, muuuita raiva.

Eu explico: Para quem não sabe, tenho pouca visão do olho direito. E qual o problema disso? Bem, para gerar uma imagem 3D são necessários os 2 olhos. 
No fim de semana estive em uma loja de eletrodomésticos e circulando por lá vi uma TV 3D e o óculos lá, prontos para serem usados. Ao colocar o que eu vi? Apenas o vermelho e uma imagem muito confusa! kkkk Meu olho direito não consegue enxergar um pouco do azul da lente o suficiente para fazer o efeito.

Triste, não?!

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

CINE DRIVE-IN

Ano passado comprei um cupom em um site de compras coletivas que dava direito a 2 ingressso com desconto para o Cine Drive-In. No dia me interessou bastante pois, além de eu nunca ter ido no Drive-In e a tela ser gigaaaante, estava em cartaz um filme que me interessava ver. O triste foi que o filme saiu de cartaz na sexta seguinte a que eu comprei e o que entrou em cartaz não era interessante.
Daí enrolei sem usar esse cupom até que, como ele iria vencer essa semana, teria que usá-lo de qualquer forma. Olhei o filme em cartaz na semana passada, que parecia ser interessante, e chamei uma amiga pra ir. 
Vocês acreditam que o filme em cartaz mudou de novo, sem eu saber, e entrou em cartaz um que nós 2 já tínhamos visto? kkkk Só descobrimos isso ao chegar lá. Sorte que ambas gostamos do filme, logo topamos assistir de novo.

O primeiro contratempo é que o filme é dublado e precisariámos de rádio no carro para sintonizar via FM o áudio do filme. Mas o carro da minha amiga não tem som! kkkk Sorte que era possível posicionar o carro próximo à lanchonete, que possui caixas de som bem potentes. Abrindo um pouco os vidros do carro pudemos ouvir sem problemas.
É bem interessante ver filme no Drive-In, mas não vá se estiver ameaçando chover. kkkk Não choveu forte, mas de vez em quando tínhamos que ligar o limpador de pára-brisa pra saírem os pingos de chuva e o ar quando o carro ameaçava querer embaçar. 

Fora isso, curtimos o conforto de sentar no carro e podermos comentar sobre cenas do filme sem incomodar ninguém. A tela realmente é beeem grande e boa. Acho que vale a pena pagar pra assistir filme lá, considerando o preço que considero abusivo dos cinemas atualmente.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

O QUE FAZER COM SEU ELETRÔNICO QUE NÃO FUNCIONA MAIS

Atendendo a pedidos, coloco isto no blog. 

No fim do ano constatei que meu aparelho de DVD estava com defeito: Eu conseguia tocar e controlar (passar pra frente, etc.) sem problemas. O som saía, mas sem imagem. Num primeiro momento pensei que era problema na saída de vídeo no cabo. Pedi pro meu primo ir lá em casa pra dar uma mexida, desconectar e conectar tudo de novo. Nada... Levei o cabo pra assistência técnica. Testaram e estava tudo bem. 
Expus meu problema e o responsável pela técnica me sugeriu fazer uma sequência de passos pra tentar resetar o aparelho. Nada. 
Levei o aparelho lá e depois de enrolar um monte pra me darem um orçamento, me deram um valor equivalente a metade de um aparelho novo, de mesma qualidade do que estava com problema. Neguei o serviço e busquei o aparelho. Perguntei se teriam interesse em comprá-lo pra reusar as peças, mas não quiseram. 

Decidi que iria dar uma destinação "decente" e ecologicamente correta pro meu aparelho. Não queria simplesmente colocá-lo na lixeira. Resolvi, portanto, mandar e-mail para os meus contatos pra ver se alguém sabia de algum lugar que comprasse ou recebesse eletrônicos para uma destinação adequada.

Uma amiga me indicou a Creche Anjo da Guarda (www.crecheanjodaguarda.com.br), para a qual ela faz doações periódicas. Lá eles recebem, além das doações tradicionais, como roupas, calçados, brinquedos e alimentos, recebem também móveis usados e até mesmo eletrônicos com defeito. Eles possuem um voluntário que conserta os equipamentos. Liguei lá e 3 dias depois foi um voluntário em minha casa buscar meu aparelho.

Fiquei feliz, pois sei que meu aparelho ainda será útil de alguma forma e não virará mero lixo eletrônico. 

Fica aí a dica para quem mora em Brasília e quiser se desfazer de algum aparelho que não usa mais e também fazer o bem, ainda mais com a consciência ecológica limpa. Lembrem-se que, segundo teorias orientais como o feng shui, o acúmulo de objetos quebrados e sem uso é energia estagnada. Ao se desfazer desses objetos, abre-se espaço, não só fisicamente, mas também para novas energias em nossas vidas.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

EXPOSIÇÃO GAME ON: O JOGO COMEÇOU

Semana passada estive no CCBB na exposição Game On: O Jogo Começou, que reúne games de todos os tipos.
Pra se ter uma ideia do tamanho da bagaça, a feira ocupa a Galeria II e o Pavilhão de Vidro. Fico imaginado a trabalheira que foi reunir todos aqueles games e equipamentos antigos, alguns em pleno funcionamento. Nota 10 pra quem organizou a exposição. Certamente foi um trabalho do caramba.
O ideal é ir com tempo pra poder ficar jogando. Fui no domingo, então estava bem cheio, mas mesmo assim, consegui jogar um pouquinho. É bem democrático: se um jogo estiver vazio, você chega e joga; se estiver ocupado, você se amontoa ao redor, como se fosse uma fila, e espera a pessoa sair.
Foi muito proveitosa minha ida. Pude ver diversos videogames, computadores precursores do fliperama, fliperamas, mini games... Isso pra falar da parte de hardware. Na parte de jogos, puxa, matei saudade de muitos clássicos, como os jogos Pong, Pitfall e Freeway (que eu conhecia apenas como “o jogo da galinha”) de Atari (senti falta do River Raid, mas tinham outros jogos que eu nem conhecia), Sonic, vários jogos do Mario e Prince of Persia (que eu conheci no computador, com fundo preto e letra verde).
Não entendi muito a divisão feita da exposição. Na Galeria I, até fazia sentido. Começou com o pioneiríssimo Spacewar! E passa por games dos anos 80. Já o Pavilhão de Vidro, era uma grande miscelânea: por ex., havia a seção do Pokemon junto com mini games, uma seção infantil (muito pequena por sinal) que juntava Wii e Genius, um simulador de avião, homenagens a alguns personagens famosos, como a Lara Croft e The Beatles: Rock Band. Torre de Babel total!
Além disso, o ônibus do CCBB está devidamente decorado com propaganda da exposição. Do lado de fora, há um jogo da velha gigante pra quem quiser descansar dos jogos eletrônicos. =D
As filas estavam beeem grandes, pois há um limite de pessoas e só pode entra mais gente quando outras saem, e em geral, elas demoram pra sair. Mas consegui prioridade para entrar, sem ter que esperar em pé na fila e depois me cansar rapidamente, pois a exposição era completamente em pé. Mesmo assim, me cansei de ficar em pé muito tempo.
Vi até um cadeirante se divertindo em um fliperama, aparentemente sem dificuldades.

Resumindo: É uma exposição que vale muuuuiiiito a pena. É diversão garantida pra todas as idades. Mas vá com tempo, pra poder desfrutar bastante, ou então vá durante a semana, quando, certamente, estará mais vazio.
Como vai até dia 26, aproveitem um fim de semana ou o Carnaval e passem por lá. No Carnaval devo ir de novo.

terça-feira, janeiro 31, 2012

LIÇÃO DO MÊS PARA DANÇA DO VENTRE

Fui numa apresentação de dança do ventre neste fds na qual aprendi uma lição muito importante: Antes de dançar, visite e avalie o local no qual irá dançar. Se o teto for baixo, PLEASE, não use instrumentos.

O espaço separado para as apresentações possuía teto rebaixado com gesso. No início, já vi algumas bailarinas batendo o véu no teto, o que só fez o véu perder um pouco do movimento, mas nada grave. O problema foi quando um rapaz foi dançar folclore árabe com a espada. Primeiro ele bateu a espada na quina do gesso, já na divisa com a parte mais alta. Depois ele quis rodopiar a espada na parte com o gesso. O que aconteceu? Bem, a espada enfiou no gesso, furando-o. Ele até teve que dar uma puxadinha pra espada sair. tadinho, depois de uma dessa ele perdeu a concentração, dançou mais um pouco, agradeceu e saiu pouco antes da música chegar ao fim.

Depois dessa, vou sempre observar o local onde eu for dançar para evitar esse tipo de situação desagradável.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

TECNOBREGA NO SHOW DA VANESSA DA MATA?!?

Fui com meu primo, que estava aqui passando férias, ver o show da Vanessa da Mata pelo 1º Festival Internacional de Arte de Brasília. Dessa vez foi bem mais organizado pra pegar os ingressos. Pro pessoal da fila convencional, distribuíram as senhas desde de manhã. Na fila preferencial, quando cheguei, parte do pessoal tinha senha, outra parte não.
Fui munida de esfihas do Habib's como almoço e comi enquanto esperava. Quando deu 15 pras 2 distribuíram senhas de novo na fila preferencial pra quem faltava. Quando deu 2 da tarde, as filas foram andando, sem tumulto, e rapidinho peguei meus ingressos. Foi beeeem mais tranquilo e organizado dessa vez. A Sec. de Cultura está de parabéns, pois conseguiu contornar a confusão do primeiro dia. (mais detalhes sobre isso está num post meu de poucos dias atrás)
Lá no Centro de Convenções foi tudo tranquilo também. Nunca assisti um show lá tão de perto, pois fiquei na chamada área vip, a qual é sempre a mais cara em shows pagos.
O show foi bem semelhante ao que fui em 2009 (também é só procurarem o post caso queiram ler). Claro, havia algumas músicas novas, que eu não conhecia. Mas desta vez ela chamou o público pra se levantar das cadeiras e dançar. E, quando o povo levantava, todo mundo tinha que levantar, pois tapava a visão de quem tava mais atrás. na verdade, as pessoas fizeram foi um grande ciclo de "senta-levanta": quando a música era mais animada ou famosa, levantavam, quando ficava mais calmo, sentavam.
Mais uma vez ela cantou Sinhá Pureza, clássico do cancioneiro paraense, no bis. O curioso foi que o tecladista começou tocando tecnobrega! Na hora pensei: "Não acredito que estou ouvindo isso!" Mas foi rapidinho, e o tecnobrega virou a música citada. Uffffaaa!!!

Vale destacar o show de abertura, que foi de uma cantora daqui, chamada Renata Jambeiro. Não sabia o que esperar dela, e ela nos surpreendeu. Ela cantava basicamente samba, mas daqueles bem de raiz africana. O show foi muito bonito e animado. Lembrava um pouco a Clara Nunes, sobre a qual ela comentou durante o show e cantou um sucesso dela. No fim, teve um pout pourri de músicas com letras exaltando o Brasil, como Aquarela do Brasil e Brasil Pandeiro.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

SENDO "POPOTIZADA" NO HIPNOMAGIC SHOW

Não sei que lembrança é ativada em mim que quando penso em hipnose me vem a mente a frase: "Eu vou popotizar você." Daí não resisti e fui pesquisar. Foi quando descobri que está é uma frase do Didi. kkkkk

Enfim, fui ontem no HipnoMagic Show, no Mittelalter. Como o próprio nome diz, é um show de ilusionismo + hipnose. Conheço pessoas que gostaram, logo chamei meu primo (que está de férias por aqui) pra ir comigo. O legal é que ele é como eu, da turma do "vamos". Bastou dizer alguma frase começando com "vamos" que ele topa na hora. kkkkk

Começou com a parte do ilusionismo. No início achei muito fraco e fiquei preocupada se tudo seria naquele nível. Deu até um desanimozinho... Mas no final, foram feitos 2 números muito interessantes com cartas, nos quais já estava em um envelope escrito qual a carta que a pessoa da platéia iria escolher. Nem tentei descobrir como foram feitos, mas achei muito bom.

O ponto alto da noite, na minha opinião, foi a parte da hipnose. Vi ao vivo hipnoses clássicas que a gente vê na televisão e acha que é armação. Uma é da pessoa comer cebola achando que é maçã. E o mais engraçado foi ouvir uma moça na fila contando que esteve lá de outra vez e ela comeu a cebola. Ela disse que no dia ela não ficou com gosto algum na boca, mas depois que ela dormiu a acordou, ela disse ter passado uma semana com gosto de cebola na boca. E que comeu de tudo: doce, salgado, azedo, e nada tirava o gosto. 
Outra foi a de um rapaz ficar equilibrado totalmente reto sobre 2 cadeiras, que apoiavam apenas seus pés e os ombros. Detalhe foi uma moça sentar na barriga dele e levantar as pernas, e mesmo assim ele não envergar.

Eu resolvi experimentar também e fui uma das voluntárias. O hipnotizador fez comigo algo que ele já tinha feito com outra garota: deixar a pessoa sem voz. Eu fiquei impressionada com a rapidez com que fui hipnotizada: eu tinha uma impressão errada de que era necessário muito relaxamento e concentração, mas foi algo bem pá-pum. Depois fui conversar com ele para parabenizá-lo e ele me disse que se a pessoa está aberta de verdade a ser hipnotizada, que o procedimento é rápido mesmo. Ele até me comentou que no início do show ele demorou muito com as pessoas que ele escolheu, pois muitas eram complicadas de serem hipnotizadas. 
Além disso, outro mito foi quebrado: o de que você fica inconsciente por um tempo. Eu me lembro de todo o procedimento de ser hipnotizada e de que ele me disse que quando eu "acordasse" eu ficaria sem voz, assim como o procedimento para voltar. 
Não que eu não acreditasse, mas uma pessoa passa acreditar mais quando vivencia algo. Foi impressionante como funcionou. Eu senti minha boca um pouco dormente e, por mais que eu tentasse falar, não saía som da minha boca. Tentei falar por várias vezes... e NADA! Chegou até a me dar uma agoniazinha. 

Foi uma experiência muito interessante. Acho que agora eu acredito mais nas pessoas que fazem tratamentos com hipnose.

Minha opinião sobre o show: eu super recomendo a parte da hipnose pois ocorreram situações hilárias e inusitadas, que divertiram a todos.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

RESTAURANT WEEK - L'AFFAIRE

Faz bastante tempo que não escrevia um post sobre comidinhas...

Mês de férias aqui em Brasília é sinônimo de Restaurant Week. Curioso que eu achava que no Brasil todo o evento ocorria nas férias, mas descobri que não. Em www.restaurantweek.com.br/calendario.jpg descobri que há um rodízio das datas das capitais. Mas pelo menos aqui a regra se mantém: a próxima edição será em julho.

O Restaurant Week é uma excelente oportunidade de ir em restaurantes em que você normalmente não iria e experimentar pratos que você normalmente não pediria. Como esse ano o preço subiu (o jantar está 43,90 - entrada, prato principal e sobremesa), resolvi que iria em um restaurante desses bem caros. Mas olhando os cardápios de alguns nomes conhecidos, não fiquei muito animada. Daí comecei a ver outros, até que achei o restaurante L'Affaire, que fica no Hotel Mercure, mais especificamente no chamado "Mercure Branco", já que há 2 hotéis Mercure quase lado a lado, sendo um prédio branco e o outro marrom (não me pergunte a diferença entre eles, pois não sei).

Fomos 4 pessoas e pedimos 3 jantares (se nenhuma das pessoas comer muito, dá pra pedir um jantar a menos; ano passado fomos no almoço 3 pessoas que comiam pouco e 2 almoços foram suficientes). Ninguém se empanturrou, pois não era esse o objetivo, mas provavelmente sobraria um pouco se tivéssemos pedido 4. Eu tomei primeiramente um coquetel de frutas sem álcool, que estava muito bom, e depois tomamos vinho branco. Pedimos a carta de vinhos, mas no fim optamos com um dos vinhos que o próprio restaurante já sugeria para acompanhar o jantar. O L'Affaire é um restaurante parceiro do Grand Cru (www.grandcrubsb.com.br), logo a carta de vinhos é bem interessante, mas não pedimos nada muito sofisticado: um Sauvignon Blanc chileno (não me lembro a vinícola) bem suave.

Vamos agora dissecar os pratos (pedimos das 2 opções possíveis para poder degustar de tudo):

Entradas: 
  • Melancia ao balsâmico, tomate cereja frito, manjericão e mini salada frise: Salada de folhas, com uns tomatinhos (que na minha opinião estavam eram bem cozidos, ao invés de fritos, mas estavam super suculentos) e uns poucos cubinhos de melancia. O diferencial é sempre o molho, que estava muito bom.
  • Creme de mandioquinha com carne seca crocante: Eu comi mais do creme, que estava gostoso, mas bem ralinho. A carne seca era só um enfeitinho em cima, mal dava pra sentir o gosto (bem menos que na foto).
Pratos principais:
  • Robalo em crosta de Panko japonês e cogumelos, molho prosseco acompanhado de mil folhas de batata Siciliana: O Panko japonês é como uma farinha de rosca; logo, "traduzindo", o prato era peixe empanado. Não havia mais robalo, então nos deram as opções de salmão ou linguado para substituir. Pedimos dos 2. O linguado estava melhor, pois é um peixe mais "molhadinho". Mais uma vez destaque pro molho. Confesso não ter sentido gosto de cogumelos. As folhas de batata eram batata cortada bem fininha com um fatiador, cozidas al dente e cobertas por uma camada de queijo ralado derretido. Embora eu tenha dificuldades para comer pratos cozidos al dente, estava bem bom.
  • Steak de filé ao molho ferrugem, queijo brie empanado e risoto de Shimeji: Não comi do filé, pois não gosto de carne vermelha. O risoto de Shimeji estava uma delícia! Muito bom também o queijo Brie empanado (não tenho certeza, mas parece que ele era empanado com Panko também).
Sobremesas: 
  • Crostata de pêra com sorvete de creme em farofa de cardamomo: Crostata é um tipo de torta italiana, no caso recheada com pêra em cubos, que fica bem molinha, uma delícia! O cardomomo é uma especiaria da família do gengibre, mas com gosto mais suave.
  • Mousse de chocolate branco com frutas vermelhas flambadas ao licor de laranja: Quando penso em chocolate branco, penso em algo doce e enjoativo, mas não era o caso. O que dava o toque especial era a calda de frutas vermelhas, que tinha bastante amoras. Algo ruim foi que ao invés de servir em uma taça pra sobremesa (como na foto do site), serviram num tipo de copo estreito, quase da largura da colher. Logo era ruim pra misturar a calda com a mousse.
Vale destacar que as sobremesas eram pouco doces; eram doces na medida certa, quase neutras.
Minha avaliação pessoal: Valeu a pena degustar esses pratos com ingredientes diferentes. Também aprendi muito pesquisando sobre os ingredientes que eu nunca tinha ouvido falar no Google.

Ah, o Restaurant Week vai até o primeiro domingo de fevereiro. Vale a pena aproveitar.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

VIAGEM COM GOSTINHO DE INFÂNCIA

Neste fds estive em Goiânia para o aniversário de 50 anos de um tio meu "de coração". Foi uma grande oportunidade para rever várias pessoas queridas da minha infância.
A maior parte da minha infância passei em Goiânia, embora não tenha nascido lá. Quando minha família se mudou pra lá por minha causa, não tínhamos nenhum parente por lá, mas havia a família de um cunhado da minha mãe (casado com uma irmã dela), que nos recebeu tão bem como se fossemos parte da mesma família. Desta forma, a matriarca da família é como uma avó pra mim. Logo todos os filhos dela, meus tios e os netos, meus primos. Participávamos de todas as reuniões de família, como Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, Natal, tudo com eles. As famílias "de coração" são as melhores. 
Quando mudamos pra Brasília, passamos a ter menos contato. Nós crianças foram crescendo e os primos foram tomando diferentes rumos, assim nos distanciamos. Portanto, foi uma oportunidade ímpar de rever quase todos (e olha que teve gente que eu teria dificuldade em reconhecer se eu encontrasse pela rua). Aproveitei pra pegar os contatos eletrônicos, para ver se as tecnologias nos ajudam a manter contato.
Provavelmente também foi a última oportunidade de ir na casa onde costumavam ser todas as reuniões familiares, pois estão querendo vendê-la para comprar um apartamento, por uma questão de segurança (pois é uma senhora de idade morando sozinha). Assim deixarei de poder ir a um lugar cheio de ótimas lembranças da infância.

E ainda tive tempo para fazer compras! Sim, como eu ia deixar passar a oportunidade de ir a Goiânia, com carros e primos disponíveis para dirigir, e não comprar roupinhas?! E ainda fui 2x. Na sexta no fim da tarde, antes da festa, fui em algumas lojas próximas a Av. 85, pois era perto de onde eu estava hospedada. No sábado, como não houve nenhuma programação especial, aproveitei e fui na Feira da Lua. Em resumo: gastei no total menos de 200 reais e comprei 7 peças! Suuuuper em conta!

Já ia me esquecendo: teve as paradas na ida e na volta no Jerivá pra comprar curau. Tudo de bom! Trouxe curau pra lanchar no trab por essa semana toda.

Foi um fim de semana corrido, mas divertido. Corpo cansado, mas mente descansada e feliz. Pra mim, isso é o que importa.

terça-feira, janeiro 17, 2012

TUDO EM NOME DA RISADA

Fui num aniversário sábado e eu quem ganhei presente (kkkk): ingresso pra peça do Evandro Sandro (o Christian Pior do Pânico) no Teatro dos Bancários. 
Como ganhei em cima da hora, não consegui companhia pra ir: as pessoas que chamei ou já tinham compromisso ou não gostam de teatro. Fiquei triste ao descobrir que muitas pessoas não gostam de teatro. Eu sempre gostei tanto!

O espetáculo foi divertido, ri muito, mas fico triste ao ver humoristas que precisam usar de tantos termos e assuntos de baixo calão para provocar risadas. Eu acho que o humor pode ser sim de boa qualidade sem ser apelativo. 
Eu nunca fui num espetáculo de stand up e gostei. O Evandro interage bastante com o público, o que rende boas risadas. 

Mas o curioso do espetáculo é que num determinado momento do espetáculo ele falava sobre as músicas da Xuxa e da suposta alusão às drogas contidas nelas, com trechos de músicas tocados para embasar seu ponto de vista. Lá pelas tantas, ele chama uma pessoa da platéia para "encenar" a música, que mandava se fazer coisas como pular, gritar, correr e ficar parado como estátua. E quem ele chama ao palco? Um ex-colega de trabalho. 
Ao ver o mico que ele pagava, resolvi interagir e fazer ele pagar mais mico. No final, quando o Evandro deixou ele descer do palco e as pessoas começaram a aplaudir, eu gritei lá do fundo, onde eu estava: "Arrasou, Fulano". Segue abaixo reprodução aproximada do diálogo, pois não o lembro ipsis literis:

- Arrasou, Fulano!
- Já deu pra ele e tá esperando dar de novo.
- Só trabalhei com ele, dei pra ele não.
- Deixa eu ver a cara dessa daí (ele me chamou de alguma coisa, que agora não me lembro).  (Evandro e o Fulano olham para o público procurando quem gritou até me acharem e o Fulano me reconhecer) Ah, agora entendi!

Parte deste diálogo pode ser comprovada no fim do vídeo abaixo. Pena que pararam de gravar e não pegou o diálogo todo.
http://www.youtube.com/watch?v=GXUihXiTv4E

Tudo em nome da risada! kkkkk

Na saída ainda encontrei um conhecido meu que me elogiou pela minha "participação" na peça. Comédia!!!

Ah, pra quem ficou com vontade, a procura foi tanta que a temporada que seria só no fim de semana passado foi estendida para o próximo fim de semana. Então, quem tiver afim, corra e compre seu ingresso.

sábado, janeiro 14, 2012

CADEIRA DE NUTOTERAPIA: TUDO DE BOM

A quase um ano virei frequentadora do Salão The Day, na 304 Norte, graças a promoções nos sites de compras coletivas.
Não sou muito de salão, mas por causa do mega hair meus cabelos precisam de mais cuidados, em especial de hidratação. 
Lá é o salão mais chique em que já entrei. A especialidade dele são dias de noiva. Mas mesmo que você vá lá fazer qualquer coisa, o dono sempre te cumprimentará, perguntará para o profissional que está cuidando de você o que ele está fazendo e dará algum pitaco. Ou seja, o atendimento é nota 10! Já prometi para mim mesma que, quando eu for ter meu dia de noiva, será lá (falta arrumar o noivo, mas isso é um mero detalhe kkkk)
Graças aos meus novos cupons, fui lá experimentar a cadeira de nutoterapia. Aproveitei que neste fds eu tive 3 aniversários pra ir e fui me embelezar um pouquinho.

A cadeira de nutoterapia é um lavatório para cabelos, com 2 diferenciais: o assento é massageador e em volta do seu rosto há um arco (lembra uma máquina de tomografia computadorizada) que emite luzes coloridas com as cores do arco-íris, que vão se alternando. Ou seja, ao mesmo tempo você recebe massagem e faz um tratamento express com cromoterapia. Enquanto isso a moça lava seu cabelo, passa um produto de hidratação (no caso foi da Kerastase) e faz um pouco de massagem no seu couro cabeludo, em alguns pontos de acupuntura. Depois ela te deixa mais 5 minutos só relaxando e em seguida lava seu cabelo. Tudo isso foi ao som de Enya (que eu adoooooro). A sessão dura uns 20 minutos. Seu cabelo sai bem sedoso e você bem relaxada.

Depois disso pedi que desse uma secada básica, pois com o tempo chuvoso, não ia compensar fazer escova no fim da manhã e achar que fosse durar até de noite. Ficou tão bom que recebi vários elogios no trab e alguns comentários como "a noite de sexta promete".

Pelo preço que eu comprei valeu a pena esse mimo, mas acho que não pagaria o preço original. De qualquer forma, é uma ótima pedida para relaxar durante uma semana estressante em que você não tem tempo para uma sessão de 1h de massagem, com o diferencial de sair de lá notavelmente mais bonita.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

1º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTE DE BRASILIA

Essa semana começou o 1º Festival Internacional de Arte de Brasília, que vai até 12 de fevereiro. 
A abertura, dia 04, foi em grande estilo, com show do Paulinho da Viola, com abertura do grupo Choro Livre, representando o Clube do Choro.

O festival está super completo, com música, dança e teatro. A programação oficial (completa e já atualizada depois do início do festival) está em http://festiarte2012.blogspot.com/p/programacao-completa.html

Esse festival me fez lembrar os tempos aúreos do governo de Cristovam Buarque (na época também do PT), em que havia o projeto Temporadas Populares. Na época os ingressos custavam 5 reais para shows e teatro. Me lembro de ter visto shows de rock no extinto Gran Circo Lar e de MPB no Teatro Nacional, além da peça Confissões de Adolescente, moda na época.

Voltando aos dias de hoje, foram bem disputados os ingressos pro Paulinho da Viola. A bilheteria do Teatro Nacional abre sempre às 14h para distribuição dos ingressos. Cheguei lá por volta de 13h e me assustei já no estacionamento, cheio como se fosse já o espetáculo.
A fila dava infinitas voltas dentro do hall do teatro e saía. Não sei dizer quantas pessoas estavam lá, mas era muuuuuuuita gente.
Procurei logo a fila preferencial que, caso não existisse, eu iria criar (kkkk). Já haviam algumas pessoas na fila. Fiquei em pé nela um tempo e depois sentei no chão. As 2 senhoras as quais eu estava entre elas sugeriram que eu sentasse num banco próximo que estava vazio, pois elas guardariam meu lugar. Sentei e fiquei conversando com uma pessoa que acabei de conhecer até começar a distribuição.
Tudo acabou nuns 25 min. Afinal, eram umas 3 ou mais pessoas entregando 2 convites por pessoa, logo as filas andavam rápido. Por estar na fila preferencial, não tive dificuldade para conseguir meu par de ingressos. Ah, detalhe, nesse dia eu fiquei sem almoçar. Da próxima vez levarei algo pelo menos pra lanchar.
Depois de garantir os meus, encontrei 2 amigas na fila gigante quando eu ia embora. Uma chegou por volta de 12:15 e conseguiu. Já a outra que estava mais atrás, pois chegou 12:30, já não conseguiu. 
Isso gerou diversas reportagens, as pessoas reclamando porque disseram que iria-se distribuir uma certa quantidade de ingressos, mas boa parte destes foram distribuídos previamente pro pessoal das secretarias que apoiaram o festival.

O show do Paulinho da Viola foi muito bom. A produção do teatro pecou na parte técnica, pois houve problemas no retorno e no microfone do cavaquinho do Paulinho da Viola. Houve demora para corrigir os problemas, mas depois foi só alegria. 
Depois de tudo isso que aconteceu no primeiro dia, resolveram que os grandes shows ocorrerão no Centro de Convenções. Assim foi possível distribuir mais de 2 mil ingressos, segundo algumas reportagens. A distribuição continua sendo no Teatro Nacional.

Acabei desistindo de ir no show do Gilberto Gil, pois chovia na hora do almoço, daí não me animei a ir pra fila. Os próximos que pretendo ir são do Milton Nascimento, da Vanessa da Mata, o Circo da China e o Grupo Udi Grudi. Tomara que eu consiga ir neles todos.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

REVEILLON DOS ORIXÁS

Este ano mais uma vez não estava em humor para fim de ano e suas comemorações. Optei por passar o Natal em casa, dormindo, num dia como outro qualquer. Não tava afim de entrar naquele falso clima de otimismo e consumismo.
Para o ano novo, resolvi passar fora de casa, mas também um pouco fora do circuito de festança e comilança. Optei por ir com uma amiga passar o reveillon na prainha do Lago Paranoá, onde fica a Praça dos Orixás e todos os anos grupos de candomblé e umbanda se reúnem para fazerem seus pedidos e agradecimentos para Iemanjá.
Foi bem divertido passar ao lado de centenas de estranhos, na maior paz e harmonia, sem confusão, ao som de batuques e muita dança. Não entendo nada das 2 religiões, mas gostei muito do que vi. As músicas eram bem alegres e dava vontade de sair dançando junto. Embora no microfone sempre dissessem que qualquer pessoa poderia entrar na roda e dançar, eu me acanhei um pouco. Na próxima eu danço junto com eles.
Minha ceia foi um prato de bobó de camarão, vendido por uma baiana. Lá tava tudo tão calmo que depois pensei que poderia ter levado uma garrafa de espumante pra tomar lá (diversas pessoas fizeram isso). 
Da beira do Lago pudemos assistir a queima de fogos de vários clubes e alguns soltados da própria prainha, além de uma cascata de fogos que caiu da 2a ponte, que foi bem bonita. Próximo à virada havia também pessoal da equipe de salvamento dos Bombeiros na nossa frente, dentro do Lago, caso alguém caísse na água.
Minha única crítica foi depois da virada, quando resolveram cantar para Exú, pois afirmaram que 2012 é o ano dele. Não sei qual o conceito que possuem de exú e satanás, mas para o que acredito, as letras das músicas não eram muito "de Deus". Uma hipótese que tenho é que satanás para os que cantavam (que não sei se eram do candomblé ou da umbanda) não deve ser um ser tão ruim quanto aprendemos na cultura cristã. 

Enfim, foi uma virada de ano diferente e muito boa. Uma excelente opção para quem não quer gastar em festas caras. Que Iemanjá atenda meus pedidos para este ano, e que 2012 seja melhor que meus anos anteriores.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

O LEIGO, O SÁBIO E O HUMILDE

Neste fim de ano, aprendi algumas lições e reflexões importantes baseadas em alguns fatos que me ocorreram.

A primeira foi a diferença entre ser sábio e leigo. Uma pessoa ficou extremamente ofendida porque foi chamada de leiga (não por mim), como se ser chamado de leigo fosse ser chamado de burro, ou completamente ignorante. Daí vemos como a palavra 'leigo' é usada de maneira tão equivocada popularmente. 
Ser leigo é não ter conhecimento sobre algo, o mesmo que ignorante. Não quer dizer que a pessoa seja burra ou inferior que outra. Ser leigo também não tem nada a ver com inteligência. Eu sou leiga em diversos assuntos, como por exemplo, administrar uma casa, entender de assuntos rurais ou cuidar de crianças, por nunca ter feito esse tipo de coisa. Isso não me torna melhor ou pior do que ninguém. 
Mas as pessoas insistem em associar sabedoria com estudo, o que são duas coisas beeeem distintas. Por exemplo, para fazer as coisas que citei acima, provavelmente não precisarei de estudo, mas sim de experiência. O estudo formal é útil, mas não é a fonte de tudo.
As pessoas que são verdadeiramente sábias não ficam por aí se achando ou dizendo que são sábias. Até porque não há como ser sábio em sua totalidade, como diz a famosa frase de Sócrates "Só sei que nada sei.".

A segunda é o conceito de humildade. Descobri que, para muitas pessoas, se você tem um certo conhecimento e se oferece para ajudar a fazer algo para tornar alguma coisa melhor ou mais prática, mas as pessoas se acham capazes de fazer aquilo sozinhas de outra forma, você não está sendo humilde. Ou seja, para elas, só é humilde se guardar o seu conhecimento pra si e só o utilizar se as pessoas acham que você deve. E você só pode ajudar quando as pessoas te pedem ajuda, você não pode oferecer ajuda, mesmo que você visualize que a solução que você imaginou pode tornar tudo mais prático ou ágil. Ou seja, seu conhecimento é seu; guarde-o pra você.
Mas se você não oferece o seu conhecimento, como as pessoas poderão saber que você o possui???

No fundo, esses conceitos equivocados vêm de pessoas que se sentem inferiorizadas e por algum motivo acham que você quer se mostrar superior a elas.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

NOVA CATEGORIA DE FILMES: FILME JOGO OU FILME INTERATIVO

Fim de semana passado tive uma experiência muito interessante com uma amiga.
Ela estava com vontade de ir ao cinema, mas sem ideia do que estava passando ou do que queria ver. No Facebook, uma outra amiga indicou um festival de filmes interativos no CCBB. Resolvemos arriscar e ver qual era.
Vimos um filme daqui de Brasília chamado A Gruta, do qual o diretor estava lá presente. E no que consiste um filme jogo? Bem, cada pessoa na entrada recebia um controle. O filme continha várias pausas, nas quais deveríamos votar numa determinada opção pro filme continuar. Havia uma outra tela menor onde eram exibidos os resultados de cada votação. O mais engraçado era que o controle era como o teclado de um telefone, então haviam mais númenos do que opções. Logo, no começo víamos as pessoas votando em opções que não existiam. kkkk

Para quem se interessou, dá pra "jogar" pelo You Tube: http://youtu.be/a44co95Xtus
O site oficial é www.filmejogo.com.br. O diretor do filme disse que em breve será lançado o DVD, pra gente jogar em casa. Quem quiser me dar de aniversário do ano que vem, vou a-do-rar.
Pesquisando na net achei um filme jogo português, chamado As Portas: http://youtu.be/3bELlZFgcv4 Bem legal também.

Mas o campeão é esse aqui, que me foi apresentado por um colega de trab, o qual encontrei no festival e me disse ter visto todos os filmes - Deliver Me to Hell: http://www.youtube.com/watch?v=9p1yBlV7Ges Segundo ele, foi o melhor do festival.
É bem insólito; mistura zumbis com a entrega de uma pizza. E o mais curioso é que é a propaganda de uma pizzaria que realmente existe, lá na Nova Zelândia. Nunca tinha ouvido nada em inglês falado pro neozelandeses e achei o sotaque bem diferente. Lembra o britânico, mas de cara notei que tinha "algo errado" pra ser britânico. Detalhe: eu morri (e ressuscitei) 2x assistindo ele. kkkk


Pena que já fui no último dia, senão teria ido outros dias no festival.

Boas opções pra quem estiver de bobeira e quiser ver algo diferente.

P.S.: Fuçando mais sobre o assunto,  achei também esse português, chamado As Portas, que gostei bastante: http://www.youtube.com/watch?v=3bELlZFgcv4&feature=relmfu
Como os outros 2 são de suspense/terror, esse é mais light, pra quem não quer se assustar muito nem ver sangue.

domingo, novembro 20, 2011

ESPETÁCULO EMOÇÃO NA ARTE DA DANÇA

Ontem foi meu último espetáculo deste ano,com a turma toda da dança da Casa da Cultura do Guará, onde faço aulas. 
Foi muito corrido, e um pouco complexo, montar a minha coreografia. Primeiramente porque optei por um grande desafio a alguns meses: dançar com a bandeja com vela, na qual, dentre outras coisas, deve-se dançar equilibrando a bandeja sobre a cabeça. Portanto, é algo que exige muita concentração e treino.
A título cultural, destaco que a bandeja com vela é uma versão moderna ocidentalizada de dois instrumentos (ou modalidades) tradicionais: a bandeja de chá, de origem turca, e o candelabro, de origem egípcia. Ela é muito pouco executada no Brasil, mas consultando vídeos no You Tube, constatei que as hermanas argentinas gostam muito deste instrumento.
Segundo que, por todas as baixas emocionais que passei nas últimas semanas, muitas vezes não estava bem disposta e concentrada para ensaiar, muito menos para montar a coreografia em si. Felizmente consegui a força necessária na reta final. 
Por causa da bandeja, optei que minha coreografia não seria aquela coisa ensaiadinha, com passos repetitivos, mas seria algo mais intuitivo, com marcações de alguns passos em apenas deteminadas frases da música.

Não é porque estou falando de mim mesma, mas com a proximidade do espetáculo cada vez mais fui me surpreendendo com o meu resultado. Nos últimos ensaios coletivos, já no teatro, fui muito elogiada pelas demais colegas que ainda não tinham visto meus ensaios, que me incentivaram bastante, falando o quão bom estava meu número.
Agora que já passou e pude ver a gravação (normalmente peço para gravarem pelo menos um ensaio meu para eu poder assistir, assimilar melhor a coreografia e me corrigir, mas desta vez até me esqueci de fazê-lo), constatei o quanto ficou muito bom. Meus alongamentos ficaram excelentes, alcançando a perfeição de ângulos de 45 e 90 graus nos momentos necessários, com equilíbrio perfeito da bandeja. Minha roupa ficou ainda mais bonita e brilhante no palco, realçando ainda mais a apresentação.

Apesar da minha vela ter caído durante a apresentação, me virei muito bem para finalizar a coreografia. Pose e graça são essenciais para se virar em caso de qualquer imprevisto. Pena que ainda era pra bandeja voltar para a minha cabeça e eu dançar um pouco mais. Mas foi ótimo que várias pessoas acharam que isso fazia parte da coreografia. (Tenho que bolar melhor maneira de fixar a vela na bandeja. Vou experimentar fita adesiva na próxima.)

Em resumo: considero que foi um show total! Foi diferente, exótico, de difícil execução e bonito.
E assim como qualquer coreografia, a repetição faz o aprimoramento, ao ponto dela se tornar algo natural.


Particularmente gosto de apresentações que incluem instrumentos, que fogem da mesmice de solos e véus. E este espetáculo, alem da minha apresentação com a bandeja, teve apresentações com jarros e pandeiro, que são instrumentos que dificilmente se vê. Acho muito importante essa diversidade nos espetáculos, algo que se vê muito pouco ultimamente, pelo menos aqui em Brasília.

Agora, é começar a ter noas ideias para o ano que vem... Aguardem!

quarta-feira, novembro 16, 2011

I SALÃO DA ACESSIBILIDADE

Ontem e anteontem estive no I Salão de Acessibilidade, que até onde eu sei, foi o primeiro evento deste tipo aqui em Brasília. Foi uma oportunidade maravilhosa de conhecer diversas novidades trazidas por empresas de outros estados que trabalham em prol da acessibilidade.
No primeiro dia fui pra trabalhar, pois o Movimento de Doenças Raras conseguiu um estande lá. Assim pudemos divulgar no evento o trabalho não só do Movimento DR, mas também da associação e da EB. O movimento na feira foi meio fraco nesse dia, pois apesar do dia imprensado, sabemos que muita gente estava trabalhando.
Foi interessante observar que muitas associações ligadas a doenças estavam lá, e que têm investido bastante no artesanato como forma de inclusão.
No segundo dia, fui para me divertir, conhecer tudo que a feira tinha para oferecer. Tive a companhia de uma deficiente visual, que até fez umas comprinhas em um estande só com produtos para deficientes visuais.
O que mais aproveitei foram os estandes relativos a adaptações de carros. É um mercado ainda muito pequeno aqui em Brasilia, o que dificulta quando precisamos modificar algo no carro. Troquei idéias, peguei cartões e vi as novidades. Pena que muita coisa ainda é cara, mas já é possível que pessoas, mesmo com limitações muito graves, possam dirigir sem problemas.
Algo que foi muito prático para mim foi a presença de um grupo de concessionárias que levou vendedores de cada uma das marcas do grupo. Assim pude fazer orçamentos, de maneira super rápida, de carros novos de 4 marcas diferentes, comparando preços e vendo nos modelos expostos as necessidades de adaptações. Só não fechei negócio pois ainda tem outras 2 marcas que quero avaliar os carros. Também experimentei a direção elétrica, que é muuuuiiito mais leve que a hidráulica para as manobras (que é a minha maior dificuldade, pois tenho menos força que as demais pessoas). Um item a considerar na compr de um novo carro.
Para fechar cm chave de ouro, fizemos uma Trilha Sensorial, que era uma amostra grátis da trilha em tamanho maior existente no Jardim Botânico. Nela entra-se com os olhos vendados e você é conduzido por um mundo de texturas e cheiros, usando os demais sentidos que não a visão para conhecer plantas do cerrado. O deficiente que me acompanhava, por ter baixa visão, não usou a venda, até mesmo para descobrir o que ele conseguia ver do que lhe era mostrado. Para nós dois foi uma experiência única, cada um à sua maneira: para mim, tentar adivinhar o que me era apresentado somente pelos cheiros; e para ele, poder "ver com as mãos" sem ser repreendido. Já deixamos combinado de ir algum dia no Jardim Botânico para passearmos na Trilha de lá.
Em resumo, valeu super a pena a feira. Embora a feira não tenha sido muito grande, trouxe muitas novidades. Torço para que ela continue a ocorrer nos próximos anos.

quarta-feira, novembro 09, 2011

A VIDA É UM JOGO COM DIVERSAS PROVAS A CUMPRIR

Peço desculpas aos leitores deste blog pela minha ausência nas últimas semanas. Estou numa correria louca pela minha rotina de ensaios para o próximo espetáculo dia 19. 
Também venho enfrentando muitas coisas nas 2 últimas semanas. Coisas que escolhi para mim, mas que trazem junto muita tristeza. É muito difícil quebrar velhos paradigmas. É também muito difícil achar que certas coisas estão fluindo de uma forma e depois você ver que não era nada do que você imaginou.
No primeiro momento, o de quebra de paradigmas, vi que as circunstâncias se voltaram de maneira tão negativa para mim que tive medo. Tive medo de como iria reagir, se eu teria estrutura par aguentar e pedi ajuda, antes que eu pudesse ter uma possível recaída. Não sei exatamente o que fizeram as pessoas as quais pedi ajuda, mas pelo menos o conflito se amenizou.
Quando ele ameaça se reinstalar, eu tiro forças lá do fundo do meu ser para impor meu ponto de vista e não deixar ser coagida, pois assim voltaria a sofrer o que eu sofria. Embora sejam sofrimentos diferentes, é melhor e mais ameno o novo do que o antigo, que me fazia muito mais mal.
 
Ontem foi dia de mais uma prova, de descobrir que algo era diferente do que eu achava que era. Foi um golpe duro, como uma punhalada pelas costas.
Mas eu resisti em pé! Apesar do vazio que sinto dentro de mim, consegui juntar meus cacos e, como diz meu sobrenome, ser uma verdadeira rocha. Até porque quem já saltou da beira do abismo no fundo do poço sabe como é lá e que é um lugar para onde nunca quero voltar.
Para minha surpresa, consegui reagir muito, mas muito melhor do que eu imaginava. Passei praticamente a noite toda consumida pelos meus pensamentos, ora de reflexão, ora de oração. Ocupei-me em preencher (pelo menos parte) o meu vazio com amor, em especial amor próprio. Mas Deus me iluminou com uma mensagem muito importante.

Tudo isso que estou passando faz parte de um jogo. A vida é um jogo com diversas provas a cumprir. Eu já sei quais os "prêmios", ou melhor dávidas, que irei receber, só não sei quando e em que ordem. Deus só está me testando se eu estarei forte o suficiente para recebê-las e se Ele pode confiar em mim. Tenho que cumprir minhas provas com alegria e delas aprender as lições que necessito. Tudo é questão de tempo. A diferença é que é o tempo de Deus e não o nosso tempo dos homens, muito menos o meu tempo.

Sou muito grata a Deus por tudo que Ele vem me proporcionando, por mais difícil que seja esse momento, pois apesar do sofrimento, conquistas muito importantes ocorreram em mim, muitas lições aprendidas. As principais delas são: dar valor a mim mesma; não agir de uma maneira só porque os outros acham que deve ser assim; e as principais: dar valor às amizades, e aos carinhos e bons momentos que elas proporcionam; e sempre confiar no amor incondicional, fazendo tudo, seja por mim ou pelos outros, em nome dele.

"This too shall pass." (provérbio que significa "Isso também passará.")

domingo, outubro 23, 2011

CAMBRÉS EM EVOLUÇÃO

Passados os espetáculos de outubro e de posse das fotos do fotógrafo oficial do evento, pude observar um fato muito interessante: minha evolução na dança, em especial nos meus cambrés.


Acima, temos um cambré em julho. Abaixo, o mesmo cambré na primeira apresentação de outubro.


Agora percebam a diferença gritante deste combré na minha última apresentação. Até o fotógrafo disse ter ficado impressionado com o ângulo de 90 graus que fiz. 


Taí a importância de fotos e vídeos para a dança. Só assim você pode acompanhar seus erros e acertos, o que progrediu e o que precisa melhorar.

quarta-feira, outubro 19, 2011

QUANDO SE FAZ O QUE É NECESSÁRIO FAZER

Esse fim de semana foi muito curioso pelo seguinte aspecto: apesar de eu ter feito tudo o que relatei no post anterior, eu não estava bem de saúde e supostamente não deveria ter feito nem metade do que fiz.
Na sexta, por motivos que não vem ao caso, mas posso garantir que não foram climáticos, meu olho amanheceu no sábado levemente avariado. Fui para o curso a tarde dirigindo com o olho lacrimejando, o carro indo por inércia por já saber o caminho, freando nos pardais para a velocidade correta só de ver que existia uma placa, não por conseguir lê-la. Nos slides que foram projetados durante o curso não consegui ler praticamente nada, e o olho lacrimejando quase que como um rio, mas eu estava lá.
No espetáculo, que foi mais tarde, a coisa tava pior, obviamente, pois já tinha forçado o olho a tarde toda. Fiz uma super maquiagem adequada para não borrar com as lágrimas que escorriam pelo rosto e não pude maquiar as pálpebras, mas apenas a parte entre elas e as sobrancelhas (não sei se alguém percebeu). O tempo que eu podia, eu fechava um pouquinho os olhos que eu já sentia estarem bem vermelhos. A única coisa que fiz foi pedir que diminuíssem a iluminação na hora em que eu fosse dançar, de forma que meus olhos não doessem com a luz dos holofotes, nem eu ficasse franzindo a cara ou fechando os olhos. Deu super certo e a apresentação foi ó-ti-ma!
No domingo, como era de se imaginar, a situação estava bem pior. Mas eu tinha que ir ao outro curso: era questão de honra, pelos motivos expostos no post anterior. Tomei analgésico e, apesar do tempo nublado, meus olhos doíam com a claridade das nuvens. Tive que usar óculos escuros, que mantive durante todo o curso, e mesmo assim o rio de lágrimas correndo loucamente. Voltei pra casa, tomei mais analgésico e deitei para colocar meus colírios e compressas, quase sem aguentar. Passei o resto na noite ou com máscara de dormir + compressas ou na penumbra, pra aguentar abrir os olhos. 

Muitas vezes vemos pessoas passando por esse tipo de situação, mas não damos o devido valor. Infelizmente eu não tive maturidade para aprender essa lição só pela experiência dos outros. Só quando senti "na pele" que dei valor a algo tão simples quanto superar obstáculos sem importar com o que precisamos enfrentar.
Essa foi uma experiência que me mostrou que muitas vezes precisamos fazer coisas que nos parecem além da nossa capacidade. Mesmo "não dando conta", eu fiz o que EU achava que tinha que fazer, sem me preocupar em como eu estava; a força para isso iria surgir, mesmo não sabendo de onde. E eu não precisava bradar aos quatro ventos que eu estava passando mal. Dancei, estudei, me diverti, aprendi, e tudo isso apesar das lágrimas e da dor. Superar-se significa que, se formos parar por qualquer coisinha que nos incomoda, deixamos de viver. 

segunda-feira, outubro 17, 2011

FINS DE SEMANA ESPETACULOSOS

Nos últimos dia 07 e 15 me apresentei no Espetáculo Danças do Mundo - Inclusão para Todos. Já que o título falava de inclusão, mesmo que não fosse a ideia original, associei inclusão com deficiência e pensei que deveria mostrar meus talentos, de forma que "sim, a inclusão é possível na dança".
Foi uma experiência muito boa de mostrar pra mais gente minha arte e conhecer pessoas muito bacanas da dança. me impressionei com a calmaria nos bastidores do dia 07, em que pude me arrumar tranquilamente, sem nenhuma mulher estérica nos camarins, e ainda bater papo e rir muuuuuito. No dia 15 foi mais agitado, pois haviam vários grupos de criancinhas e adolescentes, estão estava mais abarrotado, eu meio que disputando espaço pra conseguir um cantinho pra me trocar e depois me sentar pra esperar minha hora. Mas no fim deu tudo certo. 
No dia 07 tive como plateia conhecida apenas família. No dia 15 contei com a presença de uma amiga super querida da época de colégio, que tive o prazer de nos reencontrarmos no feriado. Às vezes dá uma sensação meio de tristeza pois tanta gente é convidada e poucos acabam indo, mas enfim, todos que foram eram pessoas suuuuper queridas.
Também foi a estreia do meu nome artístico: Parvaneh Avivit. O que significa? Nada mais nada menos que o nome deste blog.

Este fim de semana também foi de estudos, de aprimoramento dos meus conhecimentos de dança. No dia 15, antes do espetáculo, participei de um curso de presença cênica, que com certeza contribui com o desempenho no palco, pois acredito que quando dançamos não somos nós mesmos, mas uma personagem. 
No dia seguinte, foi a vez de um curso de snujs, instrumento usado na dança do ventre. O mais curioso desse curso foi que foi ministrado por um percussionista que já virou meu amigo e que, quando anunciou o curso, eu fiz o comentário de quem dera eu conseguisse tocar, mas nunca conseguiria, pois os snujs são pequenos pratinhos que são presos aos dedos (usa-se 2 em cada mão). Poucos dias depois, a esposa dele se manifestou dizendo que isso de eu não conseguir não existia e que para provar isso estavam me dando a cortesia do curso para que eu fosse lá pôr isso à prova. Considerando o fato de eu usar um snuj em cada não, deu super certo no fim das contas. Agora tenho que comprar um par pra praticar em casa...

terça-feira, outubro 11, 2011

100 ANOS NÃO SÃO 100 DIAS!!!

Nestas minhas férias pude celebrar um grande momento familiar: os 100 anos da minha única tia-avó ainda viva. Vale lembrar que meu avô, irmão dela, viveu até os 99 anos, mas nos últimos anos ele já estava bem mal. Ela não: está inteiríssima! Boa memória (mesmo para fatos recentes), conversando com todo mundo e andando sem grandes dificuldades, ou seja, uma saúde mais do que boa para a idade. 
Durante a festa pude rever 2 tias que moram no interior (na cidade de origem da minha família materna), as quais não via a um bom tempo, e conheci mais um montes de primos de segundo e terceiro graus. É o tipo de festa em que eu não conhecia muitas pessoas, mas sabia que a grande maioria delas eram parentes.
Em suma, uma grande data que merece todo o destaque, até porque é única.

De "brinde" ainda tive a oportunidade de, no tempo livre depois da festa, conhecer uma prima de segundo grau a qual só nos conhecíamos via internet. É tâo bom conhecer pessoas!

sexta-feira, setembro 30, 2011

ARCO-ÍRIS AO REDOR DO SOL

Hoje cheguei no meu trabalho ao meio-dia e ocorria um fato muito curioso. Haviam umas 15 pessoas do lado de fora do prédio onde trabalho, todas olhando para cima e algumas tirando foto com o celular.
"Será que algo está caindo do prédio? O prédio está em chamas? Que raio está acontecendo no alto deste prédio?" pensava eu, enquanto manobrava o carro para estacioná-lo.
Ao sair do carro e olhar pra cima, dou de cara com algo assim.



Lindo, né? O fenômeno se chama halo e até que é comum.
Ao se aproximar da entrada do prédio vi um colega de trabalho o qual informei sobre o fenômeno e me pedi que me mandasse uma foto massa se fotografasse com o cel. Uma colega acabou tirando essa linda foto! Bem, taí pra provar que eu presenciei o fato.

O primeiro site a noticiar algo foi o G1: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/09/fenomeno-meteorologico-cria-arco-iris-em-torno-do-sol-em-brasilia.html Já tem diversas fotos bonitas na internet e até uns videozinhos no You Tube.

terça-feira, setembro 27, 2011

DIA (OU SEMANA) DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Dia 21 de setembro é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Neste ano, o Ministério do Planejamento e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em comemoração, organizaram o evento Acessibilidade Digital - um direito de todos, que foi realizado na ESAF. Foi um dia de palestras sobre acessibilidade.
Dois dos objetivos do evento eram apresentar a nova versão do e-MAG (Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico), a 3.0, e o lançamento do portal www.pessoacomdeficiencia.gov.br Mas foi também um dia de palestras muito interessantes sobre acessibilidade e sobre os erros mais comuns em sites no que tange este assunto. Além disso, conheci pessoas muito legais.
Algo que me entristece nesses eventos é a simultaneidade de palestras. Portanto, deixei de assistir palestras das quais gostaria de participar e deixei de estar na palestra de um conhecido meu. Bem, pelo menos o encontrei antes do início do evento e conversamos um pouco.
Tomara que o governo promova mais eventos como esses, quem sabe uma vez por ano, para ver se assim incentiva os órgãos públicos a tornarem seus sites acessíveis.

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Minha semana de acessibilidade se encerrou no domingo, quando tive a alegria de ir ao último dia do Festival Assim Vivemos, que é um festival bienal de filmes sobre deficiência, que ocorre no CCBB. Lá os deficientes contam com legendas em todos os filmes, inclusive os nacionais (para os deficientes auditivos) e também possuem como opção o recurso de audiodescrição (para quem não sabe o que é, funciona como uma tradução simultânea, só que o audiodescritor tem a função de descrever as cenas do filme nos espaços "livres" entre as falas dos personagens).
Tive a oportunidade de assistir um filme chamado Além da Luz, que é um documentário que mostra a vida de vários cegos, suas dificuldades, suas lutas e suas alegrias, mas tudo de uma maneira bem otimista. Tive a oportunidade de aprender mais sobre as rotinas e dificuldades deles, e algumas soluções encontradas para se inserirem na sociedade. Foi uma ótima maneira de encerrar meu fim de semana, ainda mais que eu estava em muito boa companhia.

terça-feira, setembro 20, 2011

EVENTOS E DIVULGAÇÃO

Semana passada estive em 3 eventos, sendo um deles gratuito. Todos com público muito aquém do que poderia sido, pois foram eventos bem legais.
Na minha humilde opinião, o que faltou foi divulgação em todos os 3 casos. Pelo que percebi, foram divulgados a grupos muito restritos e em 2 dos casos meio em cima da hora. Acho que um cuidado que se tem que ter na organização de eventos é a divulgação com a devida antecedência, para as pessoas poderem se programar pra ir. Além disso, de alguma forma, deve-se tentar não restringir o grupo de pessoas a quem deve ser divulgado. Eventos não costumam ser como uma festa de aniversário em que você chama e "todo mundo" quer ir (afinal quem não quer comida grátis?!). Muitos não vão nem se interessar pelo evento, outros não vão por causa do dia (talvez já tenham algum compromisso), outros por causa do preço, outros por dificuldades de deslocamento e por aí vai. 
Eventos demandam tempo e divulgação "maciça". Se não tiver como prover algum desses itens, não espere muito do seu evento. Pode ser que, por sorte, ele seja um sucesso de público, mas é bem provável que ele não seja.

terça-feira, setembro 06, 2011

1ª VBF (ou AVENTURAS EM ALTO PARAÍSO, ou ainda CADEIRANTE POR 2 DIAS)

Esse post tem vários títulos e até poderia ter mais, pois foi um fds super animado e repleto de emoções, com muitas histórias pra contar pros netos (se Deus me der a graça de ter filhos primeiro).
Tudo começou a alguns meses quando um amigo da UnB me fez um convite irrecusável (e eu acho que se eu recusasse ele ia me encher tanto que eu ia acabar topando kkkkk): reunirmos um bando de amigos doidos da UnB e passarmos um fds em Alto Paraíso. E o melhor: eu era a convidada especial, pois ele pensou na trilha especialmente pra mim, pois a trilha era quase toda "pavimentada", com piso de madeirinha. Depois de alguns adiamentos por motivos de força maior, a viagem saiu no fds passado. 

Ficamos em 2 chalés numa pousada super fofa, da qual praticamente não saímos, pois a cachoeira era lá mesmo. Chegamos sexta a noite e voltamos pra Brasília depois do almoço de domingo.
Sexta nos reunimos no chalé maior e conversamos até altas horas. Sábado foi o dia de fazermos a trilha ecológica para a cachoeira.

Na verdade meu amigo que organizou o passeio estava um pouco equivocado sobre a acessibilidade da  cachoeira, embora eu tivesse explicado para ele sobre minha dificuldade com terrenos acidentados. A maior parte da trilha foi de boa, por ser de madeira, mas no fim o caminho era de pedra bruta, pontuda, daquelas ótimas pra machucar os pés, e o acesso da trilha pra cachoeira ou era com muitas pedras ou com muitas raízes de árvores. Optei pelas raízes. 
A parte mais curiosa foi que, em nossas conversas sobre a viagem, ele fez uma proposta curiosa, a qual ele estava com certo receio de fazer (creio que ele achava que eu poderia com raiva ou algo assim). Como a trilha era de 2400m, uma distância longa para mim, ele propôs alugarmos uma cadeira de rodas, para que assim pudesse me conduzir por esse caminho. Eu topei a ideia, e alugamos a cadeira por apenas 20 reais por até 10 dias. Ela foi bem útil, usada em outros trechos também, como do chalé pro restaurante, e várias pessoas se interessaram por aprender a me conduzir na cadeira. Nunca havia usado cadeira de rodas, mas como convivi com vários cadeirantes na UnB, tinha algumas noções de como conduzir. Ensinei o que sabia e deu certo. O melhor foi que ela ajudou a poupar meus pezinhos, que voltaram intactos da viagem, o que foi mais do que surpreendente, considerando a sensibilidade da minha pele.No fim foi uma curtição só, pois quase todo mundo queria pilotar um pouquinho a cadeira.
A maior parte da trilha foi feita na cadeira, mas como eu disse, houve as partes tensas de pedras pontiagudas que eu tive que fazer a pé mesmo, pra tristeza dos meus pezinhos, que ficaram doloridos depois. Alguns trechos foram beeeem tensos, a ponto de eu quase desistir. Mas valeu a pena, pois a trilha é linda e é um presente de Deus poder me deleitar vendo toda aquela flora do cerrado, com suas diversas espécies de árvores. Há um trecho curioso com muito samambaiaçus que dá até uma sensação de que vc está em outro lugar que não o cerrado.
Entrar na água foi outra novela. Ao ver que as opções que eu tinha para chegar até a água eram pedras pontuda e raízes, eu me senti meio frustrada, com aquela sensação de "poxa, passei por isso tudo pra chegar aqui e nem poder tocar a água?!". Com muita dificuldade e ajuda de vários amigos, passei boa parte das raízes. Mas ainda havia um desnível alto para entrar na água e não havia como descer sozinha. Daí tive que apelar para o colo do amigo mais forte da turma. Pegar-me no colo normalmente é uma tarefa arriscada, pois posso me machucar se eu for pega nos lugares errados. Felizmente, dando as instruções certas, no fim tudo acabou bem. Não fui até a cachoeira pois o poço tinha profundidade a qual eu não cosneguiria por meus pés no chão. E como não sei nadar...

Pra voltar, havia o caminho mais curto, que não fizemos na ida porque queríamos passar pela trilha ecológica. Só que este caminho era uma grande escadaria íngreme, com piso não bom (sinceramente não me lembro mais se era de pedras pontudas, mas só o fato de ser muito íngreme já atrapalhava minha vida). Daí tive meu momento Rainha do Egito, como alguém o denominou: todos os homens do grupo se revezaram em grupos de 4 para poder carregar-me na cadeira escada acima. Chique não?! Foi cansativo pra eles, tadinhos, mas foi muito mais fácil e rápido em comparação com a ida.

Uma pergunta que surgiu durante essa aventura toda: Já que existem cadeiras próprias para práticas de diversos esportes, será que existem cadeiras de rodas off-road?  A resposta: Sim, elas existem! Basta perguntar ao "grande oráculo cego da internet" (Não entendeu a piada? Digite "oráculo" no campo "Pesquisar este blog") que ele mostrará várias fotinhos.

A noite preparamos queijos e carnes no Grill do George Foreman e "assamos" marshmallow com velas, já que não era permitido fazer fogueiras. Fez-se também um espeto de marshmallows no Grill pra ver se dava certo, mas era beeem mais divertido na nossa fogueira improvisada.
Domingo foi o dia mais relax. Pretendíamos fazer mais coisa, mas por motivos de força maior, só arrumamos nossa bagagem pela manhã e fomos almoçar no Rancho do Seu Valdomiro, onde comemos a famosa matula (mais informações em http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/americadosul/brasil-chapada_dos_veadeiros-culinaria.shtml) e comprei pra trazer pra casa licor de ananás. De lá, voltamos pra casa.

Há muitas histórias hilárias, mas separei as melhores pra relatar aqui:

Copaíba = feijão?!
Enquanto fazíamos a trilha, líamos as plaquinhas colocadas em diversas árvores com nome vulgar e científico. Lá pelas tantas, vimos um pé de copaíba, o qual admirávamos pela sua cor avermelhada quando a árvore está descascando. Ao ler a plaquinha disse:
- Nossa, copaíba é da família das leguminosas!
A resposta de uma das pessoas que me acompanhava foi:
- Bem, se copaíba é uma leguminosa, tomar óleo de copaíba e comer feijão é a mesma coisa. 

Joga luz!!!
Uma parte da turma resolveu refazer a trilha a noite, para admirar bichinhos noturnos. Os "expedicionários" estavam equipados com 2 bastões de neon e uma pequena lanterna para clarear o caminho. Após algum tempo de caminhada, começaram a ouvir passos de algum animal. Uma das pessoas fala pra um dos que carregavam o bastão de neon e fala: "Joga luz!". O outro estende o bastão em direção ao local de onde vinha o barulho, mas o bastão não iluminava grandes coisas e não deu pra ver qual era o animal. Daí novamente a frase "Joga luz!" é pronunciada. O outro pára, fica sem entender e pergunta: "Mesmo?!". A resposta é "Sim! Joga luz!". Bem, o bastão de neon é jogado no meio do mato. 
E o que era pra ser feito? Era pra outra pessoa, que carregava a lanterna direcionar o feixe de luz naquela direção.

Enfim, foi uma viagem inesquecível pra mim, algo que eu nunca imaginaria que fosse ocorrer, algo que não tem preço e ficará guardado pra sempre na memória. Agradeço imensamente aos meus amigos que me apoiaram e me ajudaram o máximo que puderam durante a viagem.

Não vejo a hora de acontecer a 2ª VBF!

segunda-feira, agosto 29, 2011

KIT DE SOMBRAS 3D - LUISANCE

No início do mês, em uma visita a uma drogaria, acabei vendo uma paleta de sombras 3D. Tudo bem que sou beeeeem desleixada com maquiagem (na correria do dia-a-dia, acabo considerando "perda de tempo"), mas não resistir ao ver a paleta 3D, já que uma bailarina de dança do ventre precisa ter uma grande variedade de sombras em cores chamativas (a idéia é que nem a do teatro: a maquiagem tem que estrapolar a normalidade, senão o público não consegue enxergar).
 Achei que o preço estava bom pela quantidade de sombras (são 45) e, ao perguntar em quantas vezes dividiam o kit + o remédio que comprei, me informaram que eu podia dividir em 3x, aproveitei a oportunidade. Além disso, como havia uma caixa aberta como mostruário, pude ver as cores e experimentar, o que não daria pra fazer se tivesse comprado pela internet.


Como no fim de semana fui a uma Festa Pirata, por estar fantasiada (na verdade pseudo fantasiada, pois montei a fantasia em casa), resolvi estreiar o kit. A-DO-REI!
Usei 3 tons de sombra na minha maquiagem: uma branco perolada, uma dourada e uma lilás. Ficou lindo, com super brilho e ótima fixação. A fixação foi tanta que, na hora te tirar, não consegui tirar como de costume, só com papel higiênico: tive que molhar, passar sabonete e esfregar o papel para sair completamente.
Hoje, procurando por uma foto pra ilustar este post, descobri que as sombras 3D duram até 12h, por isso a dificuldade para retirar a sombra.
Ainda não usei a parte de baixo do kit, que é uma paleta com algumas cores de batom, blush e pó, mas não tenho grandes expectativas quanto a ela, pois esses produtos em kits não costumam ser bons, só servem pra quebra-galho.
Enfim, foi uma boa compra, que recomendo.

quarta-feira, agosto 24, 2011

CAPTCHA PRA QUÊ?!

Um ano e meio depois do Banco do Brasil fazer o favor de tirar aquele teclado virtual que só servia pra atrapalhar e tornar o acesso a conta inacessível, eis que conseguem me surpreender negativamente.
Essa semana fui acessar minha conta na internet e pra minha surpresa colocaram um CAPTCHA para realizar qualquer transação bancária, como agendar um pagamento. Você já tem que digitar a senha da internet pra entrar na sua página e pra fazer a transação já tem que digitar a senha do cartão. Pra que mais o CAPTCHA? Pra tornar o site inacessível de novo?!

* Para mais detalhes sobre teclados virtuais e CAPTCHA, basta pesquisar por essas palavras na barra de pesquisa do blog que encontrarão explicações sobre esses assuntos em posts anteriores.


segunda-feira, agosto 22, 2011

ACESSIBILIDADE? CADÊ?

Um texto que relata um pouquinho das dificuldades em termos acessibilidade de verdade. Aparentemente não interessa ao governo.


Cadê os outros 75% que deveriam ter sido investidos em acessibilidade?!?

sábado, agosto 20, 2011

SEJA UMA TESTEMUNHA SILENCIOSA DA SUA VIDA

Como já comentei em um post junho passado, já fiz 2 períodos de meditação guiada via internet pelo Chopra Center. Foram experiências muito boas, e essa semana comecei o Desafio de 21 Dias de Meditação, o qual faço pela segunda vez.
O legal de fazer pela segunda vez é que na primeira você certamente está mais é se acostumando com a disciplina de meditar todo dia; já na segunda, como você já sabe como é, está mais tranquilo para assimilar mais e mais auto-conhecimento. Além disso, as meditações são todas novas; portanto, não é uma mera repetição do que já foi feito anteriormente.

Após essa introdução, começo a falar sobre o assunto deste post, que foi a lição da minha meditação de hoje, o sexto dia do Desafio: aprendemos a ser uma testemunha silenciosa de nossas vidas. O que somos hoje depende das escolhas que fizemos nos dias, semanas e meses anteriores. Segundo o que foi dito na meditação, para entender o que no ocorre hoje, basta lembrar do que fizemos e pensamos há 6 meses.
De maneira geral, nós simplesmente acordamos, passamos o dia e vamos dormir sem prestar atenção no que ocorreu conosco naquele dia. Ou seja, não somos conscientes do que realizamos aquele dia. E prestarmos atenção nas nossas escolhas nos faz termos escolhas mais conscientes, mais benéficas a nós mesmos.
Durante a meditação foi feito um exercício muito interessante, o qual é sugerido pra ser feito todos os dias quando formos nos deitar. Consiste em, por no máximo 5 minutos, recapitularmos nosso dia. Devemos imaginar que nosso dia é uma gravação que vemos na TV e que apertamos o botão FF (fast foward) do controle remoto da nossa mente. Ou seja, teremos somente as imagens, sem áudio. Além disso, como estamos vendo rápido, não há tempo para julgarmos se aquilo foi bom ou ruim. Nosso corpo sabe quais as sensações que aqueles fatos causaram. Portanto, devemos ser meros telespectadores, sem julgamentos de qualquer espécie.
O objetivo disso é primeiramente termos consciência dos nossos atos. Assim, conseguimos enviar ao nosso subconsciente quais escolhas foram boas e quais não foram, de forma que, na hora que formos realizar algo semelhante, nosso corpo saiba se aquilo foi bom ou ruim da vez anterior. Além disso, serve para nós liberarmos os fatos ruins que ocorreram durante o dia, de forma que não "perambulem" pela nossa mente, nos perturbando.

Importante destacar que estes ensinamentos se relacionam diretamente com a Lei da Potencialidade Pura, que é uma das 7 Leis Espirituais do Sucesso, de Deepak Chopra. Dentre as sugestões para se colocar em prática a Lei da Potencialidade Pura estão ser uma testemunha silenciosa de cada pequena coisa (em especial o que se relaciona com fenômenos da natureza) e praticar o não-julgamento.

Para finalizar, coloco aqui o encerramento da meditação de hoje: "Hoje eu sou responsável pelo que vejo. Eu escolho os sentimentos que eu vivencio. Eu defino os objetivos que alcançarei. E tudo que acontece comigo, eu peço por isso e eu recebo como eu pedi."

Sejamos portanto testemunhas silenciosas de nossas vidas para que possamos aprender fazer as escolhas corretas.

domingo, agosto 14, 2011

PAIS FAMOSOS COM FILHOS DEFICIENTES

Um fato muito curioso que observei hoje assistindo programas dominicais fazendo homenagens de Dia dos Pais: a presença de 2 filhos deficientes na televisão, sendo seus pais conhecidos do público em geral.
Um fato muito importante pode ser observado a partir disso. Apesar de todas as adversidades, o preconceito está diminuindo e a aceitação aumentando por parte da população, a ponto dos famosos não se importarem em trazer a público que "sim, eu possuo um filho deficiente, e aí?". Esses pais são exemplos no quesito amor, ao aceitarem e tratarem com todo carinho seus filhos, ao contrário de muitos que não aceitam o filho que possui uma deficiência ou doença crônica e, ou escondem o filho, ou fingem que o filho não tem nada, negligenciando-o inclusive de tratamentos que poderiam melhorá-lo, ou se separam, para terem o mínimo de contato possível com o filho.

sexta-feira, julho 29, 2011

GENIALIDADE PRECOCE


Na terça passada fui mais uma vez ao Mittelalter ver uma amiga minha dançar. A apresentação foi bacana como sempre, pois na minha humilde opinião, ela dança muito bem. Mas o motivo deste post é contar sobre uma garotinha de 6 anos que conheci e que, por incrível que pareça, foi o ponto alto da noite.
Por ser terça, o local estava relativamente vazio e escolhi uma mesa que ficada num ângulo bom para assistir às danças. Nela estava ocasionalmente sentada a menininha sozinha, estrategicamente perto dos músicos pra poder brincar com os instrumentos musicais antes da apresentação. Como lá as mesas são grandes e “coletivas”, ou seja, você senta onde tem vaga e provavelmente na sua mesa sentarão pessoas as quais não conhece (a não ser que esteja em um grupo de umas 10 pessoas no mínimo), eu sentei na mesa onde estava a menininha.
Enquanto esperava algumas chegarem (que num primeiro momento eu nem tinha certeza se iriam mesmo), a menininha começou a puxar papo. Ao me ver e ver minhas habilidades ao usar o cel pra mandar mensagens, ela tirou diversas conclusões e foi me fazendo uma série de perguntas sobre “como é viver sem dedos”. (Como ela mesma já deduziu que eu não tinha dedos e eu não achava que a conversa iria se alongar tanto, não expliquei pra ela o que aconteceu de verdade com meus dedos, mas enfim)
Separei algumas das melhores perguntas dela, as quais eram tão instigantes que algumas eu nem soube num primeiro momento como responder. Impressionante a complexidade das perguntas para uma criança de apenas 6 anos.
  • Você gostaria de ter dedos?
  • Que coisas você não consegue fazer sem os dedos?
  • Você consegue dirigir? (E, depois de eu responder que sim e explicar como) Mas não dá pra andar de moto, né? Nem de bicicleta. 
  • Seus pais estranharam muito quando você nasceu?
Pense numa garota precoce e que adoooora conversar com qualquer pessoa e sempre tem assunto! Como ela ficou muito tempo na minha mesa, tanto o pai quanto a mãe, em momentos distintos, foram lá me perguntar se ela estava perturbando. Eu disse que não, que ela estava sendo uma ótima companhia enquanto esperava minhas amigas chegarem e as apresentações começarem. O próprio pai me perguntou: “Você tem certeza que ela não está incomodando? Pois se deixar ela vai longe...”

Conversamos sobre a escola dela, sobre ela gostar de viajar, sobre pessoas sem mãos que ela já viu na TV, incluindo outro comentário impressionante: “Mas elas são diferentes de você, pois elas não tem as mãos e você só não tem os dedos.” Já é complexo para muitas pessoas adultas diferenciarem isso, imagina para alguém de tão tenra idade!

Apesar da perguntação, foi uma conversa super agradável, e eu tava curiosa para ver até onde a curiosidade dela iria. Tadinha, ela ficou tão triste e deslocada quando minhas amigas chegaram e a mãe foi lá mandar ela voltar pra mesa da família. Depois ela até foi lá algumas vezes, me perguntar mais alguma coisa e conversar com minha amiga dançarina, quando sentou conosco em um intervalo.

Torço para que, daqui a alguns anos, ela siga alguma profissão em que ela possa usar bastante esse dom investigativo!