quarta-feira, dezembro 29, 2010

CELEBRAR O QUÊ???

E assim o fim do ano chega novamente...

Época de festas, celebrações, confraternizações, presentes. Todos felizes pensando em se divertir, agradecendo por tudo de bom que ocorreu e planejando o ano seguinte, cheios de sonhos e esperanças.

Nesta época eu estaria empolgada com tudo e faria rituais e desejos de ano novo. Faria um balanço do ano e veria as dezenas de coisas legais que conquistei e faria dezenas de projeções felizes para o ano vindouro.

Eu costumava ser assim...

Viver sem sonhos é viver o nada. É sobreviver e rezar dia após dia para que a noite seguinte seja eterna, que meus olhos simplesmente não se abram nunca mais, já que rezar para que me seja mostrado o sentido da minha vida não tem adiantado.

Nesta época as pessoas procuram uma alegria forçada, sorrisos forçados, posturas forçadas, presentes forçados. Para quê???

Ao invés de procurar qualquer coisa para tentar celebrar minha "vida" patética, prefiro a companhia dos meus remédios (que nem sei se estão servindo de alguma coisa), da minha depressão e da minha cama.

Afinal, celebrar o quê? Minha vida inútil? Meus sonhos frustrados? A falta de perspectivas, de objetivos? Saber que ano que vem será a mesma merda, ou melhor, uma merda pior do que já foi esse ano? Que tudo que conquistei ao longo dos anos não serve pra nada? Que tudo que desejo conquistar é impossível? Que a cada dia que passa meu corpo está pior do que antes?

Celebrar o quê? Um passo a mais perto da morte?...

terça-feira, dezembro 07, 2010

FECHAMENTO POR TEMPO INDETERMINADO

Este blog, assim como a dona dele, está fechado por tempo indeterminado. Sou uma borboleta em busca de uma nova alma.

Pois a vida sem sonhos, sem luz, não é nada.

quarta-feira, novembro 24, 2010

ACESSIBILIDADE NOS SITES GOVERNAMENTAIS

No dia 22 passado, ocorreu aqui em Brasília, no Teatro da Caixa, a Conferência W3C eGOV Brasil. Por motivos profissionais, só assisti as palestras da manhã, horário em que também estavam as palestras que mais me interessavam.

Um fato bastante curioso apresentado é que, embora a acessibilidade nos sites governamentais seja obrigatória faz anos, o censo da web feito pela W3C Brasil comprovou que apenas 2% dos sites governamentais (aqueles que terminam com .gov.br) estão acessíveis, o que, além de altamente revoltante, é contrário à legislação vigente.
Considerando que apenas 5% dos sites respeitam o HTML padrão, não sei dizer se 2% dos sites estarem acessíveis é um dado ruim. Isso mostra que o sites governamentais de maneira geral são ruins em diversos aspectos, e a acessibilidade não fica de fora.

Para quem se interessou pelo evento, as palestras estão publicadas no site:
http://www.w3c.br/conferenciaegov/programa.htm

domingo, novembro 21, 2010

ESPETÁCULO DANCE E ENCANTE

Ontem foi minha primeira apresentação de dança do ventre. Eu já poderia ter participado de outras 2, mas infelizmente adoeci nas épocas (uma foi um típico stage fright: amanheci mal no dia anterior à apresentação). Mas o importante é que agora deu tudo certo!
Foi uma loucura de trocas de roupa ( duas durante o espetáculo), fila para fazer maquiagem, calor, um monte de mulher nervosa, todo mundo se descabelando... tudo louco e divertido.
Eu me apresentei 3x: como parte da abertura, na coreografia em grupo indiana e finalmente, meu solo. Depois que já havia dançado a minha parte, pude descer e sentar na plateia para apreciar as demais apresentações.
Dei sorte para uma amiga, que ganhou 1 mês de aula grátis. Legal, ?
Houve alguns problemas, que fizeram com que a apresentação não fosse perfeita, mas o que é perfeito nesse mundo?! O primeiro foi na abertura. Eu devia entrar depois de uma senhora, que faria uma rápida aparição com candelabro. Eu estive a todos os ensaios e sabia exatamente o momento em que ela entrava e o momento em que eu deveria entrar, interagindo com ela no palco. Só que ela não foi aos ensaios! Daí deu a hora de entrar e ela nada de entrar. Na coxia eu falava com ela que já era a hora e ela respondia que não. Moral da estória: Ela entrou super atrasada, atrasando todo o restante da abertura. Como depois de mim ainda haviam várias colegas para entrar com o véu, algumas entraram em cena já sem música.
Outro problema foi com a minha música. Embora eu não saiba o nome, é uma música bem conhecida de dança do ventre, com várias regravações. Eu ensaiei uma versão e a prof tinha outra. Por sorte, um dia ela levou a versão dela na aula e ensaiei umas vezes com ela, observando quais as diferenças da versão que eu tinha. Era pra eu a versão que escolhi, mas na hora, pra minha surpresa, toca a outra versão. Tive que fazer algumas adaptações de improviso para encaixar minha coreografia, mas foi legal que nem deu para perceber. Pena que fiquei sem fazer a coreografia da parte lenta da música, que era a parte mais legal da minha versão.
Depois da apresentação, foi só alegria. Cumprimentos das amigas, das colegas, e até de desconhecidos. Poses para fotos. A noite se encerrou com minha mãe, eu e uma amiga (que também é prof de dança do ventre) em casa, tomando vinho, comendo, ouvindo música árabe e jogando conversa fora.

ENQUANTO ISSO... QUE BOM !!!

A figura mais comédia do espetáculo foi um "projeto" de narrador/DJ que arrumaram. Pense numa pessoa que nunca apresentou nada na vida e não leva o menor jeito para isso: esse era o cara!
A uma certa altura do espetáculo, depois de já ter dançado as músicas previstas para mim, fui sentar na plateia junto a algumas colegas de dança para assistirmos o final do espetáculo. Houve problemas com as músicas (depois descobri que deixaram o CD com as músicas na ordem certa cair e trincar, logo tiveram que ir catando milho, digo músicas, em cada CD). Até localizar a música certa, o cara tentava improvisar, mas não saía de sua boca nada que prestasse.
Até que, numa desses, saiu a pérola: "Enquanto isso... que bom!" Eu e a colega ao lado tentando segurar o riso. Depois dessa, toda vez que ele tentava falar algo, olhávamos uma pra cara de outra e repetíamos, às gargalhadas: "Enquanto isso... que bom!"Comédia demais!

BORBOLETA AZUL NA JANELA

A grade da minha janela teve um ilustre morada por 2 dias: um linda borboleta azul. O interessante é que eu a vi de noite e ela gostou tanto da grade que passou o dia todo lá. De vez em quando eu olhava para ver se ainda estava lá, e ali permaneceu, persistente. Na noite de ontem, enquanto eu dançava, ela resolveu ir embora. Acho que ela veio me trazer sorte para o espetáculo.



Linda, não é?!

sábado, novembro 20, 2010

MAIS OUTRA PALESTRA SOBRE EB

Esse mês de novembro foi agitado em termos de palestras. Desta vez fui um pouquinho mais longe: Formosa. Fomos ontem de manhã cedo e chegamos ao Plano no início da tarde.
Deu pra conhecer um pouquinho a cidade pois rodamos um pouco para achar a Prefeitura, onde foi a palestra. O evento reunia enfermeiras e técnicas de enfermagem de diversas cidades do Entorno próximas a Formosa. Um ponto muito positivo é que uma portadora de EB, que faz parte da APPEB, mora lá, e ela foi com sua mãe. As duas adoraram a paletsra!
Por este ano chega de palestras! Ano que vem deve ter mais.

sexta-feira, novembro 12, 2010

MAIS UMA PALESTRA SOBRE EB

Nesta quarta fiz mais uma palestra sobre EB. Desta vez, foi na faculdade UNIPLAN para uma turma de 3o e 4o semestre. Vejam que estou muito requisitada ultimamente...kkkkkk
Considero a melhor palestra que já fiz até hoje. Quando comecei, a turma estava toda quietinha e falei por alguns minutos. Ao perceber a quietude, falei que havia esquecido de avisar que eu queria a participação delas. Que ao surgir uma dúvida, pudessem perguntar; se eu fosse tratar do assunto depois, no momento oportuno eu responderia. Pronto! Muitas mãozinhas agitando no ar, me enchendo de perguntas superinteressantes.
Nunca tinha visto um grupo tão participativo e com perguntas tão pertinentes. No intervalo da aula, várias me procuraram para fazer algumas perguntas e para sugerir assuntos a serem comentados com a turma. Mesmo ainda antes da metade do curso, várias alunas fazendo comparações entre o que estavam aprendendo com os seus conhecimentos prévios. Gostei muito delas!
(Estou usando o feminino sempre pois era um grupo de aproximadamente 25 pessoas e apenas 2 eram homens.)
Uma foto feliz do grupo (a profa. Joseli, que foi quem me convidou para a palestra é a de branco ao meu lado):


Que venham as próximas palestras!

segunda-feira, novembro 08, 2010

REVIVAL

A semana que passou foi uma semana decisiva no quesito tirar mágoas do meu coração, me liberar de sentimentos aprisionados que tanto me consumiam. Graças a Deus (e ao Floral para tratamento da minha auto-estima), tive a coragem necessária para buscar estes momentos de colocar os "pingos nos i's", de falar toda a verdade, de falar tudo que tinha vontade de falar e eu mesma me impedia.
Um destes momentos foi muito esclarecedor. Descobri que não era só eu quem fui ferida; eu feri também e não imaginava o tamanho da ferida. Assim passei da posição de quem espera ouvir o perdão do outro para quem também precisa pedir perdão pelos erros cometidos. Pela primeira vez conseguimos conversar de verdade, sem esconder nada do outro. Pedimos perdão um ao outro e nos perdoamos reciprocamente. No fim, senti um alívio muito grande e o carinho reconquistado, pois podemos dizer um ao outro o quanto nos amamos, cada um à sua maneira torta. Soltei um pouco do meu "veneninho" e fui correspondida. Certamente um dia isso terá alguma utilidade.
Isso me deu mais coragem para o segundo momento. Outra pessoa, outra situação, mas o mesmo objetivo: esclarecer, pôr pra fora o que era necessário, sem esperar muito em troca, apenas dizer e ouvir. Foi uma conversa muito mais leve e tranquila, pois não haviam mágoas, mas sentimentos mal resolvidos. Foram momentos difíceis, pois precisei dizer coisas muito íntimas do meu ser. No fim, mesmo que eu tenha ouvido o que eu não gostaria de ouvir, pois no fundo eu tinha a esperança de outra resposta, foi muito bom ouvi-lo. Pude também ter a certeza do quanto os laços de amizade são fortes e do verdadeiro amor que nos une.
(Amor: palavra complicada, pois possui muitas nuances em si, e para cada pessoa a quem amamos, uma nuance diferente. Falta ao nosso vocabulário palavras para cada uma dessas nuances, o que nos causa tanto sofrimento.)
Só posso dizer que depois de tudo isso, misturado a muito choro, eu consegui tirar grandes pesos das minhas costas. É uma pena não se poder ter tudo que se deseja. Mas o importante é que me sinto muito, mas muito, mais feliz, leve e em paz.

sexta-feira, novembro 05, 2010

PROIBIDO SORVETE (e A DECADÊNCIA DAS LOJAS DE DEPARTAMENTOS)

Esta semana fui a um shopping pois tinha uma consulta médica na parte de escritórios/consultórios. Depois da consulta, me sobrou um tempinho e fui dar uma volta, ver as vitrines e as novas tendências.
O mais curioso foi ver na vitrine de uma loja feminina de roupas chiques (incluindo muitas roupas de festa), uma placa de "proibido sorvete". Sabe a placa de "proibido fumar"? Troque o cigarro por uma casquinha de sorvete. O resultado é algo parecido com isso:
http://4.bp.blogspot.com/_v3rwtRzl6wo/S4WeFrDe5KI/AAAAAAAAB-g/015244VqdUo/s320/KRK4+027.jpg
Muito comédia, né?

Entrei em diversas lojas de departamento para tentar garimpar coisas legais, o que percebi que está cada vez mais difícil. Parece que as lojas de departamento estão numa decadência total, vendendo roupas de tecidos de quinta e mal acabadas. Sempre que eu achava uma blusa com uma estampa legal, quando ia ver de perto o tecido era daquele "lavou, acabou" ou então as costuras eram todas mal feitas, com pedaços de linha dependurado ou partes descosturando. Isso eu não vi só em uma blusa ou em uma loja: diversas blusas de lojas variadas eram assim. Deu até desgosto! Pelo menos achei uma calça bem bacana, tanto que comprei 2 (já prevendo que vai acabar rápido). Outra só não comprei pq ficou comprida e havia um zíper na canela, acabando na barra (Para facilitar na hora de vestir, já que a calça é do modelo skinny, super justa na perna. Na verdade ela só passou pelo meu pé por causa da abertura do zíper.) , logo não há como fazer barra.
Para minha alegria, no mesmo dia veio aqui em casa uma moça que vende roupas em domicílio. Eu comprei 2 calças com elástico no cós, o que pra mim é uma mão na roda, e uma blusa. Paguei super caro, mas pelo menos passou o trauma de roupa mal feita, pois são roupas de boa qualidade.

quinta-feira, novembro 04, 2010

MAIS UMA PALESTRA SOBRE ACESSIBILIDADE

Recebi um convite super relâmpago na semana passada para fazer uma palestra sobre acessibilidade, que foi realizada ontem. Esta foi uma palestra para um grupo fechado: coordenadores dos pólos do DF Digital.
Embora eu tenha tratado um pouco de aspectos técnicos sobre acessibilidade de sites (já abordados em palestras anteriores), desta vez eu tinha um público de não-profissionais da informática. Portanto, foi uma palestra bem simples, focado em conceitos básicos.
O principal que martelei na cabeça deles foi que deficiente visual não é sinônimo de cego, assim como deficiente auditivo não é sinônimo de surdo. Se eles conseguiram sair de lá com essa ideia em mente, já me dou por satisfeita, pois consegui pelo menos conscientizá-los de conceitos importantes e desconhecidos de quem não tem convivência com PNEs.
Surgiram perguntas muito interessantes, por ex. se existe ex-deficiente. A resposta: claro que existe! Não são muitos, certamente, mas a medicina tem avançado tanto que é possível uma pessoa recuperar o que perdeu a ponto de deixar de ser legalmente um deficiente.
Também aprendi com eles enquanto esperava a hora da minha palestra, pois fiquei no auditório ouvindo outras discussões que ocorriam. Foi interessante ouvir sobre as realidades de alguns pólos e as dificuldades que enfrentam para levar cursos gratuitos à população.
Foi uma experiência produtiva. Acho que a maioria dos que assistiram gostaram do que apresentei. Já recebi até o feedback por meio de quem me convidou para fazer a palestra de que sugeriram que eu fosse aos pólos para palestrar aos monitores dos cursos. Tomara que a sugestão seja acatada e possa ser implementada. Acho que seria uma experiência muito rica para todos nós.

segunda-feira, novembro 01, 2010

CONHECENDO O DF - SETOR DE MANSÕES DE SOBRADINHO E FERCAL

Algumas semanas antes do Halloween, falei com alguns amigos que tava com desejo de ir a uma festa de Halloween, vestir fantasia, essa coisa toda. Uma amiga resolveu dar uma festa de Halloween na casa dela e eu entrei como parceira: fiz as compras de diversos objetos decorativos (algo que não fica baratinho) e ela cedeu a casa e fez um caldo.
O local: Setor de Mansões de Sobradinho. Como chegar: não sabia direito até a noite anterior, quando ela mandou um mapa, mas não deu muitas referências de como chegar. O que eu sabia sobre como chegar: pegar a mesma pista que se usa para ir ao Grande Colorado, mas continuar reto até algum lugar e entrar a direita.
Quando olhei a imagem do Google Maps, cheguei a seguinte conclusão: passando o Grande Colorado, haveria alguns condomínios, depois um trecho de mato e quando voltasse a ter casas, seria o local. Bem, construíram mais condomínios onde era o mato. Daí ferrou todo meu entendimento.
Pela estrada afora eu fui bem sozinha, como diria Chapeuzinho Vermelho. Graças ao horário de verão ainda era de dia, pois a via está eternamente em obras, sem iluminação alguma e cheia de desvios e quebra-molas. Coitadas das pessoas que moram por lá e tem que voltar a noite! Tanto que na volta, voltamos em comboio guiados por um amigo que usou o caminho alternativo e mais longo, mas que é todo iluminado.
Passou o Grande Colorado, passou muitas casas a direita e o mato não chegava. Daí vi um posto de gasolina e pensei: Minha amiga falou do posto de gasolina. O que eu deveria fazer no posto de gasolina? Será que eu tinha que entrar? Já era tarde: já havia passado do posto e a via não possuía acostamento. Mas pensei: ainda não passou o mato.
Finalmente surge o mato, mas também curvas, muitas delas. No mapa não haviam tantas curvas. Daí me toquei que havia passado. Mas não havia como retornar, então resolvi ir até a próxima "civilização". Antes dela, havia uma entrada de chão para o Centro Educacional (ou seja lá qual o nome da escola) do Engenho. Bem, engenhos são coisas rurais, logo deveria estar numa área rural.
Finalmente vi a civilização... Mas sabe aquelas cidades de interior em que todo o comércio na beira da pista possui o nome da cidade? Por ex., para a cidade X temos a Drogaria X, o Mecânico X, Açougue X, Mercadinho X... De repente percebo este padrão. Quando vi a Toneadora Fercal me toquei: Nossa, estou na Fercal! Sempre que pego esta via sigo a placa que indica Fercal, mas nunca tinha chegado até ela.
Por sorte, bem na entrada da cidade tem o Posto Policial da Fercal. Parei no Posto e tuve um diálogo hilário com o policial.
- Boa tarde. Eu estou indo pro Setor de Mansões de Sobradinho. (rindo) Eu passei, ?
- Você veio do Plano?
- Humrum. (aceno de cabeça)
- Bem, então você passou.
- Até onde tenho que voltar?
- Até o posto de gasolina. Entrando a esquerda no posto, toda aquela área é o Setor de Mansões.
- (penso com meus botões: eu sabia que tinha que fazer algo no posto de gasolina, só não lembrava o que...) Obrigada.

Voltei e entrei logo que vi casas novamente. Nem esperei chegar o posto para entrar. Depois de mais algumas perdidas no condomínio errado (pois entrei antes da hora), cheguei ao meu destino. Uffffaaaaa!

Vale destacar que o Setor de Mansões não possui mansões.

quinta-feira, outubro 28, 2010

O ATAQUE DOS BESOUROS VOADORES

Não sei se isso acontece com vocês, mas algo muito ruim do início das chuvas é a quantidade de bichos que invadem a casa. Alguns se assemelham a besouros, outros são formigas aladas, mas todos possuem algo em comum.
Primeiramente eles procuram a luz, mas mesmo quando apagar a luz, eles contunuarão voando pela casa, uma vez que não sabem a saída. Segundo, eles tentarão atacar os moradores da casa. Por três vezes já tive besouros presos no meu cabelo. Outras vezes eles pulam no meu corpo e ficam lá. Certo dia tive que tirar um de dentro da camisola (não me pergunte como ele entrou lá). As formigas aladas também gostam de andar pelo chão, como toda formiga, daí gostam de subir pelas pernas. Já teve um dia que tive que ligar o ventilador na velociade máxima pra vez se eles largavam de mim. Mesmo com a luz apagada e eu já deitada na cama, eles queriam me atacar.
O chão amanhece uma beleza no dia seguinte, como é de se imaginar. Um monte de bicho morto pra tudo que é canto.
Não sei porque eles gostam tanto de entrar em casa e nos atormentar... ai ai.

sexta-feira, outubro 22, 2010

SEM ELEVADOR, SEM TRABALHO

Ontem tive uma grande surpresa ao chegar ao trabalho. Saindo do carro, recebi a notícia, por meio de uma colega que passava na hora, de que nenhum dos elevadores funcionava. São 3 elevadores no prédio, mais um privativo, e simplesmente pararam de funcionar na noite anterior.
Anteontem quando cheguei ao trabalho, apenas um dos elevadores funcionava. E foi um sexto sentido que me fez ir embora mais cedo, motivada pela chuva forte que se anunciava. S eu tivesse ficado até mais tarde, de repente nem teria elevador para descer.
Já imaginou subir 11 andares de escada? Isso foi o que meus colegas tiveram que fazer ontem. Felizmente de tarde já tinha um elevador funcionando.
A informação que havia no momento em que nenhum elevador funcionava é que havia vencido o contrato de manutenção. Logo pensei que iria virar a mesma novela do Anexo do Buriti, que há meses quase todos sobem de escada, pois só há 2 elevadores em funcionamento, que só levam as pessoas que trabalham acima do décimo andar, deficientes e gestantes. No nosso caso, não havia nenhum elevador mesmo. Uma colega gestante e eu e mais outro colega deficiente tivemos o dia abonado, por impossibilidade de vir trabalhar.
Felizmente diz que foi feito um contrato de manutenção de emergência para resolver o problema. Pior que ninguém de onde trabalho pode fazer muita coisa sobre isso, pois não trabalhamos em prédio próprio, mas sim de outro órgão público; portanto, esse tipo de serviço depende do órgão "dono" do prédio.
Ganhei um diazinho de folga. E mais medo ainda de andar nesses elevadores sucateados...

quarta-feira, outubro 20, 2010

SHOW DO CRANBERRIES

Ontem foi o show dos Cranberreies aqui em Brasília. Nossa, que show! Valeu muito a pena!
Fiquei triste com a organização, pois permitiu que um show durante a semana atrasasse 1h para começar. Eles pensam que ninguém trabalha, só pode... Felizmente pude dormir até bem tarde hoje por trabalhar só na parte da tarde. Pelo menos enquanto esperávamos o show começar, foi tocada uma sequência fantástica de músicas internacionais.
Apesar de haver 6 mil pessoas (segundo reportagem do Correio Braziliense), foi tudo super tranquilo. Como o público era mais velho (não tinha praticamente ninguém abaixo dos 25 anos), o clima era de total harmonia: nada de confusão, de empurra-empurra. Além disso, com os ingressos que compramos pra pista, uma amiga e eu pudemos nos sentar nas cadeiras do ginásio e esperar um pouco mais confortavelmente (pois aquelas cadeiras de plástico não são nada confortáveis).
O show foi muito bom. A Dolores é muito carismática e tem boa presença de palco. As dancinhas dela são meio estranhas, mas a voz é poderosa assim como nos álbuns (o que foi facilmente percebido nos agudos de músicas como Ridiculous Thoughts e Empty). Foram escolhidos todos os sucessos, sendo que boa parte do repertório foi dos álbuns No Need to Argue e To the Faithful Departed, que são justamente os 2 álbuns que tenho. Nunca tinha visto um bis com 4 músicas. Foi 1h e meia de pura diversão!

segunda-feira, outubro 11, 2010

CONHECENDO RITMOS: ZOUK

Na sexta fui a uma casa noturna por ocasião do aniversário de uma amiga. Não fiquei muito tempo, por ter que trabalhar sábado de manhã. Mas no pouco tempo que fiquei (menos de 2h), conheci o tão falado, e ainda desconhecido para mim, zouk.
Já tinha ouvido o nome deste ritmo por meio de amigos que fazem dança de salão, mas nunca tinha perguntado do que se tratava nem nunca o tinha ouvido. Gente, o que é aquilo! Quando se ouve dá uma vontade louca de dançar! Mesmo sem par e sem saber dançar aquilo, não me aguentei: levantei-me da mesa e fui mexer meu esqueletinho, sem me preocupar com a maneira com que os outros estavam dançando.
Como me definiu a aniversariante (que também não sabia dançar, não sei se até o fim da noite ela aprendeu), o zouk é uma "lambada eletrônica". Ele tem forte influencia da lambada, conforme info que li na internet, mas é mais lento, portanto não há aqueles rodopios pra se dançar com saia curta e mostrar a calcinha (kkkk), mas tem as famosas jogadas de cabelo. Só achei estranho remixarem músicas da Lady Gaga e da Rihanna com a batida zouk ao fundo.
Também achei que há uma certa influencia de ritmos árabes (na internet achei lugares dizendo que havia, mas neles mesmo se afirmava que tal afirmação carecia de fontes confiáveis) no zouk. Acho que dá pra aplicar diversos passos da dança do ventre a uma música neste ritmo de maneira bem harmônica.
No mais, me pereceu um ritmo sensual e gostoso. Mesmo eu não sendo fã de dançar junto, por um momento até me deu vontade de aprender a dançá-lo.

segunda-feira, outubro 04, 2010

PASSADAS AS ELEIÇÕES, FICA O LIXO

Em uma rápida passada hoje próximo a algumas escolas que foram locais de votação neste domingo, era triste ver a quantidade de lixo espalhada pelo chão. E isso não se limitou às portas dos colégios não. Há ruas de distância, ainda era possível ver o rastro de sujeira.
Segundo reportagens de 2 jornais locais online, nos próximos dias 1500 garis trabalharão, esta semana, inclusive com aumento na jornada de trabalho, para limpar a sujeira de santinhos e placas de propaganda de políticos, com estimativa de pelo menos 200 toneladas de lixo a ser recolhido.
Uma grande falta de respeito dos políticos e seus cabos eleitorais com o meio ambiente. Imagina se cai uma chuva com enxurrada e isso tudo vai parar dentro dos bueiros. Já imaginou o caos?! Como se já não bastasse o tanto de "lixo" que entrou nas câmaras legislativa e federal com os votos do povo do DF.
Talvez fosse interessante uma lei que instituísse multa para os políticos sujões. Não custa nada sonhar, ?

domingo, setembro 26, 2010

SENTIMENTOS DESTRUIDORES: FALSIDADE E FALTA DE RESPEITO

Este ano, em especial os últimos meses, tem sido de muitas descobertas para mim. Aprendi o quanto a vida é efêmera, logo deve ser aproveitada ao máximo, não deixando para fazer as coisas “amanhã”. Aprendi também que boa parte dos problemas tem origem emocional, em especial questões de saúde. Aprendi que devo tentar ser feliz agora e que minha felicidade só depende de mim e das escolhas que faço, e não deve depender das pessoas que me cercam. Mas principalmente, aprendi a ter amor próprio e auto-estima.
Neste processo, passei a refletir mais sobre minha vida e as coisas que me afligem ou já me afligiram. Aprendi a olhar para essas coisas com distanciamento suficiente para que eu as compreenda na íntegra, como verdadeiramente são.

Foi assim que finamente percebi o quanto me foi valioso, a 2 anos atrás, terminar um relacionamento de quase 5 anos. Os 3 primeiros anos, talvez 3 anos e meio, foram muito proveitosos: aprendi muitas coisas e crescíamos juntos enquanto pessoas. Mas isso mudou. No último 1 ano e meio, aquele que dizia me amar simplesmente estagnou. Ou posso dizer que regrediu, pois do meu ponto de vista, eu continuava crescendo e ele “regredindo”. Foram anos em que ficou evidente que, já que eu já havia sido conquistada, ele não precisava se esforçar mais para parecer alguém melhor. Daí começou a falsidade e falta de respeito. Não havia respeito por minhas opiniões, sentimentos e conhecimentos. Não havia nenhum estímulo para que eu usasse minhas habilidades e qualidades, para que eu mostrasse meu valor. O único intuito era me manter de bom humor o suficiente para que eu correspondesse aos desejos sexuais dele.
Foi um ano e meio de inércia, humilhação, falta de respeito e sensibilidade. Tudo que eu dizia que não gostava, aí sim era feito. Tudo que dizia me magoava e me machucava. Que vida é essa, em que se escolhe viver com uma pessoa que só te traz sofrimento?
Para citar exemplos, ele nunca lia este blog. Ele nunca me disse: “que legal aquilo que escreveu sobre tal coisa”. Ou então me perguntava sobre coisas que lá estavam devidamente mencionadas, logo eu dizia: “você quer saber sobre isso, tá tudo lá no blog”. A resposta era sempre um sorriso amarelo. Tinha tempo para ver e me mandar e-mails com charges da internet e abobrinhas quaisquer, mas para ler meu blog “ele nunca tinha tempo”.
Meus conhecimentos de informática também eram completamente ignorados. Eu passei meses para convencê-lo a se livrar da carroça que ele tinha. Como não havia nenhum idiota disposto a ir com ele numa loja comprar, a idiota aqui foi na maior boa vontade. Depois passei meses convencendo-o a colocar senha no computador e depois a tirá-lo da pseudo-biblioteca que havia em sua casa, na qual a família inteira usava o computador e o enchia de vírus. Quando eu falava, ele não demostrava o menor entendimento da importância daqueles conselhos. Mas bastava qualquer zé mané se oferecer a fazê-lo, formatavam o computador dele e em geral eu perdia tudo que por acaso eu tivesse gravado somente lá.
Um último exemplo era o fato dele sempre fazer qualquer coisa que eu dissesse que eu não gostava. Se eu não gostava que ele sempre viesse com a ladainha dele sobre problemas no transporte público, ele fazia questão de incluir isso em todas as conversas que tinha com outras pessoas quando eu estava presente. Se eu dizia que não gostava que me chamasse para eventos de pouca significância durante a semana, pois além de gastar um horror de taxi indo e voltando, eu ficaria pouco tempo, por ter que levantar cedo para trabalhar, (mas ele poderia ir tranquilamente sozinho) aí que ele me chamava mesmo para todas as bobagens gratuitas que existissem, só para me deixar triste por não poder ir.

Nos últimos meses tentei ao máximo me distanciar. Primeiro porque haviam coisas mais importantes que me consumiam boa parte o tempo, e eu deveria estar bem emocionalmente para transpô-las. Além disso, já tinham coisas demais para me preocupar, que não precisavam ser pioradas pela tristeza que eu sentia ao estar ao lado dele, mas que na época eu não compreendia a causa. Eu sabia que havia algo de errado, eu sabia que não era feliz, mas não sabia explicar com a clareza de palavras que uso hoje.
E os 5 anos de relacionamento se aproximavam... Para mim, 5 anos de relacionamento era muito. Fazia-se necessário tomar um rumo: decidir se eu me casaria com ele ou se terminava tudo, já que continuar só consumiria tempo e não me levaria a lugar algum.Ao mesmo tempo em que tudo só piorava, eu me esforçava para tentar salvar o insalvável (será isso um neologismo?!). Eu tentava falar do que me incomodava, mas cada vez que eu o fazia era como se eu encenasse um monólogo, em que só eu falava e ele me olhava com cara de sonso, enquanto tudo que eu dizia entrava por um ouvido e saía pelo outro. Além disso, como me casar com uma pessoa inerte e irresponsável, que nunca tinha inicativa para comprar qualquer coisa que fosse e que não conseguia pagar uma conta sequer em dia? Casar pra ser babá de homem, para eu ter que assumir todas as responsabilidades da casa e além de tudo ser o brinquedinho sexual dele, que tinha que estar sempre pronta para satisfazê-lo? Isso me parecia abuso demais!
Mesmo assim, eu fazia grandes planos para a data: comprei coisas e pesquisava onde encomendar outras, tudo para agradá-lo. Passei meses planejando tudo com muito carinho para que foss um dia especial. Eu queria ter um momento feliz depois de tanto tempo sentindo falta disso. E talvez, nos dias seguintes a um dia de felicidade, ele estivesse mais receptivo para discutimos o que havia de errado, além de perguntá-lo de uma vez por todas se ele estava disposto a “recomeçarmos”.
Entretanto, quanto mais o dia se aproximava, mais eu me decepcionava. Eu só recebia falta de consideração em troca e a situação chegou a tal ponto que eu não aguentava mais esse sofrimento. Era demais para mim, para minha cabeça e para meu corpo, que inclusive adoecia por tudo que se passava. Com cerca de 20 dias de antecedência explodi! Explodi por não aguentar mais tantas faltas de carinho e respeito seguidas. Decidi que eu não merecia mais aquela humilhação, que eu merecia ser feliz!

Alguns dias depois, tivemos uma conversa curiosa em um almoço que marquei com ele, para esclarecer melhor as coisas. Em meio a lágrimas de crocodilo, ele me implorava para que eu ficasse, mas nunca me perguntou o que havia de errado e o que poderia (pelo menos tentar) fazer para melhorar, embora hoje eu veja que não havia conserto. Se ele realmente me amasse como dizia, ele tentaria mudar a situação. Ao invés disso, se limitou a me propor que passássemos a sair sem compromisso (ou seja, sexo eventual). Como obviamente neguei isso, ele me propôs que continuássemos amigos. Como pessoa, ele era ( ou pelo menos me parecia) ser alguém bom, e como éramos amigos antes, nada mais justo que continuássemos amigos.
Para mim, o pedido era palavra de honra. Continuei frequentando normalmente a casa dele e dos parentes dele, pessoas super gentis com as quais estreitei laços de amizade. Continuavam me chamando para as festas e sempre fui Sempre tratei a todos e fui tratada com muito respeito e carinho e da minha parte não deixarei de fazê-lo.
Mas a suposta amizade com ele durou cerca de um ano. Enquanto eu me preocupava em ser gentil, entrar em contato, visitá-lo, manter uma amizade agradável, ele “retribuía” sendo novamente falso comigo. Primeiramente, de uma hora para outra ele passou a ter a melhor das vidas, onde ele relatava que tudo que ele fazia era interessante e prazeroso. Agora era ele quem protagonizava monólogos, contando seus grandes feitos. Ou seja, ele fazia questão de jogar na minha cara que agora a vida dele era boa, logo, quando estava comigo era um lixo.
Depois ele passou a fazer falsas promessas, de coisas simples. Depois me humilhar em público, quando encontrar comigo fosse inevitável. Em seguida passou a fingir que eu não existia, a evitar lugares onde ele sabia que eu estava, a se esconder para não me ver. Por último, não é mais capaz nem de dizer mais um “oi” ou pronunciar meu nome.
Em última conversa com o meliante, ele me confirmou alguns dos fatos expostos acima e sobre outros se recusou a responder. Quem cala consente... Pelo menos ele admitiu ter errado comigo. Já é um começo, afinal para se curar, é necessário saber que doença se tem.

É muito triste perceber que uma pessoa com quem se conviveu por tanto tempo é capaz de ser tão falsa, tão baixa. Sinceramente não sei sinto mais pena ou nojo dele. Sinto também muita rava de mim mesma, pois hoje percebo o quanto fui burra todos esses anos, ao me rebaixar por me entregar a pessoa dessas e por não perceber antes toda a sua falta de caráter. Mas essa raiva vai passar, tenho certeza, afinal a raiva não é um sentimento edificdor.



Mas como tudo na vida, há o seu lado bom. Depois que terminei com ele, tantas coisas boas aconteceram na minha vida! Tenho quase certeza que minha energia estava presa, amarrada, arraigada a algo que me prendia e me fazia sofrer. Parece que cada vez mais minha energia flui, com tanta alegria e vivacidade que nunca experimentei antes. E nos últimos meses ainda mais, motivada, dentre outras coisas, pelo fato de ele me ignorar totalmente, somente confirmando todas as conclusões as quais eu havia chegado.
Precisei sofrer para perceber o quanto fui ingênua e burra e o quanto eu não amava a mim mesma. Felizmente hoje me considero uma nova pessoa: livre, feliz e maravilhosa. Simplesmente Ab Fab!

sábado, setembro 18, 2010

SHOW "A ERA DOS FESTIVAIS"

Ontem fui a um show ma-ra-vi-lho-so na sala Cassia Eller na Funarte. Entitulado "A Era dos Festivais", reuniu 6 cantores da cidade de altíssimo nível (apenas 1 deles eu não conhecia, e não me decepcionou nem um pouco) para cantar um repertório repleto de sucessos dos anos 60.
Felizmente posso dizer que sou uma pessoa com bastante cultura musical. Apesar de meus pais nem serem casados naquela época (ou seja, eu nem pensava em nascer), passei a infância toda ouvindo essas músicas. Das 16 músicas apresentadas, apenas 2 eu não conhecia pelo nome e quando ouvi uma delas eu reconheci pelo refrão.
O show foi emocionante e ao mesmo tempo alegre e divertido, com as pessoas cantando junto o tempo todo. Os músicos também eram excelentes, com destaque para o flautista e o percussionista, que deram verdadeiros shows.
Na verdade sou meio suspeita para falar deste show, já que conheço pessoalmente e acompanho o trabalho de 2 das cantoras, Sandra Duailibe e Janette Dornellas, as quais me conhecem e sempre faço questão de cumprimentá-las e bater um papo ao fim dos shows.
Ao fim do show foi dada a grata notícia que o show terá temporada de 3 dias no Teatro da Caixa no fim de novembro. Com certeza estarei lá de novo e enviarei e-mail aos amigos convidando, pois valeu muito a pena.

quinta-feira, setembro 16, 2010

DE VOLTA ÀS ORIGENS: PARÁ

O fim de semana do feriado foi muito bom. Tive a oportunidade de voltar à minha terrinha natal: Belém. (Quem quiser entender melhor o assunto, basta procurar minha postagem sobre Manaus, onde falo sobre isso resumidamente.)
Novamente fui ao Norte motivada por um casamento: desta vez de uma prima por parte de pai. Como só tenho contato com 2 tias por parte de pai, eu era uma das pouquíssimas representantes deste lado da família.
Se Manaus já era quente, pense num lugar quente! Agora pense num lugar mais quente ainda! Bem-vindo a Belém!!! O calor no Parazão é realmente insuportável como ouvi minha vida toda. Só não foi pior porque 1) passei apenas 4 dias lá; 2) em Belém passei praticamente o tempo todo num hotel, com ar condicionado, obviamente; 3) com a secura que faz em Brasília, até me fez bem a umidade (não o calor, apenas a umidade).
Ao chegar lá fomos direto para Castanhal, cidade a uma hora de Belém, onde moram diversos parentes e meus padrinhos, que eu vi pela última vez quando eu tinha uns 5, 6 anos de idade. Todos nos receberam muito bem e organizaram um jantar para reunir a família toda para nos ver. No cardápio, não podiam faltar o jambu e o tucupi, que são usados em diversos pratos típicos paraenses.
No dia seguinte, tomei no café da manhã uma bela tigela de açaí do próprio pé da minha madrinha, que fora colhida no dia anterior e processada. Nossa, que delícia tomar açaí fresquinho, cultivado sem agrotóxicos e sem adição de conservantes! O melhor açaí da minha vida!
Após o almoço, voltamos a Belém, onde também fui muito bem recebida pela minha tia, a mãe da noiva. Passeamos no fim da tarde pelas Docas, um lugar que ficou lindo após a revitalização. Foi criada uma grande área com restaurantes, quiosques e lojinhas diversas, além de salões para eventos. (Quando saímos chegavam os convidados para um casamento chiquérrimo, cuja decoração espiamos pelas cortinas que cobriam as paredes de vidro.) Aproveitei para tomar tacacá e sorvete da Cairu. Tudo de bom!
No último dia saímos com uma tia pela manhã para um passeio para conhecer a cidade. Foi corrido, mas deu para ter uma visão geral e tirar várias fotos. Pude conhecer o prédio onde eu vivi meus poucos meses em Belém e onde minha mãe trabalhava, locais os quais ouvi falar a vida toda e só faziam parte do meu imaginário.
No almoço arrisquei-me a experimentar um pouquinho de maniçoba. Ô coisa ruim! Muitas pessoas me diziam que era ruim, mas não imaginava que tinha gosto de queimado, devido ao grande período de cozimento da folha da mandioca-brava.
Foi uma viagem rápida, mas muito proveitosa. Ano que vem estarei lá de novo, em mais um evento familiar.

BASTIDORES DE UM CASAMENTO

Uma das melhores partes da viagem foi o casamento, que foi acompanhado desde os bastidores. Ainda não havia ocorrido de uma prima aproximadamente da minha idade se casar (neste ano casaram-se 2 primos), logo nunca pude acompanhar uma noiva tão de perto. Neste caso, ela resolveu reservar um quarto num hotel para se arrumar e nos hospedamos no mesmo andar. Portanto, de cabelo e maquiagem a vestir o vestido, tudo eu acompanhei de perto (e fotografei). E melhor: ainda fui no carro junto com a noiva para a igreja! Olha que legal!
Não imaginava que era tão trabalhoso e cheio de detalhes uma noiva se arrumar para o seu “grande dia”. Tanto que os cerimoniais oferecem uma pessoa para ajudar a noiva a vestir o vestido e acertar os últimos detalhes.
Tadinha, minha prima tava hipernervosa. Já tinha passado mal nos dias anteriores e no dia mal se alimentou. Mas quando ela começou a colocar o vestido foi surgindo o brilho nos olhos dela e depois foi só alegria! Passado o nervosismo, ela se soltou e acho que conseguiu curtir bastante a cerimônia e a festa.
O casamento foi lindo, numa capela pequena mas com diversas imagens bem trabalhadas que tornavam o lugar lindíssimo. Outro detalhe que achei o máximo foi que os cânticos e a leitura do evangelho foram em canto gregoriano.

É... eu que tinha vontade de, se um dia eu me casar, ser durante o dia, posso tirar meu cavalinho da chuva. Acho que eu não ia nem dormir de tão cedo que precisaria me levantar para dar tempo de tudo. Acho que o máximo que daria para mim seria num fim de tarde e me arrumar desde de manhã.

sexta-feira, setembro 03, 2010

REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIBRAS

Segue abaixo link para a novíssima Lei 1.319, de 1 de setembro de 2010, que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete de LIBRAS. Na minha opinião, é mais um passo em busca a valorização e inclusão do deficiente auditivo.
Uma boa notícia para começar o mês, hein?

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12319.htm

terça-feira, agosto 31, 2010

ASSISTINDO PEÇA DO G7

Na quinta estive na abertura de um evento promovido pelo local onde trabalho. Houve um monte de discursos chatos, depois uma palestra muito interessante que tratava das mudanças da nossa sociedade nos últimos 50 anos e os problemas oriundos dessas mudanças, em especial no que tange aspectos comportamentais (poderia comentar só sobre a palestra, mas isso seria um outro post, e dos grandes) e em seguida um coffee-break.
Mas o principal foi o encerramento da noite, que contou a participação do Grupo G7 com a peça “A comédia como ela é”. Foi uma apresentação reduzida, pois o tempo disponível era curto. Logo, dos 5 quadros que deveriam ter, segundo info que li na internet, só foram apresentados 3: um dramalhão mexicano; o chamado “momento romântico”, em que os atores chamam pessoas ao palco para fazerem declarações de amor, pagarem mico e concorrerem a algum prêmio (no caso haviam prêmios oferecidos pelo órgão onde trabalho); e um Romeu e Julieta musical moderno.
Uma pena que não levei máquina fotográfica, pois no início da peça eles mesmos falaram que quem quisesse estava livre para gravar e filmar, desde que sem flash.
Um colega que trabalha no mesmo corredor que eu pagou o aior mico sendo chamado para ser um dos personagens da primeira parte. Mas ele entrou tanto no personagem que no fim da peça teve uma moça comentando que achavam que ele era do grupo e que só tinham colocado um crachá nele para disfarçar.
Para quem nunca viu uma peça do G7, eu super recomendo. Agora tenho que descobrir quando haverá temporada de “A comédia como ela é” para ver a peça inteira.

domingo, agosto 22, 2010

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL

Outro dia pesquisando coisas na internet, me deparei com este texto, o qual reproduzo os trechos prncipais. Para ler na íntegra, há o link no fim da postagem.

Boa oportunidade para refletirmos sobre esse mundo em que muita coisa é considerada descartável, inclusive as pessoas.

------------

Na sala de reunião de uma multinacional o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" . A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E o Beethoven?

- Como? – o CEO encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?

Silêncio.

(...)

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são sim insubstituíveis.

quarta-feira, agosto 18, 2010

VOCÊ ESTACIONA SOBRE A CALÇADA?

Recebi um vídeo muito interessante por e-mail, que mostra a consequencia de se estacionar um carro sobre uma calçada (ou em uma vaga para deficiente).
Tentei adicioná-lo a postagem, mas por algum motivo o video não abriu e não consegui que o Firefox instalasse o plugin apropriado. Logo, terei que fazer uma descrição dele.
O vídeo mostra um rapaz cadeirante que não possui pernas andando pela rua quando de repente há um carro parado bem em cima da calçada por onde ele deveria passar. Ele se levanta da cadeira, apoiando no carro e na parede, com muita dificuldade, obviamente, e se posiciona sob o capô do carro. Fecha a cadeira de rodas, passa-a em frente ao carro, abre-a do outro lado e continua seu caminho. Ou seja, ele teve um trabalhão danado para continuar seu caminho por causa de um motorista que não respeita os outros. E se fosse alguém que não conseguisse sair de sua cadeira

Por isso que eu me revolto mesmo quando não posso estacionar em uma vaga para deficiente porque um folgado com preguiça de parar o caro longe a ocupou.

quinta-feira, agosto 12, 2010

RIO DE JANEIRO

Como eu disse em meu post anterior, passei o fim de semana no Rio. Foram dias bem proveitosos ao lado de um grande amigo.

Antes que me perguntem, não tive tempo de ir ao Pão de Açúcar ou ao Cristo Redentor. Pelo que me falaram, seriam passeios nos quais eu gastaria muito tempo. Mas o vi de dentro de táxis e posso dizer que são muito bonitos mesmo.

Optei por fazer outras coisas legais: ir a praia (óbvio!), ao teatro e visitar uma amiga querida que reside lá.
Quanto ao teatro, fui assistir a peça Calígula, com o Thiago Lacerda, por 30 reais, preço inimaginável aqui em Brasília. A peça é sensacional com atuações brilhantes de todo o elenco. Valeu muito a pena!

Alguns fatos interessantes sobre o Rio:
  • Aparentemente há mais táxis do que carros particulares nas ruas. Muitas vezes eu via 3 táxis passando lado a lado ou uns atrás dos outros. Logo, foi bem fácil circular pela cidade.
  • A quantidade de teatros também é muito maior do que a que estou acostumada. Em frente ao prédio do meu amigo havia um pequeno teatro e vi mais alguns outros, mesmo tendo rodado pouco pela cidade.
  • Em Copacabana (onde mais andei) as calçadas são acessíveis, possuindo sempre o piso tátil. Estavam em muito bom estado, exceto algumas que foram danificadas por raízes de árvores.
  • Pra quem está acostumado com associar o Rio a sol e praias, como lá estava nublado (até chuviscou um dia) e somando-se a maresia, lá fazia mais frio do que em Brasília. Logo, usei bastante o blazer que levei.
Posso dizer que gostei do pouco que conheci do Rio. Tenho que ir lá outra vez para conhecer mais.

terça-feira, agosto 10, 2010

PALESTRANDO SOBRE EB NO RIO

Na sexta tive a oportunidade de palestrar mais uma vez em um Simpósio de Feridas, novamente para o público de enfermagem, desta vez no Rio de Janeiro.
Viajei na sexta pela manhã, chegando na hora do almoço, logo pude acompanhar a parte da tarde do evento, que foi muito interessante. Como no anterior aqui em Brasília, a mesa redonda sobre EB foi no final.
Só que esses eventos não tem jeito, a programação sempre atrasa. Neste, o atraso foi de meia hora, mas conseguimos atrair boa parte do público, que permaneceu para nossa palestra.
Desta vez a convidada da área de saúde foi uma enfermeira que trabalha no Hospital das Clínicas de SP na Unidade da Dor, portanto ela trouxe uma visão muito interessante da EB: melhorar a qualidade de vida por meio da minimização da dor, não só a física, mas dentre outras também a dor social. Aprendi bastante com ela e parece-me o trabalho desta Unidade, que eu desconhecia, ser bastante importante.
Fiquei feliz com a repercussão da minha palestra, pois no fim do evento algumas pessoas vieram me cumprimentar e parabenizar. Pelo menos sei que, para essas, a mensagem foi passada.
Depois conto sobre meu fim de semana no Rio...

segunda-feira, agosto 09, 2010

HÁ MALES QUE VEM PARA O BEM

O início da semana passada foi agitado e marcado por mudanças. Em geral, nós seres humanos somos comodistas e avessos a mudanças. Mas existem mudanças que podem intervir muito positivamente em nossas vidas, e senão tivéssemos corrido o risco da mudança, como poderíamos saber que o resultado seria tão bom!?!
Um exemplo disso foi o choque que eu levei ao chegar na escola onde eu fazia aulas de dança e a dona me falar que neste mês ainda a escola mudará para Águas Claras. Fiquei muito triste, pois eu estudava lá por, além de gostar muito das aulas e das professoras, estar situada a menos de 5 min de carro da minha casa. Parecia que não tinha outra saída: teria que estudar longe de casa e chegar tarde nos dias que eu tivesse aula.
Fui procurar outras escolas de dança em locais mais ou menos próximos, para ver em qual eu conseguia um melhor horário (ou seja, que não acabasse muito tarde). No início fui me desanimando mais ainda: a escola mais próxima que sabia havia se mudado também, e para bem longe. Em outra, não achei horários bons para o meu nível. Fiquei cada vez mais triste.
Fui dormir e daí pensei: Há males que vem para o bem. Se eu não achar um horário bom para fazer dança, eu volto a fazer tai chi, que eu sei que tem bem pertinho de casa.
No dia seguinte, continuei minha pesquisa pela internet. Da mesma maneira que descobri a escola onde eu estudava pela internet, descobri na internet aulas de dança do ventre na Casa da Cultura, um espaço mantido pelo governo próximo a minha casa onde ocorrem eventos culturais e são ministrados diversos cursos, em geral a preços mais acessíveis.
Conversei com a profa por tel e fui assistir minha primeira aula. Gostei demais, pois ela tem uma proposta diferente. Ela mistura dança com técnicas de alongamento e respiração, provenientes do balé, da yoga e do tai chi. Logo, a ideia não é uma aula de decorar passos e aprender coreografias, mas sim de trabalhar o corpo integralmente. Por exemplo, na aula que assisti o objetivo principal era trabalhar a leveza nos deslocamentos e posições de braço.
Logo passei a fazer uma aula mais interessante, mais perto ainda de casa e mais barata! Essa seria uma mudança para muito melhor que nunca teria acontecido se eu não fosse provocada de uma maneira negativa.

sexta-feira, julho 30, 2010

CERIMÔNIA DE ABERTURA DA 34a SESSÃO DO COMITÊ DO PATRIMÔNIO CULTURAL DA UNESCO

Neste fds tive a oportunidade de ir a um evento muito bacana. Foi a abertura da 34a Sessão do Comitê do Patrimônio Cultural da UNESCO, que ocorreu no Teatro Nacional.
Assim que cheguei, ocorria no hall do teatro a apresentação de um grupo baiano, com direito a baianas rodopiando e músicos tocando, dentre outros instrumentos, berimbau.
Finda a apresentação, já era hora de adentrar a Sala Vila Lobos. Lá houve apresentação de diversos grupos, englobando música, teatro e dança. O mestre de cerimônias era um cordelista, logo não houve aquele homem de terno chato, sempre dizendo “Passo a palavra agora para o Sr. Fulano de Tal” num tom de voz monofônico. Houve sim a parte dos discursos, mas até para chamar cada um dos que iria discursar, era de maneira alegre e cativante.
Os discursos foram curiosos. O Ministro da Cultura deu um puxão de orelha na UNESCO, apresentando alguns dados interessantes. Ele disse que praticamente metade dos patrimônios mundiais estão na Europa e uma minoria em regiões riquíssimas culturalmente, como a África e o Oriente Médio. Além disso, esses países enfrentam muita dificuldade para justificar aos europeus (maioria na UNESCO) a importância cultural que determinados locais possuem. As 2 representantes da UNESCO discursaram em inglês, só que uma deu uma louca e no meio do discurso, do nada, começou a falar em francês. Se eru soubesse, teria pego o fonezinho para ouvir a tradução simultânea.
O “gran finale” foi com o Milton Nascimento acompanhando do Grupo Ponto de Partida. Gente, o grupo é demais! Eles possuem uma formação completa: teatro, canto e dança. A apresentação se assemelhou a um trecho de um musical. Uma escolha muito feliz. O Milton também arrasou, apesar dele mesmo ter comentado que não estava com a voz muito boa no dia.
Ao final, houve um coquetel maravilhoso! Além dos garçons circulando com salgadinhos e bebidas (água, suco e guaraná – afinal os estrangeiros tinham que conhecer o refrigerante local), haviam 2 mesas regionais, uma do Pará e outa da Bahia. Na paraense havia caldo de caranguejo e tacacá, servidos em mini-cuias. Bom demais ter a culinária da terrinha! Já na baiana, havia acarajé e tapioca.

O evento foi todo muito bom, mas o mais divertido foi observar os estrangeiros, aquela mistura de cores, línguas e roupas variadas. Não sei é porque eu tenho uma quedinha para línguas estrangeiras, mas acho tão bom ver aquela mistura de gente. Por isso eu gosto de Brasília, dentre outras coisas, por ser uma cidade cosmopolita.

Caso tenha curiosidade, segue a Lista do Patrimônio Mundial do Brasil:
http://www.unesco.org/pt/brasilia/culture/world-heritage/list-of-world-heritage-in-brazil/#c35311

terça-feira, julho 27, 2010

MALA ROXA!!!

No fds fui ao shopping e passei em frente á loja da Kipling. Vi que metade da vitrine era composta por itens roxos. Eu fiquei louca! Eu estava resistindo à tentação, até que minha mãe fala que eu vou fazer uma viagem curta e minha mala é muito grande. Logo, eu deveria comprar a mala pequena que está lá na vitrine. Depois dessa, não teve jeito, fui lá e comprei.

A mala comprada foi essa aqui. Não é linda?!

http://www.allbags.com.br/Produtos/Detalhe.aspx?sku=13095217&Categoria=Kipling

Triste foi descobrir que comprando pela net eu teria economizado 100 reais. Mas tudo bem, esse é o tipo de coisa que eu julgo precisar ver ao vivo para comprar.

Quase comprei também uma bolsa meio sacola, que eu pretendia usar com sacola de praia, linda, com uma estampa bem diferente. Mas não tive coragem de pagar quase metade do preço da mala nela e dessiti da compra.

sexta-feira, julho 23, 2010

CNH DEFINITIVA

Ontem chegou pelo correio minha CNH definitiva, substituindo minha permissão. Para quem acompanhou neste blog a saga que foi obter essa permissão (quem tiver interesse em ler, basta pesquisar neste blog por "CNH"), com certeza sabe que é uma imensa vitória eu já ter completado 1 ano motorizada.
Quem me conhece a mais tempo sabe da dificuldade que eu tinha para fazer coisas simples na rua, como comprar um shampoo que acabou, pois eu sempre dependia da boa vontade de alguém para me levar até o lugar para comprar. Além disso, eu era privada de me divertir o quanto eu gostaria, pois mesmo que o programa fosse gratuito, eu gastaria no mínimo R$50 para ir e voltar de táxi.
Portanto, uma CNH pode parecer bobagem para alguns, mas para mim, que tenho dificuldades de locomoção, ela é um símbolo de independência, persistência e força de vontade.

Um detalhe importante que vale destacar aqui é que eu aprendi na auto-escola (não tenho certeza se foi isso que ensinaram, mas foi assim que entendi) que a CNH definitiva chegaria pelo correio quando a permissão vencesse. Ponto final. Começou o mês e pensei: "minha CNH vai chegar qualquer dia desses", mas nada aconteceu. Fui ver minha permissão e ela estava vencida. Daí que tomei a iniciativa de dar uma olhada no site do Detran como é que isso funcionava. A CNH só é enviada mediante pagamento de uma taxa (claro, eles tem que pegar dinheiro nosso de alguma forma!). Portanto, era necessário informar e confirmar alguns dados, gerar um boleto bancário e o pagar. Pronto! Em até 5 dias úteis após o pagamento, chegaria a CNH pelo correio.

Como garota de informática que sou, não pude deixar de observar alguns detalhes de implementação do sistema de solicitação da CNH definitiva.
Na primeira tela, havia um CAPTCHA, o que não é acessível. Mas neste caso, não vejo problema, pois se você dirige, não pode ter deficiência visual. Mas eu vi uma solução alternativa em uma tela seguinte que eu achei muito boa.
A tela era para confirmação do endereço residencial para envio da CNH. Mas ao invés de mostrar o endereço completo e simplesmente pedir para confirmar, eles criaram um sistema inteligente de verificação. Na tela eram exibidas as primeiras partes de 4 endereços (por ex.: SQS 104), sendo 3 deles aleatórios e um o endereço verdadeiro. Deveria-se clicar no radio button ao lado do início de endereço que correspondesse ao seu. (Uma pena não ter dado um print screen para ilustrar)
Dá pra se pensar em um CAPTCHA usando o mesmo princípio...

sábado, julho 17, 2010

ARRASTÃO DO DETRAN

Ontem tive uma noite muito divertida. Além de ter saído com pessoas agradabilíssimas, presenciei cenas de morrer de rir. O Detran estava recolhendo todos os carros que estavam em fila dupla na comercial e levando para o depósito.
O procedimento é interessante, a começar pela mega estrutura: uns 5 carros desses com sirene em cima para dar cobertura, mais uns 2 caminhões grandes para levar os carros e uma empilhadeira, para elevar os carros até o alto do caminhão. Detectado o "alvo", a empilhadeira pára na lateral do carro e o suspende bem alto, como se fosse um troféu. Depois o carro é colocado em cima do caminhão para ir para o depósito.
Sabemos da falta de vagas em alguns lugares do Plano, como Setor Comercial e redondesas. Nas quadras, se tiverem muitos bares, obviamente não vai ter espaço para todos os carros. Mas em muitos casos temos é preguiça dos condutores. Em muitos casos, se entrarem na quadra residencial ao lado, vão encontrar vagas. (Na quadra em questão haviam vagas na parte residencial, pois eu estive lá.)
Mas não, esses irresponsáveis simplesmente largam os carros atrás do outros que estão estacionados e vão se divertir nos bares. E você, que estacionou corretamente em uma vaga, na hora de ir embora tem que perder seu tempo e pagar o mico de buzinar até doer os próprios ouvidos até que um infeliz venha tirar o carro que está atrás do seu. Uma vez já passei por essa experiência de passar 5 min dentro do meu carro buzinando até que o dono do outro carro aparecesse. Ninguém merece! Tem mais é que serem multados mesmo.

quarta-feira, julho 14, 2010

ÓCULOS COM LENTES VERDES

Durante minhas férias, aproveitei para ir em alguns médicos fazer checkups, inclusive na minha oftalmo.
Eu estava com vontade de fazer óculos escuros novos, pois costumo dirigir durante o dia e, como sou muito fotofóbica (sensível à claridade), preciso de óculos poderosos. O problema é que com a prática da direção, comecei a achar as lentes do óculos escuro pequenas, não protegendo o suficiente nesses dias de secura sem uma nuvem no céu. Além disso, queria uma haste grossa, para proteger quando o sol estivesse incidindo lateralmente no meu rosto. Mas eu não ia fazer um óculos novo sem antes checar o grau.
Depois de checado (graças que ele está estabilizado a alguns anos), fui fazer os novos óculos. Como eu tirei férias, recebi e não viajei, resolvi ir a uma ótica boa e comprar uma armação bonita e resistente, não aquelas baratinhas que eu costumava comprar e quebravam do nada, sem nem ter caído no chão, ou que descascavam com facilidade. No fim das contas resolvi fazer um óculos novo para o dia-a-dia além do escuro, optando por uma armação mais moderna (e perua!).
Mas a grande sacada dos óculos escuros foi que quando experimentava a armação, eu discutia com o vendedor sobre que cor fazer as lentes. Originalmente haviam lentes verdes na armação e ele ficou dizendo que poderia fazer naquele mesmo verde, que ficaria bonito. E eu argumentando que para mim não adiantava ficar bonito, tinha que ficar escuro. Mas assim que resolvi ir para fora da loja com as lentes para ver ao sol, percebi a diferença: parece que tudo estava mais nítido... e forçando menos a visão. E apesar de verdes, as lentes não alteram a cor dos objetos, como eu pensava (excetuando obviamente o fato de tudo ficar mais escuro, afinal essa é a função de um óculos escuro!).
Depois dos óculos prontos, levei para minha oftalmo conferir o grau e ela comentou que foi uma ótima escolha eu ter feito lentes verdes, que descansam a visão. Eu estou usando a vários dias e achando ó-ti-mo!
Aí vai a dica: da próxima vez que for comprar óculos escuros, experimente lentes verdes.

P.S.: Pesquisando sobre a marca do óculos escuro que comprei, acabei achando uma reportagem sobre a minha armação. Olha q fashion!
http://revistaconvergencia.com.br/oculos-visual/noticias/glamour-retro-nova-colecao-de-solares-femininos-da-jean-monnier-175748-1.asp

sábado, junho 26, 2010

O FOGO E O SEU ENCANTAMENTO

Algo que adoooooro nesse período de festas juninas são as fogueiras. Ah, como são lndas!
Embora eu seja geminiana (elemento ar) eu tenho um verdadeiro fascínio pelo fogo, que não sei explicar. É lindo observar como ele queima, suas chispas, as mudanças de cor das chamas, o brilho, a brasa se extinguindo...
Interessante observar que o fogo é o único elemento da natureza que precisa ser ativado e extingue-se. Ar, água e terra simplesmente estão lá e sempre estarão (apesar da devastação ambiental). Já o fogo precisa ser "criado", depende de uma fagulha para seu início.
Enquanto escrevo admiro a fogueira que todo ano o pessoal de uma casa vizinha ao meu prédio acende no quadradão em frente. Várias pessoas da vizinhança se aglomeram junto a ela e eu já me juntei a eles uma vez, para ficar ao lado da fogueira e pegar um pouco do seu calor, da sua energia.

quarta-feira, junho 23, 2010

PALESTRA SOBRE ACESSIBILIDADE - MINHAS IMPRESSÕES

Não foi porque eu ministrei a palestra, mas tenho que dizer que foi um sucesso! O encontro, que era para ser algo rápido, com duração de 1h aproximadamente, acabou rendendo quase 2h. Se somar às conversas posteriores com diversas pessoas, foram umas 2h30.
Tive a sorte de palestrar em companhia do Daniel, coordenador do DFJUG, que possui uma vasta experiência com deficientes, em especial auditivos. Logo, ele fez uma inrodução maravilhosa e sempre tinha ótimos pitacos para dar na minha palestra, trazendo informações complementares muito úteis.


O público não foi grande, mas bem seleto. Eram pessoas realmente interessadas no assunto, ou porque já pesquisavam sobre ele ou que precisavam entendê-lo por motivos profissionais, por ex. Tive a alegria de contar com a presença de 2 amigas, uma delas a responsável pelas fotos, nas quais não fiquei linda, afinal não estava posando para elas; foram expontâneas.


Aqui trago para vocês um resumão do que falei e que não consta escrito na apresentação. (Aos interessados em ter a apresentação, basta entrar em contato que eu envio por e-mail.) O vídeo exibido na apresentação pode ser baixado em diversos formatos no site http://acessodigital.net/video.html

As historinhas práticas contadas por mim e pelo Daniel foram muito úteis para passar a realidade dos deficientes visuais e da acessibilidade foram muito boas, mas não cabem aqui, senão o post iria ficar gigantesco.

-----------------------

Deficiente visual não é sinônimo de cego!

Os deficientes visuais podem ser divididos em 2 grandes grupos:

Deficiente visual parcial (visão subnormal ou com baixa visão): Pessoas que possuem dificuldade de enxergar que não pode ser corrigida por lentes ou cirurgias. Normalmente conseguem ler textos em fonte ampliada (em geral tamanho 24) ou com ajuda de lupas. A visão é suficiente para, por ex., se desviar de obstáculos.

Deficiente visual total (ou cego): Aquele que possui uma visão muito limitada. Em geral conseguem apenas distinguir a presença ou ausência de luz ou ver silhuetas. É muito raro uma pessoa que não possua nenhum resquício de visão, por menor que seja.

Há ainda o daltônicos, que legalmente não são deficientes visuais, mas são tratados como tal quando falamos de acessibilidade de sites, por ser uma doença que altera a percepção das cores. Existem três tipos de daltonismo, sendo que o tipo mais comum é aquele em que o indivíduo não enxerga as cores verdes e vermelhas (e cores derivadas, como o rosa). Os outros dois tipos são mais raros: em um deles não se enxerga a cor azul e no tipo mais grave não há a percepção de cores (ou seja, enxerga-se preto, branco e cinza apenas).


Por que considerar como grupo prioritário quando se trata de acessibilidade de sites o deficiente visual?

O deficiente visual, antes do surgimento do computador, da internet e das tecnologias assistivas, possuía um acesso muito limitado a informação e cultura. A ele não é possível ler um jornal, uma revista ou um livro. A televisão só podia ser ouvida. Com poucas bibliotecas com livros em Braille disponíveis, a única fonte de informação possível era o rádio. Além disso, um deficiente visual possui dificuldade de deslocamento, o que dificulta a realização de compras.

Atualmente, usando um computador, o deficiente visual tem acesso em diversos sites a notícias e livros. Além disso, pode fazer compras sem sair de casa, podendo pesquisar soznho por informações sobre os produtos que deseja, sem depender das descrições de vendedores e familiares, necessárias quando se vai a uma loja física.


O grande oráculo cego da internet: o Google

Quem possui um site acessível também está facilitando sua localização pelo Google. Isso porque ele usa princípio semelhante ao leitor de tela para indexar os sites: ele procura por todo o texto disponível. Se um site é totalmente feito em flash, por ex., não haverá palavras para o Google indexar, nem para o leitor de tela ler.


Programas leitores de tela

Identificam o texto escrito na tela e o convertem para um sintetizador de voz, responsável por transformar o texto em voz. No Brasil, os deficientes visuais costumam usar os programas leitores de tela Jaws e Virtual Vision. Os dois leitores possuem funcionalidades semelhantes, logo a escolha entre usar um e outro vai mais do gosto de cada usuário, em geral motivado pelo programa que ele conheceu primeiro.

O Daniel (coordenador do DFJUG) citou que para o Linux, existe o leitor de tela Orca que já vem no CD de instalação do Ubuntu.


Validação automática da acessibilidade de um site

Para validação automática de sites brasileiros, utiliza-se em geral os 2 programas abaixo. Essa validação deve ser feita pelo programador do site, pois os resultados permitirão a correção de erros “grosseiros” de acessbilidade.

Da Silva – ferramenta web disponível no site www.dasilva.org.br em que basta digitar uma URL e é feita a validação

ASES – software público voltado para os desenvolvedores, permitindo a validação de diversas páginas simultaneamente diretamente pelos códigos-fonte; possui ferramentas interessantes, como simulador de daltonismo. O Daniel inclusive fez o convite para que os desenvolvedores possam contribuir melhorando o código ou adicionando novas funcionalidades.

Foi apresentada uma tela do Da Silva com a validação de um site governamental, o qal teve um resultado muito interessante para análise. Este site possui o selo de acessibilidade AAA (ou riplo A), atendendo todos os níveis de prioridade definidos na WCAG e no eMAG. Na validação automática constatou-se que o site não possui erros de acessibilidade que possam ser verificados automaticamente. Entretanto, possuía um exagerado número de avisos (pontos que não podem ser verificados automaticamente): mais de 500 na prioridade 1 e mais de 200 em cada uma das prioridades 2 e 3. Conclui-se, portanto, que os programadores se preocuparam apenas em eliminar os erros, conseguir o selo de acessibilidade e estar dentro da lei. Um site que possui quase 1000 itens que precisam ser verificados manualmente muito provavelmente não está acessível.


Exemplos de não-acessibilidade

Foi mostrado que muitas vezes correções simples, que podem ser facilmente incorporadas às boas práticas de programação, aumentam a acessibilidade de um site. Entretanto, há ainda alguns desafios, como lidar com teclados virtuais de bancos e CAPTCHAS (aqueles caracteres distorcidos que aparecem em figuras para lermos digitarmos). Existem soluções menos tradicionais para esses tipos mais complexos de não-acessibilidade, mas que não são considerados pela maioria dos sites.


"ENTÃO FOI ASSIM? - VOLUME II" - COMO FOI?

Com certo atraso, publico minhas impressões sobre o show do lançamento deste livro fantástico. O atraso de uma certa forma foi providencial, pois no dia, assim que o show acabou logo fui embora, pois um longo dia seguinte me esperava logo cedo. Portanto, essa semana que tive a oportunidade de comprar o livro. Antes disso, meus comentários seriam incompletos.
Sou suspeita para falar, pois o Ruy é um grande amigo, assim como sua família, e como sei da qualidade de tudo que ele faz, não teria como o show não ser bom. Ele é uma pessoa divertidíssima e um ótimo contador de histórias. O legal desse show é que alguns dos compositores estiveram presentes para contar suas histórias e cantar suas músicas. Isso trouxe um clima de muita felicidade, por eles se sentirem valorizados enquanto compositores, que muitas vezes são ignorados pelo público, que só conhecem os intérpretes.
Mas, para mim, o destaque do show foi a cantora Ellen Oléria, a qual só conhecia de nome. Ela cantou tão bem a música "Brasil", composição de George Israel / Nilo Romero / Cazuza , que não deixou nada a desejar à gravação original da Gal Costa.
Gostei tanto que quando fui comprar o livro esta semana, comprei também o CD dela. Ainda não o ouvi todo, mas gostei do que ouvi. Vale a pena conhecê-la.

Quanto ao livro, como eu já tenho o volume I, já sabia que este seria igualmente um delicioso passeio pelo mundo da música brasileira. Um diferencial é que o Ruy se preocupou em tratar também dos processos criativos de cada compositor, ou seja, quais as técnicas que usam para compor. Já me deliciei com algumas das histórias...

sexta-feira, junho 11, 2010

CORUJINHA, CORUJINHA

Ontem aconteceu algo altamente bizarro.
Fui ao HUB para uma consulta de rotina. Quando eu ia embora por volta de 3:30 da tarde, ao chegar no meu carro levei o maior susto: estava pousada no retrovisor do carro ao lado uma coruja.
Como eu precisaria ficar bem próxima à coruja para abrir a porta do meu carro, fui me aproximando devagar, já que eu não sabia como ela iria reagir. Eu fiquei olhando para ela e ela fazendo um barulho com o bico, como um estalo. Daí comecei a conversar calmamente com ela: "Coruja... eu sou amiga... Eu só quero entrar no meu carro... Vc me deixa abrir a porta e entrar no meu carro?... " Ela respondeu com mais alguns estalos.

Abri a porta e ela voou um pouco para trás, pousando no meio-fio. Fui embora e ela continuou lá, tranquila, no meio-fio.

Para quem passou a infância ouvindo no disco Arca de Noé a Elis Regina cantar "Corujinha, corujinha/ Que feinha que é você!", até que ao ver uma coruja super de perto eu achei ela bem simpática! Ela era marom claro, meio rajadinha. Achei a penugem bem bonita.
(Para quem não é da época ou não se lembra da letra, segue link com a letra:
http://caracol.imaginario.com/discoteca/arcadenoe/corujinha.html)

Isso me lembra que na UnB são famosas as estórias de gente que viu bichos "exóticos" por lá. Eu já vi morcejos e um gambá.

P.S.: Estou começando a achar que seria interessante ter um celular que tira fotos para registrar momentos como esses.

SHOW DE LANÇAMENTO DO LIVRO "ENTÃO, FOI ASSIM? - VOLUME II"

Convido a todos para um show "que promete" nos dias 15 e 16 de junho: o lançamento do livro "Então, foi assim? Vol.II", de autoria de um grande amigo, Ruy Godinho.

O Ruy, dentre milhares de coisas, é produtor musical, radialista e pesquisador. Ao longo dos anos, ele teve a oportunidade de saber de diversos compositores como certas músicas foram compostas. Daí surgiu a ideia de fazer um livro contando essas histórias. Assim surgiu o volume !.

O show de lançamento foi espetacular. Ele selecionou algumas histórias e as contava, como um mestre de cerimônias. Após cada história, um cantor da cidade interpretava a canção. Foi um show de primeira que lotou o teatro e não teve lugar pra quem quis. Tanto que, desta vez, serão 2 dias de espetáculo.



Desde então, ele prometeu que haveria o volume II e nós amigos sempre cobrando, até que finalmente ocorrerá o lançamento.

Simplesmente imperdível para quem gosta de boa música.

Eu estarei lá no dia 15, já que dia 16 será minha palestra sobre acessibilidade.

quinta-feira, junho 10, 2010

POR FALAR EM ACESSIBILIDADE...

No final da semana passadaaconteceu algo para mim inédito, fruto de muita perseverança.
Uma colega de trabalho me abordou no corredor para dizer que, depois de 3 anos de luta e muitos ofícios para o DETRAN, ela tinha conseguido que ampliassem a quantidade de vagas para deficientes no estacionamento do prédio onde trabalho. Ela disse que somos 5 pessoas com necessidades especiais no órgão onde trabalho. (Isso em apenas 3 andares do prédio, que são cedidos por outro órgão para o órgão onde trabalho.) Logo ela pleiteou e conseguiu: 5 vagas!
Agora eu posso estacionar na porta do meu prédio e chegar a ela facilmente, pois já haviam rampas, ao invés de estacionar numa vaga especial que havia atrás do prédio, parando ais longe e tendo que subir e descer vários lances de escada até chegar à portaria.
Parabéns a esta colega: uma pessoa com iniciativa, que não ficou só reclamando e sim foi à luta.

quarta-feira, junho 09, 2010

ENCONTRO MENSAL DO DFJUG - ACESSIBILIDADE DE SOFTWARE

Dia 16 de junho terei a oportunidade de palestrar em um evento bem bacana: o Encontro Mensal do DFJUG.
Nesse dia pretendo falar um pouco sobre a minha experiência na área de acessibilidade, de forma a tentar conscientizar o público presente de sua importância e relevância. Pretendo apresentar a acessibilidade e em especial a deficiência visual de maneira bem prática, já que as pessoas normalmente não têm conhecimento das necessidades dessa parcela da população, que cada vez mais utiliza o computador e a internet.
Utilizarei de meus artifícios didáticos (ser "teacher" também é proveitoso nessas horas) para não tornar a apresentação chata e cansativa e manter a atenção de todos pela uma hora que terei para falar.

Segue abaixo o convite, conforme publicado no boletim DFJUG # 814.
Divulguem para seus amigos da área de informática.
__ Encontro mensal do DFJUG : Acessibilidade de Software __
O nosso encontro de Maio acontecera' na Quarta-feira, 16 Junho, com o tema Acessibilidade Web, isto e de sitios da internet.
Desde o seu inicio, ha mais de doze anos, o DFJUG sempre teve, e tem, desenvolvido iniciativas que apoiem as Pessoas com Necessidades Especiais – PNE:
- ministrado cursos gratuitos de Java para Cegos, Surdo e Cadeirantes;
- produzindo videos sobre o uso da Lingua BRAsileira de Sinais – LIBRAS na informatica;
- distribuindo nossos quase 900 boletins semanais sem acentos ou outro sinal grafico que possa confundir os softwares “Ledores de Tela” usados por Deficientes Visuais;
- divulgando para a comunidade Javanesa mostrando a absoluta necessidade de cumprir a legislacao pertinente e as boas praticas de criacao e manutencao de sitios na Internet que obedecam as normas W3C – http://www.w3.org/, com versao 2.0 da WCAG: http://www.ilearn.com.br/TR/WCAG20

O DFJUG tem a honra de receber, para o nosso encontro mensal, a colega Anna Carolina Ferreira da Rocha, ela propria uma Pessoa com Necessidades Especiais, tem um extenso curriculo de divulgadora deste importante tema de Acessibilidade em Software, em diversos foruns, inclusive nos seus blogs http://borboletaroxa.blogspot.com/ e http://www.flickr.com/borboletaroxa

Sera apresentado o que e acessibilidade e como ela pode ser aplicada a sites, quais os tipos de deficiencias existentes e como elas influenciam na navegacao pela internet, a legislacao vigente e os padroes para acessibilidade de sites, a relacao entre acessibilidade e usabilidade, como avaliar a acessibilidade de um site e, por fim, alguns estudos de caso de sites nao-acessiveis.

Ela e' formada pela Universidade de Brasilia e pos-graduada em Teste de Software pela Unieuro, palestrante do 2º Seminario de Qualidade e Teste de Software – Deficientes visuais na realizacao de testes orientados e assistidos para melhoria da acessibilidade de sitios – Belo Horizonte, Novembro/2007; Palestrante no Workshop do Programa de Pos-Graduacao em Informatica da UnB - 2009 - Melhoria da acessibilidade de sitios: Deficientes visuais na realizacao de testes orientados e assistidos - Alto Paraiso - GO, Novembro/2009;
Integrante do Comite de Inovacao da Associacao Latino-Americana de Teste de Software – ALATS desde julho/2008.

Agenda
19:30 – 20:30: Assessibilidade de Software
Palestrante : Anna Carolina Ferreira da Rocha

Duracao: Uma hora

O local deste encontro, que acontecera' na noite da Quarta 16 de Junho, a partir das 19:30 hrs, sera' no Auditorio do Bloco 2 (subsolo do predio da biblioteca) do CEUB, http://www.uniceub.br/, parceiro educacional do DFJUG, na SEPN 707/907 - Campus do UniCEUB - Asa Norte, Brasilia / DF.

Apos este encontro, estaremos sorteando para os presentes os livros:

- Android da editora Novatec
http://novatec.com.br/livros/android/

- Testes funcionais de Software da Editora VisualBooks.
http://www.visualbooks.com.br/shop/mostralivro.asp?escolha=8575022344

Atencao : Somente participarao do sorteio aqueles que doarem uma late de leite em po'.

SOLIDARIEDADE : Quanto voce vai pagar para por este encontro de tecnologia ? NADA! Como voce sabe, este convite e gratuito, mas se voce trouxer uma lata de leite em po', (nao serve leite desnatado, longa vida (caixinha) ou saquinho), esta sera' doada para o Lar Betel - http://www.larbetel.org/ ou http://www.betelchildrenshome.org.uk/ (em ingles), que atende a mais de 200 criancas institucionalizadas (em situacao de risco).

sexta-feira, junho 04, 2010

EU E O VESTIDO (ou DIVAGANDO SOBRE CUSTO-BENFÍCIO)

Só agora olhando as fotos do meu aniversário me toquei o quão lindo meu vestido era. Quando eu o comprei, eu tinha isso em mente, mas vendo as fotos fui percebendo-o melhor: a beleza da estampa e o quanto parece que são 2 peças ao invés de uma só.

O interessante foi que, em pleno Dia das Mães, vi este vestido na vitrine e me apaixonei por ele. Primeiramente, um ponto positivo era o modelo longo com mangas, algo difícil de achar. Já o ponto negativo era o preço, mais de R$200.

Relutei um pouco, mas como era meu aniversário, me atrevi a entrar na loja cara, experimentar e comprá-lo. Ainda saí de lá com outro vestido: dourado com vermelho. Esse eu vi uma vendedora levando para outra cliente experimentar e eu disse a ela: “Preciso ver este vestido!” Gostei também e comprei.

Eu fiz esta extravagância por 2 motivos. O primeiro, já citado, é o fato de ser próximo ao meu aniversário e eu estar mais mão aberta. O segundo foram as estampas, que eram lindas demais.

Um fato que observo nessas lojas caras é que há peças que não fazem sentido o preço que cobram. Às vezes é uma blusa lisa, sem nada demais, que você acharia em outro lugar, e eles cobram um absurdo. Essas eu acho que não velam a pena. Mas tem peças que se são exclusivas, em especial as estampadas. Eles conseguem tecidos únicos, que você nunca encontrará tão bonito. Eu comprei os vestidos pelas estampas, não pelo modelos, que não tinham nada de mais.

Nessas horas eu me pergunto se vale a pena pagar caro por roupas ou se sou eu que tenho “síndrome de pobre” e fico achando que está caro. Algo para refletir...

segunda-feira, maio 31, 2010

PARABÉNS PARA MIM!!!




Recebi hoje em um dos e-mails diários que eu recebo do site Horóscopo Free a imagem acima. Embora eu não seja lá fã de rosa, achei o bolo "informatizado" minha cara!

Estranhamente estou usando rosa no dia do meu aniversário, pois eu ganhei ontem uma blusa tão bacana da minha vizinha, com uma echarpe acoplada que eu achei super fashion. Eu normalmente não uso rosa, porque dá um ar muito menininha, mas quando na peça há algum detalhe diferente, daí eu acho interesssnte.

Agradeço a todos pelas manifestações de carinho que recebi nos últimos dias pessoalmente, por e-mail, orkut, telefone e SMS. Agradeço também a todos que compareceram ontem ao meu churrasco, que foi bem animado. Foi algo simples, mas pelos comentários a maioria dos convidados gostou, já que o churrasqueiro, que me foi recomendado por um casal de amigos, é muito bom.

Por último, agradeço pelos presentes que ganhei. Vi que as pessoas leram o blog e me deram presentes super legais. Ganhei 5 livros, o que me garantirá boa leitura até o fim do ano. E ganhei 9 hidratantes, sozinhos ou em algum kit acompanhado de outras coisas como sabonetes, o que também garantirá meu estoque de hidratação até o fim do ano, além de proporcionar uma enorme variação de fragrâncias, cada uma melhor que a outra. Ganhei também blusas, coletes, CDs, colar, porta-retrato e o lenço de dança que eu pedi (espero não ter esquecido de nada, hihihihi).
Pena que ganhei 3 brincos, os quais não usarei pois não uso brinco. Mas tudo bem, minha mãe ganhou os 3 brincos.

No feriado colocarei as fotos no Flickr.

P.S.: Agradeço ao meu colega de trabalho que me emprestou as caixinhas de som para ligar no notebook. Show de bola!
P.S.2: Esqueci também de comentar da galera do trablho que fez a alegria da festa. Quando eu percebi, já tava o pessoal jogando dominó e se divertindo até!
P.S.3: Momento mico: nas fotos vcs poderão ver o close da vela grande ao contrário. Por mais que eu tivesse ensinado minha mãe com antecedência a posição correta...

sexta-feira, maio 28, 2010

UM POUCO DE PATRIOTISMO (ou SIM, A COPA ESTÁ CHEGANDO)

Anteontem passei na comercial da 203 sul para fazer umas compras. Quando entrei na comercial, levei "um susto": ela estava toda decorada com mtivos verde e amarelos. No alto, dezenas de barbantes de um lado a outro repletos de fitinhas nas cores da bandeira, e inclusive formando uma grande bandeira no ar.
Embora o tempo todo estejam falando de copa nos meios de comunicação, quando vi a quadra enfeitada que finalmente caiu a ficha de que a Copa está chegando e o patriotismo bateu no peito.
Se bem que esse patriotismo que a maioria dos brasileiros sente em época de Copa é meio fajuto. Deveríamos ter amor ao nosso país sempre, pois é o lugar onde vivemos e que, embora tenha muitos problemas, tem também muitas qualidades. Além disso, tendo amor sincero ao nosso país, estaríamos mais dispostos a torná-lo um lugar melhor para se viver.