quarta-feira, dezembro 29, 2010

CELEBRAR O QUÊ???

E assim o fim do ano chega novamente...

Época de festas, celebrações, confraternizações, presentes. Todos felizes pensando em se divertir, agradecendo por tudo de bom que ocorreu e planejando o ano seguinte, cheios de sonhos e esperanças.

Nesta época eu estaria empolgada com tudo e faria rituais e desejos de ano novo. Faria um balanço do ano e veria as dezenas de coisas legais que conquistei e faria dezenas de projeções felizes para o ano vindouro.

Eu costumava ser assim...

Viver sem sonhos é viver o nada. É sobreviver e rezar dia após dia para que a noite seguinte seja eterna, que meus olhos simplesmente não se abram nunca mais, já que rezar para que me seja mostrado o sentido da minha vida não tem adiantado.

Nesta época as pessoas procuram uma alegria forçada, sorrisos forçados, posturas forçadas, presentes forçados. Para quê???

Ao invés de procurar qualquer coisa para tentar celebrar minha "vida" patética, prefiro a companhia dos meus remédios (que nem sei se estão servindo de alguma coisa), da minha depressão e da minha cama.

Afinal, celebrar o quê? Minha vida inútil? Meus sonhos frustrados? A falta de perspectivas, de objetivos? Saber que ano que vem será a mesma merda, ou melhor, uma merda pior do que já foi esse ano? Que tudo que conquistei ao longo dos anos não serve pra nada? Que tudo que desejo conquistar é impossível? Que a cada dia que passa meu corpo está pior do que antes?

Celebrar o quê? Um passo a mais perto da morte?...

terça-feira, dezembro 07, 2010

FECHAMENTO POR TEMPO INDETERMINADO

Este blog, assim como a dona dele, está fechado por tempo indeterminado. Sou uma borboleta em busca de uma nova alma.

Pois a vida sem sonhos, sem luz, não é nada.

quarta-feira, novembro 24, 2010

ACESSIBILIDADE NOS SITES GOVERNAMENTAIS

No dia 22 passado, ocorreu aqui em Brasília, no Teatro da Caixa, a Conferência W3C eGOV Brasil. Por motivos profissionais, só assisti as palestras da manhã, horário em que também estavam as palestras que mais me interessavam.

Um fato bastante curioso apresentado é que, embora a acessibilidade nos sites governamentais seja obrigatória faz anos, o censo da web feito pela W3C Brasil comprovou que apenas 2% dos sites governamentais (aqueles que terminam com .gov.br) estão acessíveis, o que, além de altamente revoltante, é contrário à legislação vigente.
Considerando que apenas 5% dos sites respeitam o HTML padrão, não sei dizer se 2% dos sites estarem acessíveis é um dado ruim. Isso mostra que o sites governamentais de maneira geral são ruins em diversos aspectos, e a acessibilidade não fica de fora.

Para quem se interessou pelo evento, as palestras estão publicadas no site:
http://www.w3c.br/conferenciaegov/programa.htm

domingo, novembro 21, 2010

ESPETÁCULO DANCE E ENCANTE

Ontem foi minha primeira apresentação de dança do ventre. Eu já poderia ter participado de outras 2, mas infelizmente adoeci nas épocas (uma foi um típico stage fright: amanheci mal no dia anterior à apresentação). Mas o importante é que agora deu tudo certo!
Foi uma loucura de trocas de roupa ( duas durante o espetáculo), fila para fazer maquiagem, calor, um monte de mulher nervosa, todo mundo se descabelando... tudo louco e divertido.
Eu me apresentei 3x: como parte da abertura, na coreografia em grupo indiana e finalmente, meu solo. Depois que já havia dançado a minha parte, pude descer e sentar na plateia para apreciar as demais apresentações.
Dei sorte para uma amiga, que ganhou 1 mês de aula grátis. Legal, né?
Houve alguns problemas, que fizeram com que a apresentação não fosse perfeita, mas o que é perfeito nesse mundo?! O primeiro foi na abertura. Eu devia entrar depois de uma senhora, que faria uma rápida aparição com candelabro. Eu estive a todos os ensaios e sabia exatamente o momento em que ela entrava e o momento em que eu deveria entrar, interagindo com ela no palco. Só que ela não foi aos ensaios! Daí deu a hora de entrar e ela nada de entrar. Na coxia eu falava com ela que já era a hora e ela respondia que não. Moral da estória: Ela entrou super atrasada, atrasando todo o restante da abertura. Como depois de mim ainda haviam várias colegas para entrar com o véu, algumas entraram em cena já sem música.
Outro problema foi com a minha música. Embora eu não saiba o nome, é uma música bem conhecida de dança do ventre, com várias regravações. Eu ensaiei uma versão e a prof tinha outra. Por sorte, um dia ela levou a versão dela na aula e ensaiei umas vezes com ela, observando quais as diferenças da versão que eu tinha. Era pra eu a versão que escolhi, mas na hora, pra minha surpresa, toca a outra versão. Tive que fazer algumas adaptações de improviso para encaixar minha coreografia, mas foi legal que nem deu para perceber. Pena que fiquei sem fazer a coreografia da parte lenta da música, que era a parte mais legal da minha versão.
Depois da apresentação, foi só alegria. Cumprimentos das amigas, das colegas, e até de desconhecidos. Poses para fotos. A noite se encerrou com minha mãe, eu e uma amiga (que também é prof de dança do ventre) em casa, tomando vinho, comendo, ouvindo música árabe e jogando conversa fora.

ENQUANTO ISSO... QUE BOM !!!

A figura mais comédia do espetáculo foi um "projeto" de narrador/DJ que arrumaram. Pense numa pessoa que nunca apresentou nada na vida e não leva o menor jeito para isso: esse era o cara!
A uma certa altura do espetáculo, depois de já ter dançado as músicas previstas para mim, fui sentar na plateia junto a algumas colegas de dança para assistirmos o final do espetáculo. Houve problemas com as músicas (depois descobri que deixaram o CD com as músicas na ordem certa cair e trincar, logo tiveram que ir catando milho, digo músicas, em cada CD). Até localizar a música certa, o cara tentava improvisar, mas não saía de sua boca nada que prestasse.
Até que, numa desses, saiu a pérola: "Enquanto isso... que bom!" Eu e a colega ao lado tentando segurar o riso. Depois dessa, toda vez que ele tentava falar algo, olhávamos uma pra cara de outra e repetíamos, às gargalhadas: "Enquanto isso... que bom!"Comédia demais!

BORBOLETA AZUL NA JANELA

A grade da minha janela teve um ilustre morada por 2 dias: um linda borboleta azul. O interessante é que eu a vi de noite e ela gostou tanto da grade que passou o dia todo lá. De vez em quando eu olhava para ver se ainda estava lá, e ali permaneceu, persistente. Na noite de ontem, enquanto eu dançava, ela resolveu ir embora. Acho que ela veio me trazer sorte para o espetáculo.



Linda, não é?!

sábado, novembro 20, 2010

MAIS OUTRA PALESTRA SOBRE EB

Esse mês de novembro foi agitado em termos de palestras. Desta vez fui um pouquinho mais longe: Formosa. Fomos ontem de manhã cedo e chegamos ao Plano no início da tarde.
Deu pra conhecer um pouquinho a cidade pois rodamos um pouco para achar a Prefeitura, onde foi a palestra. O evento reunia enfermeiras e técnicas de enfermagem de diversas cidades do Entorno próximas a Formosa. Um ponto muito positivo é que uma portadora de EB, que faz parte da APPEB, mora lá, e ela foi com sua mãe. As duas adoraram a paletsra!
Por este ano chega de palestras! Ano que vem deve ter mais.

sexta-feira, novembro 12, 2010

MAIS UMA PALESTRA SOBRE EB

Nesta quarta fiz mais uma palestra sobre EB. Desta vez, foi na faculdade UNIPLAN para uma turma de 3o e 4o semestre. Vejam que estou muito requisitada ultimamente...kkkkkk
Considero a melhor palestra que já fiz até hoje. Quando comecei, a turma estava toda quietinha e falei por alguns minutos. Ao perceber a quietude, falei que havia esquecido de avisar que eu queria a participação delas. Que ao surgir uma dúvida, pudessem perguntar; se eu fosse tratar do assunto depois, no momento oportuno eu responderia. Pronto! Muitas mãozinhas agitando no ar, me enchendo de perguntas superinteressantes.
Nunca tinha visto um grupo tão participativo e com perguntas tão pertinentes. No intervalo da aula, várias me procuraram para fazer algumas perguntas e para sugerir assuntos a serem comentados com a turma. Mesmo ainda antes da metade do curso, várias alunas fazendo comparações entre o que estavam aprendendo com os seus conhecimentos prévios. Gostei muito delas!
(Estou usando o feminino sempre pois era um grupo de aproximadamente 25 pessoas e apenas 2 eram homens.)
Uma foto feliz do grupo (a profa. Joseli, que foi quem me convidou para a palestra é a de branco ao meu lado):


Que venham as próximas palestras!

segunda-feira, novembro 08, 2010

REVIVAL

A semana que passou foi uma semana decisiva no quesito tirar mágoas do meu coração, me liberar de sentimentos aprisionados que tanto me consumiam. Graças a Deus (e ao Floral para tratamento da minha auto-estima), tive a coragem necessária para buscar estes momentos de colocar os "pingos nos i's", de falar toda a verdade, de falar tudo que tinha vontade de falar e eu mesma me impedia.
Um destes momentos foi muito esclarecedor. Descobri que não era só eu quem fui ferida; eu feri também e não imaginava o tamanho da ferida. Assim passei da posição de quem espera ouvir o perdão do outro para quem também precisa pedir perdão pelos erros cometidos. Pela primeira vez conseguimos conversar de verdade, sem esconder nada do outro. Pedimos perdão um ao outro e nos perdoamos reciprocamente. No fim, senti um alívio muito grande e o carinho reconquistado, pois podemos dizer um ao outro o quanto nos amamos, cada um à sua maneira torta. Soltei um pouco do meu "veneninho" e fui correspondida. Certamente um dia isso terá alguma utilidade.
Isso me deu mais coragem para o segundo momento. Outra pessoa, outra situação, mas o mesmo objetivo: esclarecer, pôr pra fora o que era necessário, sem esperar muito em troca, apenas dizer e ouvir. Foi uma conversa muito mais leve e tranquila, pois não haviam mágoas, mas sentimentos mal resolvidos. Foram momentos difíceis, pois precisei dizer coisas muito íntimas do meu ser. No fim, mesmo que eu tenha ouvido o que eu não gostaria de ouvir, pois no fundo eu tinha a esperança de outra resposta, foi muito bom ouvi-lo. Pude também ter a certeza do quanto os laços de amizade são fortes e do verdadeiro amor que nos une.
(Amor: palavra complicada, pois possui muitas nuances em si, e para cada pessoa a quem amamos, uma nuance diferente. Falta ao nosso vocabulário palavras para cada uma dessas nuances, o que nos causa tanto sofrimento.)
Só posso dizer que depois de tudo isso, misturado a muito choro, eu consegui tirar grandes pesos das minhas costas. É uma pena não se poder ter tudo que se deseja. Mas o importante é que me sinto muito, mas muito, mais feliz, leve e em paz.

sexta-feira, novembro 05, 2010

PROIBIDO SORVETE (e A DECADÊNCIA DAS LOJAS DE DEPARTAMENTOS)

Esta semana fui a um shopping pois tinha uma consulta médica na parte de escritórios/consultórios. Depois da consulta, me sobrou um tempinho e fui dar uma volta, ver as vitrines e as novas tendências.
O mais curioso foi ver na vitrine de uma loja feminina de roupas chiques (incluindo muitas roupas de festa), uma placa de "proibido sorvete". Sabe a placa de "proibido fumar"? Troque o cigarro por uma casquinha de sorvete. O resultado é algo parecido com isso:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEixaf7AiHFct2bkQab6jBMOjultB7f7OeEiTSB-r6yR7TKSDiU8JSwN4QuMwQyKNV5gDFMZvFx_emTsA0Dlz-W0oBkMXVNeXiHe3fjtf3AeppXsExYwqAKjbSFsiEi6l79WioYe/s320/KRK4+027.jpg
Muito comédia, né?

Entrei em diversas lojas de departamento para tentar garimpar coisas legais, o que percebi que está cada vez mais difícil. Parece que as lojas de departamento estão numa decadência total, vendendo roupas de tecidos de quinta e mal acabadas. Sempre que eu achava uma blusa com uma estampa legal, quando ia ver de perto o tecido era daquele "lavou, acabou" ou então as costuras eram todas mal feitas, com pedaços de linha dependurado ou partes descosturando. Isso eu não vi só em uma blusa ou em uma loja: diversas blusas de lojas variadas eram assim. Deu até desgosto! Pelo menos achei uma calça bem bacana, tanto que comprei 2 (já prevendo que vai acabar rápido). Outra só não comprei pq ficou comprida e havia um zíper na canela, acabando na barra (Para facilitar na hora de vestir, já que a calça é do modelo skinny, super justa na perna. Na verdade ela só passou pelo meu pé por causa da abertura do zíper.) , logo não há como fazer barra.
Para minha alegria, no mesmo dia veio aqui em casa uma moça que vende roupas em domicílio. Eu comprei 2 calças com elástico no cós, o que pra mim é uma mão na roda, e uma blusa. Paguei super caro, mas pelo menos passou o trauma de roupa mal feita, pois são roupas de boa qualidade.

quinta-feira, novembro 04, 2010

MAIS UMA PALESTRA SOBRE ACESSIBILIDADE

Recebi um convite super relâmpago na semana passada para fazer uma palestra sobre acessibilidade, que foi realizada ontem. Esta foi uma palestra para um grupo fechado: coordenadores dos pólos do DF Digital.
Embora eu tenha tratado um pouco de aspectos técnicos sobre acessibilidade de sites (já abordados em palestras anteriores), desta vez eu tinha um público de não-profissionais da informática. Portanto, foi uma palestra bem simples, focado em conceitos básicos.
O principal que martelei na cabeça deles foi que deficiente visual não é sinônimo de cego, assim como deficiente auditivo não é sinônimo de surdo. Se eles conseguiram sair de lá com essa ideia em mente, já me dou por satisfeita, pois consegui pelo menos conscientizá-los de conceitos importantes e desconhecidos de quem não tem convivência com PNEs.
Surgiram perguntas muito interessantes, por ex. se existe ex-deficiente. A resposta: claro que existe! Não são muitos, certamente, mas a medicina tem avançado tanto que é possível uma pessoa recuperar o que perdeu a ponto de deixar de ser legalmente um deficiente.
Também aprendi com eles enquanto esperava a hora da minha palestra, pois fiquei no auditório ouvindo outras discussões que ocorriam. Foi interessante ouvir sobre as realidades de alguns pólos e as dificuldades que enfrentam para levar cursos gratuitos à população.
Foi uma experiência produtiva. Acho que a maioria dos que assistiram gostaram do que apresentei. Já recebi até o feedback por meio de quem me convidou para fazer a palestra de que sugeriram que eu fosse aos pólos para palestrar aos monitores dos cursos. Tomara que a sugestão seja acatada e possa ser implementada. Acho que seria uma experiência muito rica para todos nós.

segunda-feira, novembro 01, 2010

CONHECENDO O DF - SETOR DE MANSÕES DE SOBRADINHO E FERCAL

Algumas semanas antes do Halloween, falei com alguns amigos que tava com desejo de ir a uma festa de Halloween, vestir fantasia, essa coisa toda. Uma amiga resolveu dar uma festa de Halloween na casa dela e eu entrei como parceira: fiz as compras de diversos objetos decorativos (algo que não fica baratinho) e ela cedeu a casa e fez um caldo.
O local: Setor de Mansões de Sobradinho. Como chegar: não sabia direito até a noite anterior, quando ela mandou um mapa, mas não deu muitas referências de como chegar. O que eu sabia sobre como chegar: pegar a mesma pista que se usa para ir ao Grande Colorado, mas continuar reto até algum lugar e entrar a direita.
Quando olhei a imagem do Google Maps, cheguei a seguinte conclusão: passando o Grande Colorado, haveria alguns condomínios, depois um trecho de mato e quando voltasse a ter casas, seria o local. Bem, construíram mais condomínios onde era o mato. Daí ferrou todo meu entendimento.
Pela estrada afora eu fui bem sozinha, como diria Chapeuzinho Vermelho. Graças ao horário de verão ainda era de dia, pois a via está eternamente em obras, sem iluminação alguma e cheia de desvios e quebra-molas. Coitadas das pessoas que moram por lá e tem que voltar a noite! Tanto que na volta, voltamos em comboio guiados por um amigo que usou o caminho alternativo e mais longo, mas que é todo iluminado.
Passou o Grande Colorado, passou muitas casas a direita e o mato não chegava. Daí vi um posto de gasolina e pensei: Minha amiga falou do posto de gasolina. O que eu deveria fazer no posto de gasolina? Será que eu tinha que entrar? Já era tarde: já havia passado do posto e a via não possuía acostamento. Mas pensei: ainda não passou o mato.
Finalmente surge o mato, mas também curvas, muitas delas. No mapa não haviam tantas curvas. Daí me toquei que havia passado. Mas não havia como retornar, então resolvi ir até a próxima "civilização". Antes dela, havia uma entrada de chão para o Centro Educacional (ou seja lá qual o nome da escola) do Engenho. Bem, engenhos são coisas rurais, logo deveria estar numa área rural.
Finalmente vi a civilização... Mas sabe aquelas cidades de interior em que todo o comércio na beira da pista possui o nome da cidade? Por ex., para a cidade X temos a Drogaria X, o Mecânico X, Açougue X, Mercadinho X... De repente percebo este padrão. Quando vi a Toneadora Fercal me toquei: Nossa, estou na Fercal! Sempre que pego esta via sigo a placa que indica Fercal, mas nunca tinha chegado até ela.
Por sorte, bem na entrada da cidade tem o Posto Policial da Fercal. Parei no Posto e tuve um diálogo hilário com o policial.
- Boa tarde. Eu estou indo pro Setor de Mansões de Sobradinho. (rindo) Eu passei, né?
- Você veio do Plano?
- Humrum. (aceno de cabeça)
- Bem, então você passou.
- Até onde tenho que voltar?
- Até o posto de gasolina. Entrando a esquerda no posto, toda aquela área é o Setor de Mansões.
- (penso com meus botões: eu sabia que tinha que fazer algo no posto de gasolina, só não lembrava o que...) Obrigada.

Voltei e entrei logo que vi casas novamente. Nem esperei chegar o posto para entrar. Depois de mais algumas perdidas no condomínio errado (pois entrei antes da hora), cheguei ao meu destino. Uffffaaaaa!

Vale destacar que o Setor de Mansões não possui mansões.

quinta-feira, outubro 28, 2010

O ATAQUE DOS BESOUROS VOADORES

Não sei se isso acontece com vocês, mas algo muito ruim do início das chuvas é a quantidade de bichos que invadem a casa. Alguns se assemelham a besouros, outros são formigas aladas, mas todos possuem algo em comum.
Primeiramente eles procuram a luz, mas mesmo quando apagar a luz, eles contunuarão voando pela casa, uma vez que não sabem a saída. Segundo, eles tentarão atacar os moradores da casa. Por três vezes já tive besouros presos no meu cabelo. Outras vezes eles pulam no meu corpo e ficam lá. Certo dia tive que tirar um de dentro da camisola (não me pergunte como ele entrou lá). As formigas aladas também gostam de andar pelo chão, como toda formiga, daí gostam de subir pelas pernas. Já teve um dia que tive que ligar o ventilador na velociade máxima pra vez se eles largavam de mim. Mesmo com a luz apagada e eu já deitada na cama, eles queriam me atacar.
O chão amanhece uma beleza no dia seguinte, como é de se imaginar. Um monte de bicho morto pra tudo que é canto.
Não sei porque eles gostam tanto de entrar em casa e nos atormentar... ai ai.

sexta-feira, outubro 22, 2010

SEM ELEVADOR, SEM TRABALHO

Ontem tive uma grande surpresa ao chegar ao trabalho. Saindo do carro, recebi a notícia, por meio de uma colega que passava na hora, de que nenhum dos elevadores funcionava. São 3 elevadores no prédio, mais um privativo, e simplesmente pararam de funcionar na noite anterior.
Anteontem quando cheguei ao trabalho, apenas um dos elevadores funcionava. E foi um sexto sentido que me fez ir embora mais cedo, motivada pela chuva forte que se anunciava. S eu tivesse ficado até mais tarde, de repente nem teria elevador para descer.
Já imaginou subir 11 andares de escada? Isso foi o que meus colegas tiveram que fazer ontem. Felizmente de tarde já tinha um elevador funcionando.
A informação que havia no momento em que nenhum elevador funcionava é que havia vencido o contrato de manutenção. Logo pensei que iria virar a mesma novela do Anexo do Buriti, que há meses quase todos sobem de escada, pois só há 2 elevadores em funcionamento, que só levam as pessoas que trabalham acima do décimo andar, deficientes e gestantes. No nosso caso, não havia nenhum elevador mesmo. Uma colega gestante e eu e mais outro colega deficiente tivemos o dia abonado, por impossibilidade de vir trabalhar.
Felizmente diz que foi feito um contrato de manutenção de emergência para resolver o problema. Pior que ninguém de onde trabalho pode fazer muita coisa sobre isso, pois não trabalhamos em prédio próprio, mas sim de outro órgão público; portanto, esse tipo de serviço depende do órgão "dono" do prédio.
Ganhei um diazinho de folga. E mais medo ainda de andar nesses elevadores sucateados...

quarta-feira, outubro 20, 2010

SHOW DO CRANBERRIES

Ontem foi o show dos Cranberreies aqui em Brasília. Nossa, que show! Valeu muito a pena!
Fiquei triste com a organização, pois permitiu que um show durante a semana atrasasse 1h para começar. Eles pensam que ninguém trabalha, só pode... Felizmente pude dormir até bem tarde hoje por trabalhar só na parte da tarde. Pelo menos enquanto esperávamos o show começar, foi tocada uma sequência fantástica de músicas internacionais.
Apesar de haver 6 mil pessoas (segundo reportagem do Correio Braziliense), foi tudo super tranquilo. Como o público era mais velho (não tinha praticamente ninguém abaixo dos 25 anos), o clima era de total harmonia: nada de confusão, de empurra-empurra. Além disso, com os ingressos que compramos pra pista, uma amiga e eu pudemos nos sentar nas cadeiras do ginásio e esperar um pouco mais confortavelmente (pois aquelas cadeiras de plástico não são nada confortáveis).
O show foi muito bom. A Dolores é muito carismática e tem boa presença de palco. As dancinhas dela são meio estranhas, mas a voz é poderosa assim como nos álbuns (o que foi facilmente percebido nos agudos de músicas como Ridiculous Thoughts e Empty). Foram escolhidos todos os sucessos, sendo que boa parte do repertório foi dos álbuns No Need to Argue e To the Faithful Departed, que são justamente os 2 álbuns que tenho. Nunca tinha visto um bis com 4 músicas. Foi 1h e meia de pura diversão!

segunda-feira, outubro 11, 2010

CONHECENDO RITMOS: ZOUK

Na sexta fui a uma casa noturna por ocasião do aniversário de uma amiga. Não fiquei muito tempo, por ter que trabalhar sábado de manhã. Mas no pouco tempo que fiquei (menos de 2h), conheci o tão falado, e ainda desconhecido para mim, zouk.
Já tinha ouvido o nome deste ritmo por meio de amigos que fazem dança de salão, mas nunca tinha perguntado do que se tratava nem nunca o tinha ouvido. Gente, o que é aquilo! Quando se ouve dá uma vontade louca de dançar! Mesmo sem par e sem saber dançar aquilo, não me aguentei: levantei-me da mesa e fui mexer meu esqueletinho, sem me preocupar com a maneira com que os outros estavam dançando.
Como me definiu a aniversariante (que também não sabia dançar, não sei se até o fim da noite ela aprendeu), o zouk é uma "lambada eletrônica". Ele tem forte influencia da lambada, conforme info que li na internet, mas é mais lento, portanto não há aqueles rodopios pra se dançar com saia curta e mostrar a calcinha (kkkk), mas tem as famosas jogadas de cabelo. Só achei estranho remixarem músicas da Lady Gaga e da Rihanna com a batida zouk ao fundo.
Também achei que há uma certa influencia de ritmos árabes (na internet achei lugares dizendo que havia, mas neles mesmo se afirmava que tal afirmação carecia de fontes confiáveis) no zouk. Acho que dá pra aplicar diversos passos da dança do ventre a uma música neste ritmo de maneira bem harmônica.
No mais, me pereceu um ritmo sensual e gostoso. Mesmo eu não sendo fã de dançar junto, por um momento até me deu vontade de aprender a dançá-lo.

segunda-feira, outubro 04, 2010

PASSADAS AS ELEIÇÕES, FICA O LIXO

Em uma rápida passada hoje próximo a algumas escolas que foram locais de votação neste domingo, era triste ver a quantidade de lixo espalhada pelo chão. E isso não se limitou às portas dos colégios não. Há ruas de distância, ainda era possível ver o rastro de sujeira.
Segundo reportagens de 2 jornais locais online, nos próximos dias 1500 garis trabalharão, esta semana, inclusive com aumento na jornada de trabalho, para limpar a sujeira de santinhos e placas de propaganda de políticos, com estimativa de pelo menos 200 toneladas de lixo a ser recolhido.
Uma grande falta de respeito dos políticos e seus cabos eleitorais com o meio ambiente. Imagina se cai uma chuva com enxurrada e isso tudo vai parar dentro dos bueiros. Já imaginou o caos?! Como se já não bastasse o tanto de "lixo" que entrou nas câmaras legislativa e federal com os votos do povo do DF.
Talvez fosse interessante uma lei que instituísse multa para os políticos sujões. Não custa nada sonhar, né?

domingo, setembro 26, 2010

SENTIMENTOS DESTRUIDORES: FALSIDADE E FALTA DE RESPEITO

Este ano, em especial os últimos meses, tem sido de muitas descobertas para mim. Aprendi o quanto a vida é efêmera, logo deve ser aproveitada ao máximo, não deixando para fazer as coisas “amanhã”. Aprendi também que boa parte dos problemas tem origem emocional, em especial questões de saúde. Aprendi que devo tentar ser feliz agora e que minha felicidade só depende de mim e das escolhas que faço, e não deve depender das pessoas que me cercam. Mas principalmente, aprendi a ter amor próprio e auto-estima.
Neste processo, passei a refletir mais sobre minha vida e as coisas que me afligem ou já me afligiram. Aprendi a olhar para essas coisas com distanciamento suficiente para que eu as compreenda na íntegra, como verdadeiramente são.

Foi assim que finamente percebi o quanto me foi valioso, a 2 anos atrás, terminar um relacionamento de quase 5 anos. Os 3 primeiros anos, talvez 3 anos e meio, foram muito proveitosos: aprendi muitas coisas e crescíamos juntos enquanto pessoas. Mas isso mudou. No último 1 ano e meio, aquele que dizia me amar simplesmente estagnou. Ou posso dizer que regrediu, pois do meu ponto de vista, eu continuava crescendo e ele “regredindo”. Foram anos em que ficou evidente que, já que eu já havia sido conquistada, ele não precisava se esforçar mais para parecer alguém melhor. Daí começou a falsidade e falta de respeito. Não havia respeito por minhas opiniões, sentimentos e conhecimentos. Não havia nenhum estímulo para que eu usasse minhas habilidades e qualidades, para que eu mostrasse meu valor. O único intuito era me manter de bom humor o suficiente para que eu correspondesse aos desejos sexuais dele.
Foi um ano e meio de inércia, humilhação, falta de respeito e sensibilidade. Tudo que eu dizia que não gostava, aí sim era feito. Tudo que dizia me magoava e me machucava. Que vida é essa, em que se escolhe viver com uma pessoa que só te traz sofrimento?
Para citar exemplos, ele nunca lia este blog. Ele nunca me disse: “que legal aquilo que escreveu sobre tal coisa”. Ou então me perguntava sobre coisas que lá estavam devidamente mencionadas, logo eu dizia: “você quer saber sobre isso, tá tudo lá no blog”. A resposta era sempre um sorriso amarelo. Tinha tempo para ver e me mandar e-mails com charges da internet e abobrinhas quaisquer, mas para ler meu blog “ele nunca tinha tempo”.
Meus conhecimentos de informática também eram completamente ignorados. Eu passei meses para convencê-lo a se livrar da carroça que ele tinha. Como não havia nenhum idiota disposto a ir com ele numa loja comprar, a idiota aqui foi na maior boa vontade. Depois passei meses convencendo-o a colocar senha no computador e depois a tirá-lo da pseudo-biblioteca que havia em sua casa, na qual a família inteira usava o computador e o enchia de vírus. Quando eu falava, ele não demostrava o menor entendimento da importância daqueles conselhos. Mas bastava qualquer zé mané se oferecer a fazê-lo, formatavam o computador dele e em geral eu perdia tudo que por acaso eu tivesse gravado somente lá.
Um último exemplo era o fato dele sempre fazer qualquer coisa que eu dissesse que eu não gostava. Se eu não gostava que ele sempre viesse com a ladainha dele sobre problemas no transporte público, ele fazia questão de incluir isso em todas as conversas que tinha com outras pessoas quando eu estava presente. Se eu dizia que não gostava que me chamasse para eventos de pouca significância durante a semana, pois além de gastar um horror de taxi indo e voltando, eu ficaria pouco tempo, por ter que levantar cedo para trabalhar, (mas ele poderia ir tranquilamente sozinho) aí que ele me chamava mesmo para todas as bobagens gratuitas que existissem, só para me deixar triste por não poder ir.

Nos últimos meses tentei ao máximo me distanciar. Primeiro porque haviam coisas mais importantes que me consumiam boa parte o tempo, e eu deveria estar bem emocionalmente para transpô-las. Além disso, já tinham coisas demais para me preocupar, que não precisavam ser pioradas pela tristeza que eu sentia ao estar ao lado dele, mas que na época eu não compreendia a causa. Eu sabia que havia algo de errado, eu sabia que não era feliz, mas não sabia explicar com a clareza de palavras que uso hoje.
E os 5 anos de relacionamento se aproximavam... Para mim, 5 anos de relacionamento era muito. Fazia-se necessário tomar um rumo: decidir se eu me casaria com ele ou se terminava tudo, já que continuar só consumiria tempo e não me levaria a lugar algum.Ao mesmo tempo em que tudo só piorava, eu me esforçava para tentar salvar o insalvável (será isso um neologismo?!). Eu tentava falar do que me incomodava, mas cada vez que eu o fazia era como se eu encenasse um monólogo, em que só eu falava e ele me olhava com cara de sonso, enquanto tudo que eu dizia entrava por um ouvido e saía pelo outro. Além disso, como me casar com uma pessoa inerte e irresponsável, que nunca tinha inicativa para comprar qualquer coisa que fosse e que não conseguia pagar uma conta sequer em dia? Casar pra ser babá de homem, para eu ter que assumir todas as responsabilidades da casa e além de tudo ser o brinquedinho sexual dele, que tinha que estar sempre pronta para satisfazê-lo? Isso me parecia abuso demais!
Mesmo assim, eu fazia grandes planos para a data: comprei coisas e pesquisava onde encomendar outras, tudo para agradá-lo. Passei meses planejando tudo com muito carinho para que foss um dia especial. Eu queria ter um momento feliz depois de tanto tempo sentindo falta disso. E talvez, nos dias seguintes a um dia de felicidade, ele estivesse mais receptivo para discutimos o que havia de errado, além de perguntá-lo de uma vez por todas se ele estava disposto a “recomeçarmos”.
Entretanto, quanto mais o dia se aproximava, mais eu me decepcionava. Eu só recebia falta de consideração em troca e a situação chegou a tal ponto que eu não aguentava mais esse sofrimento. Era demais para mim, para minha cabeça e para meu corpo, que inclusive adoecia por tudo que se passava. Com cerca de 20 dias de antecedência explodi! Explodi por não aguentar mais tantas faltas de carinho e respeito seguidas. Decidi que eu não merecia mais aquela humilhação, que eu merecia ser feliz!

Alguns dias depois, tivemos uma conversa curiosa em um almoço que marquei com ele, para esclarecer melhor as coisas. Em meio a lágrimas de crocodilo, ele me implorava para que eu ficasse, mas nunca me perguntou o que havia de errado e o que poderia (pelo menos tentar) fazer para melhorar, embora hoje eu veja que não havia conserto. Se ele realmente me amasse como dizia, ele tentaria mudar a situação. Ao invés disso, se limitou a me propor que passássemos a sair sem compromisso (ou seja, sexo eventual). Como obviamente neguei isso, ele me propôs que continuássemos amigos. Como pessoa, ele era ( ou pelo menos me parecia) ser alguém bom, e como éramos amigos antes, nada mais justo que continuássemos amigos.
Para mim, o pedido era palavra de honra. Continuei frequentando normalmente a casa dele e dos parentes dele, pessoas super gentis com as quais estreitei laços de amizade. Continuavam me chamando para as festas e sempre fui Sempre tratei a todos e fui tratada com muito respeito e carinho e da minha parte não deixarei de fazê-lo.
Mas a suposta amizade com ele durou cerca de um ano. Enquanto eu me preocupava em ser gentil, entrar em contato, visitá-lo, manter uma amizade agradável, ele “retribuía” sendo novamente falso comigo. Primeiramente, de uma hora para outra ele passou a ter a melhor das vidas, onde ele relatava que tudo que ele fazia era interessante e prazeroso. Agora era ele quem protagonizava monólogos, contando seus grandes feitos. Ou seja, ele fazia questão de jogar na minha cara que agora a vida dele era boa, logo, quando estava comigo era um lixo.
Depois ele passou a fazer falsas promessas, de coisas simples. Depois me humilhar em público, quando encontrar comigo fosse inevitável. Em seguida passou a fingir que eu não existia, a evitar lugares onde ele sabia que eu estava, a se esconder para não me ver. Por último, não é mais capaz nem de dizer mais um “oi” ou pronunciar meu nome.
Em última conversa com o meliante, ele me confirmou alguns dos fatos expostos acima e sobre outros se recusou a responder. Quem cala consente... Pelo menos ele admitiu ter errado comigo. Já é um começo, afinal para se curar, é necessário saber que doença se tem.

É muito triste perceber que uma pessoa com quem se conviveu por tanto tempo é capaz de ser tão falsa, tão baixa. Sinceramente não sei sinto mais pena ou nojo dele. Sinto também muita rava de mim mesma, pois hoje percebo o quanto fui burra todos esses anos, ao me rebaixar por me entregar a pessoa dessas e por não perceber antes toda a sua falta de caráter. Mas essa raiva vai passar, tenho certeza, afinal a raiva não é um sentimento edificdor.



Mas como tudo na vida, há o seu lado bom. Depois que terminei com ele, tantas coisas boas aconteceram na minha vida! Tenho quase certeza que minha energia estava presa, amarrada, arraigada a algo que me prendia e me fazia sofrer. Parece que cada vez mais minha energia flui, com tanta alegria e vivacidade que nunca experimentei antes. E nos últimos meses ainda mais, motivada, dentre outras coisas, pelo fato de ele me ignorar totalmente, somente confirmando todas as conclusões as quais eu havia chegado.
Precisei sofrer para perceber o quanto fui ingênua e burra e o quanto eu não amava a mim mesma. Felizmente hoje me considero uma nova pessoa: livre, feliz e maravilhosa. Simplesmente Ab Fab!

sábado, setembro 18, 2010

SHOW "A ERA DOS FESTIVAIS"

Ontem fui a um show ma-ra-vi-lho-so na sala Cassia Eller na Funarte. Entitulado "A Era dos Festivais", reuniu 6 cantores da cidade de altíssimo nível (apenas 1 deles eu não conhecia, e não me decepcionou nem um pouco) para cantar um repertório repleto de sucessos dos anos 60.
Felizmente posso dizer que sou uma pessoa com bastante cultura musical. Apesar de meus pais nem serem casados naquela época (ou seja, eu nem pensava em nascer), passei a infância toda ouvindo essas músicas. Das 16 músicas apresentadas, apenas 2 eu não conhecia pelo nome e quando ouvi uma delas eu reconheci pelo refrão.
O show foi emocionante e ao mesmo tempo alegre e divertido, com as pessoas cantando junto o tempo todo. Os músicos também eram excelentes, com destaque para o flautista e o percussionista, que deram verdadeiros shows.
Na verdade sou meio suspeita para falar deste show, já que conheço pessoalmente e acompanho o trabalho de 2 das cantoras, Sandra Duailibe e Janette Dornellas, as quais me conhecem e sempre faço questão de cumprimentá-las e bater um papo ao fim dos shows.
Ao fim do show foi dada a grata notícia que o show terá temporada de 3 dias no Teatro da Caixa no fim de novembro. Com certeza estarei lá de novo e enviarei e-mail aos amigos convidando, pois valeu muito a pena.

quinta-feira, setembro 16, 2010

DE VOLTA ÀS ORIGENS: PARÁ

O fim de semana do feriado foi muito bom. Tive a oportunidade de voltar à minha terrinha natal: Belém. (Quem quiser entender melhor o assunto, basta procurar minha postagem sobre Manaus, onde falo sobre isso resumidamente.)
Novamente fui ao Norte motivada por um casamento: desta vez de uma prima por parte de pai. Como só tenho contato com 2 tias por parte de pai, eu era uma das pouquíssimas representantes deste lado da família.
Se Manaus já era quente, pense num lugar quente! Agora pense num lugar mais quente ainda! Bem-vindo a Belém!!! O calor no Parazão é realmente insuportável como ouvi minha vida toda. Só não foi pior porque 1) passei apenas 4 dias lá; 2) em Belém passei praticamente o tempo todo num hotel, com ar condicionado, obviamente; 3) com a secura que faz em Brasília, até me fez bem a umidade (não o calor, apenas a umidade).
Ao chegar lá fomos direto para Castanhal, cidade a uma hora de Belém, onde moram diversos parentes e meus padrinhos, que eu vi pela última vez quando eu tinha uns 5, 6 anos de idade. Todos nos receberam muito bem e organizaram um jantar para reunir a família toda para nos ver. No cardápio, não podiam faltar o jambu e o tucupi, que são usados em diversos pratos típicos paraenses.
No dia seguinte, tomei no café da manhã uma bela tigela de açaí do próprio pé da minha madrinha, que fora colhida no dia anterior e processada. Nossa, que delícia tomar açaí fresquinho, cultivado sem agrotóxicos e sem adição de conservantes! O melhor açaí da minha vida!
Após o almoço, voltamos a Belém, onde também fui muito bem recebida pela minha tia, a mãe da noiva. Passeamos no fim da tarde pelas Docas, um lugar que ficou lindo após a revitalização. Foi criada uma grande área com restaurantes, quiosques e lojinhas diversas, além de salões para eventos. (Quando saímos chegavam os convidados para um casamento chiquérrimo, cuja decoração espiamos pelas cortinas que cobriam as paredes de vidro.) Aproveitei para tomar tacacá e sorvete da Cairu. Tudo de bom!
No último dia saímos com uma tia pela manhã para um passeio para conhecer a cidade. Foi corrido, mas deu para ter uma visão geral e tirar várias fotos. Pude conhecer o prédio onde eu vivi meus poucos meses em Belém e onde minha mãe trabalhava, locais os quais ouvi falar a vida toda e só faziam parte do meu imaginário.
No almoço arrisquei-me a experimentar um pouquinho de maniçoba. Ô coisa ruim! Muitas pessoas me diziam que era ruim, mas não imaginava que tinha gosto de queimado, devido ao grande período de cozimento da folha da mandioca-brava.
Foi uma viagem rápida, mas muito proveitosa. Ano que vem estarei lá de novo, em mais um evento familiar.