Sexta-feira, Junho 12, 2009

FERIADO NA EXPOTCHÊ

No feriado eu tava cansadona, mas havia me comprometido a ir na Expotchê, no Pavilhão do Parque, e assim o fiz. Quem puder ir (a feira vai até domingo) tá valendo a pena.
No ano passado eu não fui, pq eu achei que em 2007 tava muito fraca: haviam poucas bancas com coisas típicas do sul e a feira estava inundada de bancas daqui de Brasília mesmo e região.
Mas este ano, eu achei muito boa. Há muitas bancas de produtos totalmente típicos do sul, como cuias e todos os apetrechos para o chimarrão, chocolates, facões, muitas roupas típicas (daquelas bem pesadas, para muito frio), vinhos, queijos, salames... claro que sempre há prdutos de outras regiões, mas achei que desta vez está bem típica a feira.
Tem um espaço culinário, onde é possivel aprender receitas típicas. Pras crianças, tem uma fazendinha com diversos animais. Tem também a escola do chimarrão, onde é possível aprender como prepará-lo.
Compras, não vou nem falar muito, pois comprei demais... hihihihi

Dois fatos curiosos:
1) Constatei que deficientes entram gratuitamente em qualquer feira no Pavilhão do Parque, pois esta foi a terceira feira que eu entrei de graça.
2) Quando paramos para lanchar, umas 20h, percebemos que a feira encheu consideravelmente. Saí da feira às 20:40 e, para minha surpresa, havia uma fila monstruosa para comprar ingressos. E olha que não ia ter show de ninguém conhecido. Nunca vi algo do tipo lá no Parque.

CONHECENDO BRASÍLIA - BARCA BRASÍLIA

No domingo passado fui a um passeio que acho que todo mundo deve fazê-lo uma vez na vida: um fim de tarde agradabilíssimo no meio do Lago Paranoá a bordo da Barca Brasília.
O passeio é marcado para as 17h, mas a barca sai mesmo às 17:30. Mas esse tempo é importante para você se acomodar e conhecer a barca e como tudo funciona, antes de partir. A barca sai do Hotel Bay Park, próximo a Vila Planalto. O retorno é às 20:30, mas nem dá vontade de voltar, de tão lindo queé o passeio.

Além da bela vista do Lago, é possível ver pontos turísticos como o Palácio da Alvorada, Ermida Dom Bosco e a Ponte JK por um ângulo bem inusitado. Prestando atenção, eu consegui ver até o Banco Central ao longe, e o fotógrafo profissional que lá estava conseguiu foto da Torre de TV e do Conjunto Nacional.
O passeio também é uma aula de história sobre Brasília e a construção do Lago. Por exemplo, você sabia que existe, próximo a Vila Planalto a Vila Mauri, que abrigou pessoas que trabalharam na construção do Lago? O único detalhe é que ela está submersa, pois fizeram a previsão errada de que demoraria anos para encher o Lago e ele encheu mais rápido do que o previsto. Segundo a historia contada pelo Edimilson, o "capitão" da barca, os moradores tiveram que ser removidos às pressas e criaram a cidade-satélite de Sobradinhopara abrigar essas pessoas.
Para alegrar ainda mais o passeio, sempre há a participação de músicos ou poetas. No dia que eu fui, era um show de MPB com voz, violão e percussão de alta qualidade. A programação é sempre divulgada previamente no site da barca.

Infelizmente, o passeio sai por um precinho meio salgado. Para pagamento antecipado (depósito na conta corrente da agência de turismo - tem que levar ocomprovante), o passeio sai por 30,00 (40,00 para pagamento no final) + 10,00 de couvert. E como vc vai necessariamente comer e beber algo, pois o passeio é longo, bem, o passeio não sai por menos de 50,00. Mas se vc não tem muita grana, vale a pena juntar e ir um dia.

Um detalhe importante que não tem no site: além de dinheiro e cheque, só é aceito cartão Visa, e se vc for pagar o passeio no final, não poderá ser no crédito.

As fotos publicadas em meu fotolog são minhas, de uma amiga e de um fotógrafo profissional que tirava fotos durante o passeio e perto do final elas são exibidas em um monitor localizado no centro da barca. (Dica: se vc quiser fazer q nem eu e copiar as fotos do fotógrafo, leve um pendrive. Eu não tinha, mas copiei num cartão de memória.)

Para mais detalhes, visite o site www.barcabrasilia.com.br

Quinta-feira, Junho 11, 2009

CNH - PARTE 4 - ATRÁS DA PEÇA X + DEPRESSÃO

Fiquem sabendo que, para assuntos motorizados, é muito melhor vc ser um cadeirante, pq todas as adaptações já são conhecidas e meio que padronizadas. No meu caso, que precisava de algo mais diferente ainda, para achar algo eu ligava para um lugar que mexia com adaptações de carros e me passavam o tel de outro lugar e assim sucessivamente. Depois de falar em uns 4 lugares, cheguei ao lugar onde eu iria comprar a peça Y.
Eu já estava até com o carro comprado e adaptado com a peça Y, que foi um custo para achar. Daí lá fui eu lá de novo pra ver se eles me indicavam alguém que pudesse fazer o tal "copo" para mim. Felizmente o pessoal era muito gente boa e bem relacionado e me indicaram uma loja próxima que faz estofados de couro para carros. Lá consegui fazer meu "copo". E o que o "copo" tem a ver com bancos de couro? Na verdade, o "copo" foi feito com um cano de PVC (desses de construção) revestido com couro e por dentro um segundo revestimento de espuma. Para encaixar no volante, usou-se o gancho que era parte da peça Y que eu comprei. Pelo menos a compra serviu para alguma coisa.
(Atualmente, descobri que meu "copo" ficou muito comprido, portanto, eu nem enfio a mão toda dentro dele. Se algum dia eu precisar fazer outro, mandarei fazer a metade do comprimento desse, ou uns 2/3.)

Só que nesse meio tempo, eu irritei feio meu olho, ocasionado pelo stress todo. Meu olho direito ficou muito, mas muito ruim e fiquei muito tempo sem suportar a luz solar, logo, nada de dirigir. Daí, sem poder fazer aulas com a adaptação nova, o tempo foi passando... Quando recebi alta da oftalmologista e fui a auto-escola, descobri que meu processo estava vencido, pq havia passado de um ano de sua criação. E alguém tinha me avisado em algum momento que isso existia!?! Eu deio aquela auto-escola! Se alguém tivesse me falado q meu processo venceria, acho q eu melhorava da depressão e dava um jeito de melhorar o olho rapidinho.

Logo, perdi tudo que eu tinha feito, aulas, provas, tudo e teria que começar (e pagar) tudo de novo. Daí me deprimi de novo e larguei essa estória de mão por um tempo. Na verdade isso me deprimia tanto e as pessoas ficavam cobrando quando a carteira iria sair... era horrível. Teve pessoas que eu até evitava enocntrar pq sabia que ia me perguntar da carteira. Foi um período muito ruim até eu me conformar com o meu fracasso, com a falta de informação por parte do Detran e da auto-escola e com a incompreensão de certas pessoas.
E o tempo foi passando, eu fui enrolando e sempre adiando, pois eu sabia que ia me estressar com isso. E foi chegando o fim do meu curso na UnB e a última coisa que eu queria era stress. Depois foram os concursos...

Resumindo, em setembro passado, depois de anos, resolvi começar tuuuuudo de novo!

Quarta-feira, Junho 10, 2009

CNH - PARTE 3 - A "PRIMEIRA" PROVA (A QUE EU NÃO FIZ)

Quando um deficiente vai fazer prova de direção, é feita uma banca especial, em que além dos avaliadores, há a presença de um médico do Detran. Na época da primeira prova, antes da prova esse médico fazia uma vistoria no carro usando o seu laudo para ver se o carro está adaptado corretamente. (hoje em dia isso tá mais light, em nenhuma das vezes olharam com tanto rigor meu carro) Nesse momento, o fdp do médico já esbravejou que eu não poderia fazer a prova pq a adaptação do volante estava errada. Vc já ta nervosa, na tensão da prova e o cara ainda esbraveja na sua cara! Desabei a chorar, não sei se de tristeza, raiva ou os dois.
Pela 2a vez, perguntei a um médico do Detran o que era X. Ele me deu a melhor definição até então: "Vc vai ter que mandar fazer uma espécie de copo, de acordo com o tamanho da sua mão, no qual vc colocará sua mão dentro para dirigir." Apesar de ser grosso, pelo menos esse foi o único médico (dos 3 que tentaram) que me deu uma boa explicação do que era X.

A essa altura do campeonato, eu fiquei muito p... da vida com tudo, com o Detran e com a auto-escola. Fiquei um tempo deprimida, sem querer saber do assunto, e depois de me recuperar um pouco, fui correr atrás da adaptação, pra poder remarcar a prova.

CNH - PARTE 2 - A PEÇA X

Quando fiz minha primeira perícia, me deram um laudo dizendo que para eu dirigir eu precisaria de uma peça X no volante. Quando perguntei o que era X, um dos médicos respondeu: "é uma peça na qual vc vai apoiar a mão para poder dirigir" e só! nenhuma foto, ilustração ou explicação mais detalhada. Eu, muito ingênua, também não perguntei mais nada.
Na época só haviam 2 auto-escolas (ou agora, autoescolas com a nova ortografia - to ficando meio neurótica com isso... kkkkk) com carros adaptados e que cobravam quase o dobro do preço do que aulas para as pessoas "comuns". Daí quando eu ligava pras auto-escolas, e perguntava se eles tinham carro com a peça X, as atendentes, coitadas, demoravam muito para me responder. Até que uma moça de uma das auto-escolas perguntou se X era a mesma coisa que Y. Eu disse que não sabia, mas ela achava que era e assim foi.
Claro que a auto-escola teve acesso ao meu laudo e poderia muito bem ter me dito se Y era igual a X ou não, mas fiz as aulas usando a peça Y. A peça Y consistia em uma coisa parecendo uma maçaneta redonda. Eu apoiava minha mão ao lado dela e assim conseguia girar o volante mais fácil.
(Vocês devem estar achando estranho esse negócio de X ou Y, mas as nomenclaturas são tão estranhas e em cada lugar se chama a mesma coisa com outro nome que nem vale a pena eu ir procurar pelos nomes reais.)
Fiz 22 aulas em pleno horário de almoço, com sol forte, sem almoçar direito para dar tempo, a fdp da Auto-Escola Globo não me buscava para as aulas, logo eu tinha que pegar taxi para ir e voltar. Foi muito sofrido... E além de tudo, chega no dia da prova e dá problema! Afinal, eu usava Y não X.

Terça-feira, Junho 09, 2009

CENAS DE UM SÁBADO - O IPÊ ROXO E O MORANGO DA JANELA

Sábado fui a um churrasco na ASBAC. Quando estava indo embora, dei de cara comum lindo ipê que dizia: "Me fotografe!". Não resisti, até pq normalmente vejo os ipês no meio da rua, passando de carro, sem ter como parar para fotografar.

De noite, minha mãe me mostra um moranguinho colhido na jardineira da janela do quarto dela. Antes de comer a minha metade do morango (azedinho, mas uma delícia, por ser sem agrotóxicos), tirei uma foto dele, já que minha máquina agora permite tirar boas fotos de perto.

Na manhã do domingo, tirei uma foto do pezinho, que tem outro morango quase maduro.