quinta-feira, outubro 28, 2010

O ATAQUE DOS BESOUROS VOADORES

Não sei se isso acontece com vocês, mas algo muito ruim do início das chuvas é a quantidade de bichos que invadem a casa. Alguns se assemelham a besouros, outros são formigas aladas, mas todos possuem algo em comum.
Primeiramente eles procuram a luz, mas mesmo quando apagar a luz, eles contunuarão voando pela casa, uma vez que não sabem a saída. Segundo, eles tentarão atacar os moradores da casa. Por três vezes já tive besouros presos no meu cabelo. Outras vezes eles pulam no meu corpo e ficam lá. Certo dia tive que tirar um de dentro da camisola (não me pergunte como ele entrou lá). As formigas aladas também gostam de andar pelo chão, como toda formiga, daí gostam de subir pelas pernas. Já teve um dia que tive que ligar o ventilador na velociade máxima pra vez se eles largavam de mim. Mesmo com a luz apagada e eu já deitada na cama, eles queriam me atacar.
O chão amanhece uma beleza no dia seguinte, como é de se imaginar. Um monte de bicho morto pra tudo que é canto.
Não sei porque eles gostam tanto de entrar em casa e nos atormentar... ai ai.

sexta-feira, outubro 22, 2010

SEM ELEVADOR, SEM TRABALHO

Ontem tive uma grande surpresa ao chegar ao trabalho. Saindo do carro, recebi a notícia, por meio de uma colega que passava na hora, de que nenhum dos elevadores funcionava. São 3 elevadores no prédio, mais um privativo, e simplesmente pararam de funcionar na noite anterior.
Anteontem quando cheguei ao trabalho, apenas um dos elevadores funcionava. E foi um sexto sentido que me fez ir embora mais cedo, motivada pela chuva forte que se anunciava. S eu tivesse ficado até mais tarde, de repente nem teria elevador para descer.
Já imaginou subir 11 andares de escada? Isso foi o que meus colegas tiveram que fazer ontem. Felizmente de tarde já tinha um elevador funcionando.
A informação que havia no momento em que nenhum elevador funcionava é que havia vencido o contrato de manutenção. Logo pensei que iria virar a mesma novela do Anexo do Buriti, que há meses quase todos sobem de escada, pois só há 2 elevadores em funcionamento, que só levam as pessoas que trabalham acima do décimo andar, deficientes e gestantes. No nosso caso, não havia nenhum elevador mesmo. Uma colega gestante e eu e mais outro colega deficiente tivemos o dia abonado, por impossibilidade de vir trabalhar.
Felizmente diz que foi feito um contrato de manutenção de emergência para resolver o problema. Pior que ninguém de onde trabalho pode fazer muita coisa sobre isso, pois não trabalhamos em prédio próprio, mas sim de outro órgão público; portanto, esse tipo de serviço depende do órgão "dono" do prédio.
Ganhei um diazinho de folga. E mais medo ainda de andar nesses elevadores sucateados...

quarta-feira, outubro 20, 2010

SHOW DO CRANBERRIES

Ontem foi o show dos Cranberreies aqui em Brasília. Nossa, que show! Valeu muito a pena!
Fiquei triste com a organização, pois permitiu que um show durante a semana atrasasse 1h para começar. Eles pensam que ninguém trabalha, só pode... Felizmente pude dormir até bem tarde hoje por trabalhar só na parte da tarde. Pelo menos enquanto esperávamos o show começar, foi tocada uma sequência fantástica de músicas internacionais.
Apesar de haver 6 mil pessoas (segundo reportagem do Correio Braziliense), foi tudo super tranquilo. Como o público era mais velho (não tinha praticamente ninguém abaixo dos 25 anos), o clima era de total harmonia: nada de confusão, de empurra-empurra. Além disso, com os ingressos que compramos pra pista, uma amiga e eu pudemos nos sentar nas cadeiras do ginásio e esperar um pouco mais confortavelmente (pois aquelas cadeiras de plástico não são nada confortáveis).
O show foi muito bom. A Dolores é muito carismática e tem boa presença de palco. As dancinhas dela são meio estranhas, mas a voz é poderosa assim como nos álbuns (o que foi facilmente percebido nos agudos de músicas como Ridiculous Thoughts e Empty). Foram escolhidos todos os sucessos, sendo que boa parte do repertório foi dos álbuns No Need to Argue e To the Faithful Departed, que são justamente os 2 álbuns que tenho. Nunca tinha visto um bis com 4 músicas. Foi 1h e meia de pura diversão!

segunda-feira, outubro 11, 2010

CONHECENDO RITMOS: ZOUK

Na sexta fui a uma casa noturna por ocasião do aniversário de uma amiga. Não fiquei muito tempo, por ter que trabalhar sábado de manhã. Mas no pouco tempo que fiquei (menos de 2h), conheci o tão falado, e ainda desconhecido para mim, zouk.
Já tinha ouvido o nome deste ritmo por meio de amigos que fazem dança de salão, mas nunca tinha perguntado do que se tratava nem nunca o tinha ouvido. Gente, o que é aquilo! Quando se ouve dá uma vontade louca de dançar! Mesmo sem par e sem saber dançar aquilo, não me aguentei: levantei-me da mesa e fui mexer meu esqueletinho, sem me preocupar com a maneira com que os outros estavam dançando.
Como me definiu a aniversariante (que também não sabia dançar, não sei se até o fim da noite ela aprendeu), o zouk é uma "lambada eletrônica". Ele tem forte influencia da lambada, conforme info que li na internet, mas é mais lento, portanto não há aqueles rodopios pra se dançar com saia curta e mostrar a calcinha (kkkk), mas tem as famosas jogadas de cabelo. Só achei estranho remixarem músicas da Lady Gaga e da Rihanna com a batida zouk ao fundo.
Também achei que há uma certa influencia de ritmos árabes (na internet achei lugares dizendo que havia, mas neles mesmo se afirmava que tal afirmação carecia de fontes confiáveis) no zouk. Acho que dá pra aplicar diversos passos da dança do ventre a uma música neste ritmo de maneira bem harmônica.
No mais, me pereceu um ritmo sensual e gostoso. Mesmo eu não sendo fã de dançar junto, por um momento até me deu vontade de aprender a dançá-lo.

segunda-feira, outubro 04, 2010

PASSADAS AS ELEIÇÕES, FICA O LIXO

Em uma rápida passada hoje próximo a algumas escolas que foram locais de votação neste domingo, era triste ver a quantidade de lixo espalhada pelo chão. E isso não se limitou às portas dos colégios não. Há ruas de distância, ainda era possível ver o rastro de sujeira.
Segundo reportagens de 2 jornais locais online, nos próximos dias 1500 garis trabalharão, esta semana, inclusive com aumento na jornada de trabalho, para limpar a sujeira de santinhos e placas de propaganda de políticos, com estimativa de pelo menos 200 toneladas de lixo a ser recolhido.
Uma grande falta de respeito dos políticos e seus cabos eleitorais com o meio ambiente. Imagina se cai uma chuva com enxurrada e isso tudo vai parar dentro dos bueiros. Já imaginou o caos?! Como se já não bastasse o tanto de "lixo" que entrou nas câmaras legislativa e federal com os votos do povo do DF.
Talvez fosse interessante uma lei que instituísse multa para os políticos sujões. Não custa nada sonhar, né?

domingo, setembro 26, 2010

SENTIMENTOS DESTRUIDORES: FALSIDADE E FALTA DE RESPEITO

Este ano, em especial os últimos meses, tem sido de muitas descobertas para mim. Aprendi o quanto a vida é efêmera, logo deve ser aproveitada ao máximo, não deixando para fazer as coisas “amanhã”. Aprendi também que boa parte dos problemas tem origem emocional, em especial questões de saúde. Aprendi que devo tentar ser feliz agora e que minha felicidade só depende de mim e das escolhas que faço, e não deve depender das pessoas que me cercam. Mas principalmente, aprendi a ter amor próprio e auto-estima.
Neste processo, passei a refletir mais sobre minha vida e as coisas que me afligem ou já me afligiram. Aprendi a olhar para essas coisas com distanciamento suficiente para que eu as compreenda na íntegra, como verdadeiramente são.

Foi assim que finamente percebi o quanto me foi valioso, a 2 anos atrás, terminar um relacionamento de quase 5 anos. Os 3 primeiros anos, talvez 3 anos e meio, foram muito proveitosos: aprendi muitas coisas e crescíamos juntos enquanto pessoas. Mas isso mudou. No último 1 ano e meio, aquele que dizia me amar simplesmente estagnou. Ou posso dizer que regrediu, pois do meu ponto de vista, eu continuava crescendo e ele “regredindo”. Foram anos em que ficou evidente que, já que eu já havia sido conquistada, ele não precisava se esforçar mais para parecer alguém melhor. Daí começou a falsidade e falta de respeito. Não havia respeito por minhas opiniões, sentimentos e conhecimentos. Não havia nenhum estímulo para que eu usasse minhas habilidades e qualidades, para que eu mostrasse meu valor. O único intuito era me manter de bom humor o suficiente para que eu correspondesse aos desejos sexuais dele.
Foi um ano e meio de inércia, humilhação, falta de respeito e sensibilidade. Tudo que eu dizia que não gostava, aí sim era feito. Tudo que dizia me magoava e me machucava. Que vida é essa, em que se escolhe viver com uma pessoa que só te traz sofrimento?
Para citar exemplos, ele nunca lia este blog. Ele nunca me disse: “que legal aquilo que escreveu sobre tal coisa”. Ou então me perguntava sobre coisas que lá estavam devidamente mencionadas, logo eu dizia: “você quer saber sobre isso, tá tudo lá no blog”. A resposta era sempre um sorriso amarelo. Tinha tempo para ver e me mandar e-mails com charges da internet e abobrinhas quaisquer, mas para ler meu blog “ele nunca tinha tempo”.
Meus conhecimentos de informática também eram completamente ignorados. Eu passei meses para convencê-lo a se livrar da carroça que ele tinha. Como não havia nenhum idiota disposto a ir com ele numa loja comprar, a idiota aqui foi na maior boa vontade. Depois passei meses convencendo-o a colocar senha no computador e depois a tirá-lo da pseudo-biblioteca que havia em sua casa, na qual a família inteira usava o computador e o enchia de vírus. Quando eu falava, ele não demostrava o menor entendimento da importância daqueles conselhos. Mas bastava qualquer zé mané se oferecer a fazê-lo, formatavam o computador dele e em geral eu perdia tudo que por acaso eu tivesse gravado somente lá.
Um último exemplo era o fato dele sempre fazer qualquer coisa que eu dissesse que eu não gostava. Se eu não gostava que ele sempre viesse com a ladainha dele sobre problemas no transporte público, ele fazia questão de incluir isso em todas as conversas que tinha com outras pessoas quando eu estava presente. Se eu dizia que não gostava que me chamasse para eventos de pouca significância durante a semana, pois além de gastar um horror de taxi indo e voltando, eu ficaria pouco tempo, por ter que levantar cedo para trabalhar, (mas ele poderia ir tranquilamente sozinho) aí que ele me chamava mesmo para todas as bobagens gratuitas que existissem, só para me deixar triste por não poder ir.

Nos últimos meses tentei ao máximo me distanciar. Primeiro porque haviam coisas mais importantes que me consumiam boa parte o tempo, e eu deveria estar bem emocionalmente para transpô-las. Além disso, já tinham coisas demais para me preocupar, que não precisavam ser pioradas pela tristeza que eu sentia ao estar ao lado dele, mas que na época eu não compreendia a causa. Eu sabia que havia algo de errado, eu sabia que não era feliz, mas não sabia explicar com a clareza de palavras que uso hoje.
E os 5 anos de relacionamento se aproximavam... Para mim, 5 anos de relacionamento era muito. Fazia-se necessário tomar um rumo: decidir se eu me casaria com ele ou se terminava tudo, já que continuar só consumiria tempo e não me levaria a lugar algum.Ao mesmo tempo em que tudo só piorava, eu me esforçava para tentar salvar o insalvável (será isso um neologismo?!). Eu tentava falar do que me incomodava, mas cada vez que eu o fazia era como se eu encenasse um monólogo, em que só eu falava e ele me olhava com cara de sonso, enquanto tudo que eu dizia entrava por um ouvido e saía pelo outro. Além disso, como me casar com uma pessoa inerte e irresponsável, que nunca tinha inicativa para comprar qualquer coisa que fosse e que não conseguia pagar uma conta sequer em dia? Casar pra ser babá de homem, para eu ter que assumir todas as responsabilidades da casa e além de tudo ser o brinquedinho sexual dele, que tinha que estar sempre pronta para satisfazê-lo? Isso me parecia abuso demais!
Mesmo assim, eu fazia grandes planos para a data: comprei coisas e pesquisava onde encomendar outras, tudo para agradá-lo. Passei meses planejando tudo com muito carinho para que foss um dia especial. Eu queria ter um momento feliz depois de tanto tempo sentindo falta disso. E talvez, nos dias seguintes a um dia de felicidade, ele estivesse mais receptivo para discutimos o que havia de errado, além de perguntá-lo de uma vez por todas se ele estava disposto a “recomeçarmos”.
Entretanto, quanto mais o dia se aproximava, mais eu me decepcionava. Eu só recebia falta de consideração em troca e a situação chegou a tal ponto que eu não aguentava mais esse sofrimento. Era demais para mim, para minha cabeça e para meu corpo, que inclusive adoecia por tudo que se passava. Com cerca de 20 dias de antecedência explodi! Explodi por não aguentar mais tantas faltas de carinho e respeito seguidas. Decidi que eu não merecia mais aquela humilhação, que eu merecia ser feliz!

Alguns dias depois, tivemos uma conversa curiosa em um almoço que marquei com ele, para esclarecer melhor as coisas. Em meio a lágrimas de crocodilo, ele me implorava para que eu ficasse, mas nunca me perguntou o que havia de errado e o que poderia (pelo menos tentar) fazer para melhorar, embora hoje eu veja que não havia conserto. Se ele realmente me amasse como dizia, ele tentaria mudar a situação. Ao invés disso, se limitou a me propor que passássemos a sair sem compromisso (ou seja, sexo eventual). Como obviamente neguei isso, ele me propôs que continuássemos amigos. Como pessoa, ele era ( ou pelo menos me parecia) ser alguém bom, e como éramos amigos antes, nada mais justo que continuássemos amigos.
Para mim, o pedido era palavra de honra. Continuei frequentando normalmente a casa dele e dos parentes dele, pessoas super gentis com as quais estreitei laços de amizade. Continuavam me chamando para as festas e sempre fui Sempre tratei a todos e fui tratada com muito respeito e carinho e da minha parte não deixarei de fazê-lo.
Mas a suposta amizade com ele durou cerca de um ano. Enquanto eu me preocupava em ser gentil, entrar em contato, visitá-lo, manter uma amizade agradável, ele “retribuía” sendo novamente falso comigo. Primeiramente, de uma hora para outra ele passou a ter a melhor das vidas, onde ele relatava que tudo que ele fazia era interessante e prazeroso. Agora era ele quem protagonizava monólogos, contando seus grandes feitos. Ou seja, ele fazia questão de jogar na minha cara que agora a vida dele era boa, logo, quando estava comigo era um lixo.
Depois ele passou a fazer falsas promessas, de coisas simples. Depois me humilhar em público, quando encontrar comigo fosse inevitável. Em seguida passou a fingir que eu não existia, a evitar lugares onde ele sabia que eu estava, a se esconder para não me ver. Por último, não é mais capaz nem de dizer mais um “oi” ou pronunciar meu nome.
Em última conversa com o meliante, ele me confirmou alguns dos fatos expostos acima e sobre outros se recusou a responder. Quem cala consente... Pelo menos ele admitiu ter errado comigo. Já é um começo, afinal para se curar, é necessário saber que doença se tem.

É muito triste perceber que uma pessoa com quem se conviveu por tanto tempo é capaz de ser tão falsa, tão baixa. Sinceramente não sei sinto mais pena ou nojo dele. Sinto também muita rava de mim mesma, pois hoje percebo o quanto fui burra todos esses anos, ao me rebaixar por me entregar a pessoa dessas e por não perceber antes toda a sua falta de caráter. Mas essa raiva vai passar, tenho certeza, afinal a raiva não é um sentimento edificdor.



Mas como tudo na vida, há o seu lado bom. Depois que terminei com ele, tantas coisas boas aconteceram na minha vida! Tenho quase certeza que minha energia estava presa, amarrada, arraigada a algo que me prendia e me fazia sofrer. Parece que cada vez mais minha energia flui, com tanta alegria e vivacidade que nunca experimentei antes. E nos últimos meses ainda mais, motivada, dentre outras coisas, pelo fato de ele me ignorar totalmente, somente confirmando todas as conclusões as quais eu havia chegado.
Precisei sofrer para perceber o quanto fui ingênua e burra e o quanto eu não amava a mim mesma. Felizmente hoje me considero uma nova pessoa: livre, feliz e maravilhosa. Simplesmente Ab Fab!

sábado, setembro 18, 2010

SHOW "A ERA DOS FESTIVAIS"

Ontem fui a um show ma-ra-vi-lho-so na sala Cassia Eller na Funarte. Entitulado "A Era dos Festivais", reuniu 6 cantores da cidade de altíssimo nível (apenas 1 deles eu não conhecia, e não me decepcionou nem um pouco) para cantar um repertório repleto de sucessos dos anos 60.
Felizmente posso dizer que sou uma pessoa com bastante cultura musical. Apesar de meus pais nem serem casados naquela época (ou seja, eu nem pensava em nascer), passei a infância toda ouvindo essas músicas. Das 16 músicas apresentadas, apenas 2 eu não conhecia pelo nome e quando ouvi uma delas eu reconheci pelo refrão.
O show foi emocionante e ao mesmo tempo alegre e divertido, com as pessoas cantando junto o tempo todo. Os músicos também eram excelentes, com destaque para o flautista e o percussionista, que deram verdadeiros shows.
Na verdade sou meio suspeita para falar deste show, já que conheço pessoalmente e acompanho o trabalho de 2 das cantoras, Sandra Duailibe e Janette Dornellas, as quais me conhecem e sempre faço questão de cumprimentá-las e bater um papo ao fim dos shows.
Ao fim do show foi dada a grata notícia que o show terá temporada de 3 dias no Teatro da Caixa no fim de novembro. Com certeza estarei lá de novo e enviarei e-mail aos amigos convidando, pois valeu muito a pena.

quinta-feira, setembro 16, 2010

DE VOLTA ÀS ORIGENS: PARÁ

O fim de semana do feriado foi muito bom. Tive a oportunidade de voltar à minha terrinha natal: Belém. (Quem quiser entender melhor o assunto, basta procurar minha postagem sobre Manaus, onde falo sobre isso resumidamente.)
Novamente fui ao Norte motivada por um casamento: desta vez de uma prima por parte de pai. Como só tenho contato com 2 tias por parte de pai, eu era uma das pouquíssimas representantes deste lado da família.
Se Manaus já era quente, pense num lugar quente! Agora pense num lugar mais quente ainda! Bem-vindo a Belém!!! O calor no Parazão é realmente insuportável como ouvi minha vida toda. Só não foi pior porque 1) passei apenas 4 dias lá; 2) em Belém passei praticamente o tempo todo num hotel, com ar condicionado, obviamente; 3) com a secura que faz em Brasília, até me fez bem a umidade (não o calor, apenas a umidade).
Ao chegar lá fomos direto para Castanhal, cidade a uma hora de Belém, onde moram diversos parentes e meus padrinhos, que eu vi pela última vez quando eu tinha uns 5, 6 anos de idade. Todos nos receberam muito bem e organizaram um jantar para reunir a família toda para nos ver. No cardápio, não podiam faltar o jambu e o tucupi, que são usados em diversos pratos típicos paraenses.
No dia seguinte, tomei no café da manhã uma bela tigela de açaí do próprio pé da minha madrinha, que fora colhida no dia anterior e processada. Nossa, que delícia tomar açaí fresquinho, cultivado sem agrotóxicos e sem adição de conservantes! O melhor açaí da minha vida!
Após o almoço, voltamos a Belém, onde também fui muito bem recebida pela minha tia, a mãe da noiva. Passeamos no fim da tarde pelas Docas, um lugar que ficou lindo após a revitalização. Foi criada uma grande área com restaurantes, quiosques e lojinhas diversas, além de salões para eventos. (Quando saímos chegavam os convidados para um casamento chiquérrimo, cuja decoração espiamos pelas cortinas que cobriam as paredes de vidro.) Aproveitei para tomar tacacá e sorvete da Cairu. Tudo de bom!
No último dia saímos com uma tia pela manhã para um passeio para conhecer a cidade. Foi corrido, mas deu para ter uma visão geral e tirar várias fotos. Pude conhecer o prédio onde eu vivi meus poucos meses em Belém e onde minha mãe trabalhava, locais os quais ouvi falar a vida toda e só faziam parte do meu imaginário.
No almoço arrisquei-me a experimentar um pouquinho de maniçoba. Ô coisa ruim! Muitas pessoas me diziam que era ruim, mas não imaginava que tinha gosto de queimado, devido ao grande período de cozimento da folha da mandioca-brava.
Foi uma viagem rápida, mas muito proveitosa. Ano que vem estarei lá de novo, em mais um evento familiar.

BASTIDORES DE UM CASAMENTO

Uma das melhores partes da viagem foi o casamento, que foi acompanhado desde os bastidores. Ainda não havia ocorrido de uma prima aproximadamente da minha idade se casar (neste ano casaram-se 2 primos), logo nunca pude acompanhar uma noiva tão de perto. Neste caso, ela resolveu reservar um quarto num hotel para se arrumar e nos hospedamos no mesmo andar. Portanto, de cabelo e maquiagem a vestir o vestido, tudo eu acompanhei de perto (e fotografei). E melhor: ainda fui no carro junto com a noiva para a igreja! Olha que legal!
Não imaginava que era tão trabalhoso e cheio de detalhes uma noiva se arrumar para o seu “grande dia”. Tanto que os cerimoniais oferecem uma pessoa para ajudar a noiva a vestir o vestido e acertar os últimos detalhes.
Tadinha, minha prima tava hipernervosa. Já tinha passado mal nos dias anteriores e no dia mal se alimentou. Mas quando ela começou a colocar o vestido foi surgindo o brilho nos olhos dela e depois foi só alegria! Passado o nervosismo, ela se soltou e acho que conseguiu curtir bastante a cerimônia e a festa.
O casamento foi lindo, numa capela pequena mas com diversas imagens bem trabalhadas que tornavam o lugar lindíssimo. Outro detalhe que achei o máximo foi que os cânticos e a leitura do evangelho foram em canto gregoriano.

É... eu que tinha vontade de, se um dia eu me casar, ser durante o dia, posso tirar meu cavalinho da chuva. Acho que eu não ia nem dormir de tão cedo que precisaria me levantar para dar tempo de tudo. Acho que o máximo que daria para mim seria num fim de tarde e me arrumar desde de manhã.

sexta-feira, setembro 03, 2010

REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIBRAS

Segue abaixo link para a novíssima Lei 1.319, de 1 de setembro de 2010, que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete de LIBRAS. Na minha opinião, é mais um passo em busca a valorização e inclusão do deficiente auditivo.
Uma boa notícia para começar o mês, hein?

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12319.htm

terça-feira, agosto 31, 2010

ASSISTINDO PEÇA DO G7

Na quinta estive na abertura de um evento promovido pelo local onde trabalho. Houve um monte de discursos chatos, depois uma palestra muito interessante que tratava das mudanças da nossa sociedade nos últimos 50 anos e os problemas oriundos dessas mudanças, em especial no que tange aspectos comportamentais (poderia comentar só sobre a palestra, mas isso seria um outro post, e dos grandes) e em seguida um coffee-break.
Mas o principal foi o encerramento da noite, que contou a participação do Grupo G7 com a peça “A comédia como ela é”. Foi uma apresentação reduzida, pois o tempo disponível era curto. Logo, dos 5 quadros que deveriam ter, segundo info que li na internet, só foram apresentados 3: um dramalhão mexicano; o chamado “momento romântico”, em que os atores chamam pessoas ao palco para fazerem declarações de amor, pagarem mico e concorrerem a algum prêmio (no caso haviam prêmios oferecidos pelo órgão onde trabalho); e um Romeu e Julieta musical moderno.
Uma pena que não levei máquina fotográfica, pois no início da peça eles mesmos falaram que quem quisesse estava livre para gravar e filmar, desde que sem flash.
Um colega que trabalha no mesmo corredor que eu pagou o aior mico sendo chamado para ser um dos personagens da primeira parte. Mas ele entrou tanto no personagem que no fim da peça teve uma moça comentando que achavam que ele era do grupo e que só tinham colocado um crachá nele para disfarçar.
Para quem nunca viu uma peça do G7, eu super recomendo. Agora tenho que descobrir quando haverá temporada de “A comédia como ela é” para ver a peça inteira.

domingo, agosto 22, 2010

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL

Outro dia pesquisando coisas na internet, me deparei com este texto, o qual reproduzo os trechos prncipais. Para ler na íntegra, há o link no fim da postagem.

Boa oportunidade para refletirmos sobre esse mundo em que muita coisa é considerada descartável, inclusive as pessoas.

------------

Na sala de reunião de uma multinacional o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" . A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E o Beethoven?

- Como? – o CEO encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

(...)

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são sim insubstituíveis.

quarta-feira, agosto 18, 2010

VOCÊ ESTACIONA SOBRE A CALÇADA?

Recebi um vídeo muito interessante por e-mail, que mostra a consequencia de se estacionar um carro sobre uma calçada (ou em uma vaga para deficiente).
Tentei adicioná-lo a postagem, mas por algum motivo o video não abriu e não consegui que o Firefox instalasse o plugin apropriado. Logo, terei que fazer uma descrição dele.
O vídeo mostra um rapaz cadeirante que não possui pernas andando pela rua quando de repente há um carro parado bem em cima da calçada por onde ele deveria passar. Ele se levanta da cadeira, apoiando no carro e na parede, com muita dificuldade, obviamente, e se posiciona sob o capô do carro. Fecha a cadeira de rodas, passa-a em frente ao carro, abre-a do outro lado e continua seu caminho. Ou seja, ele teve um trabalhão danado para continuar seu caminho por causa de um motorista que não respeita os outros. E se fosse alguém que não conseguisse sair de sua cadeira

Por isso que eu me revolto mesmo quando não posso estacionar em uma vaga para deficiente porque um folgado com preguiça de parar o caro longe a ocupou.

quinta-feira, agosto 12, 2010

RIO DE JANEIRO

Como eu disse em meu post anterior, passei o fim de semana no Rio. Foram dias bem proveitosos ao lado de um grande amigo.

Antes que me perguntem, não tive tempo de ir ao Pão de Açúcar ou ao Cristo Redentor. Pelo que me falaram, seriam passeios nos quais eu gastaria muito tempo. Mas o vi de dentro de táxis e posso dizer que são muito bonitos mesmo.

Optei por fazer outras coisas legais: ir a praia (óbvio!), ao teatro e visitar uma amiga querida que reside lá.
Quanto ao teatro, fui assistir a peça Calígula, com o Thiago Lacerda, por 30 reais, preço inimaginável aqui em Brasília. A peça é sensacional com atuações brilhantes de todo o elenco. Valeu muito a pena!

Alguns fatos interessantes sobre o Rio:
  • Aparentemente há mais táxis do que carros particulares nas ruas. Muitas vezes eu via 3 táxis passando lado a lado ou uns atrás dos outros. Logo, foi bem fácil circular pela cidade.
  • A quantidade de teatros também é muito maior do que a que estou acostumada. Em frente ao prédio do meu amigo havia um pequeno teatro e vi mais alguns outros, mesmo tendo rodado pouco pela cidade.
  • Em Copacabana (onde mais andei) as calçadas são acessíveis, possuindo sempre o piso tátil. Estavam em muito bom estado, exceto algumas que foram danificadas por raízes de árvores.
  • Pra quem está acostumado com associar o Rio a sol e praias, como lá estava nublado (até chuviscou um dia) e somando-se a maresia, lá fazia mais frio do que em Brasília. Logo, usei bastante o blazer que levei.
Posso dizer que gostei do pouco que conheci do Rio. Tenho que ir lá outra vez para conhecer mais.

terça-feira, agosto 10, 2010

PALESTRANDO SOBRE EB NO RIO

Na sexta tive a oportunidade de palestrar mais uma vez em um Simpósio de Feridas, novamente para o público de enfermagem, desta vez no Rio de Janeiro.
Viajei na sexta pela manhã, chegando na hora do almoço, logo pude acompanhar a parte da tarde do evento, que foi muito interessante. Como no anterior aqui em Brasília, a mesa redonda sobre EB foi no final.
Só que esses eventos não tem jeito, a programação sempre atrasa. Neste, o atraso foi de meia hora, mas conseguimos atrair boa parte do público, que permaneceu para nossa palestra.
Desta vez a convidada da área de saúde foi uma enfermeira que trabalha no Hospital das Clínicas de SP na Unidade da Dor, portanto ela trouxe uma visão muito interessante da EB: melhorar a qualidade de vida por meio da minimização da dor, não só a física, mas dentre outras também a dor social. Aprendi bastante com ela e parece-me o trabalho desta Unidade, que eu desconhecia, ser bastante importante.
Fiquei feliz com a repercussão da minha palestra, pois no fim do evento algumas pessoas vieram me cumprimentar e parabenizar. Pelo menos sei que, para essas, a mensagem foi passada.
Depois conto sobre meu fim de semana no Rio...

segunda-feira, agosto 09, 2010

HÁ MALES QUE VEM PARA O BEM

O início da semana passada foi agitado e marcado por mudanças. Em geral, nós seres humanos somos comodistas e avessos a mudanças. Mas existem mudanças que podem intervir muito positivamente em nossas vidas, e senão tivéssemos corrido o risco da mudança, como poderíamos saber que o resultado seria tão bom!?!
Um exemplo disso foi o choque que eu levei ao chegar na escola onde eu fazia aulas de dança e a dona me falar que neste mês ainda a escola mudará para Águas Claras. Fiquei muito triste, pois eu estudava lá por, além de gostar muito das aulas e das professoras, estar situada a menos de 5 min de carro da minha casa. Parecia que não tinha outra saída: teria que estudar longe de casa e chegar tarde nos dias que eu tivesse aula.
Fui procurar outras escolas de dança em locais mais ou menos próximos, para ver em qual eu conseguia um melhor horário (ou seja, que não acabasse muito tarde). No início fui me desanimando mais ainda: a escola mais próxima que sabia havia se mudado também, e para bem longe. Em outra, não achei horários bons para o meu nível. Fiquei cada vez mais triste.
Fui dormir e daí pensei: Há males que vem para o bem. Se eu não achar um horário bom para fazer dança, eu volto a fazer tai chi, que eu sei que tem bem pertinho de casa.
No dia seguinte, continuei minha pesquisa pela internet. Da mesma maneira que descobri a escola onde eu estudava pela internet, descobri na internet aulas de dança do ventre na Casa da Cultura, um espaço mantido pelo governo próximo a minha casa onde ocorrem eventos culturais e são ministrados diversos cursos, em geral a preços mais acessíveis.
Conversei com a profa por tel e fui assistir minha primeira aula. Gostei demais, pois ela tem uma proposta diferente. Ela mistura dança com técnicas de alongamento e respiração, provenientes do balé, da yoga e do tai chi. Logo, a ideia não é uma aula de decorar passos e aprender coreografias, mas sim de trabalhar o corpo integralmente. Por exemplo, na aula que assisti o objetivo principal era trabalhar a leveza nos deslocamentos e posições de braço.
Logo passei a fazer uma aula mais interessante, mais perto ainda de casa e mais barata! Essa seria uma mudança para muito melhor que nunca teria acontecido se eu não fosse provocada de uma maneira negativa.

sexta-feira, julho 30, 2010

CERIMÔNIA DE ABERTURA DA 34a SESSÃO DO COMITÊ DO PATRIMÔNIO CULTURAL DA UNESCO

Neste fds tive a oportunidade de ir a um evento muito bacana. Foi a abertura da 34a Sessão do Comitê do Patrimônio Cultural da UNESCO, que ocorreu no Teatro Nacional.
Assim que cheguei, ocorria no hall do teatro a apresentação de um grupo baiano, com direito a baianas rodopiando e músicos tocando, dentre outros instrumentos, berimbau.
Finda a apresentação, já era hora de adentrar a Sala Vila Lobos. Lá houve apresentação de diversos grupos, englobando música, teatro e dança. O mestre de cerimônias era um cordelista, logo não houve aquele homem de terno chato, sempre dizendo “Passo a palavra agora para o Sr. Fulano de Tal” num tom de voz monofônico. Houve sim a parte dos discursos, mas até para chamar cada um dos que iria discursar, era de maneira alegre e cativante.
Os discursos foram curiosos. O Ministro da Cultura deu um puxão de orelha na UNESCO, apresentando alguns dados interessantes. Ele disse que praticamente metade dos patrimônios mundiais estão na Europa e uma minoria em regiões riquíssimas culturalmente, como a África e o Oriente Médio. Além disso, esses países enfrentam muita dificuldade para justificar aos europeus (maioria na UNESCO) a importância cultural que determinados locais possuem. As 2 representantes da UNESCO discursaram em inglês, só que uma deu uma louca e no meio do discurso, do nada, começou a falar em francês. Se eru soubesse, teria pego o fonezinho para ouvir a tradução simultânea.
O “gran finale” foi com o Milton Nascimento acompanhando do Grupo Ponto de Partida. Gente, o grupo é demais! Eles possuem uma formação completa: teatro, canto e dança. A apresentação se assemelhou a um trecho de um musical. Uma escolha muito feliz. O Milton também arrasou, apesar dele mesmo ter comentado que não estava com a voz muito boa no dia.
Ao final, houve um coquetel maravilhoso! Além dos garçons circulando com salgadinhos e bebidas (água, suco e guaraná – afinal os estrangeiros tinham que conhecer o refrigerante local), haviam 2 mesas regionais, uma do Pará e outa da Bahia. Na paraense havia caldo de caranguejo e tacacá, servidos em mini-cuias. Bom demais ter a culinária da terrinha! Já na baiana, havia acarajé e tapioca.

O evento foi todo muito bom, mas o mais divertido foi observar os estrangeiros, aquela mistura de cores, línguas e roupas variadas. Não sei é porque eu tenho uma quedinha para línguas estrangeiras, mas acho tão bom ver aquela mistura de gente. Por isso eu gosto de Brasília, dentre outras coisas, por ser uma cidade cosmopolita.

Caso tenha curiosidade, segue a Lista do Patrimônio Mundial do Brasil:
http://www.unesco.org/pt/brasilia/culture/world-heritage/list-of-world-heritage-in-brazil/#c35311

terça-feira, julho 27, 2010

MALA ROXA!!!

No fds fui ao shopping e passei em frente á loja da Kipling. Vi que metade da vitrine era composta por itens roxos. Eu fiquei louca! Eu estava resistindo à tentação, até que minha mãe fala que eu vou fazer uma viagem curta e minha mala é muito grande. Logo, eu deveria comprar a mala pequena que está lá na vitrine. Depois dessa, não teve jeito, fui lá e comprei.

A mala comprada foi essa aqui. Não é linda?!

http://www.allbags.com.br/Produtos/Detalhe.aspx?sku=13095217&Categoria=Kipling

Triste foi descobrir que comprando pela net eu teria economizado 100 reais. Mas tudo bem, esse é o tipo de coisa que eu julgo precisar ver ao vivo para comprar.

Quase comprei também uma bolsa meio sacola, que eu pretendia usar com sacola de praia, linda, com uma estampa bem diferente. Mas não tive coragem de pagar quase metade do preço da mala nela e dessiti da compra.

sexta-feira, julho 23, 2010

CNH DEFINITIVA

Ontem chegou pelo correio minha CNH definitiva, substituindo minha permissão. Para quem acompanhou neste blog a saga que foi obter essa permissão (quem tiver interesse em ler, basta pesquisar neste blog por "CNH"), com certeza sabe que é uma imensa vitória eu já ter completado 1 ano motorizada.
Quem me conhece a mais tempo sabe da dificuldade que eu tinha para fazer coisas simples na rua, como comprar um shampoo que acabou, pois eu sempre dependia da boa vontade de alguém para me levar até o lugar para comprar. Além disso, eu era privada de me divertir o quanto eu gostaria, pois mesmo que o programa fosse gratuito, eu gastaria no mínimo R$50 para ir e voltar de táxi.
Portanto, uma CNH pode parecer bobagem para alguns, mas para mim, que tenho dificuldades de locomoção, ela é um símbolo de independência, persistência e força de vontade.

Um detalhe importante que vale destacar aqui é que eu aprendi na auto-escola (não tenho certeza se foi isso que ensinaram, mas foi assim que entendi) que a CNH definitiva chegaria pelo correio quando a permissão vencesse. Ponto final. Começou o mês e pensei: "minha CNH vai chegar qualquer dia desses", mas nada aconteceu. Fui ver minha permissão e ela estava vencida. Daí que tomei a iniciativa de dar uma olhada no site do Detran como é que isso funcionava. A CNH só é enviada mediante pagamento de uma taxa (claro, eles tem que pegar dinheiro nosso de alguma forma!). Portanto, era necessário informar e confirmar alguns dados, gerar um boleto bancário e o pagar. Pronto! Em até 5 dias úteis após o pagamento, chegaria a CNH pelo correio.

Como garota de informática que sou, não pude deixar de observar alguns detalhes de implementação do sistema de solicitação da CNH definitiva.
Na primeira tela, havia um CAPTCHA, o que não é acessível. Mas neste caso, não vejo problema, pois se você dirige, não pode ter deficiência visual. Mas eu vi uma solução alternativa em uma tela seguinte que eu achei muito boa.
A tela era para confirmação do endereço residencial para envio da CNH. Mas ao invés de mostrar o endereço completo e simplesmente pedir para confirmar, eles criaram um sistema inteligente de verificação. Na tela eram exibidas as primeiras partes de 4 endereços (por ex.: SQS 104), sendo 3 deles aleatórios e um o endereço verdadeiro. Deveria-se clicar no radio button ao lado do início de endereço que correspondesse ao seu. (Uma pena não ter dado um print screen para ilustrar)
Dá pra se pensar em um CAPTCHA usando o mesmo princípio...

sábado, julho 17, 2010

ARRASTÃO DO DETRAN

Ontem tive uma noite muito divertida. Além de ter saído com pessoas agradabilíssimas, presenciei cenas de morrer de rir. O Detran estava recolhendo todos os carros que estavam em fila dupla na comercial e levando para o depósito.
O procedimento é interessante, a começar pela mega estrutura: uns 5 carros desses com sirene em cima para dar cobertura, mais uns 2 caminhões grandes para levar os carros e uma empilhadeira, para elevar os carros até o alto do caminhão. Detectado o "alvo", a empilhadeira pára na lateral do carro e o suspende bem alto, como se fosse um troféu. Depois o carro é colocado em cima do caminhão para ir para o depósito.
Sabemos da falta de vagas em alguns lugares do Plano, como Setor Comercial e redondesas. Nas quadras, se tiverem muitos bares, obviamente não vai ter espaço para todos os carros. Mas em muitos casos temos é preguiça dos condutores. Em muitos casos, se entrarem na quadra residencial ao lado, vão encontrar vagas. (Na quadra em questão haviam vagas na parte residencial, pois eu estive lá.)
Mas não, esses irresponsáveis simplesmente largam os carros atrás do outros que estão estacionados e vão se divertir nos bares. E você, que estacionou corretamente em uma vaga, na hora de ir embora tem que perder seu tempo e pagar o mico de buzinar até doer os próprios ouvidos até que um infeliz venha tirar o carro que está atrás do seu. Uma vez já passei por essa experiência de passar 5 min dentro do meu carro buzinando até que o dono do outro carro aparecesse. Ninguém merece! Tem mais é que serem multados mesmo.