domingo, março 28, 2010

MBA EM TESTE DE SOFTWARE - O FIM

Este mês concluí o MBA em Teste de Software pela UniEuro. Estou muito feliz, pois apesar da apresentação ter sido meio tumultuada (por motivos meus de saúde), foi muito bem sucedida. Os professores gostaram muito do tema Testes de Acessibilidade, algo que foge o convencional.

Como recebi diversos comentários na postagem que fiz quando comecei a pós, resolvi comentar aqui minhas impressões gerais sobre o curso, com o intuito de fornecer informações a aqueles que se interessarem pelo curso.

De maneira geral posso dizer que gostei. É uma oportunidade de aprender coisas novas e revisar seus conhecimentos.

Se você já trabalha na área de teste ou o seu desejo é conhecê-la, o curso é bom para as 2 situações, mas se você não tiver conhecimento da área terá que pegar mais pesado nos estudos. As 3 primeiras disciplinas, para quem já é da área, são bem tranquilas, pois são conceitos básicos. Já nas outras 6 há assuntos variados, nas quais aprendi muito.

O curso é dividido em disciplinas de 5 semanas de duração. Normalmente elas são dividias em 5 módulos. Logo, a cada semana você lê o conteúdo de um módulo, responde o questionário e faz a tarefa, que é uma ou 2 perguntinhas sobre o conteúdo (nem todo módulo tem uma tarefa). Se você for uma pessoa organizada e não tiver uma vida muito atribulada, dá pra fazer desta forma organizada sem maiores problemas. Claro, se a coisa apertar, você pode fazer tudo na última semana de entrega.

Um ponto positivo de um curso a distância é que o aluno faz seu ritmo e estuda "o quanto quer", ou seja, pra quem quer, eles fornecem muito material bom para leitura. Mas se você "estiver com preguiça" ou "meio sem tempo", pode ler apenas o material básico de cada módulo, que dá pra cumprir com as atividades e passar na disciplina.

A única coisa chata pra quem não mora em Brasília é vir de 3 em 3 meses fazer as provas (e fazer 3 provas de uma vez eu acho puxado; sempre que pude eu adiantava pelo menos uma prova).

Algo que inicialmente não gostei foi a obrigatoriedade de fazer o trabalho final em grupo. Por tratar-se de um curso a distância, as pessoas não se conheciam, logo você pode dar o azar de pegar pessoas que não tão muito a fim de fazer um trabalho bem feito. Eu tive a sorte de fazer propaganda do meu tema e conseguir 2 pessoas muito bacanas. Já uma amiga minha teve o azar de formar um grupo que não deu certo, do qual ela saiu e resolveu vir para o meu. (Ela havia escolhido outro tema, por isso quis formar outro grupo, apesar do meu convite.) Além disso, nosso grupo só deu certo porque moramos todos em Brasília e podíamos nos reunir quando necessário para discutir o trabalho. Para quem mora fora, não sei como fizeram, mas creio que foi mais complicado, pois na minha opinião tem detalhes que não dão para serem discutidos pela net.

Espero que este post te ajude a decidir se faz (ou não) o curso. Eu acho que o custo-benefício vale a pena.

quinta-feira, março 18, 2010

PALESTRANDO (MAIS UMA VEZ) SOBRE EB

Ontem ministrei uma palestra sobre EB a qual gostei bastante.
Recebemos o convite de uma Sociedade de Enfermagem, que é parceira da Associação, para que fossemos palestrar sobre EB em um curso de feridas para enfermeiros e técnicos em enfermagem da regional do Núcleo Bandeirante. O auditório contava com umas 35 pessoas - apenas 2 homens (!) - que, de maneira geral, estavam bem curiosas pelo assunto. O público foi muito receptivo e participativo: fizeram muitas perguntas e em alguns momentos até se adiantavam em assuntos que seriam tratados mais adiante na apresentação; outros faziam anotações o tempo todo.
Foi uma experiência muito positiva de divulgação da doença em pouco mais de 1h, em que tentei abordá-la sobre os mais variados aspectos que ela envolve. Saí de lá gratificada em ver o interesse das pessoas em um doença que talvez eles nunca mais tenham a oportunidade de ver um portador.
Confesso que foi uma experiência até melhor do que no Smpósio de Feridas no ano passado. Acho que quando o público não é muito grande, as pessoas perdem a vergonha e interagem mais.

terça-feira, março 16, 2010

ENGLISH TEACHER

Recebi a umas 3 semanas convite do meu ex-chefe, dono da escola de inglês onde dei aulas por mais de 4 anos antes de virar servidora pública, para voltar a dar aulas.
Ele sempre foi louco para que eu voltasse, e quase todo semestre ele me chamava para substituir algum professor que, por algum motivo, precisou faltar. Em especial aos sábados, dia em que eu gostava de dar aula e tem muitas turmas, mas é sempre problemático conseguir professor (sempre tem os que preferem a farra na sexta... kkkkkk). Também não foi a primeira vez que me convidou a voltar, mas eu sempre tava tão enrolada com UnB e trabalho que eu não tinha tempo.
Agora com a vida organizada, e com o MBA que já estava perto do fim, eu pensei:"Por que não?!?"
Alguns devem estar pensando: se ela já é servidora pública concursada, com a vida garantida, pra que ir dar aula de inglês?

Conselho que eu dou a todos: Uma língua precisa ser praticada. Por mais que eu sempre leia textos na internet e ouça música, dentre outras coisas, não se consegue praticar integralmente a língua. E assim, sem perceber, vai-se perdendo fluência e vocabulário.

Portanto, não voltei a dar aula só porque gosto de ensinar, mas também para manter meu inglês vivo, e recuperar algo que eu porventura tenha perdido. Nessas duas semanas, preparando aulas e corrigindo exercícios de alunos, tive que recorrer ao dicionário em busca de informações complementares para passar em sala ou para tirar dúvidas. Logo, em tão pouco tempo já deu pra ver o quanto esta volta foi boa para mim.

segunda-feira, março 15, 2010

PALESTRANTE DEVE PAGAR PARA PALESTRAR???

No fim do ano passado, com a empolgação do MBA, resolvi que queria divulgar minha pesquisa sobre teste de acessibilidade em eventos sobre teste e qualidade de software. Fiz uma pesquisa e, na época, achei 4 eventos previstos para este ano. Para 2 deles eu submeti artigo, um eu perdi a data (enrolada com o MBA) e o quarto não aceitava artigos submetidos.

O artigo foi aceito em um dos eventos. Só que eu identifiquei 2 coisas que considerei estranhas na organização do evento.

A primeira é que meu artigo foi mandado para 2 revisores, sendo que um deles queria mudar toda a essência do meu artigo: alterar título, resumo, incluir novas partes... Ou seja, é como se o revisor dissesse: "Gostei do seu tema, mas seu texto está uma droga. Escreva de novo." Poxa, se não gostou do meu texto, por que selecionaram-no?!?

Quanto a isso, eu "bati o pé" dizendo que não iria fazer nenhuma mudança drástica no trabalho, o que no fim foi aceito.

A segunda é que queriam que eu me inscrevesse como um participante qualquer, ou seja, que eu "pagasse para palestrar". Já participei de alguns eventos como palestrante, inclusive fora da área de computação, e o que eu vejo é sempre um tratamento diferenciado para os palestrantes, que varia de evento para evento, mas cito algumas das facilidades que já tive em eventos variados: almoço pago, sala vip, pagamento de hospedagem e transporte. Tudo isso sempre pensando que é necessário tratar bem o palestrante, afinal, parte das pessoas que irão ao evento estão interessadas no que ele tem a falar.

Não que eu só iria palestrar se eu recebesse um tratamento super vip, afinal sou uma reles mortal, mas eu acho um absurdo ter que "pagar para palestrar". Já que, como palestrante, eu já teria despesas para me deslocar ao local do evento, não custava nada não ter que pagar a inscrição. Eu não tenho nenhuma necessidade de "aparecer" pra me submeter a isso.

Até cheguei a expor a situação em algumas listas de discussão na área de informática das quais faço parte, dentre elas uma na área de teste, pois eu queria saber se meu ponto de vista era coerente ou não. Ouvi opiniões das mais variadas, mas a maioria achou tudo um absurdo e que eu deveria analisar se valia a pena participar de tal evento. Com este apoio, tomei a decisão que eu já desejava tomar, que era a de não participar do evento.

Alguns dias depois, fui surpreendida com um e-mail da organizadora do evento que não aceitava submissão de artigos. Ela disse que acompanhou a discussão sobre o assunto numa das listas sobre teste de software e ela disse estar tentando incluir no evento que ela organizava algumas palestras nacionais, uma vez que já haviam diversos convidados internacionais. Enviei meu artigo e um mini-currículo, sem muitas esperanças, pois olhei a grade provisória do evento e não conseguia visualizar onde encaixar mais uma palestra. Mas pelo menos esses dias recebi a resposta de que se interessaram muito pelo tema.

Isso mostra, pelo menos, que o tema Acessibilidade desperta interesses. Se não deu certo em nenhum desses eventos, paciência. Pelo menos já tenho o convite para palestrar novamente no Workshop da Pós-Graduação da UnB no fim do ano.E assim, aos pouquinhos, a acessibilidade de sites é divulgada.

segunda-feira, março 08, 2010

SURPRESAS NO DIA DAS MULHERES

Recebi hoje no meu trabalho 2 surpresas muito agradáveis relacionadas ao Dia das Mulheres.
A primeira foi que, ao sair do elevador, fui recepcionada por um rapaz de smoking, com uma rosa e um bombom. Junto a ele, havia uma mesa com coquetel sem álcool, fondue de chocolate, pastinhas e pãezinhos. Tudo oferecido pela Associação dos Servidores de onde trabalho.
A segunda, que chegou por e-mail, foi que a Associação dos Servidores vai presentear cada uma das mulheres associadas com uma sessão de fotos, com direito a maquiagem e design de sombrancelhas. Chique, não?!

quinta-feira, março 04, 2010

QUEM SABE, SABE

Na sexta passada fui a uma apresentação de dança do ventre com 2 amigas. Tenho curtido essa coisa de ver outras dançando: ainda não sei o suficiente para aprender algo vendo uma apresentação, mas pelo menos eu posso pensar em movimentos que eu (um dia) darei (ou não) conta de fazer.
Cada dia que passa eu vejo que a dança do ventre é mais democrática do que parece. Se você não conhece nada da dança e só vê as bailarinas dançando em bares ou lugares do tipo, você fica até desanimada: afinal, as mulheres são todas lindas, magérrimas, sem barriga, e se apresentam em trajes bem curtos. Quando eu comecei a fazer aulas, uma das perguntas que eu fazia a mim mesma (e que algumas pessoas me fizeram) era se um dia eu poderia fazer uma apresentação, pois eu nunca iria me expor com tais tipos de roupas.
Depois de algum tempo eu descobri que há diversos tipos de roupas e que várias delas são bem comportadas. Já vi bailarina usando calça legging ou meia-calça colorida por debaixo da saia. Logo dá pra adequar o tipo de roupa que eu posso usar às roupas de dança do ventre. Na apresentação de sexta, vi pela primeira vez bailarinas dançando usando sapato. E usando salto alto, o que me pareceu mais complexo. Logo, descobri que não é errado eu usar sapatilha nas aulas, e se for o caso, usar em uma apresentação.

Mas o mais interessante da apresentação foi que, durante toda a noite, se apresentaram as tais "moças lindas e magérrimas", sempre sorridentes. Mas a noite se encerrou em grande estilo quando se apresentou a (ex-)professora de uma amiga que hoje também é professora. Ela é uma senhora (natural de algum país árabe não me lembro qual) que eu já havia visto em alguns aniversários dessa minha amiga e que sempre dava uma palhinha, mas sempre de maneira informal, no improviso, sem roupa própria ou algum outro adereço. E eis que ela surge: bem vestida com um vestido longo, gordinha e sem aquele sorrisão no rosto, contrariando tudo que vimos anteriormente naquela noite.
Bastou começar a música (no estilo clássico, uma música meio triste) para que começasse o show. Ela não precisou fazer movimentos mirabolantes e dançou o melhor da dança do ventre, com movimentos de quadris e ventre perfeitos. Mesmo com um semblante sério, era possível ver o brilho nos seus olhos.

Foi o encerramento perfeito para aquela noite. Quem sabe, sabe.

domingo, fevereiro 28, 2010

DESBRAVANDO O NORTE - MANAUS

No último dia do mês, finalmente encontrei um tempinho para falar sobre as aventuras do início do mês, quando tive a oportunidade de conhecer Manaus.
Essa viagem foi muito significativa, pois de uma certa forma, foi um resgaste às minhas raízes. Para quem não sabe, eu sou paraense e, por motivos de saúde, minha família se mudou comigo para o centro-oeste quando eu tinha menos de 1 ano. Nunca voltei lá e o que ouvi a vida inteira é que era altamente não-recomendável eu ir lá.
Com o surgimento do casamento do meu primo em Manaus, resolvi tomar isso como desculpa para ir ao Norte. Minha mãe e minha tia acharam que eu estava louca, que era uma idéia absurda eu ir lá. Se fosse para eu ir lá a passeio, eu certamente quereria lá ficar por muitos dias para conhecer tudo, o que eu não suportaria. Mas como o objetivo era ir ao casamento, marcamos de ficar lá por menos de uma semana.

Ao sair do avião e entrar no túnel, o calor já me deu boas vindas. Foi um fogo subindo pelas pernas... Perguntei a minha mãe se ela sentia aquilo, ao que ela me respondeu que era assim. No estacionamento do aeroporto, minha tia (que viajou conosco) me pergunta: "Você está sentindo o que eu estou sentindo?". Minha resposta: "Não sei o que você está sentindo, mas estou sentindo também." kkkkkk

Eu tive muita sorte de Manaus não estar extremamente quente nos dias que estive lá. Quase todas as madrugadas/manhãs caía uma chuvinha e o tempo tava bem nublado. Mas isso não quer dizer que não estava quente: eu só aguentava ficar muito tempo fora do ar condicionado pela manhã, antes do almoço, e quando próximos ao rio.

O passeio foi muito divertido. A casa estava cheia de parentes e amigos (nem todos dormiam lá, mas durante o dia eram 28 pessoas na casa), alguns que eu não via fazia tempo. Tudo era uma grandeconfusão: cada mesa posta ficava lá por horas, at é todo mundo chegar e comer; pra sair pra passear eram pelo menos 4 carros; fila para usar os banheiros;aquele burburinho de gente conversando e rindo o tempo todo... Mas o importante é que todos nos divertimos e meus tios e primos ficaram muito felizes por todos estarem lá.

Para quem acha que Manaus é um lugar no meio do mato e que não tem nada pra fazer/conhecer, está muito enganado. Não tive muito tempo para passear, mas fui ao Hotel Tropical, onde passamos um agradável fim de tarde na beira do rio, que é tão largo que mal se enxerga a outra margem. Eu experimentei fechar os olhos e o que se ouve é o mesmo barulho das ondas no mar.
Também fui ao Teatro Amazonas assistir uma apresentação da orquestra de lá. Não costumo entrar em teatros nas cidades onde visito, embora eu adore teatro, mas o Teatro Amazonas é o teatro mais chique que já entrei. A decoração élindíssima, tudo às custas do dinheiro proveniente da exploração da borracha.
Um dia fui ao Shopping Manauara, mas porque eu queria comprar sabonetes artesanais feitos a base de plantas/frutos nativos e tomar sorvete de frutas da região. Acabou que tomamos sorvete paraense, da Cairu, pois nas 2 sorveterias lá de Manaus se vendia sorvete somente a bola (e era caro: 5 reais a bola), e ainten ção era tomar sorvete no quilo pra provar um pouquinho de cada sabor que eu nunca tivesse ouvido falar. Fui a um centro de artesanato, onde comprei mais sabonetes artesanais.kkkkkk
Mas eu não podia ir embora de Manaus sem fazer um passeio de barco pelos rios, ver o Encontro das Águas, a vegetação e os animais nativos. É algo indescritível: tudo é muito lindo e grande. Quando passamos pelo Encontro das Águas, coloquei a mão na água de cada rio para comprovar que as temperaturas são diferentes. Visitamos um criadouro de pirarucu numa comunidade ribeirinha, vimos artesanato local, eaté passei a mão em um bicho-preguiça (tão fofinho!). Foi uma aventura incrível, mas feita com todo o conforto.

Vale destacar que o custo de vida lá é muito alto e alimentação é caríssima (por ex.: um quilo de limão cuta 7 reais), exceto peixe (cujo quilo do pirarucu ou do tucunaré não custa muito mais do que isso), que eu me esbaldei de tanto comer. Trouxe um pequeno estoque de polpa de açaí pra tomar em casa, mas ao contrário do que eu imaginava, açaí lá é caro. A diferença é que lá compra-se a polpa pura, da melhor qualidade. Já aqui, só se compra polpa "batizada".
Pra quem pensa que Manaus é cheio de mosquito, eu não vi um mosquitinho sequer.
Foi um passeio muito bom, mas 5 dias era minha cota máxima, pois a pele já estava piorando.

Se você não conhece Manaus, eu digo que vale muito a pena conhecer.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

POSTANDO VIA E-MAIL

Hoje ao acessar o Blogger descobri que posso postar no blog por e-mail.
Isso é muito útil, pois como passo uso computador o dia inteiro no trab, não tenho muita paciência de usar em casa. Como no trab o acesso ao Blogger é bloqueado, muitas vezes acabo demorando para postar. Agora posso usar tempo livre no trab para postar e atualizar o Borboleta Roxa com mais frequência.
P.S.: Este foi o teste de postagem por e-mail. Em 1 min já estava aqui a postagem. Muito bom!
Pena que depois terei que formatar para ficar justificado, pois não sei fazê-lo no Gmail (não há botão para isso e Ctrl+J não funciona. Se alguém souber me ensine, por favor.) Também terei que inserir posteriormente os marcadores. Mas tudo be, pelo menos o blog não fica destualizado.

REINCLUSÃO DE CAPTCHA PARA FAZER COMENTÁRIO

No início do mês recebi uma enxurrada de comentários spam. A maioria deles era em inglês, mas recebi até um em russo (!?), que um amigo que conhece várias línguas traduziu pra mim e que falava de pornografia, assim como muitos dos que chegaram em inglês.
Não tive outra alternativa senão reincluir a opção de digitar um CAPTCHA (http://pt.wikipedia.org/wiki/Captcha) para quem for fazer um comentário. Eu particularmente não gosto de CAPTCHAs porque de maneira geral não são acessíveis para deficientes visuais (explicação sobre isso encontra-se tb no link citado), mas não tive outra opção. Foi só inserir a opção do CAPTCHA e os comentários spam acabaram.

AÇAÍ DO BOM - PARTE 2

O post anterior anterior sobre açaí gerou um bom fruto.
Acabei descobrindo que a mãe de uma amiga querida é paraense, e daquelas que quando via ao Pará, traz um estoque enorme de produtos de lá para consumir até a próxima viagem. Portanto, ela sempre tem polpa de açaí em casa, e da boa!
Recebi o convite para tomar açaí na casa dela. Depois de um tempão de ter recebido o convite, finalmente marcamos e pude ir lá. Foi um fim de tarde/noite muito agradável e meio "clube da Luluzinha", pois, apesar do pai da minha amiga estar lá, ele só tomou açaí consoco; depois ficamos minha amiga, a mãe, uma amiga da amiga (também super gente boa) e eu, conversando até mais tarde.
Além do açaí delicioso, grosso e com direito a farinha de tapioca, um dos melhores momentos da noite foi minha amiga fazendo careta para o açaí (por incrível que pareça ela não suporta, mesmo sendo filha de paraense). Tiramos várias fotos, que ficaram hilárias.Quem quiser conferir, basta acessar o Flickr.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

COMPRANDO VESTIDO DE FESTA NO VENÂNCIO 2000 (ou MOMENTO PERUA - PARTE 2)

Num fim de semana passado fui ao Venâncio 2000 comprar vestido de festa.
Depois que o Pátio Brasil foi criado ao lado do Venâncio, este entrou em decadência, pois as pessoas preferiram ir ao Pátio. Mas ainda sim o Venâncio é um excelente lugar para comprar roupas de festa, pois tem uma loja de roupas de festa do lado da outra, com modelos e preços diversos.
Uma coisa que não gosto em vestidos de festa é que são sempre aqueles tecidos brilhantes com um bordado da mesma cor do vestido. Eu acho tudo muito igual e sem graça. Daí comecei a ver uns vestidos estampados lindos e pronto! Decidi que iria comprar um vestido estampado.
Eu sou meio chata pra comprar roupa e, como tava perto da hora das lojas fecharem, tive que correr. É difícil achar um vestido de festa com estampa bonita e puxada pra cores escuras, longo e sem decote atrás, como eu queria. Mas consegui achar um bem bonito com bom preço.
Mas a descoberta do dia foi a loja Paloma, que possui os vestidos mais bonitos (e caros) do Venâncio. Diversos vestidos da vitrine custavam R$999,00, mas era cada vestido mais lindo que o outro. Minha mãe encomendou uma echarpe lá e quando fomos buscar até experimentei um vestido roxo maravilhoso, que custava menos de R$600,00, com a parte de baixo bem rodada e drapeada; nos drapeados, um bordado discreto, mas glamuroso. Pena que não tinha mais meu número, que seria o 42, pois no 40 não conseguimos fechar o zíper. (kkkkkk, quem mandou ter costelas altas?!) Daí como já tinha comprado outro vestido, não fiquei expermentando outros. Mas se o roxo servisse, eu juro que comprava e guardava o outro para outra ocasião. Uma pena...

GUERLAIN METEORITES ILLUMINATING PRESSED POWDER (ou MOMENTO PERUA - PARTE 1)

No mês passado meu irmão foi a trabalho na Europa e deu uma passadinha na casa da minha querida tia que mora na Alemanha.
Quando esteve aqui ela me apresentou um produto que achei muito bom. Não me lembro a marca do dela, mas era algo assim:
http://www.amazon.com/gp/product/images/B000BIDBZM/ref=dp_image_text?ie=UTF8&Justificars=beauty&img=MAIN&color_name=1
Isso consiste em um pó facial em bolinhas, com o objetivo de uniformizar a cor da pele e iluminar o rosto, mas sem brilho excessivo.
A Avon resolveu lançar as bolinhas na mesma época que vi as da minha tia e resolvi comprar. Só que o produto da Avon tem a função de efeito bronzeado, ou seja, para mim que sou braquela, muda demais o tom da pele. Além disso, como já dito em diversos blogs, a quantidadede bolinahs que vem é metade do potinho e não o potinho cheio como ilustrado na revista da Avon.
Com a viagem do meu irmão, pedi que minha tia comprasse bolinhas semelhantes as dela pra mim. Ela me disse que eraalgo bem caro, daí mandei dinheiro pra ela comprar.
Ela não achou do mesmo modelo que ela tinha, mas me comprou o Guerlain Meteorites Illuminating Pressed Powder:
http://www.amazon.com/Guerlain-Meteorites-Illuminating-Pressed-Powder/dp/images/B001DZF0QK/ref=dp_image_text_x_0?ie=UTF8&s=beauty&img=0&color_name=x
Gnete, pensem numa coisa ma-ra-vi-lho-sa!!! A pele fica uniforme e menos pálida, mas discretamente, sem parecer que está usando algo. Perfeito!!! A bola do meio é um corretivo suave, que faz a correção da pele e as demais, a uniformização, dando um tom natural.
Parece que vem pouco na embalagem, mas só passar um pouquinho o pincel já fica cheio do pó. Logo rende bastante. Além disso, possui a vantagem de as bolinhas não cairem do potinho, como nos outros produtos.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

SAPATILHA AREZZO (ou MOMENTO PERUA - PARTE 3)

Depois de comprado o vestido, precisava comprar um sapato a altura. Como eu não uso salto, minha missão era achar uma sapatilha glamurosa.
Felizmente hoje não é difícil achar sapatilhas, mesmo em lojas caras, já que este tipo de sapato virou moda (para minha alegria). É claro que não é uma busca fácil, já que não há tantos modelos como as sandálias altas, eu só usar sapatos extremamente macios e ter pé pequeno (34). Mas já foi muuuuuiiiito mais complicado achar sapato de festa pra mim em outras épocas.
A dificuldade que eu tive nesta compra foi que eu precisava de uma sapatilha em cor neutra (já que meu vestido é estampado) e com detalhes em prateado (pois comprei um broche prateado para pôr no vestido). Incrível como Muphy gosta de mim: no dia que eu quero prateado, as lojas só tem sapatos com detalhes em dourado. Pode?!
Na terceira loja, que foi a Arezzo, achei a sapatilha ideal. Comprei na promoção, o que não quer dizer que foi barato, mas já que eu tenho tanto problema pra comprar sapatos, nem reclamo do preço.
Olha só que glamour! Totalmente perua esse laço com strass, não? Vejam o detalhe do salto em prateado.


DOIS DENTINHOS A MENOS

Oi gente!
Espero que estejam com saudade de mim, mas esses dias estão bem corridos e to sem tempo de postar. Vou tentar colocar em dia pra que eu possa viajar mais tranquila, já que quando eu voltar terei muito o que escrever.

Há 2 semanas me submeti à extração de 2 dentinhos. Ao contrário do que muitos devem imaginar, não foram sisos, mas sim um canino e um incisivo. Eles eram fora de lugar, ficavam por cima de outros, atrapalhando a limpeza e sem função nenhuma, só servindo para acumular comida. Minha dentista do HUB sempre falava pra eu fazer, mas eu sempre enrolava. Depois que conheci um cirurgião-dentista de lá muito bom, tomei coragem e fiz a cirurgia.
Como foi tudo planejado e ele já tinha a experiência de ter tirado um molar meu, algo muito mais difícil devido a boca pequena, foi tudo bem tranquilo. A única diferença é que desta vez optamos por eu tomar toda a anestesia local que fosse possível para que ele pudesse puxar minhas bochechas sem eu sentir nada.
Primeiramente eu tomei anestesia em cada uma das bochechas, só que por fora. Por incrível que pareça não doeu nada as agulhadas. Onde doeu foi no céu da boca, onde levei mais 2 agulhadas, mas ele me avisou antes que iria doer. Depois levei mais algumas agulhadas por dentro próximo aos dentes e na parte inferior da mandíbula, para facilitar o trabalho.
Foi tanta anestesia que, quando sai da sala de cirurgia, eu tinha a sensação de que minhas pálpebras não abriam direito (sim, o efeito da anestesia foi até lá) e perguntei se isso era normal. Uma dentista que trabalha junto com o cirurgião disse que era só impressão minha, que a anestesia não deveria influenciar no movimento das pálpebras.
Cheguei em casa e fui dormir, pra passar o efeito da anestesia mais rápido (isto é, sem eu perceber). Deu a hora do almoço e eu, já com fome, não queria comer antes da anestesia passar, pois já que eu não sentia nada, as chances de eu morder meu lábio ou bochecha seriam grandes. Dormi de novo. Acordei 2:30 da tarde e a anestesia ainda lá. Só consegui comer depois das 3.
A recuperação foi super tranquila. Até o sábado depois da cirurgia só comi sopinhas, sorvete e líquidos. No domingo já comi purês e na segunda lá estava eu de volta ao trabalho, comendo no self-service e tudo (mas claro, com o prato cheio de purês e comidas bem cozidas). Demorou uns dias pra eu voltar a comer coisas duras, não por causa da cirurgia, mas sim por causa das lesões nas bochechas, que são normais em alguém com EB e om boca pequena que se submete a tal tipo de cirurgia.
Depois de tudo cicatrizado que fui perceber o quanto isso foi bom pra mim, pois ganhei um bom espaço na boca, o que me permite uma melhor e mais fácil escovação, além de dois lugares a menos com comida acumulada.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

ENCONTRO DE PORTADORES DE EB EM SP (ou GUIA-TURÍSTICA POR 2 DIAS)

Semana passada houve um encontro de portadores de EB no interior de SP. A meta dos organizadores era reunir o maior número de portadores possível. Conseguiram 61, o que com certeza é muito aquém da quantidade existente no Brasil,mas já foi um grande progresso.
O encontro foi muito bom: pude rever alguns amigos e conhecer outros que só tinha contato pela internet. Além disso, aprendi coisas novas.
Mas na verdade este post não é para falar sobre o encontro em si, mas sobre a experiência de levar 16 pessoas de Brasília para lá. Pessoas estas que (acho que) nenhuma tinha andado de avião na vida ou se hospedado em um hotel. Algumas foram só porque eu fui, senão não iam. E olha que não foram muitos daqui, pois muitos não foram na última reunião da Associação, logo não ficaram sabendo a tempo, e houve algumas baixas de última hora, a maioria delas por problemas de saúde.
No aeroporto, pra fazer check-in desse povo todo de uma vez só foi uma loucura, principalmente na ida. E no avião quase deixamos os comissários doidos pq pela numeração das passagens várias famílias ficaram separadas.
E andar o tempo todo com esse povo dizendo "gente, me segue" e olhando para trás toda hora pra ver se ninguém tinha se perdido. Foram diversas coisas que tive que ensinar: a procurar a bagagem na esteira no aeroporto, dizer que a geladeirinha do quarto do hotel se chama frigobar, a evitar comer ou beber algo do frigobar, senão na saída ia ter que pagar bem caro, dentre outras coisinhas. Eu tava brincando que eu era uma guia-turística, só faltou o uniforme e o salário. kkkkkk
Foi uma experiência cansativa, mas recompensadora. Lá no evento recebi vários elogios de uma das organizadoras, que eu só conhecia por e-mail e tel. Ela disse que, apesar do grupo que eu levei ter sido o maior, foi o que deu menos trabalho para ela, pois consegui passar as informações que ela necessitava direitinho. E na volta pra casa já tinha passado o medo de todos, todos estavam felizes e já desceram do avião todos na minha frente e descobriram a esteira onde estavam suas bagagens. Fiquei feliz ao ver que perderam o medo e aprenderam a se virar um pouco com essas coisas de aeroporto.

VOANDO OCEAN AIR

Na ida para SP fomos de GOL, e na volta de SP pra cá voamos pela Ocean Air. Nunca havia andado em um avião da empresa e foi uma experiência muito boa.
Pelo que eu vi, dois dos compromissos deles são: o vôo ser pontual e servir lanche quente.
O vôo foi pontualíssimo: 5 min antes do previsto as portas foram fechadas e decolou na hora certinha. Estava marcado para chegar às 11h: 5 pras 11h nós já tinhamos descido o avião, pegado as bagagens e já tinha achado minha mãe, que me esperava no aeroporto. Ou seja, chegou beeem antes do previsto.
O lanche também foi bom: um sanduíche com pão ciabata com queijo, presunto e pesto (aquela pastinha feita de temperos verdes). Só não foi melhor porque eu achei que tostaram muito o pão, que ficou meio duro.
Além disso, o avião era menor, com apenas 5 fieiras de cadeiras (sem a fileira F) e com um espaço entre uma cadeira e outra bem maior que o da Gol, de forma que pude esticar minhas perninhas na volta.
Considerando esta experiência, se o preço for semelhante ou pouca coisa maior do que na Gol ou na Tam, darei preferência a voar pela Ocean Air. Eu fui bem atendida, bem servida e mais confortável de volta para casa.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

AB FAB

Na semana passada eu estava na correria com uma série de coisas. (Acho que vcs perceberam que esta semana estou tentando colocar meu blog em dia.) E no meio de toda esta correria e ansiedade, eu acabei recebendo um comentário muito infeliz sobre minha pessoa, vindo de uma fonte que eu não imaginava.
Em uma situação como essa, eu ficaria completamente deprimida com o comentário, sem ânimo para nada. Mas desta vez foi diferente, sinal de que eu estou evoluindo.
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Em 1990 e alguma coisa, tempos remotos em que havia TV a cabo em casa (hoje eu não tenho porque de que adianta pagar por algo que não terei tempo de assistir?), sendo esta a TVA, que nem existe mais por estas bandas, eeu tinha tempo livre de sobra para assisti-la, havia um canal chamado EuroChannel, que era a compilação da programação de diversos canais europeus. Havia o RAI da Itália, o Deusche Welle da Alemanha e a BBC da Inglaterra, dentre outros. No início passava a programação toda sem legenda, depois passaram a legendar os programas que eram gravados.
Dentre a programação, uma das cosias que eu mais gostava era dos seriados da BBC, em especial um: Absolutely Fabulous, ou Ab Fab. Ele retrata a vida de 2 mulheres quarentonas, sem maridos, acabadas, cheias de vícios, como bebida, drogas e moda em geral, e que, por mais que suas vidas fossem ridículas, elas se achavam o máximo. A única lúcida na série era a filha "certinha e careta" de uma delas, que estava iniciando a fase adulta e tentava trazer as 2 de volta à realidade, o que em geral era quase impossível. O humor britânico não é aquele em que c dá gargalhadas, mas que é composto de piadas bem elaboradas. Assim era Ab Fab.
Pra quem não conhece, seguem alguns links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Absolutely_Fabulous
http://www.bbc.co.uk/comedy/abfab/
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Vcs devem estar se perguntando: O que um coisa tem a ver com a outra? Pois bem, como eu dizia antes, ao invés de eu me deprimir, eu pensei o seguinte: "Uma pena essa pessoa ter pensado isso de mim, que eu tenho consciência que não o sou. Ao invés disso, eu sou uma pessoa linda, maravilhosa... ab fab!!!"
Pronto! O que poderia virar tristeza ou raiva dentro de mim virou algo tão bom que me deu forças para segurar o rojão que seria o resto da semana. E assim passei o resto da semana, me sentindo ab fab!

quarta-feira, janeiro 20, 2010

DANÇA DO VENTRE - NOVAS POSSIBILIDADES

A primeira semana de janeiro onde eu faço aula de dança do ventre foi um intensivão com 2 aulas por dia explorando diversas possibilidades da dança. Claro que não tenho esse pique todo e acabei fazendo só 3 aulas, mas que foram muito proveitosas.
Uma foi de dança do ventre moderna, onde aprendi uns passos diferentes e aprendi o início de uma coreografia poderosa!
A segunda foi de véu. Como acabei de comprá-lo e estou aprendendo a manuseá-lo, e as alunas que lá estavam já tinham experiência com o véu, não aproveitei tanto a aula quanto eu gostaria e percebi que tenho muito o que aprender. Mas mesmo assim foi divertido!
Depois da aula de véu simples, havia uma aula de dança com fogo (candelabro e taças). Eu fiquei só pra ver como era, sentir se o candelabro era pesado (e é!) e ver se a profa. dava uma palhinha pra gente antes de eu ir embora. Daí a aula começou com uma boa introdução teórica e eu fui ficando. Descobri que uma das possibilidades de se dançar com velas é o prato (bandeja) com velas, em que se uma uma bandeja redonda, como a de garçom, dança essa de origem turca (a dança do candelabro é de origem egípcia). Tentei e até que consegui equilibrar bem a bandeja na minha cabeça. Claro que quando os movimentos de pernas começaram a ficar mais elaborados, a bandeja começou a cair, pois é muito difícil manter a cabeça reta e "parada" enquanto você se movimenta. Fiquei muito feliz, pois pude ver que se não posso usar o que é o mais convencional, pelo menos existe uma alternativa que pode ser por mim usada.

terça-feira, janeiro 19, 2010

JODHAA AKBAR - UM FILME INDIANO

No início do ano, uma amiga me enviou e-mail contendo 2 partes do filme indiano Jodhaa Akbar. Assisti e gostei. Como é possível achar as demais partes em Vídeos Relacionados ou na opção Mais do usuário que postou os vídeos, resolvi assistir o filme todo. Mas sem antes ler um pouquinho sobre ele.
Este é mais um dos milhares de filmes produzidos em Bollywood (a Hollywood indiana), com o diferencial que este recebeu diversos prêmios no exterior, inclusive em um festival de cinema em São Paulo. Ele se passa no século 16 e trata de conflitos religiosos e casamento por interesse. O filme é o que poderíamos chamar de épico-musical, pois tem muitas cenas de luta entre exércitos inimigos, além de duelos de espadas, e também muitos "clipes" musicais.
Acabei descobrindo que uma das músicas da trilha sonora da novela Caminho das Índias foi retirada desse filme. A diferença é que a música foi feita para o filme,completamente contextualizada, como pode-se ver ao ler sua tradução (se não me engano está na parte 16). Já na novela foi colocada completamente fora de contexto, já que é uma letra de exaltação ao imperador do filme.
O filme é grande, quase 4h de duração. Felizmente a pessoa que postou no YouTube dividiu em partes de cerca de 10min cada, num total de 20 partes. Logo, o assisti como uma minissérie: cada vez que eu tinha um tempinho, eu deixava 2 partes baixando e depois sentava para assistir. Valeu a pena!

Segue o link p/ a parte 1. Aproveitem as férias e divirtam-se assistindo algo diferente.

http://www.youtube.com/watch?v=Z-6Akxp3bfg&feature=channel

domingo, janeiro 10, 2010

BOA AÇÃO DO DIA (ou IDIOTAS QUE PARAM EM VAGAS PARA DEFICIENTE)

Ao vir para o trabalho de carro, eu normalmente paro em uma vaga de deficiente no estacionamento atrás do meu prédio (há uma vaga também no estacionamento na frente do prédio, mas como eles colocaram em uma posição que, para ficar perto da entrada do prédio, fica longe da entrada do estacionamento, e o espaço entre as fileiras de carros é muito reduzido, é uma droga para manobrar e normalmente fica vazia). Só que neste estacionamento e nas proximidades normalmente fica um lavador de carros, daqueles que um monte de gente deixa a chave do carro com ele porque não acha vaga ou pra ele lavar o carro. Daí o que o cidadão faz? Coloca os carros na vaga de deficiente! Olha que legal!
Quando ele está no estacionamento lavando algum carro e me vê chegando, ele normalmente tira o carro que lá está. Só que enquanto isso eu obstruo a rua que dá acesso ao estacionamento. Se ele não está por lá, eu que me vire pra achar outra vaga, que em geral é a vaga de deficiente que fica a uns 3 prédios de onde eu trabalho.
Um dia esta semana cheguei para estacionar e haviam 2 carros na vaga. Na verdade havia um carro na vaga e outro coladinho bem atrás, o que indica que o segundo carro provavelmente foi colocado lá pelo lavador de carros. O que estava na vaga também deve ter sido colocado pro ele, já que estamos em janeiro, muita gente de férias e os estacionamentos próximos nem estão tão cheios assim, sendo possível achar vagas com facilidade.
Tive que sair do estacionamento, dar uma volta e parar o carro mais longe. Felizmente por ser janeiro, consegui uma vaga comum não tão longe de onde eu pretendia estacionar. Quando eu ia a pé do meu carro para meu trabalho, me aproximei da vaga e fui na cara dura ver no vidro dianteiro do carro se havia o adesivo de deficiente ou de idoso (como não há vagas para idoso por lá, não me importaria se um idoso estivesse na vaga).
Como não havia e isso já vem me indignando faz tempo, resolvi tomar uma atitude. Ao chegar a minha sala liguei para o Detran e a atendente me disse que eu deveria ligar para o 190 para que mandassem uma viatura averiguar. (Eu nem sabia que 190 atendia chamados doDetran: para mim era só da polícia e bombeiros.) Liguei para lá e a atendente me disse que eu teria que passar placa e modelo do carro. Pedi a um colega para ir lá obter os dados do carro (vai que o lavador de carros estava lá; ele me conhece, logo não teria como e fazer despistadamente) e fiz a denúncia.
Como vivemos no Brasil, país onde muitas vezes as coisas não funcionam como deveriam, não sei se a viatura do Detran veio, mas depois de algum tempo olhando pela janela vimos que o carro não estava mais lá. (Mas infelizmente na hora que fui embora estava outro no lugar.) Será que minha ligação surtiu algum efeito? Pelo menos fiz minha parte.